Arquivos eleição americana - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/eleicao-americana/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 05 Nov 2024 19:29:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Como é o sistema eleitoral dos EUA, onde quem ganha no voto popular nem sempre leva? https://canalmynews.com.br/noticias/como-e-o-sistema-eleitoral-dos-eua-onde-quem-ganha-no-voto-popular-nem-sempre-leva/ Tue, 05 Nov 2024 16:28:01 +0000 https://localhost:8000/?p=48235 Ganha a eleição o candidato que tiver a maioria do colégio eleitoral, grupo de pessoas indicadas para nomear o presidente e vice-presidente

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Nos Estados Unidos, o candidato que vence no voto popular nem sempre é o que leva a eleição. Isso porque, diferentemente do Brasil, o sistema eleitoral dos EUA funciona por votação indireta. O eleitor americano vota, mas ganha o pleito o candidato que tiver a maioria do colégio eleitoral.

O “colégio eleitoral” consiste em um grupo de pessoas, os chamados “delegados”, indicadas para nomear o presidente e o vice-presidente. Cada estado tem um número de delegados proporcional ao tamanho de sua população.

Ao todo, o colégio eleitoral é formado por 538 delegados. Um candidato precisa do apoio de ao menos 270 delegados para ser eleito, o que se traduz em metade dos 538 (ou 269) mais um.

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Ao votar, os eleitores ordenam aos delegados que votem no candidato que escolheram. Em alguns estados, não há uma obrigatoriedade expressa nesse sentido, mas, na prática, esses delegados sempre votam no candidato que ganhou mais votos em seu estado.

Se um delegado votar contra a escolha presidencial de seu estado, é considerado “infiel”. Até hoje, nenhum resultado foi alterado por eleitores “infiéis”.

No sistema eleitoral americano, pode ocorrer de um candidato ter a maioria do voto popular nacionalmente, mas não ganhar a eleição. Isso já aconteceu cinco vezes desde que o sistema foi implantado, em 1787.

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A mais recente eleição em que isso aconteceu foi a de 2016, quando o republicano Donald Trump disputou a presidência com a democrata Hilary Clinton. Hilary ganhou no voto popular, com 65.844.610 votos, mas só obteve 232 votos no Colégio Eleitoral. Trump, por sua vez, conquistou 62.979.366 votos populares e 306 votos dos delegados dos estados.

Há estados em que os eleitores são tradicionalmente republicanos, como Mississipi, Alabama, Kansas e Idaho. De outro lado, há estados tradicionalmente democratas, a exemplo de Oregon, Michigan e Massachussets.

Existem ainda os chamados “swing states”, ou “estados-pêndulo”, que não têm um lado muito bem definido, a exemplo da Flórida. A Flórida é considerada um estado-chave para as eleições americanas, uma vez que é o terceiro mais populoso do país.

Entenda como funcionam as eleições nos Estados Unidos e veja as grandes diferenças com as do Brasil:

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Análise: ‘Trump escolheu alguém que represente o trumpismo, e não o Partido Republicano’ https://canalmynews.com.br/opiniao/analise-trump-escolheu-alguem-que-represente-o-trumpismo-e-nao-o-partido-republicano/ Tue, 16 Jul 2024 19:42:38 +0000 https://localhost:8000/?p=44841 Ex-presidente anunciou em sua plataforma Truth Social o senador J.D. Vance como vice-presidente de sua chapa, dizendo a seguidores que ele era 'a pessoa mais adequada' para o cargo

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O candidato republicano e ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump escolheu como vice alguém que represente o “trumpismo”, e não o Partido Republicano, afirmou ao Segunda Chamada o professor de relações internacionais Carlos Gustavo Poggio. Na segunda-feira (15), o ex-presidente anunciou em sua plataforma Truth Social o senador J.D. Vance como companheiro de chapa, dizendo a seguidores que ele era “a pessoa mais adequada” para o cargo. Para Poggio, Trump rejeitou outros nomes que estavam cotados para a candidatura, como Marco Rubio e Doug Burgum, por serem políticos que representam “a velha elite do Partido Republicano”.

“Acho que a lealdade foi o fator mais levado em consideração na hora da escolha”, avaliou. “Embora Vance tenha sido um crítico de Trump no passado, ele depois se converteu muito fortemente ao ‘trumpismo’. A tarefa do ex-presidente é destruir o Partido Republicano e transformá-lo em um partido ‘trumpista’.”

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Vance era um republicano anti-Trump em 2016, quando o ex-presidente ganhou a eleição. Ele chamou o ex-presidente de “perigoso” e “inapto” para o cargo e criticou o discurso racista do republicano, dizendo que ele poderia ser o “Hitler” dos EUA. Mas tudo mudou em 2021, quando Vence e Trump se conheceram, e depois se aproximaram. Hoje, o senador é um “trumpista” radical.

Com três diplomas no currículo, Vance é graduado em direito pela Universidade de Yale e em ciências políticas e filosofia pela Universidade Estadual de Ohio. Também é autor de um livro best-seller, a autobiografia Era uma vez um sonho, que virou filme indicado ao Oscar.

