Arquivos ensino superior - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/ensino-superior/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Tue, 08 Mar 2022 15:13:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 A balada da arrasada dos pesquisadores brasileiros: desabafo de um mestrando prestes a defender https://canalmynews.com.br/voce-colunista/a-balada-da-arrasada-dos-pesquisadores-brasileiros-desabafo-de-um-mestrando-prestes-a-defender/ Thu, 05 Aug 2021 20:58:14 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/a-balada-da-arrasada-dos-pesquisadores-brasileiros-desabafo-de-um-mestrando-prestes-a-defender/ Viver a preocupação de finalizar a pesquisa e aquela referente a procurar um emprego é demasiado angustiante

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Eu, assim como outros colegas pós-graduandos, estou nos momentos finais da escrita da pesquisa de mestrado. Esta reta final tem um gosto agridoce de ansiedade e um gosto amargo de tristeza. Agridoce porque obviamente qualquer pesquisador fica feliz no momento da defesa, contudo, ao mesmo tempo vem a insegurança material propiciada pela falta da bolsa e a emergência de se arranjar um emprego. E é na procura do emprego que o agridoce fica amargo. Sou da área das Ciências Sociais, mas pelo o que vejo de relatos de colegas pesquisadores de outras áreas em grupos de Facebook e no recém lançado Quinta Chamada do MyNews percebo que nosso caso não é isolado.

Viver a preocupação de finalizar a pesquisa e aquela referente a procurar um emprego é demasiado angustiante. Hoje não é surpresa que a maioria dos professores e pesquisadores das ciências sociais formados nos anos 70 a 90 eram em sua maioria de classes mais abastadas. Afirmo isso com base no projeto “Memória das Ciências Sociais no Brasil” coordenado pelo antropólogo Celso de Castro da Fundação Getúlio Vargas. Para ser pesquisador nesse país com um mínimo de autonomia o ideal é ter um colchão de proteção financeira excelente. Além de tal colchão, o pesquisador em formação no Brasil tem que torcer para viver numa família que entenda como funciona a carreira acadêmica brasileira. O que eu vejo que é a minoria entre meus colegas de universidade. Ainda hoje fico embasbacado quando escuto “meu pai e minha mãe dão todo apoio e incentivo pra fazer mestrado”.

Uma das piores partes é que quando os pesquisadores reclamam sobre as condições de nosso trabalho no Brasil escutamos aquele lindo argumento “ahhh mas vocês têm bolsa e só pra estudar!” (isso antes dos agressivos cortes do governo obviamente). Os valores das bolsas são verdadeiras misérias. Seja de iniciação científica, projetos de extensão, mestrado e doutorado. O valor parece ainda mais irrisório quando pensamos na carga de trabalho do pesquisador brasileiro e a demanda de uma dedicação exclusiva para a pesquisa – mesmo que implícita. Atualmente muitas/os chefes de família estão ingressando na carreira acadêmica. A baixa remuneração dificulta a permanência dos discentes na graduação e na pós-graduação. Para além dos gastos para a própria subsistência tem o encargo com livros, materiais de pesquisa, viagens para pesquisa de campo, compra de equipamentos e insumos.

O ingresso na carreira docente também está um inferno. Seja no âmbito privado ou público. No âmbito público alguns concursos estão reproduzindo uma lógica empregatícia torpe. O recém lançado edital n°25/2021 da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO – para professor substituto está exigindo a titulação de doutorado com o salário de R$ 3.500,00. Não é raro os concursos de Institutos Federais fazerem a dobradinha de contratar um professor para dar duas disciplinas de humanidades -sociologia/filosofia ou geografia/história são as mais comuns. Fora o ingresso em algumas faculdades privadas.

Uma crítica indigesta, mas que se faz necessária, é que parte da culpa dessa precarização do trabalho docente e da qualidade de ensino nos podemos atribuir a gestão petista no executivo. Não por fomentarem programas de acesso ao ensino superior como o FIES ou o Prouni. Mas por deixarem construir um oligopólio educacional bem abaixo de seus narizes. Isso inclusive acabou prejudicando as próprias faculdades privadas menores e de qualidade que foram engolidas no processo. O vídeo do canal no Youtube GregNews do dia 29 de novembro de 2017 explica em maiores detalhes o ocorrido.

Quanto às empresas privadas que contratam cientistas ou pesquisadores, muitas pedem um tempo de 3 ou 5 anos de pesquisa. O ponto é, a pesquisa que realizamos na universidade de mestrado, doutorado, iniciação científica ou em grupos de extensão não conta como tempo de trabalho pesquisado. Como conseguir experiência se toda contratação exige uma experiência irreal para os padrões empregatícios do Brasil atual?

