Arquivos Dia Internacional da Mulher - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/dia-internacional-da-mulher/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Thu, 09 Mar 2023 14:01:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Nikolas Ferreira pode ter o mandato cassado após discurso transfóbico https://canalmynews.com.br/politica/nikolas-ferreira-pode-ter-o-mandato-cassado-apos-discurso-transfobico-na-camara/ Thu, 09 Mar 2023 13:44:06 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36301 Parlamentar subiu na Tribuna para negar a existência de mulheres trans e proferir discurso de ódio

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O Ministério Público Federal (MPF) acionou a Câmara dos Deputados para que o discurso do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) seja apurado, para averiguar “suposta violação ética”. Nesta quarta-feira, no simbólico 8 de março, que é marcado pelo reconhecimento da luta das mulheres, o parlamentar utilizou o Plenário da Câmara para proferir falas transfóbicas.

“O Dia Internacional das Mulheres e a esquerda disse que eu não poderia falar, porque não estava no meu local de fala. Então, solucionei esse problema (coloca uma peruca loira na cabeça) e hoje me sinto mulher”, disse. Ainda segundo ele, “as mulheres estão perdendo seu espaço para homens que se sentem mulheres. Para vocês terem ideia do perigo de tudo isso, eles estão querendo colocar a imposição de uma realidade que não é a realidade. Ou você concorda com o que estão dizendo ou, caso contrário, você é um transfóbico, um homofóbico e um preconceituoso”.

A procuradora Luciana Loureiro ressaltou que Nikolas usou o tempo na tribuna para, “a pretexto de discursar sobre o Dia Internacional da Mulher, referir-se de forma desrespeitosa às mulheres em geral e ofensiva às mulheres trans em especial”.

A transfobia foi equiparada ao crime de racismo e passou a ser tratada como crime hediondo pelo STF em 2019.

Após a fala criminosa, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), criticou a atitude do deputado. “O Plenário da Câmara dos Deputados não é palco para exibicionismo e muito menos discursos preconceituosos. Não admitirei o desrespeito contra ninguém. O deputado Nikolas Ferreira merece minha reprimenda pública por sua atitude no dia de hoje. A todas e todos que se sentiram ofendidas e ofendidos, minha solidariedade”, disse Lira em suas redes sociais.

Diversos deputados protestaram contra o discurso. Tabata Amaral (PSB-SP) disse que enviará ao Conselho de Ética uma representação pedindo a cassação do mandato de Nikolas Ferreira, a quem acusa de cometer o crime de transfobia.

A bancada do Psol anunciou que entraria no Supremo Tribunal Federal com uma notícia-crime contra o deputado. “A estratégia dos bolsonaristas e transfóbicos é antiga: usam nossas vidas de escada para se construir”, afirmou a deputada Erika Hilton (Psol-SP), que é uma mulher trans.

 

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Perfil mais conservador do Congresso pode travar pautas feministas https://canalmynews.com.br/politica/perfil-mais-conservador-do-congresso-pode-travar-pautas-feministas/ Wed, 08 Mar 2023 12:03:47 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36278 É o que aponta estudo do Centro Feminista de Estudos e Assessoria

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Parlamentares da nova legislatura têm um posicionamento mais conservador em relação a pautas relacionadas ao movimento feminista. É o que aponta o estudo Perfil Parlamentar (2023-2026) Sob a Ótica da Agenda Feminista, do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), com base em análises dos conteúdos das redes sociais dos 513 deputados federais e dos 81 senadores (incluindo os eleitos em 2022). O Cfemea considerou somente as publicações feitas no período oficial de campanha eleitoral de 2022 (16 de agosto a 30 de outubro), em sites dos parlamentares e no Facebook, Instagram, Twitter e YouTube.

O estudo
Por meio de 34 perguntas iguais para todos, o estudo avaliou se houve posicionamento sobre seis temas considerados relevantes para a agenda feminista: Direitos sexuais e direitos reprodutivos; Violência contra a mulher; Concepção de família; Posicionamento sobre o cuidado (por exemplo, divisão do trabalho intrafamiliar); Religião (entre os pontos observados: o Estado laico); Posições antigênero (como direitos LGBTQIA+).

