colunista Natália Fernandes
Especialista em mídia digital e diretora de operações da MightyHive Brasil

Estamos diante do fim das lojas físicas?

E-commerce deve superar as transações presenciais no varejo da China neste ano
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Você já sabe como funcionam as lojas físicas do varejo: produtos à mostra, possibilidade de testar e compra imediata. Será que com a revolução digital e crescimento do ecommerce isso dura para sempre?

Com a chegada da internet, o varejo passou por sua mudança mais profunda desde a Revolução Industrial. Naquela época houve um aumento expressivo da produção de mercadorias e, consequentemente, do volume de compras e vendas no comércio.

Desta vez, o fator por trás da ressignificação do varejo está no uso de dados e na possibilidade de realizar compras com apenas um clique. Enquanto os consumidores podem facilmente adquirir produtos por meio dos celulares, a indústria tem o potencial de usar estes dados para relacionamentos futuros ainda mais produtivos com seus clientes.

A pandemia deu poder exponencial para esta mistura e a China provavelmente será o primeiro país em que o volume de compras online deve superar o volume das lojas físicas. Popularização dos smartphones e frete barato, somados aos efeitos da pandemia, fizeram com que neste país 52% das compras aconteçam por e-commerce até o final deste ano.

E no comércio, vai tudo para o digital?

Não! O e-commerce não significa a morte das lojas físicas, mas muita coisa deve mudar. Assim como a TV não substituiu o rádio, o varejo online não deve substituir o presencial. 

O pensamento “ou um ou outro” está longe de captar a complexidade da sociedade que exige personalização ao invés das boas e velhas “fórmulas padronizadas” em que tudo dá certo. Além disso, quem disse que nas experiências presenciais não é possível capturar dados que sejam utilizados no ambiente digital? 

Por isso, presencial e digital, ou “on” e “off”, não são como água e óleo. Muito pelo contrário, se combinados, não há conflito de canal, e sim, convergência para uma ótima experiência. Vamos com um exemplo.

Existem lojas físicas em que é possível acompanhar as interações dos clientes com os produtos de forma digital para determinar quais devem estar ali. Assim, se um cliente toca em um produto, é possível captar isso de forma automática, organizar em um sistema e otimizar o espaço da loja com produtos semelhantes para que mais clientes possam ter uma ótima experiência. 

Isso busca tornar a experiência na loja ainda melhor para aquele nicho, ressignificando o papel deste canal. Assim como é feito no digital, por meio dos anúncios personalizados que aparecem para você.

O alicerce deste “futuro já presente” é o uso de dados proprietários como estratégia central. Quando empresas combinam isso a uma equipe especializada, cultura empresarial aberta à mudança e respeito à privacidade dos usuários, passos largos são dados nesta direção que tem o cliente como centro da tomada de decisão.

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