colunista Natália Fernandes
Especialista em mídia digital e diretora de operações da MightyHive Brasil

Como se fazer presente nas TVs conectadas

Fragmentação da audiência com as plataformas de streaming redireciona investimentos dos anunciantes
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Recentemente uma pesquisa sobre o uso das TVs conectadas realizada pela Nielsen e Smartclip, mostrou aquilo que já desconfiávamos, as grandes telas inteligentes estão cada vez mais nos lares dos brasileiros, especialmente depois da pandemia.

Por TV conectada ou connected TV, se entende as televisões que possuem conexão com a internet. O número de casas que possuem esses aparelhos saltou de 32% em 2015 para 89% em 2021. O boom se deve principalmente à adesão massiva aos serviços de streaming e a chegada de novos players e plataformas disputando a atenção dos telespectadores e a pandemia, que alterou significativamente os hábitos da população.  

Em todo o mundo podemos acompanhar a mesma tendência em mercados mais avançados, como os Estados Unidos, em que existem centenas de aplicativos e serviços de streaming que não são relacionados apenas ao entretenimento. Diante de um mercado tão aquecido, a pergunta que fica é: como as marcas podem aproveitar esta tecnologia para se conectar com uma audiência tão independente e segmentada?

Vencendo a barreira da fragmentação 

As TVs conectadas podem ser acessadas por meio de serviços por assinatura, com intervenção de publicidade ou ambos. E isso tem trazido uma revolução na forma como as marcas podem alcançar seus consumidores ou potenciais clientes.

As pessoas já não seguem os padrões tradicionais dos horários lineares da televisão com novelas, programas dominicais ou telejornais em que toda uma família assumia o mesmo comportamento de consumo ao mesmo tempo. A multiplicidade dos dispositivos, conteúdos e tecnologias, com apenas um clique, faz com que a audiência esteja cada vez mais segmentada. 

E é aí que as TVs conectadas entram para tornar a vida das marcas um pouco mais fácil. Apesar dos caminhos para se alcançar uma audiência desejada sejam cada vez mais granulares, a tecnologia é grande aliada. 

Ela permite escala, centralização e visão unificada de dados para segmentação e melhor acompanhamento dos resultados de campanhas. Além da tão desejada otimização em tempo real. 

O retorno ao “normal”

Embora fortemente impulsionada pela pandemia, a TV conectada ainda deve ter seu consumo cada vez mais presente no comportamento da população. Ao oferecer o conteúdo desejado e na hora desejada ela se adequa à personalização do consumo, que é a cara dos nossos tempos. Ninguém mais quer estar dependente de uma grade linear de programação em que o humano se adequa à distribuição do conteúdo. Cada vez mais, a distribuição do conteúdo ocorre mediante demanda do fator humano.

Estamos diante de um ecossistema cada vez mais rico para as TVs conectadas. Os usuários podem ou não ser impactados por publicidade, mediante o modelo que optarem por consumir o conteúdo, além de poderem disfrutar de boa qualidade de imagem e som. E as marcas podem ter campanhas ainda mais personalizadas para públicos que façam sentido com a possibilidade de mensurar seus resultados. Com isso, os caminhos são atraentes para que propagandas também tirem proveito para gerar engajamentos ainda mais significativos com as marcas.

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