Arquivos Energia - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/energia/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Mon, 11 Sep 2023 16:34:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Mesa de diálogo com o governo vai debater energia renovável https://canalmynews.com.br/meio-ambiente/mesa-de-dialogo-com-o-governo-vai-debater-energia-renovavel/ Mon, 11 Sep 2023 15:00:14 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39512 Grupo deverá articular ações entre governo federal e sociedade civil

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A Secretaria-Geral da Presidência da República criou, nesta segunda-feira (11), a mesa de diálogo Energia Renovável: direitos e impactos, com o objetivo de articular ações entre o governo federal, a sociedade civil e outros setores diretamente envolvidos na cadeia de produção. A medida foi estabelecida por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União .

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as fontes de energia renovável respondem por 83,79% da matriz elétrica brasileira em operação, com capacidade instalada de pouco mais de 197 GW (gigawatts). Atualmente, estão em construção empreendimentos que garantirão a expansão de 18 GW nessa capacidade, sendo em sua maioria, 68,78%, plantas para geração de energia renovável, principalmente solar, 35,81% e eólica, 30,79%.

Além disso, já foi autorizada a expansão de mais 148GW de potência instalada, em empreendimentos que não iniciaram a construção de suas plantas, mas que representarão crescimento de 40,75% da potência instalada na matriz elétrica do país. Dessas plantas, 97,54% são empreendimentos para geração de energia renovável.

Entre as atribuições do grupo está a busca de solução para conflitos e impactos ambientais, fundiários, sociais, econômicos, de saúde e de segurança nas áreas de atuação dos empreendimentos que geram energia renovável. Para isso, também serão mapeadas e sistematizadas tanto a cadeia produtiva nacional quanto a internacional, além do impacto e atuação nas comunidades e territórios do país.

A mesa de diálogo também deverá receber demandas e denúncias relativas ao tema, além de mediar soluções entre as partes envolvidas. O colegiado deverá contribuir com a revisão e propostas de melhoria das normas que regulamentam o setor.

As atividades serão coordenadas pela Secretaria Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas, que poderá promover seminários, visitas de campo, escutas e diálogos, reuniões temáticas, encontros, audiências públicas e outras atividades presenciais, virtuais ou que ocorram das duas formas.

A identificação de conflitos e o encaminhamento das soluções, assim como as atividades desempenhadas pela mesa temática serão apresentados na forma de relatório anual, ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. As ações deverão seguir princípios e diretrizes baseados na preservação dos direitos humanos, na participação das partes interessadas e no acompanhamento das soluções pactuadas para que sejam efetivamente implementadas.

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BNDES financia R$ 3,5 bilhões em energia renovável https://canalmynews.com.br/economia/bndes-financia-r-35-bilhoes-em-energia-renovavel/ Sat, 07 Jan 2023 02:02:59 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=35301 Projetos serão instalados na Bahia e Minas Gerais

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamentos no valor de R$ 3,5 bilhões para a implantação de dois complexos eólicos e um solar e as respectivas linhas de transmissão, na Bahia e em Minas Gerais. A capacidade instalada será de 1,5 GW, com investimentos totais alcançando R$ 10,6 bilhões. A participação do banco ocorrerá por meio do programa BNDES Finem.

A energia gerada será equivalente à necessária para atender cerca de 2,6 milhões de residências. Com isso serão evitadas emissões superiores a 8,6 milhões toneladas de CO2. Os empreendimentos contribuem para o aumento da capacidade instalada em energias renováveis e para o desenvolvimento do mercado livre de energia no país.

O Complexo Eólico Serra do Assuruá, implementado pelo Grupo Engie, está localizado no município de Gentio do Ouro (BA). É composto por 24 parques eólicos com 188 aerogeradores da Vestas. Sua capacidade instalada total é de 846 MW. Com um empréstimo do BNDES de R$ 1,5 bilhão, o empreendimento tem previsão de entrada em operação comercial, de forma escalonada, a partir de julho de 2024 até junho de 2025.

O Complexo Eólico Novo Horizonte, do Grupo Pan American Energy, localizado nos municípios baianos de Novo Horizonte, Boninal, Brotas de Macaúbas, Ibitiara, Oliveira dos Brejinhos e Piatã, é formado por 10 parques eólicos, dos quais oito receberão apoio de R$ 900 milhões do BNDES para implantação. O empreendimento somará investimentos de R$ 3 bilhões, com uma capacidade instalada total de 423 MW.

O Complexo Solar Boa Sorte, do Grupo Atlas, será composto por oito usinas fotovoltaicas. Está localizado no município mineiro de Paracatu. O apoio do banco será de R$ 1,1 bilhão. O escopo do projeto também engloba a instalação de sistema de supervisão, segurança, controle, monitoramento local e remoto, assim como sistemas de comunicações. O complexo contará com mais de 778 mil painéis solares. A data prevista para o início da operação comercial é janeiro de 2025.

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Aneel: tarifa de energia elétrica deve subir, em média, 5,6% em 2023 https://canalmynews.com.br/economia/aneel-tarifa-de-energia-eletrica-deve-subir-em-media-56-em-2023/ Thu, 24 Nov 2022 12:51:38 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34715 Projeção foi apresentada pela agência ao governo de transição

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que a tarifa de energia elétrica deve subir, em média, 5,6% em 2023. O dado foi apresentado nesta quarta-feira (23) ao grupo de Minas e Energia do governo de transição.

A projeção da agência é que, no próximo ano, sete distribuidoras tenham reajuste superior a 10%; 15 distribuidoras, reajuste entre 5% e 10%; 17 distribuidoras, reajuste entre 0% e 5%; e 13 distribuidoras, reajuste inferior a 0%.

