Arquivos guerra na ucrânia - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/guerra-na-ucrania/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 12 Feb 2025 18:21:40 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Zelensky propõe troca de territórios; Rússia recusa https://canalmynews.com.br/politica/zelensky-propoe-troca-de-territorios-russia-recusa/ Wed, 12 Feb 2025 18:21:40 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=50843 Segundo proposta, Ucrânia abriria mão da região de Kursk por outros territórios que estejam sobre o domínio russo, mas o Kremlin rejeitou a negociação

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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou, nesta terça-feira (11) que tem planos de oferecer à Rússia um acordo de troca de territórios. Em resposta, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou, nesta quarta-feira (12), que o país nunca discutirá uma troca de territórios.

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Durante entrevista ao jornal inglês The Guardian, publicada na terça, Zelensky disse ao jornalista Shaun Walker, que está pronto para negociar com Vladimir Putin, mas deixou claro a importância da atuação dos EUA para facilitar a comunicação. Segundo ele, caso Trump consiga criar uma linha de negociação entre os países, apresentaria à Putin a proposta de troca de territórios.

“Nós vamos trocar um território por outro”, afirmou Zelensky. A ideia seria oferecer a região russa de Kursk, que está sob o domínio ucraniano há seis meses, em troca de territórios ucranianos tomados pela Rússia. No entanto, Zelensky que não tem certeza de qual território pediria de volta. “Eu não sei, nós vamos ver. Todos os nossos territórios são importantes, não há prioridade.”

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Entretanto, de acordo com a Reuters, Peskov rejeitou categoricamente o acordo. “É impossível”, afirmou o porta-voz em encontro com os jornalistas, “A Rússia nunca discutiu, nem vai discutir, a troca desses territórios. […] As tropas ucranianas serão expulsas [da região de Kursk]. Aqueles que não foram expulsos serão destruídos”.

Em dezembro do ano passado, Putin garantiu que os soldados ucranianos seriam definitivamente retirados de Kursk, mas não disse quando isso aconteceria.

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Assista abaixo ao Segunda Chamada desta quarta-feira, às 20h30:

*Sob supervisão de Leonardo Cardoso

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Trem para Lviv: vagões viajam lotados de combatentes estrangeiros https://canalmynews.com.br/gabriela-lisboa/trem-para-lviv-vagoes-lotados-de-combatentes-estrangeiros-para-defender-a-ucrania/ Wed, 20 Apr 2022 23:40:15 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27773 Na viagem entre a Polônia e a Ucrânia, histórias de quem está deixando tudo para trás para salvar a própria vida ou para defender um país que não é o seu.

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Os trens que saem da Polônia para Lviv viajam com os vagões lotados de combatentes estrangeiros que se preparam para defender a Ucrânia.

Em tempos normais, poderíamos pegar um trem em Varsóvia direto para Lviv, na Ucrânia. O problema é que estamos bem longe do que poderiam ser tempos normais e quando chegamos na Polônia ainda não sabíamos, exatamente, como entraríamos na Ucrânia. Mesmo na Estação Central de Varsóvia as informações foram desencontradas.

Primeiro nos disseram que a linha até Lviv tinha sido bombardeada. Depois que existia um trem, mas apenas para refugiados saírem ou para ucranianos voltarem para casa. Por fim, pagamos 22 euros por um ticket de trem que nos levaria até Przemyśl, última cidade polonesa antes da fronteira – se você quer tentar pronunciar o nome da cidade, pode ser algo como pchmisil.

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Essa parte da viagem levou seis horas. Przemyśl tem pouco mais de 60 mil habitantes e chegamos em uma estação absolutamente lotada. Pessoas de toda a Ucrânia chegavam o tempo todo em busca de asilo e eram recebidas por uma grande estrutura montada por voluntários: a pequena estação teve espaço para a distribuição de remédios, alimentos, roupas e uma área improvisada para quem precisava dormir. No frio da primavera polonesa, quem chegava recebia um copo de café quente e um mínimo de afeto, um pouquinho de esperança para o recomeço em um lugar desconhecido.

Nessa estação descobrimos que era, sim, possível ir de trem até Lviv. O ticket é de graça para ucranianos, mas por 10 euros nós também poderíamos embarcar. Na fila para comprar a passagem conheci Elona Tereshchenko, maquiadora que vivia em Dnipro, no sudeste ucraniano, e que pretendia chegar em Ostrowiec, na Polônia, onde teria um emprego e poderia ficar por um tempo.

Elona sabia exatamente aonde queria chegar, mas não sabia como. “Não sabemos onde vamos dormir amanhã, eu me sinto vazia, sem planos, eu não sei… eu estou feliz por estar saudável e viva hoje, mas eu não sei como será amanhã”, disse. A cada minuto, centenas de pensamentos como esses se cruzavam nas plataformas, a estação estava lotada e triste.

