colunista Natália Fernandes
Especialista em mídia digital e diretora de operações da MightyHive Brasil

Por que a Amazon avança no mercado de entretenimento?

Big tech adquiriu o estúdio da MGM por 8,45 bilhões de dólares nesta semana
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Se você já se deparou com o rugido de um leão na vinheta do início de algum filme, provavelmente estava diante de algum dos sucessos da MGM. O que você dificilmente poderia imaginar é que o estúdio se tornaria uma peça fundamental da Amazon e seu Prime Video na guerra pelo streaming com gigantes como Netflix e Disney. 

A aquisição da MGM por US$ 8,45 bilhões, trouxe à Amazon um cardápio de mais de 4.000 filmes, dentre eles, franquias como James Bond e Rocky, além de séries que são sucesso de público como “The Handmaid’s Tale”, “Fargo” e “Vikings”.

Este movimento não é o único do mercado. No início deste mês, a AT&T Inc. anunciou a fusão da WarnerMedia com a Discovery Inc. para também impulsionar sua plataforma de streaming, sendo uma das inúmeras séries de fusões que estão abalando a indústria do entretenimento. 

Jeff Bezos e o leão da MGM: uma combinação vantajosa

O isolamento social consolidou novos hábitos de consumo aumentando, e muito, o tempo em ficamos em frente à TV e impulsionando o consumo via streaming. Segundo a Kantar IBOPE Media, o Brasil se destaca em relação à média global quando falamos de consumo de vídeo, sendo que 58% dos usuários de internet assistiram a mais streaming pagos durante os períodos de isolamento.

Diante deste cenário, as empresas de mídia e tecnologia entenderam o potencial desta frente na interação com novos mercados e consumidores e viram aí uma baita oportunidade, como o CEO Jeff Bezos, da Amazon. E, se por um lado o fechamento das salas de cinema trouxe impactos para os lançamentos dos novos filmes da MGM. Por outro lado, o estúdio encontrou neste acordo, possibilidades de escoar sua produção para serviços de streaming, seguindo a tendência do mercado em expansão.

Atenção consumidores! Sua atenção importa neste jogo

Em 2016, Bezos declarou em uma conferência que as pessoas que usam o Prime Video são mais propensas a renovar suas assinaturas a cada ano ou pagar se estiverem em programas de teste gratuitos e até comprarem mais produtos da Amazon.


Entretenimento não é o único conteúdo em que a Amazon fez suas apostas. Há pouco mais de dois meses, em março deste ano, a empresa fechou um acordo com a National Football League pelos direitos exclusivos do Thursday Night Football. O preço estimado foi de US$ 1,2 bilhão por temporada ao longo de 11 anos.

Em ambos os casos, uma variável importante que movimenta o ponteiro é a atenção dos usuários. Os olhos atentos de alguém já valiam muito no universo não digital, ou offline, mas é no universo das telas que comportamentos de consumo se transformam em dados e podem gerar insights que agregam nas tomadas de decisões futuras de qualquer empresa. Se os membros Prime são de fato mais leais ou direcionam mais receita para a companhia, não temos os números, mas este é no mínimo um movimento da indústria que vale acompanhar.

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