No relatório apresentado durante a reunião com o grupo de transição, a Aneel destacou que os percentuais de reajuste dependem de premissas que podem ser alteradas até a homologação dos processos tarifários.

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Alessandro Vieira apresenta PEC alternativa com R$ 70 bi fora do teto

No encontro com o grupo de Minas e Energia, foram abordados ainda temas como a abertura do mercado livre, a evolução das tarifas, a qualidade do serviço, questões relativas à tarifa social, universalização, qualidade do serviço e satisfação do usuário.

“A Aneel apresentou durante o encontro um panorama das principais questões em discussão no setor elétrico, relativas aos segmentos de geração, transmissão, distribuição e comercialização, além dos temas que estão atualmente em debate que merecem maior atenção da equipe de transição”, informou a agência.

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Aneel mantém bandeira tarifária verde para novembro https://canalmynews.com.br/economia/aneel-mantem-bandeira-tarifaria-verde-para-novembro/ Fri, 28 Oct 2022 22:32:37 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34437 Contas de luz ficam sem cobrança extra por sétimo mês seguido

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira verde em novembro para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Com a decisão, não haverá cobrança extra na conta de luz pelo sétimo mês seguido.

A conta de luz está sem essas taxas desde o fim da bandeira de escassez hídrica, que durou de setembro de 2021 até meados de abril deste ano. Segundo a Aneel, na ocasião, a bandeira verde foi escolhida devido às condições favoráveis de geração de energia.

Caso houvesse a instituição das outras bandeiras, a conta de luz refletiria o reajuste de até 64% das bandeiras tarifárias aprovado no fim de junho pela Aneel <>. Segundo a agência, os aumentos refletiram a inflação e o maior custo das usinas termelétricas neste ano, decorrente do encarecimento do petróleo e do gás natural nos últimos meses.

Bandeiras Tarifárias

Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, significa que a conta não sofre qualquer acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos, que variam de R$ 2,989 (bandeira amarela) a R$ 9,795 (bandeira vermelha patamar 2) a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Quando a bandeira de escassez hídrica vigorou, de setembro de 2021 a 15 de abril deste ano, o consumidor pagava R$ 14,20 extras a cada 100 kWh.

O Sistema Interligado Nacional é dividido em quatro subsistemas: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Praticamente todo o país é coberto pelo SIN. A exceção são algumas partes de estados da Região Norte e de Mato Grosso, além de todo o estado de Roraima. Atualmente, há 212 localidades isoladas do SIN, nas quais o consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país. A demanda por energia nessas regiões é suprida, principalmente, por térmicas a óleo diesel.

Edição: Fábio Massalli

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Leilão de energia movimenta R$ 6,5 bilhões https://canalmynews.com.br/economia/leilao-de-energia-movimenta-r-65-bilhoes/ Sat, 15 Oct 2022 01:47:11 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=34263 Preços ofertados ficaram em média 26,38% abaixo do teto do pregão

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Em leilão promovido nesta sexta-feira (14) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pelo Ministério de Minas e Energia, foram negociados R$ 6,57 bilhões em contratos de energia. Serão 22 empreendimentos de nove estados, que deverão investir R$ 2,95 bilhões. Foram contratados 176,8 megawatts (MW) de energia ao preço médio de R$ 237,48 por megawatt-hora (MWh), que devem começar a ser fornecidos em 2027. O leilão foi operacionalizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, em São Paulo.

A hidrelétrica foi a fonte com maior número de empreendimentos contratados, 12, dos quais nove são pequenas centrais. As usinas estão situadas nos estados de Santa Catarina, de Goiás, do Paraná e de Mato Grosso.

Foram contratados também quatro empreendimentos de energia solar em Minas Gerais e na Paraíba. Bahia e Rio Grande do Norte terão três projetos de energia eólica. A biomassa de cana-de-açúcar será responsável pela geração de eletricidade em duas usinas em Goiás. E São Paulo vai ter um empreendimento que fornecerá energia a partir de lixo urbano.

Os preços ofertados ficaram, em média, 26,38% abaixo do teto do leilão. O maior deságio foi das usinas de biomassa, que ofereceram preços 40% menores do que o teto. As usinas solares foram contratadas por valores 38,78% abaixo do preço máximo. A energia eólica foi negociada por valores 26,9% menores do que o inicial. As hidrelétricas ofereceram preço 20,46% abaixo do teto. A usina a partir de resíduos sólidos urbanos fechou contrato com preço praticamente igual ao máximo, com deságio de apenas 0,01%.

Do total contratado, 87,3 megawatts são de hidrelétricas; 51,8 MW de fontes solares; 23,5 MW de usinas eólicas; 13 MW de biomassa e 1,2 MW de geração a partir de resíduos sólidos.

Edição: Nádia Franco

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Conflito impulsiona vulnerabilidade alimentar e escassez energética https://canalmynews.com.br/economia/conflito-impulsiona-vulnerabilidade-alimentar-e-temor-por-escassez-energetica/ Wed, 16 Mar 2022 01:26:33 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26581 Tendo a interdependência econômica como arma de batalha, guerra no Leste Europeu afeta países dependentes de insumos alimentícios e fontes de energia provenientes da Rússia e Ucrânia.

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O encarecimento do petróleo e de insumos, reforçando a inflação ao redor do mundo, já são consequências econômicas do conflito provocado pela invasão russa ao território ucraniano. No entanto, o impacto dessa guerra ameaça de forma mais direta dois grupos de países: os africanos e os europeus, tendo em vista, respectivamente, a vulnerabilidade alimentar e a dependência de fontes de energia provenientes da Rússia.