A pesquisa constatou que os perfis dos parlamentares estão separados em cinco grupos ideológicos. E cada pessoa pode integrar mais de um grupo, conforme afinidades. São eles: armamentista (pouco mais de 10% do Congresso Nacional); religioso (aproximadamente 20%), de costumes/defensores da família tradicional (aproximadamente um quarto; feminista (aproximadamente 20%); conservadores (mais de 40%).

A coordenadora da pesquisa e doutora em ciência política, com pós-doutorado em estudos feministas interseccionais pela Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora em gênero, mídia e política, Denise Mantovani, em entrevista à Agência Brasil, comentou os resultados da pesquisa: “A gente tem desde o aspecto do impacto das redes sociais e dos discursos de ódio propagados. A gente está vendo que muitas dessas candidaturas se elegeram às custas de muita fake news.” E detalha alguns perfis: “No estudo, a gente percebeu que existem partidos que efetivamente concentram as posições da extrema direita, neoconservadoras, religiosas fundamentalistas.”

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No entanto, Denise aponta convergência em alguns temas. “Existem parlamentares que podem ser aliados pontuais em determinados assuntos com os quais eles dialogam com os direitos das mulheres”. Ela destaca o combate à violência contra mulher. “Em uma situação em que eles sejam convidados a apoiar uma legislação que ajude a prevenir, enfrentar e combater a violência doméstica contra as mulheres, a violência sexual, o estupro, acho que existem possibilidades de arranjos com parlamentares de vários partidos para compor uma aliança com a bancada feminista e antirracista que está atuando na defesa e dos direitos das mulheres, em toda diversidade que essa palavra representa.”

Composição do novo Congresso
As mulheres representam 52,62% do eleitorado brasileiro, de acordo com a Justiça Eleitoral. Apesar de as mulheres serem a maioria, não há reflexo na composição do Congresso Nacional. O estudo do Cfemea confirmou que falta equidade de gênero e raça na representação política. Na Câmara dos Deputados, as mulheres representam 17,7% das cadeiras, com 91 deputadas. Com o resultado das urnas, foi mantida a hegemonia masculina (82,3%). A maioria dos deputados e deputadas eleitos é branca (72%). Em seguida, vêm os pardos (21%), pretos (5%), indígenas (0,9%) e amarelos (0,58%). No Senado, são apenas 15 mulheres entre 81 senadores, sendo que quatro delas são suplentes de senadores que ocupam cargos no governo federal.

Além da representação feminina ser baixa na Câmara e no Senado, as mulheres também estão longe dos principais postos de comando, como as presidências das duas casas legislativas, assentos nas mesas diretoras e nas comissões.

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) cita os principais desafios para os próximos anos. “O primeiro deles é o envolvimento de todos os parlamentares – mulheres e homens – nesse debate. Estamos tratando do interesse de mais da metade da população brasileira, sendo que a outra metade também se beneficiará com o avanço civilizatório que é promovido a partir das conquistas das mulheres.”

Principais achados do estudo
O estudo do Cfemea mostra que, na Câmara, a maioria dos deputados (56,73%) não mencionou o aborto e a proteção às vítimas de estupro/violência sexual em suas postagens.

Já os 16 deputados e deputadas (3,12% dos eleitos) que se declararam favoráveis ao aborto são majoritariamente de legendas progressistas, de esquerda.

Mais de 320 parlamentares (63% das cadeiras da Casa) declararam diretamente ou fizeram menções a símbolos religiosos em mais de uma postagem no período eleitoral. E 89 deputados se manifestaram abertamente contra a ideia de que “religião e política não devem se misturar”.

No Senado Federal, dos 81 parlamentares, 45 (56%) declararam vínculo com alguma religião. E nenhum senador se posicionou favoravelmente, nas redes sociais, ao direito de interrupção da gravidez.

Sobre as composições familiares, 82 deputados (16%) identificados com o conservadorismo defenderam a chamada “família tradicional”, quando apresentaram suas candidaturas. E 11 deputados vinculam o cuidado com os filhos como uma atribuição das mulheres somente, sem mencionar qualquer divisão de cuidados.