Famílias esperam trem para outras cidades da Polônia em Przemyśl. Foto: Cezar Fernandes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esperamos mais de cinco horas pelo trem, ouvimos várias histórias, entre elas, a de que Lviv estava sendo bombardeada naquele instante. A minha primeira reação foi ir pro Google, mas nenhum jornal tinha publicado a informação ainda. Tentei falar com as pessoas que eu conhecia em Lviv, mas estavam todas em abrigos antibomba, sem saber o que, exatamente, estava acontecendo. Przemyśl estava lotada, sem quartos vagos em hotéis, sem nenhum lugar pra ir. A única saída foi embarcar e confiar que, se não fosse seguro, o trem não iria.

A viagem foi tensa do início ao fim, não só pelas bombas que caíram em Lviv – depois confirmamos que o bombardeio aconteceu e que destruiu um depósito de combustível e um centro de manutenção de veículos pesados, como tanques. Foi tensa também pela quantidade de checagens de documentos e pelos “colegas” de trem. Entramos em um trem cheio de civis que, conforme os quilômetros passavam, se transformou em um trem militar.

Aos poucos as pessoas foram trocando de roupa, colocando uniformes e casacos com estampa camuflada, eram estrangeiros que iriam se juntar ao exército ucraniano. De repente o trem me pareceu um alvo perfeito… Segundo o ministro dos negócios estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kouleba, mais de 20 mil combatentes estrangeiros já se voluntariaram para lutar contra a Rússia, eles formam a Legião Internacional de Combatentes.

Enfim, passado o choque, eu e Cezar Fernandes, cinegrafista companheiro de viagem, começamos a conversar com os voluntários que estavam no mesmo vagão. Um deles, um italiano que eu tinha conhecido na fila da estação para comprar o ticket. Ele tinha contado uma história estranha, cheguei a pensar que fazia tráfico de pessoas. No fim, no mesmo vagão, ele contou que iria combater “para defender a Europa”. A motivação era a mesma de outros europeus no trem. Um espanhol disse que a Ucrânia é a porta da Europa e se Putin conquistar o território ucraniano, quem garante que ele vai parar? “Vou porque é preciso evitar que ele avance e porque não se pode impor uma vontade a um povo livre”, contou.

Logo no início da viagem, enquanto falávamos português, alguém gritou “Brasil aqui também”. Eram dois brasileiros de 22 anos, recém-saídos do serviço militar obrigatório e que, por algum motivo que nem eles souberam explicar, queriam lutar pela Ucrânia.

Nós conseguimos manter algum contato por WhatsApp. O italiano foi para Kiev, o espanhol ficou se deslocando entre cidades, trabalhando no resgate de civis. Perdemos o contato com os brasileiros. Dias depois soubemos que foram enviados para Dombass, no Leste, e que um deles estava seriamente machucado, só quando voltei para casa encontrei esse voluntário, Cristian, no Instagram. Me disse que estava em Kiev e que estava bem. Pedi para me dar detalhes sobre o que estava fazendo, se estava bem e se iria voltar para o Brasil em breve, mas ele parou de responder.

Repórter e produtora Gabriela Lisbôa. Foto: Cezar Fernandes (MyNews)

Bem, eu ainda preciso falar sobre o que aconteceu quando cruzamos a fronteira. A primeira checagem de documentos aconteceu ainda na estação, antes de embarcarmos, quando se limitaram a perguntar o que iríamos fazer na Ucrânia. Sou jornalista. Ok. Pode passar. Parecia simples demais… Já era noite quando o trem parou no meio do nada, uma escuridão completa, e todas as pessoas perderam o sinal de internet – provavelmente tinha algum bloqueador na área. Foi aí que começou uma longa checagem de documentos.

Com o trem parado na escuridão, primeiro vieram dois soldados, armados, para uma rápida entrevista com cada passageiro. Queriam saber o que iríamos fazer, em que cidade iríamos ficar, por quanto tempo. Na segunda checagem, outros dois soldados queriam documentos, no nosso caso, passaportes e credenciais de imprensa.

Na terceira checagem, duas mulheres conferiram a nacionalidade de cada passageiro e anotaram em uma planilha. Na quarta checagem, mais dois soldados passaram conferindo e carimbando os passaportes. Todo esse processo levou mais de uma hora e meia! E eu, parada no meio do nada, sem luz e sem internet, só pensava que aquele trem era um alvo perfeito…

A viagem durou muito mais do que devia, por isso chegamos em Lviv já durante o toque de recolher, durante a madrugada. O gerente do hotel nos ajudou e conseguiu um motorista credenciado para andar nesse horário para nos buscar na estação, mas muitas pessoas, sem transporte, preferiram dormir na plataforma. O trem seguiu com os combatentes sabe-se lá para onde.

Abaixo está o segundo vídeo sobre a nossa viagem, espero que vocês gostem!

 

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MyNews na Ucrânia: série mostra como está a vida em Lviv, a cidade refúgio https://canalmynews.com.br/gabriela-lisboa/mynews-na-ucrania-serie-mostra-como-esta-a-vida-em-lviv-a-cidade-refugio/ Tue, 19 Apr 2022 19:34:29 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27749 A equipe do MyNews passou 10 dias em Lviv, no Oeste da Ucrânia e a partir de hoje, uma série de vídeos mostra como foi possível entrar no país em guerra e como está a vida na cidade que ainda é considerada segura.