Há uma outra nuance macro presente na movimentação militar, caracterizada por uma singularidade: pela primeira vez, a interdependência econômica está sendo empregada como arma de combate. A Rússia joga forte com esse cenário, apostando na necessidade existente sobre sua oferta de gás e petróleo para a Europa, nos investimentos que bilionários russos fazem em alguns dos principais centros financeiros mundiais e na relação comercial com os chineses.

Dados financeiros explanam a tática: por exemplo, a Rússia, em oposição a sua extensão territorial, representa apenas 8% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, 3% do PIB global (Ucrânia responde por apenas 0,14%) e não apresenta diversificação de mercado, sendo muito subordinada ao segmento de gás natural e commodities. Dessa maneira, o impacto direto sobre a economia mundial e a cadeia internacional de produção é restrito, mas potente sobre os setores de energia e alimentos.

Usina de carvão e rede de energia russas em terras convertidas para cultivo de grãos.

Usina de carvão e rede de energia russas em terras convertidas para cultivo de grãos. Foto: Peretz Partensky (Flickr)

Crise alimentícia

Russos e ucranianos possuem parcelas relevantes em dois mercados que servem de base, basicamente, para diversas atividades essenciais. A Rússia é o principal exportador e segundo maior produtor mundial de gás natural, além de ser o segundo maior exportador e terceiro maior produtor de petróleo no mundo, com 12% da oferta global. Já a Ucrânia responde por 12% das exportações internacionais de trigo e 15% das de milho – insumos relevantes para a indústria de alimentos e para o sistema de criação de aves e porcos.

Juntas, Rússia e Ucrânia detêm 30% de todo o comércio mundial de trigo, 17% da oferta de milho, 32% do mercado da cevada e 50% do segmento de óleo, sementes e farelo de girassol.

Assim, a ameaça de escassez e, principalmente, de fome preocupa países que dependem dos envolvidos no conflito para alimentar a própria população, tendo em vista que algumas das nações que mais compram insumos alimentícios da Ucrânia e da Rússia não têm e não terão poder financeiro para acompanhar o encarecimento generalizado dos produtos.

Ao analisar a lista das cinco economias mais impactadas pela guerra no quesito exportação de trigo é possível ter noção da crise humanitária que esse cenário pode ocasionar (fonte: ONU):

  1. Líbano: De US$ 148,49 milhões importados, 80% vêm da Ucrânia e 15% da Rússia.
  2. Palestina: De US$ 11 milhões importados, 51% vêm de Israel (que compra da Ucrânia e da Rússia) e 33% diretamente da Rússia
  3. Egito: De US$ 3 bilhões importados, metade vem da Rússia e 26% da Ucrânia.
  4. Etiópia: De US$ 458,4 milhões importados, 30% vêm da Ucrânia e 14% da Rússia.
  5. Iêmen: De US$ 549,9 milhões importados, 26% vêm da Rússia e 15% da Ucrânia.

Dependência energética

Quando a pauta é dependência de fontes energéticas, os países europeus que importam gás natural são, sem dúvidas, os primeiros a sentirem o choque.

Primeiramente, é preciso compreender que algumas dessas nações que são dependentes da importação de gás russo investiram amplamente em infraestrutura, a fim de receber e comportar a commodity – outra parte relevante dos parques industriais dessas economias depende diretamente dessa fonte de energia. Dessa maneira, a redução ou mesmo o encarecimento do produto já vão atingir o PIB desses países.

Gasodutos ao sul da Rússia

Gasodutos ao sul da Rússia. Foto: Reprodução (Redes)

Estados como Macedônia do Norte, Bósnia Herzegovina e Moldávia possuem um consumo de gás natural 100% dependente da Rússia – Letônia e Finlândia mais de 90%; na Alemanha, por exemplo, o consumo interno do gás russo é de 49%.

Vendo a participação do gás proveniente da Rússia na matriz energética de cada país fica compreensível o temor europeu frente às sanções impostas à economia russa (fonte: Eurostat):

  1. Itália: 38,6%
  2. Holanda: 36,7%
  3. Alemanha: 24,4%
  4. Letônia: 22,3%
  5. Polônia: 15,3%
  6. França: 14,8%
  7. Polônia: 15,3%
  8. Bulgária: 12,9%
  9. Finlândia: 6%

Quanto ao petróleo, incluindo cru e derivados, a Rússia fornece 30% das importações da Alemanha, 35% das compras da Estônia, 40% das transações húngaras e 60% das importações polonesas, chegando a 75% das compras da Eslováquia e 85% das importações da Lituânia.

Momento decisivo

Após 20 dias de conflito no Leste Europeu, Rússia e Ucrânia ainda divergem sobre a possibilidade efetiva de encerrar a guerra. Oleksy Arestovich, assessor do chefe de gabinete do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, estimou que o embate se encerre em maio, enquanto o governo russo prefere não fazer quaisquer previsões.

De acordo a agência de notícias Reuters, em um vídeo veiculado por diversos meios de comunicação ucranianos, Arestovich afirmou que a conjuntura necessária para o fim dependeria de quantos recursos os russos estão dispostos a empreender na movimentação militar.

“Estamos em uma bifurcação na estrada agora: ou haverá um acordo de paz muito rapidamente, dentro de uma ou duas semanas, com retirada de tropas e tudo, ou haverá uma tentativa de juntar alguns, digamos, sírios para uma segunda rodada e, quando os triturarmos também, um acordo em meados de abril ou final de abril”, declarou o assessor.