Outro aspecto destacado na pesquisa é a baixa menção ao machismo (59 deputados ou 11,5% do total da Câmara) como um problema estrutural relacionado à violência contra as mulheres.

O estudo completo Perfil Parlamentar (2023-2026) Sob a Ótica da Agenda Feminista pode ser acessado aqui.

Desafios do novo Parlamento
No estudo, o Cfemea avalia que a realidade da política brasileira, “com a presença neoconservadora e da extrema direita no parlamento brasileiro, demostra quase nenhuma ou pouca afinidade com as pautas relacionadas aos direitos sexuais e reprodutivos, assim como os pilares democráticos”.

Na Câmara, na última legislatura, foram abordadas pautas como a defesa do não nascido e o direito à vida deste, com Estatuto do Nascituro; a dita proteção de crianças contra o ativismo LGBTQIA+ e a regulamentação do homeschooling.

Em seu segundo mandato, a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) avalia como serão os trabalhos com a nova Câmara mais conservadora. “Essas novas lideranças femininas na política vão tentar levar o debate como se aquelas que lutam pelo direito das mulheres fossem suas inimigas. Mas, acho difícil que consigam retroceder concretamente nas leis brasileiras no que diz respeito às mulheres, porque existe muita força social para que o Brasil não admita retrocessos na pauta. Eu confio muito no poder de mobilização das mulheres brasileiras.”

Para a deputada, a aprovação de projetos de lei prioritários ao movimento feminista passa também pela articulação do atual governo federal, considerado mais progressista. “Os direitos das mulheres têm que estar presentes. Se depender só da composição do Congresso, se não houver um esforço que venha também do Executivo, de fato, a gente pode ter dificuldade de avanços em temas que não precisam nem ser tão polêmicos, mas que são necessários para o Brasil, como a igualdade salarial, ou mesmo, outras medidas de enfrentamento ao machismo.”

Futuro dos direitos das mulheres
No estudo, o Cfemea calcula que apenas um quinto do Congresso Nacional vai continuar a defender pautas feministas como “o combate às violências por razões de gênero, a diversidade das composições de família, o direito ao aborto legal e seguro e a laicidade do Estado”.

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) disse à Agência Brasil que tem a expectativa de que “a ideologia não impeça o avanço dos direitos das mulheres.” Ela elenca pautas prioritárias: “Precisamos cobrar da Câmara a votação do projeto da igualdade salarial entre homens e mulheres que desempenham a mesma função na mesma empresa [PLC 130, de 2011]. Outra: é preciso garantir a recomposição do orçamento de proteção à mulher. O governo anterior não aplicou R$ 1 na Casa da Mulher Brasileira, no ano passado, e reduziu a quase zero os recursos das políticas públicas de acolhimento e combate à violência contra a mulher.”

No Senado também é preciso construir acordos com diferentes bancadas, avalia o senador Paulo Paim (PT-RS), em entrevista à Agência Brasil. “O momento é de união, de conscientização e de reconstrução do Brasil. O diálogo com todos é o caminho para aprovação de matérias tão importantes.” Ele cita o que já vem sendo feito: “O Senado Federal conta com a Procuradoria da Mulher, liderada pela senadora Leila Barros [PDT-DF]. Temos ainda a Comissão de Direitos Humanos, que sempre defendeu essa causa e é um espaço que acolhe e dá voz às mulheres. A bancada feminina ainda é pequena, contudo, as senadoras são extremamente aguerridas e realizam um belo trabalho com os parlamentares homens comprometidos com a temática.”

Mulheres do Brasil e do mundo na política
Pela primeira vez, em 2023, as mulheres estão em todos os parlamentos do mundo, de acordo com o último relatório anual da União Interparlamentar, organização global que reúne 193 países. O relatório global mostra que, em 2023, as mulheres ocupavam, em média, 26,5% dos assentos dos parlamentos pelo mundo. Mas, no Brasil, apesar do aumento de 18,2%, no número de deputadas na última eleição (2022), os 17,7% das vagas ocupadas por mulheres na Câmara ainda apontam uma sub-representação feminina no Parlamento, em relação aos dados mundiais.

