Arquivos desenvolvimento sustentável - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/desenvolvimento-sustentavel/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Mon, 18 Oct 2021 13:44:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Bioeletromobilidade: o Brasil pode ser exemplo para o mundo https://canalmynews.com.br/voce-colunista/bioeletromobilidade-brasil-pode-ser-exemplo-para-mundo/ Mon, 18 Oct 2021 13:44:59 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/bioeletromobilidade-brasil-pode-ser-exemplo-para-mundo/ O Brasil tem a peculiaridade de possuir matriz energética três vezes mais limpas do que a média mundial, o que não afasta a urgência de discutirmos os desafios da transição energética

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Como sabemos, o mundo está passando por um período de transição energética, diante de um cenário de mudanças climáticas com consequências trágicas. A cada dia, discute-se com ainda mais afinco qual será – ou deverá ser – ao futuro da matriz energética mundial.

O Brasil tem a peculiaridade de possuir matriz energética três vezes mais “limpas” do que a média mundial, o que não afasta, porém, a urgência de discutirmos como atuaremos em face dessa transição energética, que certamente nos trará enormes desafios.

Especificamente no setor de transporte, vemos uma transição rápida caracterizada pela substituição dos veículos a combustão interna para veículos elétricos. Isso exige que os países tracem a melhor estratégia para suprir essa nova demanda por eletricidade.

carro elétrico - Brasil pode ser exemplo de transição energética
Brasil pode servir de exemplo para o mundo na adoção de energias sustentáveis, a exemplo do biocombustível e dos carros elétricos/Foto: Pixabay

Mas como o Brasil fica neste cenário? Primeiramente, precisamos comparar a sustentabilidade de nossa matriz energética com a média mundial: Brasil 44% x 15% mundo. Isso mesmo, somos quase 30% mais sustentáveis que o mundo. Parte deste desempenho se dá pelo uso de biocombustíveis. Etanol, biodiesel, bioquerosene vêm sendo uma alternativa brasileira para a segurança energética, competindo com os derivados do petróleo.

Como falavam os desenhos animados dos anos 1990: se não podemos ganhar, juntemo-nos a eles (um tanto trágico, eu sei). Isso significa: não podemos dizer ao setor de transporte que usem veículos com biocombustíveis, mas podemos ajudar o mundo a tornar esse elétron sustentável.

Explico: o mundo precisa da transição energética porque sua matriz é extremamente emissora de gases de efeito estufa e precisa substituir sua atual matriz por um combustível de transição – o gás natural (fonte fóssil e não renovável). Nós, brasileiros, já utilizamos o etanol (fonte renovável) como alternativa viável (infelizmente elástica) à gasolina, por exemplo.

“E que horas o seu título vai fazer sentindo neste artigo?” – pergunta @ leitor(a) mais atento. Agora mesmo, precisamos fazer uma transição trágica como o mundo? Não! Precisamos, sim, entender o papel relevante do país e do agronegócio para a eletromobilidade que já está aí, queiramos ou não.

Por isso, pontuo que no Brasil deveríamos buscar a BIOELETROMOBILIDADE. Podemos gerar eletricidade (no posto de combustível) a partir do etanol, utilizando célula a combustível para veículo puramente elétrico. Com o mesmo etanol podemos produzir (no posto de combustível) hidrogênio verde para abastecer os veículos elétricos com célula a combustível. E sabe o que é melhor? A logística do etanol já está pronta, as questões de segurança já estão testadas e ainda podemos gerar créditos de carbono a partir do programa Renovabio, tornando o preço do kWh também sustentável.

O que precisamos é que o agronegócio veja a eletromobilidade como mais uma oportunidade de mostrar ao mundo que temos uma tecnologia viável e sustentável. E que o futuro poderá ser BIOELÉTRICO com o Brasil na vanguarda das tecnologias.


Quem é Davi Gabriel Lopes?

Engenheiro agrônomo (Universidade Federal do Ceará), com mestrado e doutorado em Planejamento Energético pela UNICAMP. Atualmente, é assessor técnico no projeto internacional que estuda o Hidrogênio eletrolítico a partir de fontes renováveis no Paraguai

* As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews


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Rogério Studart: Brasil deve decidir se embarca no trem do desenvolvimento sustentável https://canalmynews.com.br/mais/rogerio-studart-brasil-desenvolvimento-sustentavel/ Fri, 27 Aug 2021 19:40:43 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/rogerio-studart-brasil-desenvolvimento-sustentavel/ O economista e pesquisador do World Resources Institute (WRI), Rogério Studart, avalia que o Brasil está atrasado em iniciativas de estímulo ao desenvolvimento sustentável

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Se existe um trem para o futuro, ele já partiu e o Brasil chegou atrasado à estação. Essa é a análise do economista e pesquisador do World Resources Institute (WRI), em Washington (EUA), Rogério Studart – em conversa com a jornalista Mara Luquet, no MyNews Entrevista desta sexta (27) – ao avaliar que o país ainda pode alcançar as grandes nações em relação a medidas de desenvolvimento sustentável e para contornar a crise climática – aproveitando oportunidades socioeconômicas que de fato existem no país. Às vésperas da 26ª Conferência Mundial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Clima (COP26), que acontecerá de 31 de outubro a 12 de novembro, em Glasglow, na Escócia, Studart se diz mais otimista com a forma como governadores e prefeitos de várias regiões do Brasil têm lidado com a temática, buscando soluções inovadoras para questões de meio ambiente e sustentabilidade.