O senador entrou para a Marinha dos Estados Unidos serviu ao país no Iraque antes de ir para a faculdade, além de ter trabalhado como capitalista de risco no Vale do Silício. Muitos acreditam que a motivação por trás da nomeação de um candidato tão jovem é a relação dele com esse setor da economia dos EUA.

Assista abaixo a um trecho do Segunda Chamada de segunda-feira (15) e saiba mais sobre J.D. Vance:

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A luta pela justiça racial nos EUA https://canalmynews.com.br/herminio-bernardo/literatura-em-fatos-a-luta-pela-justica-racial-nos-eua/ Mon, 29 Mar 2021 19:02:37 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/literatura-em-fatos-a-luta-pela-justica-racial-nos-eua/ ´Só para membros: Geórgia elege o primeiro senador negro da história. Raphael Warnock é pastor da mesma igreja de Martin Luther King

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O que levou Donald Trump a recuar e admitir ‘transição pacífica’ nos Estados Unidos https://canalmynews.com.br/mais/o-que-levou-donald-trump-a-recuar-e-admitir-transicao-pacifica-nos-estados-unidos/ Fri, 08 Jan 2021 12:47:10 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/o-que-levou-donald-trump-a-recuar-e-admitir-transicao-pacifica-nos-estados-unidos/ Impeachment e emenda na Constituição são medidas cogitadas para removê-lo do cargo

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O presidente dos EUA, Donald Trump, que deixa a Casa Branca no próximo dia 20 de janeiro
O presidente dos EUA, Donald Trump, que deixa a Casa Branca no próximo dia 20 de janeiro.
(Foto: Shealah Craighead/Casa Branca)

Poucos dias após incitar apoiadores a invadir o Congresso dos Estados Unidos, o ainda presidente Donald Trump deu uma guinada em seu discurso e adotou um tom bem mais moderado. E o que pode explicar essa mudança?

Embora ainda insista na acusação sem provas de que a eleição presidencial de novembro foi fraudada — na qual perdeu a reeleição para o democrata Joe Biden — , o republicano agora diz que deixará a Casa Branca no próximo dia 20 de janeiro, dando lugar a seu sucessor.

“Agora, o Congresso certificou os resultados. Uma nova administração tomará posse em 20 de janeiro. Meu foco se volta para garantir uma transição de poder pacífica, ordenada e contínua. Este momento exige cicatrização e reconciliação”, disse Trump em vídeo publicado na noite de quinta-feira (7) no Twitter.

Foi a primeira mensagem do líder americano na rede social após um bloqueio temporário de seu perfil. Postagens que continham acusações sem provas de fraude na eleição americana foram apagadas.

Os perfis do republicano no Facebook e no Instagram, no entanto, foram suspensos após os atos de violência contra o Congresso e assim devem permanecer pelo menos até a posse de Joe Biden.

Razões do recuo

O recuo, no entanto, veio após a repercussão negativa de sua postura antes, durante e logo depois da invasão ao Capitólio. Membros do próprio Partido Republicano, incluindo antigos defensores de Trump, se voltaram contra ele, como o vice-presidente Mike Pence.

Grandes jornais, como Washington Post e The Wall Street Journal, defendem a saída de Trump do cargo, mesmo faltando poucos dias para ele passar o bastão a Biden. Líderes internacionais, incluindo aqueles com maior interlocução com o republicano, também fizeram críticas pesadas.

“Na medida em que o presidente encorajou as pessoas a invadirem o Capitólio e consistentemente lançou dúvidas sobre o resultado de uma eleição livre e justa, acredito que isso foi completamente errado”, disse em coletiva o premiê britânico, Boris Johnson, em coletiva na quinta-feira.

O coro foi reforçado pela chanceler alemã, Angela Merkel, também na quinta-feira. “Uma regra básica da democracia é que depois das eleições há vencedores e perdedores. […] Lamento muito que o presidente Trump não tenha reconhecido sua derrota desde novembro. As dúvidas sobre o resultado da eleição tornaram os eventos da noite passada possíveis.”

“Trump recuou porque ele percebeu claramente que a situação dele ficou muito complicada. Nunca o Congresso americano foi invadido por cidadãos norte-americanos”, observou o professor e coordenador do curso de Relações Internacionais da USP, Felipe Loureiro.

Impeachment à vista?

A bancada democrata no Congresso dos Estados Unidos e até mesmo integrantes do Partido Republicano defendem que Trump não conclua o mandato. São cogitados principalmente um processo de impeachment e uma aplicação da 25ª Emenda à Constituição. Ela prevê a substituição do presidente pelo seu vice quando este e os demais integrantes do gabinete presidencial entendem que o ocupante da Casa Branca não reúne mais condições de exercer o cargo.

O próprio Mike Pence, atual vice-presidente, descarta levar adiante essa hipótese, mesmo estando rompido com Trump após o ato no Capitólio.

