Arquivos desmatamento ilegal - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/desmatamento-ilegal/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 19 Nov 2021 15:35:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Governo Bolsonaro atrasa dados do desmatamento por COP26 https://canalmynews.com.br/politica/governo-bolsonaro-atrasa-dados-desmatamento-cop26/ Fri, 19 Nov 2021 15:35:12 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/governo-bolsonaro-atrasa-dados-desmatamento-cop26/ Relatório do Inpe sobre desmatamento divulgado na quinta-feira está pronto desde final de outubro

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Fontes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revelam que o governo do presidente Jair Bolsonaro retardou a divulgação de dados de desmatamento na Amazônia para não coincidir com a COP26. A informação foi revelada pelo Jornal Nacional e pela Folha de S. Paulo, que ouviram os servidores sob a condição de anonimato. 

O relatório foi concluído em 27 de outubro, quatro dias antes da conferência que discutiu as mudanças climáticas em Glasgow, na Escócia. Mas só foi divulgado nesta quinta-feira (18), quase uma semana após o seu encerramento.

Os dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Amazônia Legal por Satélite (Prodes) mostram que foram derrubados 13.235 quilômetros quadrados de floresta entre agosto de 2020 e julho de 2021. É o maior desmatamento nos últimos 15 anos e, só em comparação ao mesmo período no ano anterior, o aumento foi de 22%. 

Ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, diz que governo precisa ter atitude mais contundente no combate ao desmatamento.

Os técnicos do Inpe registraram no documento a data de conclusão do relatório, 27 de outubro. Na quinta-feira, o documento foi disponibilizado no site, sem nenhuma divulgação. No meio da tarde, foi convocada uma coletiva do ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, e o do Meio Ambiente, Joaquim Leite, para comentar os dados. Leite disse que os números eram inaceitáveis e prometeu uma ação mais contundente do governo. 

O ministro chegou a ser questionado duas vezes sobre a data, mas nas duas, disse só ter tido acesso às informações na quinta-feira. Leite chegou a afirmar que o Inpe poderia ter atrasado a divulgação por uma questão de cautela, para revisar algum dado. 

“Talvez tenha sido por cautela que o Inpe tenha atrasado a divulgação desses dados, para alguma revisão, mas eu não tenho essa informação do Inpe. O que eu tenho informação é que foi divulgado hoje e nós estamos aqui deixando claro que esse número é inaceitável e nós vamos combater contundentemente o crime ambiental na Amazônia”, sustentou

Dados sobre desmatamento contradizem vice

Os números contrastam com o otimismo do vice-presidente Hamilton Mourão, que coordenou os esforços de combate ao desmatamento no governo. No final de agosto, ele antecipou os dados, e afirmou que mostrariam uma queda de 5% na devastação da floresta.

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Situação da Amazônia é grave e exige ações integradas https://canalmynews.com.br/mais/situacao-da-amazonia-e-grave-e-exige-acoes-integradas/ Fri, 10 Sep 2021 23:47:03 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/situacao-da-amazonia-e-grave-e-exige-acoes-integradas/ O ano de 2020 ficou marcado como o pior em relação ao desmatamento ilegal dos últimos 10 anos. A Amazônia já sofre com mortalidade de árvores e aumento da estação seca

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Na semana em que se lembrou o Dia da Amazônia, em 5 de setembro, não há muito o que comemorar quando o assunto é a conservação da maior floresta tropical do mundo. O ano de 2020 ficou marcado como o pior em relação ao desmatamento ilegal dos últimos 10 anos, com 10.851 Km² desmatados e 2021 deve superar essa marca, haja vista que entre janeiro e agosto a área devastada já é maior do que no ano passado.

Para a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Luciana Vanni Gatti a situação é grave e já aponta para um impacto grande em relação à situação climática e de preservação da própria floresta. “Com todo o desmatamento que a gente já fez na Amazônia, já existe um impacto muito grande, com redução de chuvas e aumento de temperatura, o que representa um stress muito grande para a floresta. No Sudeste da Amazônia, por exemplo, a mortalidade de árvores é o dobro, às vezes o triplo, do restante da floresta. O desmatamento está levando a uma agudização da estação seca”, explicou a pesquisadora, em entrevista ao Quinta Chamada Ciência.

