Recorde

Desemprego atinge 14,4 milhões de brasileiros e registra maior número desde 2012

Taxa de ocupação manteve-se no patamar do trimestre anterior, enquanto percentual de carteiras assinadas regrediu
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O Brasil registrou 14,4 milhões de desempregados durante o trimestre encerrado em fevereiro de 2021 (dezembro, janeiro e fevereiro), índice recorde para a série histórica iniciada em 2012. O número representa uma alta de 2,9% ante o trimestre anterior, percentual referente a mais de 400 mil pessoas desocupadas – em relação ao mesmo período móvel do ano passado (11,6%), o aumento é de 2,7%.

Taxa de desemprego no Brasil bate recorde da série histórica.
Taxa de desemprego no Brasil bate recorde da série histórica. Foto: Jeso Carneiro (Flickr).

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do estudo mostrou ainda que a taxa de ocupação (85,9 milhões de pessoas) manteve-se estável se comparada aos três meses anteriores, mas com baixa de 8,3% frente ao mesmo trimestre de 2020.

A porcentagem de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar chegou a 48,6%, permanecendo invariável perante o trimestre móvel anterior (48,6%) e recuando 5,9 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (54,5%).

Aferiu-se que a população subutilizada é composta por 32,6 milhões de pessoas (igual ao trimestre móvel anterior), e representa um crescimento de 21,9% (mais 5,9 milhões de pessoas) em relação a 2020. A parcela populacional fora da força de trabalho (76,4 milhões de pessoas) ficou estável ante o trimestre anterior e cresceu 15,9% (10,5 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2020.

Já a população desalentada (6,0 milhões de pessoas) é recorde da série histórica, uma vez que se registrou um acréscimo de 26,8% ante o mesmo período de 2020. O percentual de desalentados na força de trabalho (5,6%) ficou estável perante o trimestre móvel anterior e subiu 1,4 pontos percentuais frente ao mesmo período de 2020 (4,2%).

O número de empregados com carteira de trabalho assinada foi de 29,7 milhões de pessoas; queda de 11,7% (menos 3,9 milhões de pessoas) frente ao mesmo período de 2020. O número de empregados sem carteira assinada (9,8 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre anterior e reduziu 15,9%.

A quantidade de trabalhadores autônomos (23,7 milhões) apresentou alta de 3,1% frente ao trimestre móvel anterior (mais 716 mil de pessoas) e caiu 3,4% ante o mesmo período de 2020 (menos 824 mil pessoas).

A taxa de informalidade foi de 39,6% da população ocupada, ou 34,0 milhões de trabalhadores informais. No início de 2020, a marca era de 40,6%.

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