Loureiro vê como necessária uma punição exemplar para Trump, como forma de os Estados Unidos virarem a página, seja do ponto de vista político quanto criminal. “[É preciso] deixar claro que é inadmissível que um presidente instigue seus próprios apoiadores a irem contra a democracia. Ao meu ver seria muito importante o Trump ser penalizado claramente pelo que ele fez”.

“Com toda certeza ele sentiu aí a pressão de que a 25ª Emenda americana pudesse ser acionada pelo Senado”, acrescentou o economista-chefe da Valor Investimentos, Paulo Duarte, durante o Morning Call desta sexta-feira (8).

No entanto, Duarte aponta que o pouco tempo de mandato que ainda resta a Trump é algo que pode salvá-lo de um processo de remoção do cargo.

“Estando aí no apagar das luzes do governo Trump, será que valeria a pena o desgaste de se conduzir esse processo? Com esse abrandamento devemos ver um final de governo triste. A sensação que fica é que foi uma gota d’água de algumas pessoas do Partido Republicano que condenaram o Trumpismo”.

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Após invasão por apoiadores de Trump, Congresso dos EUA certifica vitória de Joe Biden https://canalmynews.com.br/mais/apos-invasao-por-apoiadores-de-trump-congresso-dos-eua-certifica-vitoria-de-joe-biden/ Thu, 07 Jan 2021 11:26:01 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/apos-invasao-por-apoiadores-de-trump-congresso-dos-eua-certifica-vitoria-de-joe-biden/ Com a ratificação, o democrata tomará posse como presidente no próximo dia 20 de janeiro

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Joe Bide, eleito presidente dos Estados Unidos
Joe Biden, eleito presidente dos Estados Unidos.
(Foto: Flickr Casa Branca)

O Congresso dos EUA ratificou na madrugada desta quinta-feira (7) o nome de Joe Biden como próximo presidente do país. A sessão teve início na tarde anterior, mas foi paralisada por horas em razão da invasão do Capitólio, edifício onde funciona o Congresso, em Washington, por apoiadores do ainda presidente Donald Trump.

A confirmação dos votos do Colégio Eleitoral pelo Congresso era a última etapa processual antes da posse de Biden. Com a ratificação, o democrata tomará posse como presidente no próximo dia 20 de janeiro, enquanto Kamala Harris assumirá como vice.

A invasão ocorreu na tarde de quarta, enquanto ocorria a sessão de ratificação do nome de Biden, após discurso do próprio Trump, que continua a fazer acusações sem fundamento de que a eleição na qual saiu derrotado foi fraudada. Ele conclamou apoiadores a irem até à frente do Capitólio. Foi esse grupo que pouco depois invadiu o edifício, depredou gabinetes de parlamentares e enfrentou forças de segurança.

Quatro pessoas morreram durante a invasão, enquanto 14 policiais ficaram feridos e 52 pessoas foram detidas em razão de desrespeito ao toque de recolher imposto pela Prefeitura de Washington em resposta à invasão ao Capitólio.

Biden x Trump

Em discurso poucas horas após a invasão, Biden se disse “chocado e triste” com o ocorrido no Capitólio e cobrou posição de Trump.

“Todos vocês estão assistindo o que eu estou assistindo. Nesse momento nossa democracia está sofrendo um ataque inédito. Um ataque como poucas vezes vimos, um ataque ao Estado de Direito. As cenas que vimos no Capitólio não representam o verdadeiro norte-americano. O que vimos foi um pequeno número de extremistas. Isso não é protesto, é desordem, é caos. Peço ao Presidente Trump q vá a TV e peça um fim pra esse circo”.

Apoiadores de Donald Trump invadem o Capitólio, sede do Congresso dos EUA
Apoiadores de Donald Trump invadem o Capitólio, sede do Congresso dos EUA.
(Foto: redes sociais)

O posicionamento de Trump veio pouco depois, por meio de rede social. Ele pediu que os apoiadores “voltassem para casa e em paz”, mas voltou a afirmar — sem provas — que a eleição presidencial foi fraudada.

A sessão no Congresso foi retomada já durante a noite

Já nesta quinta-feira, o republicano deu a entender que desistiu de tentar reverter a derrota na eleição de novembro e disse que “haverá uma transição ordeira em 20 de janeiro”, o dia em que ele deverá deixar a Casa Branca.

Impeachment à vista?

O comportamento do presidente antes, durante e depois da invasão ao Congresso levou alguns membros do gabinete federal e integrantes do Partido Republicano a discutirem a possibilidade de removê-lo da Casa Branca antes mesmo do final do mandato, em 20 de janeiro, com base na 25ª Emenda à Constituição.

Trump chegou a pressionar seu vice-presidente, Mike Pence, que presidiu a sessão, a não aceitar os votos dos delegados, impedindo assim a ratificação de Biden. Pence, no entanto, disse que cumpriria com a Constituição e ignorou Trump. O ainda presidente, por sua vez, retrucou e disse que “faltou coragem a Pence”.

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