Arquivos FHC - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/fhc/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 03 Aug 2022 15:15:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Bolsonaro é o pior governo desde redemocratização, dizem eleitores https://canalmynews.com.br/politica/bolsonaro-e-o-pior-governo/ Wed, 03 Aug 2022 15:15:52 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=32445 Dinheiro despejado na economia melhora um pouco a percepção entre os que receberam o auxílio, mas ainda assim avaliação negativa do governo é a maior entre os presidentes FHC, Lula e Dilma

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O presidente Jair Bolsonaro tem o pior governo desde a redemocratização na avaliação dos eleitores brasileiros. Os dados são da pesquisa Genial/Quaest deste mês. A pesquisa mostra uma melhora na imagem do governo Bolsonaro que agora tem 27% (+1) de avaliação positiva e 43% (-4) de avaliação negativa. Este é o menor nível de rejeição ao governo desde que a pesquisa começou a ser feita em julho/21. Mas ainda é de longe o pior governo segundo a mesma pesquisa (veja gráfico)

 

Mesmo com a melhora, a situação de Bolsonaro comparativamente aos presidentes que buscaram a reeleição ainda é bem negativa. FHC em 1998 chegou no começo de agosto com rejeição de 18%, Lula em 2006 com 22% e Dilma em 2014 com 24%. Bolsonaro tem o dobro da rejeição deles, segundo avaliação de Felipe Nunes, CEO da Quaest. 

O processo de recuperação da imagem do governo aparece nos eleitores que recebem o Auxílio Brasil. Em junho, a distância entre a avaliação negativa e a avaliação positiva era de 27 pontos; em agosto, a diferença caiu pra 11 pontos. Não houve mudança entre quem não recebe.

O recuo na avaliação negativa do governo não apareceu com a mesma força nas intenções de voto. Lula tem agora 44% no primeiro turno, com variação de 1 ponto em relação a julho. Bolsonaro sobe 1 ponto e chega a 31%. Ciro oscilou para  5%, Janones 2%, Tebet 2% e Marçal 1%.

No programa Café do MyNews desta quarta-feira a jornalista Mara Luquet falou sobre a pesquisa e também sobre um estudo publicado no Jornal O Globo que mostra que 7 em cada dez eleitores brasileiros já sabem em quem vão votar (veja vídeo abaixo). Isso na pesquisa espontânea, ou seja sem que nenhuma lista de candidatos seja apresentada. Isso mostra que há poucas chances de haver surpresas na boca de urna, segundo os analistas.

Segundo o mesmo estudo, apenas 6% dizem que vão votar branco ou nulo, o índice mais baixo desde a redemocratização.

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A história ensina, mas a direita não aprende (Será?) https://canalmynews.com.br/politica/a-historia-ensina-mas-a-direita-nao-aprende/ Tue, 07 Sep 2021 01:37:06 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/a-historia-ensina-mas-a-direita-nao-aprende/ A história da política nacional passa por sucessões de desdobramentos eleitorais que se repetem, assim como os posicionamentos da direita brasileira

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A direita brasileira tem pavor das urnas eleitorais e a história dos últimos quarenta anos é uma prova disso. Recapitulemos, de forma sucinta, obviamente, as diversas demonstrações dessa paura.

Era o ano de 1982, num 25 de janeiro é convocada uma manifestação na Praça da Sé, em São Paulo, em favor das eleições diretas para Presidência da República. Nascia o movimento das DIRETAS JÁ. Para encurtar a história e diante do temor de uma vitória de um candidato da oposição, como Ulysses Guimarães ou Brizola, o governo se desdobrou e  derrotou no Congresso a emenda constitucional que propunha a volta da eleição direta (a emenda recebeu o apelido do deputado que apresentou a proposta: Dante de Oliveira).

Negociações intensas acabam por assegurar a eleição de Tancredo Neves, que derrotou o candidato da situação, Paulo Maluf, no colégio eleitoral do Congresso. O destino, por vezes, é cruel: Tancredo venceu, mas não governou. Adoeceu e morreu antes da posse e quem assumiu foi seu vice José Sarney, quadro político notoriamente ligado à ditadura. 

O mandato de Sarney seria de 4 anos, e tendo assumido em 1985, sua sucessão ocorreria em 1988, agora através de uma eleição direta. Mas o aumento da inflação para patamares de 10% ao mês, mais diversos planos de estabilização fracassados (Cruzado, em fevereiro de 1986; Cruzado II, em novembro de 1986 e Bresser, em março de 1987) levaram à iniciativa de aumentar o mandato em mais um ano e, assim, as eleições ocorreriam somente em 1989. O medo naquele momento era a possibilidade de vitória do Brizola, que havia vencido a eleição para governador do Rio de Janeiro em 1982. E como o Congresso aprovou a extensão do mandato? Notícias da época apontaram farta distribuição de concessões de rádio e televisão aos congressistas.

Todavia, a deterioração da economia, ao longo de 1989, piorou (mesmo com o Plano Verão implementado em janeiro) e com isso o “risco” Brizola crescia. Então, de repente, não mais que de repente, surge uma “terceira via” da época: Fernando Collor, governador de Alagoas, de família com longa tradição na política. O histórico de decisões à frente do governo de Alagoas não o recomendava, mas como aparecia à frente nas pesquisas eleitorais, a direita não titubeou: o “caçador de marajás” era o seu candidato para derrotar Brizola. 