A legislação eleitoral brasileira traz incentivos à participação das mulheres na política. Os partidos políticos devem indicar 30% de mulheres aos cargos eletivos, além de destinar, no mínimo, 30% dos recursos públicos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha – mais conhecido como Fundo Eleitoral – para apoiar candidaturas femininas. Os partidos também devem reservar pelo menos 30% do tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão às campanhas de mulheres. Contudo, os estímulos não foram suficientes.

A ONU Mulheres, criada em 2010, incentiva a participação efetiva das mulheres na vida política, em todo o planeta. Em entrevista à Agência Brasil, a analista de Programas da ONU Mulheres – Brasil, Ana Claudia Pereira, defendeu a liderança plena das mulheres na política para construção de uma sociedade mais justa e igualitária. “É uma questão de garantia dos direitos políticos das mulheres de participarem da vida pública em condições de igualdade, em relação aos homens. Por outro lado, é um tema também de desenvolvimento, porque a presença das mulheres, de mais da metade da população, de uma forma mais significativa nas instâncias decisórias, inclusive, no Congresso Nacional, leva a decisões que contemplam essa metade da população de uma forma mais eficiente. O que permite que a gente supere dificuldades do próprio desenvolvimento socioeconômico do país.”

No país, a ONU Mulheres – Brasil tem atuado em conjunto com as parlamentares da bancada feminina. “A gente atua tanto oferecendo insumos, assessoria técnica, informações, dados, quanto apoiando e advogando publicamente por temas que são de grande relevância, como o enfrentamento da violência política de gênero”, conta Ana Claudia Pereira. “A ONU Mulheres soma esforços para que esses temas e outros ganhem visibilidade também e que seja possível conhecer experiências de outros países ou até dados do próprio contexto brasileiro.”

Ana Claudia conta como será a agenda de trabalhos com a legislatura recém-iniciada. ”Continuaremos tendo essa mesma abordagem. Esperamos que tenha uma agenda de trabalho consistente e bem articulada no tema de ações para promover e garantir os direitos humanos das mulheres”.

Representação de todas as mulheres no Parlamento
Do total de 91 deputadas brasileiras, foram eleitas nove mulheres negras e quatro indígenas: Sônia Guajajara (PSOL-SP), que ministra dos Povos Indígenas; Célia Xakriabá (PSOL-MG), Juliana Cardoso (PT-SP) e Silvia Waiãpi (PL-AP). E, pela primeira vez na história, a Câmara dos Deputados tem em sua bancada feminina duas deputadas trans: Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PDT-MG).

O estudo do Cfemea destaca a necessidade de o Parlamento brasileiro se aproximar das agendas feministas e antirracistas. O centro feminista se preocupa com a apresentação de propostas que “podem fortalecer as violências por razões de gênero e raça”.

A analista de Programas da ONU Mulheres – Brasil, Ana Claudia Pereira, chama a atenção, particularmente, para grupos de mulheres que nem sempre são contemplados pelas políticas. “Estamos falando das mulheres negras, indígenas, lésbicas, bissexuais, transexuais e, também, mulheres com deficiência. Esses são grupos que, historicamente, enfrentam barreiras no acesso às políticas públicas e a direitos para os quais as casas legislativas podem, realmente, aportar muitas medidas, escutá-las.”

Para a senadora Zenaide Maia, a falta de projetos e políticas públicas voltadas aos direitos das mulheres “são o retrocesso civilizatório e o empobrecimento da base da sociedade, que é formada em sua maioria por mulheres negras”. “São essas mulheres as mais afetadas pelas crises econômicas, pelas pandemias, pela violência doméstica e outros problemas sérios da nossa sociedade, que é estruturalmente machista e racista”, observa.

O senador Paim acredita que “todas as pautas que tramitam no Congresso Nacional impactam diretamente e indiretamente as mulheres, principalmente, as mulheres negras, que são invisibilizadas pelas políticas públicas”. “As mulheres precisam estar onde elas quiserem, para o Brasil avançar de fato e de direito”, finaliza o parlamentar negro.