Entre os ucranianos há também a hipótese de que a Rússia pode enviar novos recrutas do serviço militar apenas após um mês de treinamento, e que, mesmo após um acordo de paz, pequenos confrontos podem acontecer ao longo do ano.

Explosão em prédio ucraniano ocasionado por um tanque de guerra russo.

Explosão em prédio ucraniano ocasionado por um tanque de guerra russo. Foto: Manhhai (Flickr)

Em contrapartida, o governo russo ressalta que as negociações são um trabalho difícil e que ainda é muito cedo para fazer projeções. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, elucidou esse posicionamento em uma coletiva nesta terça-feira (15): “O trabalho é difícil e, na situação atual, o próprio fato de que eles estão continuando [a negociar] é provavelmente positivo. Não queremos fazer previsões. Aguardamos resultados”.

Ainda nesta terça, o presidente da Ucrânia sinalizou que seu país deve realmente ficar de fora da Otan, uma vez que o momento não possibilita dar continuidade ao acordo de admissão – é importante frisar que a renuncia à Organização é uma das condições centrais de Moscou para encerrar os ataques

Em pronunciamento, Zelensky disse que “a Ucrânia não é um membro da Otan. Entendemos isso. Durante anos, escutamos que as portas estavam abertas, mas também escutamos que não podíamos nos unir. Esta é a verdade e temos de reconhecê-la”.

 

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Os programas MyNews Investe de segunda-feira (14) e terça-feira (15) são complementares e explicam os impactos e consequências macroeconômicos do conflito no Leste Europeu. Confira:

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Dependências nefastas https://canalmynews.com.br/voce-colunista/dependencias-nefastas/ Thu, 24 Feb 2022 10:05:56 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24514 Dentro da crise instalada entre a Rússia e a Ucrânia, uma questão que chama atenção é o embate sobre o ainda uso de energias não renováveis.

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Quando pensamos na evolução tecnológica ocorrida no mundo a partir da revolução industrial em meados do século XVIII até os dias de hoje, percebemos o quanto houve de avanço em várias áreas. Não precisamos nem ir tão longe, se voltarmos à década de 80, quando não existiam celulares e a máquina de escrever elétrica com tecla que apagava os erros cometidos na datilografia era algo inovador, notamos que em quarenta anos demos um salto tecnológico imenso.

Mas, quando colocamos a lâmpada inventada por Thomas Edson em 1879, o rádio e a máquina de escrever elétrica ao lado de objetos de última geração dos dias atuais, como celulares, notebooks e carros elétricos, percebemos que todos têm um ponto em comum. Todos precisam em algum momento estar plugados à uma tomada elétrica para o funcionamento ou o abastecimento de suas baterias.

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Pensando nesse ponto em comum entre os atuais produtos e os antigos, noto que nesse quesito não evoluímos muito. Claro que foram descobertas inúmeras fontes de energia para abastecer uma demanda crescente em progressão geométrica, mas a maioria dessas fontes geradoras de eletricidade vieram de combustíveis fósseis e não renováveis. O consumo indiscriminado por décadas à fio dessas fontes, foi o principal responsável pelos altos índices de poluição do ar e desmatamentos ocorridos em nosso planeta.

Diante dessa nossa dependência pelas tomadas, é que venho pensando na crise que está acontecendo entre Rússia e Ucrânia. Crise essa em que o poderoso império americano resolveu meter o bedelho apoiando a pequena Ucrânia e que logo foi confrontado pela nova potência mundial, a China, que disse estar com os russos para o que der e vier.

Não que a briga seja exatamente pelo petróleo e pelo gás, mas a dependência em que a Europa se encontra em relação ao fornecimento de gás dos russos, principalmente a Alemanha e o Reino Unido, faz com que esse tabuleiro de xadrez fique mais complicado justamente pelo poder que essa dependência confere ao país do strogonoff. E convenhamos que depender em qualquer coisa dos russos, especialmente do ex-agente da KGB e presidente da Rússia, Vladimir Putin, é pior do que dever para a sogra.

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Presidente da Rússia Vladimir Putin. Foto: Dimitro Sevastopol (Pixabay)

Como disse acima, há pelo menos 150 anos dependemos das tomadas e para abastecer as tomadas a humanidade depende em grande parte dos combustíveis fósseis, que em algum momento vão acabar. A previsão é que o gás da Rússia abasteça a Europa e a Ásia por mais 50 anos e depois acabou. Pensando nisso, por que iniciativas como a energia eólica ou a energia solar não são fortemente estimuladas no mundo? Não apenas pelos governos, mas pelos gênios que desenvolvem aparelhos de celular cada vez menores mais potentes e carros elétricos, para fugir da dependência do petróleo e vendidos como se fossem usuários de uma “energia limpa”. A não ser que você tenha geração de energia vinda de uma fonte renovável, essa energia será limpa, caso contrário não adianta o carro ser elétrico, concorda? Ele vai apenas emitir menos poluentes na atmosfera.

Enfim, a humanidade precisa criar meios de não depender da energia fóssil e não renovável. Conseguindo essa liberdade, a Europa, por exemplo, conseguirá se livrar da Rússia.

O Brasil tem potencial para ter várias matrizes energéticas sustentáveis. Um dos países com a maior insolação do planeta e, devido à nossa extensão territorial, temos a possibilidade de energia eólica em vários pontos do litoral do nordeste, basta lembrarmos de construir as linhas de transmissão, além de recursos hídricos para construção de usinas hidrelétricas. Nós não precisamos das termoelétricas, nem das nucleares e felizmente podemos viver sem a dependência do pessoal da perestroika e da vodka. Precisamos apenas deixar de acreditar em qualquer um e exigir planejamento e honestidade dos nossos governantes.

