Marcas e eventos online: como elevar a experiência no ambiente digital
Especialista em mídia digital e diretora de operações da MightyHive Brasil
Coluna – Natália Fernandes

Marcas e eventos online: como elevar a experiência no ambiente digital

Mais do que transportar atividades do presencial para o digital, é necessário traduzi-las em um novo cenário
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp
1 de janeiro de 2021

Já é sabido: a pandemia impactou a forma como interagimos com o ambiente digital, seja para consumo de produtos, fonte de informações e educação ou entretenimento. Dentre as várias frentes, o destaque hoje vai para o consumo de vídeos ao vivo por usuários, as tão famosas lives, e como as marcas podem usar este canal como forma de se aproximar de seus públicos.

Com a restrição à circulação de pessoas, a modalidade livestreaming ganhou voz ainda mais expressiva no campo musical em 2020, diversos artistas encontraram neste formato uma maneira de se conectar aos seus públicos e oferecer lazer diante da rotina de confinamento. 

Assim, assistimos shows ao vivo de artistas de vários lugares e magnitudes fazendo com que as lives conseguissem navegar em um cenário caótico e dinâmico. O pico de buscas deste termo aconteceu entre abril e maio no Google, mostrando a resposta positiva da audiência. Além disso, números impressionantes foram alcançados, segundo o Google, mais de 3 milhões de pessoas assistiram simultaneamente no YouTube à live de Marília Mendonça, uma das grandes artistas da música nacional.

Fonte: Google

Com isso, as lives acabaram se consolidando como um dos principais marcos de 2020 no digital. No entanto, o entretenimento não foi o único que conseguiu dançar no caos da pandemia. As interações por meio de lives transbordaram para outros cenários e as marcas viram ali a oportunidade para ressignificar sua relação com clientes por meio de estratégias adaptadas ao digital considerando dois motivos bastante simples: uma das poucas formas possíveis de estabelecer contato com seu público-alvo, além de ser segura.

Tendo em mente que a relação usuário e marca se afirma também pelo fator emocional, a grande questão foi: como se conectar com emoções antes sentidas no offline, agora no ambiente online?

Computador, live, Covid, pandemia
Pandemia impactou a forma como interagimos com o ambiente digital. (Foto: Unsplash)

Neste sentido, as lives podem e devem ir além de uma mera transmissão de conteúdo que vai do emissor ao seu público-alvo. Há recursos técnicos hoje que possibilitam uma mão dupla em que a resposta da audiência em tempo real pode ser utilizada como combustível para conteúdos durante o próprio evento, aumentando engajamento e valor percebido das marcas.

O Facebook Connect, um dos maiores eventos anuais em inovação digital, entendeu o potencial e como tirar proveito disso. Por conta da pandemia, as atividades foram transportadas totalmente para o campo virtual e o foco na interação com o público durante o evento foi um dos seus grandes pilares. Por meio de questionários, “recompensas” e outras interações ao vivo, foi possível criar uma experiência humana coletiva e elevar o entusiasmo da audiência.

Via de regra, qualquer live pode ser assistida em outro momento que não seja ao vivo, mas o valor da interação durante o evento, desloca o usuário do papel de mero espectador. Isso gera conexão emocional e sustenta um dos pilares centrais da relação marca e público, dado que o mundo competitivo em que estamos inseridos faz com que atributos intangíveis sejam cruciais na criação de valor.

 Novas formas de interação digital não se tratam apenas de espelhar relações do mundo offline para o online. Trata-se de construir caminhos inovadores que possam comportar todos os novos elementos presentes nesta relação, seja a interação em tempo real, a possibilidade do uso de dados ou a dinamismo para uma direção completamente nova. As opções para quem quer navegar nesses mares não são muitas: trata-se de adaptação ou adaptação, mas os frutos gerados com certeza são inúmeros e a longo prazo.

Aproveitar o momento para impulsionar compras, feedback em tempo real ou receber sugestões são formas de usar a interação para construção de cenários onde há mais troca e construção conjunta com clientes. Diretrizes que, com certeza, conversam com o futuro multiconectado que o usuário, e não a marca, é o centro da atenção.

Relacionadas
Coluna – Natália Fernandes
“À medida que cresce o papel destas empresas sobre a opinião pública, este setor compreende a importância de respostas mais precisas às novas necessidades sociais”
Coluna – Natália Fernandes
Comunicação personalizada em escala é caminho para atração de alunos para sala de aula
Coluna – Natália Fernandes
Cerca de R$ 260 bilhões são perdidos anualmente com fraudes e outras práticas ilícitas na publicidade digital
Coluna – Natália Fernandes
O mundo foi para o Google pesquisar o que fazer quando o Google deixa de funcionar. Ficamos sem resposta
Tecnologia
Mesmo um setor considerado uma área de oportunidades não fica imune à desigualdade estrutural no país

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e Política de Cookies. Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.