Fechadas as urnas após o primeiro turno, em 1989, surpresa: o segundo colocado era Lula com 16% dos votos, meio ponto percentual à frente de Brizola. Pânico na geral, se Brizola era um perigo, imagine um metalúrgico! E a campanha eleitoral para o segundo turno atingiu um grau de sordidez de provocar asco em répteis. Collor venceu o segundo turno e sofreu impeachment dois anos depois.

Fernando Henrique venceu as eleições no primeiro turno em 1994, derrotando Lula, amparado no sucesso, inconteste, do plano Real. Debela a inflação crônica e, assim, redistribui a renda capturada pelo chamado imposto inflacionário. Ocorre que uma parte do sucesso era a taxa de câmbio fixa, que já em 1996 se mostrava insustentável (com déficit em transações correntes beirando os 4,0% do PIB). A crise asiática em 1997 complica ainda mais a situação e só resta uma manobra para não correr o risco de uma vitória do Lula nas eleições marcadas para 1998: aprovar a emenda constitucional da reeleição.

Aqui vale um breve parêntesis. O instituto da reeleição nunca fez parte da tradição republicana brasileira. Sequer os militares ousaram romper essa tradição. Diante de dificuldades, a solução era aumentar o tempo do mandato: Médici governou por 4 anos; o mandato de Geisel foi para 5 anos e o de Figueiredo atingiu 6 anos! Fecha o parêntesis.

Apesar de contrariar a tradição histórica, a PEC da reeleição foi aprovada em 1997 (de novo, vale consultar as notícias da época) e Fernando Henrique Cardoso foi reeleito, em 1998, mais uma vez no primeiro turno. Contudo, a vitória custou caro. Os ajustes necessários para corrigir os rumos da economia soterraram a percepção que o eleitorado tinha em relação ao PSDB, que foi derrotado nas quatro disputas presidenciais seguintes. 

E assim chegamos a 2018. Antes, é claro, temos que passar por 2016 com o impeachment da Dilma, que fez um primeiro ano de governo razoável (2011), mas perpetrou um verdadeiro desastre nos três anos seguintes (2012/2013/2014). A tentativa de correção em 2015 pecava por falta de convicção e habilidade política para enfrentar um ambiente muito adverso.

Diante dessa sucessão de eventos, ao longo de quase 40 anos, é fácil identificar um padrão de atuação da direita tupinambá: 1) qualquer coisa é melhor que algo diferente dela mesmo e 2) se ganhar eleições está difícil, ganhar tempo ou apelar, literalmente, para “qualquer solução” é preferível à derrota (não importa quão errada ou ruim essa “solução” se revele posteriormente). E autocrítica, nem pensar.

À primeira vista, pode parecer que a direita se recusa a aprender as lições que a história tenta lhe ensinar. Todavia, talvez seja simplesmente oposto, ou seja, a história apenas registra aquilo que a direita sabe fazer.

Jorge Simino Junior é economista formado pela USP.

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“Dança quem está na roda”, diz presidente de Portugal sobre ausência de Bolsonaro https://canalmynews.com.br/politica/danca-quem-esta-na-roda-diz-presidente-de-portugal-sobre-ausencia-de-bolsonaro/ Sun, 01 Aug 2021 14:25:40 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/danca-quem-esta-na-roda-diz-presidente-de-portugal-sobre-ausencia-de-bolsonaro/ O chefe de Estado foi uma das atrações na cerimônia de reinauguração do Museu da Língua Portuguesa, neste sábado (31/7), em São Paulo

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Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa durante reabertura do Museu da Língua Portuguesa

O Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, é reconhecido internacionalmente pela diplomacia e simpatia. O chefe de Estado foi uma das atrações na cerimônia de reinauguração do Museu da Língua Portuguesa, neste sábado (31/7).

O “professor Marcelo” como é chamado carinhosamente por muitos portugueses, foi recepcionado pelo governador de São Paulo, João Dória. Durante o evento conversou com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com quem dividiu o espaço no auditório.

Questionado pelos jornalistas sobre a ausência do presidente Jair Bolsonaro, que não compareceu ao evento e também não enviou um representante do governo federal, disse: “Só respondo por Portugal. Gosto muito do que se diz no Minho (região norte de Portugal) que é: dança quem está na roda. Eu estou nesta roda, estou muito feliz por estar nesta roda e nesta dança. Esta é uma dança que pensa no futuro da língua portuguesa e de 260 milhões de pessoas. Isso para mim é o mais importante”.

Bolsonaro foi a ausência mais notada no evento para qual foram convidados todos os ex-Presidentes do Brasil. Compareceram apenas Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso. Marcelo Rebelo de Sousa deve se reunir com Bolsonaro na segunda-feira (2/8), em Brasília. 

Marcelo Rebelo de Souza, o diplomata presidente de Portugal

A diplomacia parece ser mesmo um dos pontos fortes do presidente português. No sábado (31/7) ele se encontrou com o ex-presidente Lula que publicou os registros em suas redes sociais:

Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa com o ex-presidente Lula posam para fotos – redes sociais

“Diálogo fraterno com o presidente de Portugal Marcelo Rebelo de Sousa, que chegou hoje no Brasil para participar da inauguração do Museu da Língua Portuguesa. Conversamos muito sobre as relações Brasil-Portugal e União Europeia. Um agradável encontro.”

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