*As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews.


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Mercado de carros elétricos tem forte crescimento e atrai investidores https://canalmynews.com.br/tecnologia/mercado-de-carros-eletricos-tem-forte-crescimento-e-atrai-investidores/ Tue, 22 Feb 2022 22:17:21 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24304 Apesar das crises econômica e de semicondutores, segmento teve o melhor desempenho na história em 2021. No Brasil, startups de energia sustentável são a grande aposta para o longo prazo

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O mercado de carros elétricos não para de crescer mundo afora. Prova concreta disso está nos números de 2021: o ano passado foi o período de melhor desempenho desse segmento na história. De acordo com um levantamento realizado pela Agência Internacional de Energia (IEA na sigla em inglês), a participação dos automóveis zero emissão em 2021 foi de 8,57%, mais que o dobro registrado em 2020 (4,11%).

Nem mesmo a queda produtiva anotada no início da pandemia e a consequente crise dos semicondutores – que afeta não apenas a indústria automotiva, mas também outros setores – foram capazes de impedir o abrupto acréscimo dos carros elétricos no mercado. Na Europa, por exemplo, eles já superam os modelos a diesel.

Em seu último relatório, a IEA ratificou essa disposição e afirmou que “em 2020, o mercado geral de carros contraiu, mas as vendas de carros elétricos contrariaram a tendência, subindo para 3 milhões e representando 4,1% das vendas totais de carros. Em 2021, as vendas de carros mais que dobraram e foram para 6,6 milhões, representando cerca de 9% do mercado global de carros e mais do que triplicando sua participação de mercado em relação a dois anos antes”.

A agência estima que podem existir cerca de 16 milhões de carros elétricos em atividade no mundo. Desse total, 16% estão concentrados na Europa, seguida pela China (14%). Os Estados Unidos, por sua vez, ainda estão atrás nessa disputa, dispondo de apenas 4,5% dos exemplares em uso. A expectativa é de que esses veículos dividam o mercado com modelos a combustão e híbridos até 2030.

Distribuição e participação do mercado de carros elétricos.

Distribuição e participação do mercado de carros elétricos. Foto: Reprodução (MyNews)

Quando olhamos restritamente para o mercado brasileiro, os números também são animadores, apesar de menores: em 2021, os carros elétricos bateram recorde de vendas por aqui. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o ano passado foi o melhor desse segmento, ao registrar 2.860 emplacamentos – ao todo, entre elétricos e híbridos, o Brasil teve 34.990 emplacamentos, número expressivo para o setor.

Já em 2022, os veículos totalmente elétricos registraram vendas de 368 unidades (em janeiro) e os híbridos 2.190, ante emplacamentos de 140 e 1.181 unidades no mesmo mês em 2021.

Vendas de carros elétricos no Brasil por ano.

Vendas de carros elétricos no Brasil por ano. Foto: Reprodução (MyNews)

E como todo setor em constante crescimento, o de mobilidade elétrica vem atraindo cada vez mais a atenção de investidores e empresas especializadas. Companhias como Raízen e Vibra Energia realizaram aportes em startups com foco em energia sustentável, as denominadas Energy Techs.

No caso da Raízen, junto com a Plataforma Capital, em janeiro foi feito um investimento de R$ 10 milhões na Tupinambá Energia, startup criada em 2019 especializada no desenvolvimento de soluções de recarga elétrica veicular no Brasil.

Davi Bertoncello, sócio-diretor da Tupinambá Energia e diretor da Associação Brasileira do Veículo Elétrico, explicou sobre a funcionalidade desse mercado, que é composto por uma série de vertentes empresariais. “Por trás de cada carro elétrico existe um mercado gigantesco, seja o de energia ou seja o que a Tupinambá promove – a agenda da mobilidade a partir da ideia de infraestrutura de recarga. É o dilema do ovo e da galinha: que vem primeiro, os carros elétricos ou a infraestrutura de recarga veicular? Nós sabemos que é um conjunto de fatores, mas, efetivamente, sabemos também que há a necessidade de uma malha mínima viável para que o consumidor tenha a convicção de que ele já pode fazer essa mudança [para o veículo elétrico]”, falou.

 

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A entrevista completa sobre o mercado de energia sustentável e o setor de carros elétricos você confere no MyNews Investe desta terça-feira (22):

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Alta da energia e preço dos combustíveis pressionam prévia da inflação https://canalmynews.com.br/mynews-investe/energia-combustiveis-pressionam-inflacao/ Mon, 18 Oct 2021 13:44:06 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/energia-combustiveis-pressionam-inflacao/ IPCA-15 tem maior alta para o mês de julho desde 2004, com pressão dos preços da energia elétrica e dos combustíveis

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Considerado a prévia da inflação oficial do país, o IPCA-15 teve alta de 0,72% em julho, segundo divulgou nesta sexta-feira (23) o IBGE. O resultado veio acima da expectativa dos analistas, que apostavam em uma alta de 0,64%, de acordo com sondagem da Reuters.

O indicador foi puxado principalmente pelo aumento de 4,79% da energia. O custo adicional para os brasileiros veio com a mudança da bandeira tarifária vermelha patamar 2, que está em vigor. Em junho, o governo reajustou em 52% o valor adicional da bandeira tarifária, que passou de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 kWh.

Conta de energia pesou na prévia da inflação no mês de julho, com a bandeira vermelha patamar 2 (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Pesou nas contas das famílias neste início do mês também o preço dos combustíveis. Apesar de uma desaceleração no ritmo de alta, o aumento da  da gasolina de 0,50% acabou pesando no resultado do IPCA-15. Em 12 meses, o combustível já subiu 40,32%.