Rogério Studart - economista e pesquisador do WRI fala sobre desenvolvimento sustentável
O economista e pesquisador do WRI, Roberto Studart, avalia como o Brasil está se posicionando em relação às iniciativas de desenvolvimento sustentável/Imagem: Reprodução Internet/Canal MyNews

“O Brasil, na sua representação nacional, chega atrasado à estação. Ainda tem tempo, nada em negociações internacionais é definitivo e sempre é possível mudar a abordagem, a ambição e a sua forma de se apresentar ao mundo. A gente chegou tarde à estação; a nossa ambição apresentada sobre a mudança do clima e à agenda ambiental é no mínimo tímida. Por outro lado, observo diversas iniciativas em nível estadual e municipal que, pelo contrário, têm avançado muito. Tenho acompanhado muitas conversas de governadores e prefeitos e prefeitas com a comunidade internacional. (…) Sou mais otimista com a forma que governadores e prefeitos têm se posicionado”, argumenta o professor, ressaltando que é preciso uma iniciativa do povo brasileiro sobre os temas, para que o país utilize essas discussões sobre meio ambiente e sobre o clima para sair de uma situação socioeconômica complicada.

Entre as iniciativas que têm chamado a sua atenção, Rogério Studart ressalta o Fundo de Gestão da Amazônia Oriental, desenvolvido pelo estado do Pará, e algumas coalizões de governadores do Norte do país pelo clima em nível nacional. “Vi com muito interesse uma conversa com a administração Biden, quando disse que as relações com o Brasil deveriam ser pautadas pelo tema ambiental. (…) Vejo essa e outras iniciativas e uma potencialidade enorme para que prosperem. Enviar essa sinalização [para o mundo] é muito importante porque esse é um trem que não vai parar e o Brasil tem possibilidade de se favorecer e de dar a sua contribuição ao mundo”, acrescenta.

Desenvolvimento Sustentável tem reflexos em oportunidades sociais e econômicas

Parte de um grupo do WRI que tem estudado o tema da sustentabilidade em várias regiões do mundo, o professor elenca diversas oportunidades e benefícios que o Brasil teria se investisse seriamente em projetos sustentáveis, promovendo negócios verdes e energias alternativas, por exemplo. “Há possibilidade de ganhos em crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), aumento da produtividade, diminuição da poluição, melhoria da mobilidade. Investir em cidades inteligentes favorece a população e aumenta a produtividade”, destaca. Para Studart, países como o Brasil – com uma economia continental – necessitam de um eixo de crescimento calcado no desenvolvimento interno, no capital humano, tecnológico e na agricultura.

O Brasil tem um potencial para desenvolvimento nesses segmentos, assim como os Estados Unidos e a China – dois países também continentais, observa o economista. “Basta olhar uma foto de satélite do Brasil e perceber que existe um capital natural extraordinário que está sendo destruído; mas se for utilizado de maneira eficiente, pode se tornar uma potência. Estou falando de biocombustíveis, energia renovável, ônibus elétricos, agricultura sustentável – diversas frentes de investimento e desenvolvimento. Isso acaba atraindo uma juventude e criando empregos em áreas com futuro. A gente perdeu hoje em dia a capacidade de saber como investe no futuro. O Brasil está investindo do passado”, complementou, lembrando que, ao contrário do momento atual, o Brasil tem uma tradição de colocar o conceito de desenvolvimento sustentável na pauta global.

O pesquisador lembra que existem boas iniciativas acontecendo no país em relação ao financiamento para projetos sustentáveis e cita instituições como o BNDES, o Banco Central e o Banco do Brasil com exemplos de iniciativas positivas para atrair, estimular e financiar iniciativas e recursos “verdes”. Para se colocar novamente como um líder em defesa de uma economia sustentável, Rogério Studart diz que é preciso que o país apresente uma visão sobre este futuro, com um discurso claro para agentes privados, investidores, e comunidade internacional, com uma visão de longo prazo. “A gente tem que decidir se sobe ou não no trem. Não é só uma questão de comércio. É tecnologia verde, finanças verdes, investimento verde. É assim que os países se posicionam. China, Estados Unidos, a Colômbia está espetacularmente se apresentado assim ao mundo. Resta saber o que o Brasil quer fazer com isso”, finalizou.

Assista à íntegra do MyNews Entrevista, no Canal MyNews, com o economista Rogério Studart e a jornalista Mara Luquet, sobre as oportunidades do desenvolvimento sustentável para o crescimento socioeconômico

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