colunista Natália Fernandes
Especialista em mídia digital e diretora de operações da MightyHive Brasil
Coluna – Natália Fernandes

A tecnologia como ferramenta para captação de alunos no ensino superior

Comunicação personalizada em escala é caminho para atração de alunos para sala de aula
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8 de janeiro de 2021
A capacidade de captação de novos alunos com uso de tecnologias já é uma realidade possível, que existe bem antes da pandemia.
(Foto: Unsplash)

A transição rumo ao novo cenário da educação após a pandemia tem sido amplamente discutida. De maneira brusca, alunos de diversas idades e países deixaram de frequentar as atividades presenciais como forma de prevenção à propagação do coronavírus.  Em meio ao caos, a tecnologia foi o caminho que permitiu acesso à educação, nos locais onde foi possível, ressignificando as relações entre professores, estudantes e instituições em um caminho sem volta.

Mas não foi apenas esta relação que deu passos gigantes em direção a um futuro mais digital. A capacidade de captação de novos alunos com uso de tecnologias já é uma realidade possível, que existe bem antes da pandemia, e que deixou há tempos o velho giz e lousa rumo ao tecnológico.

A demanda pelo aprendizado é uma realidade e a pandemia elevou este número para outro patamar. As buscas no Google relacionadas a softwares de educação aumentaram em 46%. Ou seja, há demanda. 

No entanto, quando olhamos o ensino superior, os fatores que levam estudantes às salas de aula não são nada homogêneos. Trata-se de uma árvore de decisão complexa e composta por diferentes fatores como valor da mensalidade, reputação, proximidade da residência e infraestrutura. Além disso, ainda precisa ser considerada a escolha do curso a ser realizado, que pode ser escolhido pela vocação ou então desejo de ganhar mais espaço no mercado profissional por aqueles que já trabalham.

Dito isso, é preciso ter em mente que a comunicação é mais eficiente à medida que conversa com os interesses daqueles que deseja impactar. Por isso, quanto mais granular, melhor é o engajamento gerado por seus públicos-alvo.

Ora, como fazer com que cada potencial aluno seja impactado corretamente dado que a árvore de decisão para escolha da Instituição do Ensino Superior é complexa e quase “particular” para a tomada de decisão?

De forma tradicional, pode-se exigir que uma equipe de marketing adapte cada mensagem manualmente para cada nicho, o que é pouco produtivo para o negócio por ser lento e potencialmente falho. Ou ainda, gerar uma comunicação padrão para todos os públicos  que têm sua eficiência reduzida por não trazer nenhum apelo específico com quem conversa.

É aí que a tecnologia pode ser implementada para garantir mensagens eficientes com o máximo de personalização possível para atração de mais alunos para sala de aula. Por meio da inteligência de dados, ao invés de “Os Melhores Cursos Estão Aqui, Faça Sua Inscrição”, é possível incluir informações como curso, campus, preço da matrícula automaticamente nas mensagens para diferentes usuários com base no comportamento e perfil de navegação.

O uso da tecnologia pode estar dentro ou fora das salas de aula
O uso da tecnologia pode estar dentro ou fora das salas de aula. (Foto: Unsplash)

Ou ainda, de forma mais interessante, é possível divulgar os cursos de acordo com a sua disponibilidade em cada região. Ou seja, caso as vagas se esgotem, automaticamente as publicidades sobre determinados cursos são interrompidas ou adaptadas para outras localidades que tenham.

Isso tudo de forma rápida e eficiente, permitindo otimização de tempo e custo para estas instituições, que podem investir em outras tecnologias e negócios.

Vale estar atento às novas tendências e comportamentos dos consumidores. O uso da tecnologia pode estar dentro ou fora das salas de aula. Não se trata mais de ser um setor dentro da Instituição de Ensino, e sim, um valor que permeia sua cultura para atingir seus próximos passos de evolução. 

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