Além da energia e da gasolina, o resultado da prévia da inflação foi pressionado também pela alta nos preços do gás de botijão (3,69%) e do gás encanado (2,79%). O combo fez com que a inflação do grupo Habitação subisse 2,14%. 

Outro destaque na pesquisa foi o grupo de Transportes. A alta foi de 1,07%, com a disparada dos preços das passagens aéreas em 35,64%, diante do início de recuperação do movimento aéreo no país.

Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, apenas dois tiveram queda: saúde e cuidados pessoais (-0,24%) e comunicação (-0,04%). O grupo de alimentação e bebidas teve alta de 0,49%, com destaque para as altas do leite longa vida (4,09%), do frango em pedaços (3,09%), das carnes (1,74%) e do pão francês (1,81%).

Impacto nos mais pobres 

Em entrevista ao MyNews Investe, a professora de finanças da FAAP, Virginia Prestes, destaca que a inflação afeta em especial a população mais pobre. “Principalmente porque a gente está falando da inflação de alimentos, no ano passado, e agora de custos de Habitação, que afeta todo mundo, mas em especial as pessoas de menor renda porque basicamente toda a renda é destinada aos custos de subsistência”, avalia.

MyNews Investe é um programa diário do Canal MyNews. O programa começa ao meio-dia, com apresentação de Juliana Causin e convidados

Com o resultado de julho, o IPCA-15 acumula alta de 8,59% em 12 meses. O nível de inflação eleva a pressão para a subida de juros pelo Banco Central, que trabalha com o teto da meta da inflação a 5,25%. “Se a inflação continuar acelerando a gente deve ver inclusive aumento das taxas de juros, inclusive além do que o mercado está esperando, que é em torno de 7% no fim do ano”, diz.


Leia também – Brasileiros vivem com saúde financeira ‘no limite’, aponta índice do Banco Central

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Investimento em termelétricas deve fazer conta de energia ficar mais cara até 2025 https://canalmynews.com.br/mynews-investe/risco-apagao-governo-opcao-termeletricas/ Mon, 27 Sep 2021 23:10:34 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/risco-apagao-governo-opcao-termeletricas/ Leilão em outubro, organizado pelo Ministério de Minas e Energia, vai aceitar termelétricas de usinas a óleo e a gás com preço quatro vezes maior

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Para afastar o risco de apagão no ano eleitoral, o governo decidiu concentrar sua estratégia na expansão de energia termelétrica em vez de apostar em outras fontes renováveis. Como consequência disso, a matriz energética terá maior participação de fontes poluentes pelo menos até 2025 e o custo será repassado ao consumidor.

A compra adicional de energia deve acontecer em outubro desde ano, num leilão organizado pelo Ministério de Minas e Energia. O prazo previsto é para abril de 2022 a dezembro de 2025, com a possibilidade de entrega antecipada. Esse tempo é considerado necessário para recompor o nível dos reservatórios das hidrelétricas.

Governo investirá em termelétricas
Crise hídrica e investimento em termelétricas deve repercutir em reajuste na conta de energia até 2025/Foto: Pixabay

No início de setembro, o vice-presidente Hamilton Mourão falou ao jornal Folha de S. Paulo e reconheceu que em razão das crises de energia e hídrica “pode haver racionamento em algum momento.

Poderão participar do leilão térmicas a gás com custo de até R$ 750 por megawatt-hora (MWh) e a óleo diesel e óleo combustível de até R$ 1 mil MWh. Esse tipo de energia é até quatro vezes mais cara que de outras fontes. Apenas em 2021, o custo com fontes energéticas foi de R$ 13 bilhões.

Mesmo com a demanda pela energia térmica, a Petrobrás decidiu colocar em manutenção a usina de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, mesmo após pedido feito pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em julho para que as usinas adiassem duas manutenções com o intuito de aumentar a disponibilidade de geração de energia.

Segundo informação publicada pelo jornal O Estado de São Paulo no último sábado (25), a Petrobrás alega possibilidade de “falha catastrófica” na estrutura da unidade se a manutenção não acontecer. 

Estão previstos investimentos de R$ 12 bilhões em usinas térmicas no país até 2026. Deste orçamento, pelo menos R$ 4 bilhões serão utilizados no retrofit de unidades antigas. A maioria das novas usinas térmicas vai operar com gás, especialmente do Pré-sal, como fonte de energia.

Confira mais detalhes no MyNews Investe, de segunda a sexta, a partir do meio-dia, no Canal MyNews

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Conta de luz fica mais cara em setembro https://canalmynews.com.br/economia/conta-de-luz-fica-mais-cara-em-setembro/ Sat, 28 Aug 2021 16:57:49 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/conta-de-luz-fica-mais-cara-em-setembro/ Valor do reajuste será definido na próxima semana. Com crise hídrica, aumento deve passar de 50%

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A conta de luz já está no nível mais alto: a bandeira vermelha com patamar 2. Esta é a tarifa mais cara cobrada dentro do sistema de bandeiras e permanecerá em vigor durante o mês de setembro. A decisão foi comunicada na sexta-feira (27) pela Aneel, a Agência Nacional de Energia Elétrica. Além disso, a conta vai ficar ainda mais cara porque a bandeira tarifária será reajustada, mas o valor do aumento será decidido na próxima terça-feira (31).

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.