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Lula anuncia projeto para igualar salários de homens e mulheres https://canalmynews.com.br/economia/lula-anuncia-projeto-para-igualar-salarios-de-homens-e-mulheres/ Wed, 08 Mar 2023 11:50:16 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=36275 Texto prevê medidas para que empresas tenham mais transparência remuneratória e para ampliar a fiscalização e o combate à discriminação salarial

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No Dia Internacional da Mulher, lembrado como um dia de luta e resistência nesta quarta-feira (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai oficializar o envio de um projeto de lei para promover igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função. O texto prevê medidas para que empresas tenham mais transparência remuneratória e para ampliar a fiscalização e o combate à discriminação salarial.

A comemoração do Dia Internacional da Mulher será marcada pelo anúncio de uma série de ações do governo federal que incidem diretamente na garantia de direitos das mulheres. O evento em que serão oficializadas essas iniciativas será às 11h de hoje, no Palácio do Planalto, em Brasília, e terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, além de representantes de mais 19 ministérios, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Informações sobre o projeto para igualar salários não foram detalhadas, mas ele deve mexer na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A reforma trabalhista, aprovada em 2018, chegou a inserir um dispositivo que estabelece multa para empresas que pagarem salários diferentes para homens e mulheres que exerçam a mesma função, mas a punição é considerada pequena, o que acaba estimulando a desigualdade.

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Em 2021, na gestão de Jair Bolsonaro, o Palácio do Planalto chegou a devolver ao Congresso Nacional um projeto de lei, que estava pronto para sanção, e aumentava a multa no valor correspondente a cinco vezes a diferença salarial paga pelo empregador. O projeto, desde então, ficou parado na Câmara dos Deputados.

Outro texto em análise na Câmara é o Projeto de Lei (PL) 111/23, apresentado neste ano, que torna obrigatória a equiparação salarial entre homens e mulheres que desempenham funções ou ocupam cargos idênticos. A proposta é de autoria da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP).

Em 2019, uma pesquisa Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que as mulheres ganham menos do que os homens em todas as ocupações analisadas. Mesmo com uma queda na desigualdade salarial entre 2012 e 2018, as trabalhadoras ganham, em média, 20,5% menos que os homens no país.

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No Dia da Mulher, Bolsonaro diz que ‘mulheres estão praticamente integradas à sociedade’ https://canalmynews.com.br/politica/no-dia-da-mulher-bolsonaro-diz-que-mulheres-estao-praticamente-integradas-a-sociedade/ Tue, 08 Mar 2022 18:19:41 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26309 Fala do presidente da república foi dita durante comemoração ao Dia Internacional das Mulheres no Palácio do Planalto.

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que as mulheres estão “praticamente integradas à sociedade” durante evento em celebração ao Dia Internacional das Mulheres, comemorado nesta terça-feira (8). Trajando uma gravata cor de rosa, que foi trocada durante a cerimônia, o presidente disse ainda que “assim como a mulher foi feita do homem, assim também o homem nasce da mulher e tudo vem de Deus”.

Durante a cerimônia o presidente contava a história de sua mãe, Olinda Bolsonaro, que era doceira na cidade de Ribeira, no interior de São Paulo. Ela faleceu em janeiro deste ano.

“Lá naquele meu tempo, ou a mulher era professora ou dona de casa. Dificilmente uma mulher fazia alguma coisa diferente disso, lá nos anos [19]50 e [19]60. Hoje em dia, as mulheres estão praticamente integradas à sociedade. Nós as auxiliamos e estamos sempre ao lado delas, não podemos viver mais sem elas”, declarou.

No mesmo evento, sua esposa Michelle Bolsonaro disse que ele era o “presidente mais cor de rosa do Brasil”. A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, também discursou. Noa cerimônia, o Bolsonaro assinou decretos voltados à população feminina. Um deles foi a iniciativa de empreendedorismo intitulado de “Brasil Pra ELAS”.

Na manhã desta terça (8), outro evento envolvendo o presidente da república já havia sido amplamente criticado nas redes sociais por não contar com nenhuma mulher em seu quadro de palestrantes. Chamado de “Ciclo Brasileiro de Ideais Mulher”, o evento que deve acontecer entre os dias 9 e 15 de março, anunciou a participação de Bolsonaro, Arthur Lira, Paulo Guedes, Tarcício de Freitas e Rodrigo Garcia (PSDB).