Imagem aérea de queimada próxima à Flora do Jacundá, em Rondônia. Amazônia sofre com fogo e desmatamento.
Imagem aérea de queimada próxima à Flora do Jacundá, em Rondônia. Amazônia sofre com fogo e desmatamento.
(Foto: Bruno Kelly/Amazônia Real/Fotos Públicas)

Carlos Bocuhy, presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), elencou problemas em relação a vulnerabilidades e questões referentes à gestão que interferem na conservação da floresta e de toda a biodiversidade da região amazônica. Entre as vulnerabilidades, estão a perda de recursos hídricos, que interfere na situação dos rios de toda a América do Sul, incluindo a Bacia do Prata – que atravessa Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina; a ameaça à biodiversidade da Amazônia – onde está uma de cada cinco espécies de plantas, peixes e aves do planeta; e a desertificação – pois pesquisas já apontam que em algumas áreas existe o risco real de a floresta se transformar num deserto, sem possibilidade de reequilíbrio.

Sob o ponto de vista de gestão, Bocuhy apontou problemas graves em relação à fiscalização, que envolvem a necessidade de integrar ações do Exército, da Polícia Federal e do Ibama, com investimento em inteligência e equipamentos; algo que tem seguido exatamente o caminho contrário – com o sucateamento do Ibama no atual governo. Outro ponto que poderia fortalecer uma gestão eficiente da Amazônia seria o estímulo ao extrativismo sustentável, que incentivasse a harmonia entre as comunidades e a floresta, com foco no fim do desmatamento ilegal.

Na avaliação do coordenador de Comunicação do Observatório do Clima, Cláudio Ângelo, é assustadora a aceleração da mortalidade das árvores, provocada por “stress térmico”. “A gente fez muitas matérias sobre os modelos que mostravam o chamado ‘die back’ – um ponto da mudança climática em que as árvores iriam morrer de stress térmico, agravado pelo desmatamento. Isso tudo era um modelo, o que se esperava que acontecesse com a floresta se o desmatamento progredisse como progrediu. Os cientistas tinham razão e os pesadelos estão se tornando realidade, especialmente no Sudeste da Amazônia, uma área desmatada, ‘sojificada’ e ‘pastificada’”, considerou Cláudio Ângelo, numa referência às plantações de soja e à criação de gado comuns na região.

Para Ângelo, o enfrentamento dessa situação passa por uma mudança no governo central do Brasil e pelas eleições de 2022. “O desafio do Brasil hoje se chama Jair Messias Bolsonaro. Não dá para contornar isso. A gente tem um governo que é contra a floresta. Então para a gente começar a discutir qualquer coisa, precisa de um novo governo. Não, Bolsonaro não vai tomar jeito e não vai ter pressão internacional que dê jeito no Bolsonaro. O futuro depende das eleições, ou de Arthur Lira (PP-AL) encaminhar o impeachment do presidente da República; da mudança de governo para que a gente possa retomar instrumentos de políticas públicas que já vinham dando resultado no passado. Que levaram à redução do desmatamento no passado”, completou.

O jornalista Salvador Nogueira pontuou que a situação é grave também por conta da necessidade de reestruturar o arcabouço legal e as instituições que faziam o combate ao desmatamento ilegal na Amazônia, pois o atual governo implementou um “desmantelamento” da estrutura para combate ao desmatamento, prejudicou a divulgação de dados científicos do Inpe e alterou a legislação ambiental e de coerção aos crimes ambientais que precisarão ser reconstruídas no futuro.

Quinta Chamada Ciência é transmitido todas as quintas, a partir das 20h30, no Canal MyNews. Sempre com temas interessantes conduzidos pela jornalista Cecília Oliveira e participação de cientistas de diversas áreas

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