Sempre que a tarifa de energia é reajustada, antes de definir o valor, a Aneel faz uma consulta pública. Desta vez, a consulta foi aprovada pela diretoria da agência no mês de junho para propor dois cenários: manter a tarifa vermelha patamar 2 com o valor de R$ 9,492 por 100 kWh ou elevar o valor para R$ 11,5 por cada 100 kWh. O que representa um aumento de mais de 20%. No entanto, existe a possibilidade de um aumento ainda maior, que pode passar de 50%.

O aumento acontece por causa da crise hídrica, a maior no Brasil em mais de 90 anos. Devido à falta de chuva, os reservatórios das usinas hidrelétricas estão abaixo do nível ideal, o que faz com que as usinas termelétricas tenham que funcionar – além de mais poluentes, elas são mais caras. Segundo o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o aumento da tarifa serve para cobrir os custos.

No Jornal do MyNews desta sexta-feira, o engenheiro eletricista e diretor do Instituto Ilumina, Roberto D’Araújo, atribui a necessidade de reajuste à má administração e disse que o Brasil já deveria ter um plano de racionamento para evitar o risco de apagão. O Operador Nacional do Sistema Elétrico informou que a capacidade do país gerar energia vai ser insuficiente para atender toda a demanda a partir do mês de outubro. Ele também falou sobre a política ambiental do Governo Federal e sobre como isso impacta a conta de luz.

“É verdade que há uma crise hídrica, mas é verdade também que nós estamos esvaziando os reservatórios desde 2014, então nós estamos nessa situação porque estamos com a caixa d’água vazia. O desmatamento que ocorreu na Amazônia é uma certeza já dos especialistas em meio ambiente, que isso afeta os rios”.

Segundo D’Araújo, o Brasil tem a segunda tarifa de energia elétrica mais cara do mundo, fica atrás apenas da Alemanha, mas pode tomar a primeira posição depois desse próximo aumento. Essa classificação é feita pela Agência Internacional de Energia.

Ao comprar a crise hídrica de 2021 com a de 2001, o engenheiro diz que o problema de 20 anos atrás é uma “brincadeira” perto do momento atual.

Este não é o primeiro reajuste do ano, essa mesma tarifa da bandeira vermelha patamar 2 vai ser reajustada pela quarta vez. No início de 2021 ela custava R$ 1,34. No mês de maio passou para 4,16 e no mês de junho para R$ 6,24 e em julho para R$ 9,49.

Entenda o sistema de bandeiras

O sistema de bandeiras nas tarifas de energia foi criado em 2015 para marcar o custo da produção energética no Brasil. São três tipos de bandeira que indicam o preço necessário para manter a oferta de energia:

Bandeira verde: Indica que a conta de luz não vai sofrer nenhum acréscimo, já que as condições estão favoráveis para a geração de energia. Esta bandeira entra em vigor quando as condições de chuva e os níveis dos reservatórios estão acima do nível e a demanda é suprida apenas pelas usinas hidrelétricas, que são mais baratas e menos poluentes.

Bandeira amarela: É o primeiro nível de taxa extra, a que tem valor menor. Ela indica que as condições de geração de energia estão menos favoráveis e alerta os consumidores de que é preciso economizar.

Bandeira vermelha patamar 1: A taxa extra sobe um nível com a piora das condições de geração de energia.

Bandeira vermelha patamar 2: É o nível que o Brasil está neste momento. É a tarifa mais cara do sistema e indica que a geração de energia está mais cara. Isso acontece por causa das usinas termelétricas, que precisam ser acionadas para suprir a demanda.

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Ministro pede que população “participe” de esforço para diminuir consumo de energia elétrica https://canalmynews.com.br/politica/ministro-pede-que-populacao-participe-de-esforco-para-diminuir-consumo-de-energia-eletrica/ Mon, 28 Jun 2021 23:55:25 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/ministro-pede-que-populacao-participe-de-esforco-para-diminuir-consumo-de-energia-eletrica/ Em pronunciamento na TV, Bento Albuquerque destaca crise hídrica, mas afirma que sistema elétrico “evoluiu muito”

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Com o Brasil diante de sua maior crise hídrica em quase um século, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou em pronunciamento na televisão nesta segunda-feira (28) que não haverá racionamento de energia, mas destacou medidas do Governo Federal para enfrentar o problema, como um programa “voluntário” para empresas e pediu colaboração da população.

“Em parceria com a indústria, estamos finalizando o desenho de um programa voluntário que incentiva as empresas a deslocar o consumo dos horários de maior demanda de energia para os horários de menor demanda”, afirmou Albuquerque.

O ministro também destacou que o Governo Federal encaminhou ao Congresso uma Medida Provisória para “fortalecer a governança do processo decisório neste momento de crise hídrica” e pediu que “a sociedade brasileira, todo cidadão consumidor participe desse esforço evitando desperdícios no consumo de energia”.

Com os reservatórios com níveis baixo, a conta de luz já está na bandeira vermelha, o que significa preços mais caros, e pode passar por novos reajustes.

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Sistema Nacional de Meteorologia divulga alerta para escassez “severa” de chuvas https://canalmynews.com.br/politica/sistema-nacional-de-meteorologia-divulga-alerta-para-escassez-severa-de-chuvas/ Fri, 28 May 2021 17:29:21 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/sistema-nacional-de-meteorologia-divulga-alerta-para-escassez-severa-de-chuvas/ Comunicado de “emergência hídrica” atinge área da Bacia do Paraná, que abriga a Usina de Itaipu e outras importantes usinas hidrelétricas

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O Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) emitiu um alerta de emergência hídrica na quinta-feira (27). No documento, o SNM afirma que também há uma previsão de chuvas abaixo do previsto na Bacia do Paraná, que abrange os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná para o período de junho a setembro de 2021.