De acordo com a organização do evento, as mulheres irão compor a plateia e serão representadas por “executivas convidadas”.

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Dia Internacional da Mulher: 6 divulgadoras científicas que você precisa conhecer https://canalmynews.com.br/tecnologia/dia-internacional-da-mulher-6-divulgadoras-cientificas-que-voce-precisa-conhecer/ Tue, 08 Mar 2022 14:33:45 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=25548 Celebrado nesta terça-feira (8), o Dia Internacional da Mulher é uma data para difundir discussões sobre universo de lutas e conquistas femininas. Conheça mulheres que compartilham de forma acessível e descomplicada conteúdos sobre ciência.

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Em uma publicação feita no dia 3 de março, a pesquisadora e psicóloga Valeska Zanello afirmou que foi vítima de plágio do estudante de psicologia João Luiz Marques. Ele ganhou popularidade no Instagram por abordar temas relacionados à masculinidade. É bem possível que você já tenha visto alguma publicação dele por aí, compartilhada por alguém que você segue. 

Antes da postagem de Zanello, João Luiz bloqueou comentários dela e de outras pessoas que apontaram plágio nos conteúdos. Após a revelação da psicóloga, o estudante – que até então se descrevia como “academicista” – reconheceu o plágio e se comprometeu a revisar todas as publicações feitas em seu perfil para dar os devidos créditos às pesquisadoras e pesquisadores em que baseou as postagens.

O caso levantou o debate sobre a invisibilidade das mulheres nas pesquisas acadêmicas e nas ciências. Por isso, no Dia Internacional da Mulher, celebrado nesta terça-feira (8), que tal conhecer mulheres brasileiras que trabalham em áreas científicas e começar a acompanhá-las? Separamos alguns nomes que divulgam a ciência e a tornam mais acessível para a população. Vamos nessa?

Nina da Hora

Nina da Hora, cientista da computação e pesquisadora sobre algoritmos e racismo algorítmico. Foto: Nina da Hora (divulgação)

Abrimos nossa lista com a cientista da computação Nina da Hora. A principal área de pesquisa dela são os algoritmos e o racismo algorítmico – Nina se define como uma Hacker Antirracista. Ela é pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), membro do Conselho Consultivo de Segurança do TikTok no Brasil e colunista da revista MIT Technology Review. Também está na lista Under 30 2021 da Forbes Brasil, que reúne jovens que são destaque em suas áreas antes dos 30 anos. 

No dia 3 de março, Nina relatou em seu Twitter o racismo que sofreu na Livraria da Travessa no Leblon, no Rio de Janeiro. Ela e a irmã foram seguidas e impedidas de olhar alguns livros. Para ficar no local, Nina precisou comprovar que já tinha feito compras – de alto valor – no estabelecimento antes. Depois do ocorrido ela começou uma vaquinha online com o objetivo de criar uma livraria em que pessoas negras possam ler e estudar sem constrangimentos. 

Para acompanhar

No site da vaquinha virtual é possível colaborar para a criação da “Livraria verdadeiramente antirracista”. No site da Nina estão disponíveis seus artigos, podcast, palestras e aulas. Também é possível acompanhar a cientista na redes sociais no Twitter e no Instagram. 

Nina já esteve aqui no MyNews, no Quinta Chamada Ciência, quando explicou o racismo nos sistemas de reconhecimento facial. Assista: 

Laura Marise e Ana Bonassa (Nunca vi 1 cientista)

Laura Marise e Ana Bonassa, criadoras do canal Nunca vi 1 cientista. Foto: Arquivo pessoal

Indicação dobrada porque vamos falar das duas mulheres que fazem o canal “Nunca Vi 1 Cientista” – que acumula 155 mil inscritos. Os conteúdos feitos por Laura Marise e Ana Bonassa são muito importantes para a divulgação científica e combate à desinformação. 

