Arquivos Dia da Mulher - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/dia-da-mulher/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 08 Mar 2023 22:52:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Firmeza gentil! MyNews, um canal dirigido e feito por muitas mulheres https://canalmynews.com.br/brasil/firmeza-gentil-mynews-um-canal-dirigido-e-feito-por-muitas-mulheres/ Wed, 08 Mar 2023 22:42:27 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36295 Equipe do canal é 60% composta por mulheres

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Em 2018 nascia o canal MyNews de jornalismo no YouTube. Era um ano eleitoral com cenário político polarizado. Fazer um canal independente de jornalismo naquele momento parecia coisa de maluco. E era mesmo! A ideia partiu da cabeça de uma mulher, Mara Luquet, que montou um time recheado de mulheres do qual sou a editora-chefe. Um ano depois da estreia, nos tornamos um caso de estudo mundial na plataforma.

A qualidade dos debates e análises, a pluralidade de ideias e o jeito simples de tratar assuntos complexos nos proporcionaram um engajamento e uma interação até então desconhecidos no YouTube. Neste Dia Internacional das Mulheres me orgulho de termos uma equipe composta por 60% de mulheres.

Mesmo estando ao lado de grandes veículos de comunicação – como Globonews, CNN e BandNews -, o MyNews foi eleito o melhor canal de notícias em 2020 e ficou entre os Top 10 canais digitais do prêmio Ibest na categoria Política em 2021 e Veículo de Opinião em 2022. Nós tínhamos encontrado o nosso nicho e para isso rezamos diariamente a cartilha da persistência e da paciência.

É bem verdade que tivemos ajuda, mergulhamos na generosidade de especialistas que se dispuseram a dividir seus conhecimentos conosco. Foi assim que professores, advogados, cientistas, artistas, médicos, economistas, filósofos, juízes, cientistas políticos, jornalistas e toda sorte de especialistas se uniram ao nosso propósito de levar informação de qualidade para o público. Fomos subindo em relevância ao mesmo tempo que puxamos muitos desses especialistas para cima, dando a eles voz e a merecida visibilidade.

Aos poucos, fomos nos definindo perante a audiência: uma alternativa consistente, leve e informal. Um canal dirigido por mulheres com uma identificação maior com as situações vividas pelas outras mulheres da equipe. Certa vez, durante uma gravação presencial, um dos integrantes do estúdio se mostrou surpreso com o meu tom de voz: suave e amigável demais. Para ele, aquilo não combinava com alguém que estava no comando. Me questionei internamente e mantive o tom. Felizmente, a gravação foi um sucesso. Percebi que tínhamos na nossa essência algo muito feminino, dentro, claro, das diversas possibilidades do ser feminino: firmeza gentil. Desejei que o mundo todo fosse assim e pensei no meu espaço de trabalho como uma oportunidade para compartilhar isso com os outros.

Ao longo destes 5 anos foram inúmeras as dificuldades e batalhas. Passamos por crises de toda ordem. Também discutimos muito o que queríamos ser, qual o nosso norte e como chegaríamos até lá. Fizemos um código de ética, um manual de boas práticas e não foram poucas as divergências e debates entre a equipe. Mas de uma coisa nunca discordamos: nossa contribuição para um debate construtivo. Não queremos treta e nem “lacrar”. Nosso foco está na escuta plural, no diálogo, no acolhimento às diversidades e na gentileza.

Veio a pandemia da Covid-19, dificuldades econômicas, equipe enxuta, trabalho remoto, flexibilidade de horários e uma necessidade de estarmos ainda mais próximas da nossa audiência. Trocamos os programas gravados por lives onde interagíamos com o público. Passamos a fazer lives diárias. Nos tornamos um refúgio para acolher as angústias da audiência ao mesmo tempo em que passávamos as informações.

Debatemos ainda mais as sobrecargas das mulheres, falsamente apresentadas como “superpoderes”. Discutimos as inúmeras tarefas familiares sob a responsabilidade das mulheres face à ausência dos homens. O resultado foi surpreendente para todo mundo e até para mim mesma. Estávamos todos – do lado de cá e do lado de lá da tela – fragilizados pela ameaça de um vírus desconhecido. Mas juntos era mais fácil seguir em frente.

Foi assim que encontramos a nossa fórmula secreta: a inteligência da nossa audiência. Nosso público não precisa ser tutelado, não quer alguém que diga como deve pensar ou agir. As pessoas querem informação de qualidade sem ódio, com uma escuta ativa, que não seja empolada e se abra dentro das suas fragilidades.

Nesse dia das mulheres, eu desejo que mulheres e homens se inscrevam no MyNews. Tem uma coisa especial acontecendo nesse canal. Você só precisa ter um pouco de sensibilidade para perceber. Mas se precisar de uma forcinha, nosso time de mulheres incríveis está a postos!

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Mulher, pandemia e o (des)emprego https://canalmynews.com.br/vilma-pinto/mulher-pandemia-e-o-desemprego/ Wed, 10 Mar 2021 14:22:52 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mulher-pandemia-e-o-desemprego/ Aumento da taxa de desocupados foi fomentado pela pandemia, mas afetou principalmente as mulheres

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Anteontem foi comemorado o Dia Internacional da Mulher e hoje foram divulgados os dados de emprego do último trimestre de 2020. O dia 08 de março, é visto por muitos como um dia de homenagens e comemorações, mas para tantos outros também é momento para reflexão. Para refletir sobre este assunto e aproveitando os números recém-divulgados pelo IBGE sobre o mercado de trabalho, vou tentar explorar a questão da desigualdade de gênero no mercado de trabalho, neste período de pandemia.