Moral da história. Quem segue na carreira acadêmica continua realmente porque ama. A gente tá nisso é por amor, por gosto. Porque pelo prestígio social, estabilidade financeira e laboral e apoio com certeza não é. Em suma, pode-se resumir a situação da pesquisa e do pesquisador no Brasil pela música Balada da Arrasada de Angela Ro Ro.


Quem é Marcos Paulo Magalhães de Figueiredo?

Marcos Paulo Magalhães de Figueiredo é professor de sociologia e antropólogo. Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e mestrando em Antropologia pela mesma instituição.

* As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews

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A tecnologia como ferramenta para captação de alunos no ensino superior https://canalmynews.com.br/natalia-fernandes/a-tecnologia-como-ferramenta-para-captacao-de-alunos-no-ensino-superior/ Fri, 08 Jan 2021 09:53:32 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/a-tecnologia-como-ferramenta-para-captacao-de-alunos-no-ensino-superior/ Comunicação personalizada em escala é caminho para atração de alunos para sala de aula

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A capacidade de captação de novos alunos com uso de tecnologias já é uma realidade possível, que existe bem antes da pandemia.
(Foto: Unsplash)

A transição rumo ao novo cenário da educação após a pandemia tem sido amplamente discutida. De maneira brusca, alunos de diversas idades e países deixaram de frequentar as atividades presenciais como forma de prevenção à propagação do coronavírus.  Em meio ao caos, a tecnologia foi o caminho que permitiu acesso à educação, nos locais onde foi possível, ressignificando as relações entre professores, estudantes e instituições em um caminho sem volta.

Mas não foi apenas esta relação que deu passos gigantes em direção a um futuro mais digital. A capacidade de captação de novos alunos com uso de tecnologias já é uma realidade possível, que existe bem antes da pandemia, e que deixou há tempos o velho giz e lousa rumo ao tecnológico.

A demanda pelo aprendizado é uma realidade e a pandemia elevou este número para outro patamar. As buscas no Google relacionadas a softwares de educação aumentaram em 46%. Ou seja, há demanda. 

No entanto, quando olhamos o ensino superior, os fatores que levam estudantes às salas de aula não são nada homogêneos. Trata-se de uma árvore de decisão complexa e composta por diferentes fatores como valor da mensalidade, reputação, proximidade da residência e infraestrutura. Além disso, ainda precisa ser considerada a escolha do curso a ser realizado, que pode ser escolhido pela vocação ou então desejo de ganhar mais espaço no mercado profissional por aqueles que já trabalham.

Dito isso, é preciso ter em mente que a comunicação é mais eficiente à medida que conversa com os interesses daqueles que deseja impactar. Por isso, quanto mais granular, melhor é o engajamento gerado por seus públicos-alvo.

Ora, como fazer com que cada potencial aluno seja impactado corretamente dado que a árvore de decisão para escolha da Instituição do Ensino Superior é complexa e quase “particular” para a tomada de decisão?

De forma tradicional, pode-se exigir que uma equipe de marketing adapte cada mensagem manualmente para cada nicho, o que é pouco produtivo para o negócio por ser lento e potencialmente falho. Ou ainda, gerar uma comunicação padrão para todos os públicos  que têm sua eficiência reduzida por não trazer nenhum apelo específico com quem conversa.

É aí que a tecnologia pode ser implementada para garantir mensagens eficientes com o máximo de personalização possível para atração de mais alunos para sala de aula. Por meio da inteligência de dados, ao invés de “Os Melhores Cursos Estão Aqui, Faça Sua Inscrição”, é possível incluir informações como curso, campus, preço da matrícula automaticamente nas mensagens para diferentes usuários com base no comportamento e perfil de navegação.

O uso da tecnologia pode estar dentro ou fora das salas de aula
O uso da tecnologia pode estar dentro ou fora das salas de aula.
(Foto: Unsplash)

Ou ainda, de forma mais interessante, é possível divulgar os cursos de acordo com a sua disponibilidade em cada região. Ou seja, caso as vagas se esgotem, automaticamente as publicidades sobre determinados cursos são interrompidas ou adaptadas para outras localidades que tenham.

Isso tudo de forma rápida e eficiente, permitindo otimização de tempo e custo para estas instituições, que podem investir em outras tecnologias e negócios.

Vale estar atento às novas tendências e comportamentos dos consumidores. O uso da tecnologia pode estar dentro ou fora das salas de aula. Não se trata mais de ser um setor dentro da Instituição de Ensino, e sim, um valor que permeia sua cultura para atingir seus próximos passos de evolução. 

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