Laura Marise é farmacêutica e pesquisadora, mas como ela mesmo descreve no Linkedin, não são somente os diplomas e especialidades que a definem. Mas, principalmente, o amor pela ciência e em traduzi-la. Gastronomia e fotografia são outros interesses da cientista.

Ana Bonassa é pesquisadora de pós-doutorado no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) e se autodenomina mestre em Pokémon! E se você curte referências do mundo geek na ciência da vida real, tem que conhecer o livro “Super Heróis da Ciência”, assinado por Bonassa, Laura Marise e Renan Vinícius de Araújo – parceiro do canal “Nunca Vi 1 Cientista”. Na obra, eles apresentam as histórias e pesquisas de cientistas brasileiros. 

Para acompanhar

A produção de conteúdo delas é no canal Nunca vi 1 cientista, no Youtube. Mas elas também estão no Twitter @cienciana e @lauramarise e no Instagram no @cienciana e no @lauramarise  

Laura e Ana já estiveram em debate do Quinta Chamada Ciência, programa do MyNews. Laura participou deste episódio em novembro de 2021 e Ana foi a convidada neste episódio de janeiro deste ano

Natalia Pasternak

Natalia Pasternak é pesquisadora na USP e professora na Columbia University e Fundação Getúlio Vargas. Foto: Natália Pasternak (Arquivo pessoal)

PhD na área de microbiologia, Natalia Pasternak é pesquisadora na Universidade de São Paulo (USP), professora na Columbia University e Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foi a primeira pessoa brasileira a integrar o Comitê para Investigação Cética, que desde 1976 apura e investiga alegações que são contra a ciência. No Brasil, fundou o Instituto Questão de Ciência para promover o pensamento crítico e racional, e políticas públicas baseadas em evidências científicas”.

Além de tudo isso, Pasternak trabalha com divulgação científica, o que já rendeu até um prêmio Jabuti de literatura, na categoria “Ciências”. O livro “Ciência no cotidiano: viva a razão. Abaixo a ignorância!”, que lançou com o jornalista e companheiro Carlos Orsi, venceu a edição 2021 da premiação. 

Para acompanhar

A cientista costuma publicar no site do Instituto Questão de Ciência. Além disso, ela compartilha suas ideias pelas redes sociais no Twitter e também já participou de uma edição do Quinta Chamada Ciência sobre a Covid-19. Confira:

Carleane Patrícia – Física Preta

Carleane Patrícia
é doutoranda em Física com foco em armazenamento de energia limpa. Foto: Carleane Patrícia (Arquivo pessoal)

Doutoranda em Física com foco em armazenamento de energia limpa, Carleane Patrícia luta por mais pessoas negras na ciência, especialmente na área de exatas. O trabalho dela é atravessado pelo resgate de sua ancestralidade e Carleane mostra isso no projeto Física Preta, com divulgação científica no YouTube e Instagram.

Nos canais ela traz diversos conteúdos sobre ciência, desde sua rotina na pesquisa até a história de outros cientistas negros, com uma linguagem acessível e divertida. 

Para acompanhar

A cientista difunde conteúdos em seu canal do Youtube, o Física Preta, e também no seu perfil do Instagram, o @fisica.preta. Carleane também participou do Quinta Chamada Ciência do MyNews. Vem dar uma olhada:

 

Luiza Caires

Luiza Caires é jornalista e mestre em comunicação. Foto: Luiza Caires (Acervo pessoal)

Mestra em Comunicação e editora do Jornal da Universidade de São Paulo (USP), Luiza Caires é especialista na comunicação científica. Desde o início da pandemia do novo coronavírus entendemos de vez a importância de uma forma descomplicada, honesta e confiável para falar sobre assuntos que, até então, não eram de grande interesse da população geral. 

Luiza tem uma newsletter semanal, gratuita, em que compartilha os debates mais importantes das redes sociais sobre ciência. Bem legal, né?

Para acompanhar

A newsletter da cientista pode ser assinada por meio deste link aqui. Nas redes sociais ela também compartilha informações bacanas sobre feitos científicos no Twitter @luizacaires3 e no Instagram @luizacaires3  E sabe o quê mais? Também tivemos Luiza Caires no MyNews. Assista abaixo: 

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