Para atingir o objetivo proposto, e sem querer esgotar o assunto, é importante fazer uma análise prévia sobre como se comportou a economia em 2020 para, então, traçar seu paralelo com o mercado de trabalho e os diferentes impactos sobre os homens e as mulheres.

7,4 milhões de mulheres estavam desempregadas em 2020.
7,4 milhões de mulheres estavam desempregadas em 2020. Foto: Carol Garcia (GOVBA).

A pandemia afetou a atividade econômica de maneira desigual, conforme demonstrado na minha coluna de 16 de dezembro. O setor de serviços, principalmente aqueles serviços prestados às famílias, enfrentam dificuldades para retomada até hoje. As escolas fechadas e o home office trouxeram um desafio adicional no ano de 2020.

Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-Contínua), a taxa de desemprego em dezembro de 2020 foi de 13,9%, o que representa aumento de 3 pontos percentuais em relação ao observado em 2019 (11,0%). Quando decompomos os dados entre gênero feminino e masculino, vemos que a taxa de desemprego entre as mulheres foi de 16,4%, ao passo que o observado no gênero oposto foi de 11,9%.

Infelizmente, as discrepâncias entre as taxas de desemprego por gênero não é uma exclusividade da pandemia, de forma que é possível observar o mesmo fenômeno se comparado com anos anteriores. Contudo, quando olhamos para a população na força de trabalho vis-à-vis fora da força de trabalho, vemos que a pandemia acabou afetando ainda mais as mulheres.

A quantidade de pessoas ocupadas em 2020 foi de 86,1 milhões, o que representa uma queda de 8,4 milhões em relação a 2019. A quantidade de mulheres que mantiveram seus empregos (ocupadas) foi de 37,5 milhões, enquanto que este número entre homens foi de 48,7 milhões. Já a quantidade de mulheres desocupadas ficou em 7,4 milhões, enquanto que a quantidade de homens desempregados ficou em 6,6 milhões de pessoas.

Contudo, quando olhamos para a quantidade de pessoas fora da força de trabalho, os números saltam aos olhos. Isso porque houve uma saída desproporcional das mulheres do mercado de trabalho em 2020. Em 2020, a quantidade de mulheres fora da força de trabalho foi de 48,9 milhões (aumento de 6,6 milhões em relação a 2019), ao passo que a mesma medida entre os homens foi de 27,3 milhões, representando aumento de 4,2 milhões de pessoas em relação ao ano imediatamente anterior ao período analisado.

Gráfico 'Quantidade de mulheres fora da força de trabalho'.
Gráfico ‘Quantidade de mulheres fora da força de trabalho’. Reprodução MyNews.

Infelizmente, a pandemia contribuiu para agravar as desigualdades de gênero no mercado de trabalho. Estudo recente do IBGE sobre estatísticas de gênero, mostra que o nível de ocupação no mercado de trabalho é menor entre mulheres com crianças de até 3 anos frente àquelas que não tem. A pesquisa também mostrou que as mulheres que se dedicaram aos cuidados de pessoas ou afazeres domésticos quase o dobro de tempo que os homens.

Assim, a dinâmica desigual da recuperação da atividade econômica – afetando majoritariamente os serviços prestados às famílias e a necessidade de conciliar, em muitos casos, o trabalho (home office ou não) e os cuidados dos filhos em período maior, que por conta da pandemia ficaram sem escola presencial – fez com que aumentasse muito a quantidade de mulheres fora da força de trabalho.

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Em 2020 foram registradas 300 denúncias de violência contra mulher por dia https://canalmynews.com.br/mais/em-2020-foram-registradas-300-denuncias-de-violencia-contra-mulher-por-dia/ Mon, 08 Mar 2021 13:49:12 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/em-2020-foram-registradas-300-denuncias-de-violencia-contra-mulher-por-dia/ A maior parte são de violência doméstica cometida por homens brancos entre 35 e 39 anos

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O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos divulgou os números de denúncias de violência contra a mulher recebidas ao longo de 2020 no Disque 100 e no Ligue 180. Foram, ao todo, 105 mil denúncias, o que dá uma média de 300 por dia.

No ano que começou a pandemia, foram registradas 300 denúncias por dia de violência contra mulheres no Brasil.
No ano que começou a pandemia, foram registradas 300 denúncias por dia de violência contra mulheres no Brasil. Foto: Vperemen (Domínio Público).

Segundo dados da pasta, a maior parte dos registros, 72% são referentes à violência doméstica que inclui, além da violência física, a violência moral e patrimonial. O restante diz respeito a violações de direitos civis e políticos, que abarca o cárcere privado, o tráfico de pessoas e condição análoga à escravidão.

O ministério levantou o perfil das vítimas. Em sua maioria, são declaradas pardas, têm entre 35 e 39 anos, estudaram até o ensino médio e vivem com um salário mínimo. Já os agressores são majoritariamente brancos entre 35 e 39 anos.

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