O SNM, que tem como função monitorar eventos meteorológicos extremos, afirma que sua previsão “é consistente com a de outros centros internacionais de previsão climática”.

Em maio, o SNM afirma que a Bacia do Paraná tem uma média histórica de 98 milímetros de precipitação. Em maio de 2021, contudo, as chuvas foram de apenas 27 milímetros. Quando são analisados os dados dos últimos 48 meses, “a situação atual de déficit de precipitação é severa”, diz o SNM.

Para os próximos três meses, a previsão é de chuvas abaixo dos níveis históricos para a Bacia do Paraná. O alerta pode ser conferido neste link.

A Bacia do Paraná abriga a Usina Hidrelétrica de Itaipu, a Usina Hidrelétrica de Furnas e outras importantes hidrelétricas.

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MP da Eletrobras: por que a energia pode ficar mais cara? https://canalmynews.com.br/economia/mp-da-eletrobras-por-que-a-energia-pode-ficar-mais-cara/ Fri, 21 May 2021 00:22:37 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/mp-da-eletrobras-por-que-a-energia-pode-ficar-mais-cara/ Texto que vai a votação no Senado é alvo de críticas de especialistas e do setor elétrico, que alerta para o risco de alta no valor da energia.

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A medida provisória que viabiliza a privatização da Eletrobras precisa ser aprovada até o dia 22 de junho no Senado para não perder a validade. O texto passou pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira (19) com o apoio de 313 parlamentares. Ao todo, 166 votaram contra. 

A MP autoriza a privatização da Eletrobras via capitalização, com redução da participação majoritária da União na companhia. Hoje, governo tem cerca de 60% das ações e é controlador da empresa de economia mista. 

O texto permite a redução dessa participação para 45%. A MP, no entanto, reserva ao governo a possibilidade de vetar decisões estratégicas da companhia, a partir das golden shares – ações ‘especiais’ do poder público para poder de veto.

“Eles aprovaram o seguinte modelo: a desestatização pelo aumento do capital social. Novas ações da Eletrobras são emitidas em leilão. A União não pode participar da disputa dessas ações, só o mercado privado. Outra regra é que nenhum grupo privado pode obter mais de 10% dessas ações”, explica o advogado Guilherme Amorim Campos da Silva, sócio de Rubens Naves, Santos Jr. Advogados, em entrevista ao Dinheiro Na Conta.

Novas termelétricas e energia mais cara

Um dos pontos mais polêmicos do texto – alvo de críticas inclusive de apoiadores da proposta de privatização – é um trecho que foi alterado pelo relator da proposta na Câmara, o deputado Elmar Nascimento (Democratas) e aprovado pelos parlamentares na quarta-feira (19).

O relator, no parecer, previu que a União contrate termelétricas como condição para privatização da empresa. A MP determina que as usinas – que produzem energia mais cara que as hidrelétricas – sejam construídas no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, locais que hoje não têm uma rede de abastecimento de gás natural.

Segundo a Abrace (Associação dos Grandes Consumidores de Energia e de Consumidores Livre), a mudança teria custo de R$ 20 bilhões ao ano, com reflexo para conta de luz. A ABRACEEL (Associação Brasileira de Comercializadores de Energia) alerta que os ajustes na MP encarecem a energia consumida tanto pela indústria, quanto pelo consumidor final.

Em entrevista ao Dinheiro Na Conta, Reginaldo Medeiros, presidente executivo da ABRACEEL, afirma que a capitalização da empresa é “positiva”, mas as alterações feitas pelo relator prejudicam o setor. O texto aprovado na Câmara, para ele, vai gerar o aumento nas tarifas de energia. “Além das contratações compulsórias de energia, o texto também retira benefícios do setor produtivo [no consumo de energia]”, diz. 

Desconto não deve ter efeito

Para baratear a tarifa de energia, a Eletrobras, segundo a medida provisória, deve repassar R$ 25 bilhões para a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), o que permitiria atenuar o preço final para consumidores. Pelo texto do relator, os valores serão usados para abater as tarifas apenas de famílias atendidas por distribuidoras, retirando os efeitos para o chamado “mercado livre”, que são os grandes consumidores de energia.

O engenheiro Roberto Pereira D’Araujo, diretor do Instituto Ilumina (Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Elétrico), avalia que o custo atual de operação no sistema elétrico brasileiro já é alto. “Você pegar uma parte dessa receita vinda da venda de um ativo e realizar um ‘truque’ para reduzir tarifa? Quem acredita em uma coisa dessa?”, questiona.

“Para você reduzir tarifa, você precisa reduzir os custos de produção. Eu não vi nenhuma palavra sobre isso, pelo contrário. Com as termelétricas, vai ficar mais caro ainda”, afirma D’Araujo.

Críticas de parlamentares

Na Câmara, mesmo deputados a favor do processo de privatização criticaram as alterações feitas pelo relator. Para o líder do Novo na Câmara, deputado Vinícius Poit (Novo-SP), a capitalização da Eletrobras é urgente para o país. O texto de Elmar, no entanto, deixa o tema para escanteio. “O parecer do relator veio recheado dos famosos jabutis, trechos que não têm nada a ver com o assunto principal. No fim, quem paga a conta é o consumidor”, afirma.

Para o líder da Oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), “não existe razão para privatizar a sexta empresa mais lucrativa do país”. O deputado diz que o processo vai acarretar no aumento da conta de luz, com efeito em toda a cadeia produtiva. “É uma medida que não vai trazer nenhum resultado positivo para o país. Apenas para os que comprarem a empresa”, afirma. 

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