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Acho que eu levei alguns dias para realmente entender que viagem era aquela. Os preparativos começaram quase como uma viagem de férias. Procuramos hotel, passagens, informações sobre as cidades, a moeda, malas, casacos, remédios para uma possível gripe no inverno do leste europeu… A ficha só caiu quando chegamos em uma questão: coletes à prova de balas e capacetes. Sim, precisávamos comprar os equipamentos de segurança e isso não foi fácil.

No Brasil é preciso uma autorização especial. Em Portugal, segundo me contou o dono de uma loja de armas, esses equipamentos estão esgotados porque as pessoas compraram para enviar à Ucrânia. A busca levou dias, por fim, conseguimos nos Estados Unidos coletes com o nível de segurança indicado pela OTAN. Aí sim, estávamos prontos para embarcar rumo à Ucrânia, país em guerra desde o dia 24 de fevereiro de 2022, quando começou a invasão russa. O objetivo era chegar na cidade de Lviv, no Oeste do país, perto da fronteira com a Polônia.

Eu levei o mínimo possível. Além da roupa do corpo, três blusas de lã, uma blusa térmica, uma calça e uma camiseta para dormir – no caso de eu precisar acordar e correr para algum abrigo – touca, luvas, protetor solar, escova de dentes e desodorante. Na mochila, equipamentos como microfones, carregadores e estabilizador para o celular. Em uma viagem assim, pensei, melhor levar apenas o que eu posso carregar.

Fui com o editor e cinegrafista Cezar Fernandes. Nossa primeira parada foi Varsóvia, na Polônia, país que faz fronteira cm a região noroeste da Ucrânia e que, até agora, já recebeu mais de 2 milhões de refugiados. A Polônia não está em guerra, mas tudo acontece tão perto que existe uma tensão no ar, um questionamento eterno sobre até onde a guerra vai. Além disso, a capital está lotada. Cada trem que chega traz mais pessoas em busca de ajuda para recomeçar a vida. Na estação central, vários países da Europa montaram estandes para receber os interessados em buscar refúgio nas suas cidades.

Quem prefere, pode ir para um dos centros de refugiados de Varsóvia. No que fica na Global Expo, cabem cerca de 3 mil pessoas. O prédio, que costuma receber grandes eventos, foi adaptado e agora tem dormitórios, áreas de recreação para crianças e área para animais de estimação. Para entrar, a checagem de documentos é rígida por conta da ameaça do tráfico de pessoas. Delegações de vários países chegam para buscar quem pretende recomeçar em outro lugar. Quando chegamos, um comboio de ônibus e vãs do governo português se organizava para partir com 150 pessoas que aceitaram ir para Lisboa em troca de alojamento e emprego. Mesmo com as facilidades oferecidas, a maioria espera pelo milagre do fim da guerra enquanto relutam a aceitar que precisam recomeçar. Reconstruir a vida com o pouco que conseguiram colocar dentro das malas.

Uma dessas pessoas é a Iryna Obratenko, uma manicure que vivia no leste ucraniano até a chegada das tropas russas. Encontramos ela no apartamento onde vive agora junto com a anfitriã, Konstancja Golda, uma estudante de letras que fala um português perfeito, além de inglês e um pouco de russo, língua em que as duas se comunicam.

polonesa (amarelo) recebe refugiada em casa

Iryna e Konstancja seguram desenho feito para uma exposição que pretende ajudar refugiados. Foto: Cezar Fernandes

Logo no início da guerra, Konstancja decidiu se cadastrar em uma ONG para receber refugiados. Iryna chegou poucos dias depois, assustada e traumatizada. Ela tinha passado vários dias em um abrigo antibombas, com o marido, até conseguir pegar um ônibus para Lviv e, de lá, um trem para a Ucrânia. Foi um choque chegar em uma cidade calma, “com um céu azul”, como ela contou, tão diferente do cinza que ela deixou no Leste ucraniano, e descobrir que vários amigos já tinham perdido suas casas e, alguns, suas vidas. O marido continua na Ucrânia, homens com menos de 60 anos não podem sair, precisam ficar à disposição do exército, caso seja necessário.

Hoje Iryna trabalha em salão de beleza de Varsóvia como manicure, enquanto tenta aprender polonês. O presente é difícil e o futuro ainda não existe.

A partir de hoje nós vamos mostrar um pouco dessa viagem e contar algumas dessas histórias no canal MyNews. Enquanto isso, divido com vocês, por aqui, o que vimos e sentimos enquanto estávamos lá. Foi tenso, mas também foi emocionante. Aqui embaixo está o primeiro vídeo, espero que gostem!

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Ataques cibernéticos russos podem se intensificar nas próximas semanas, diz especialista https://canalmynews.com.br/internacional/ataques-ciberneticos-russos-podem-se-intensificar-nas-proximas-semanas-diz-especialista/ Mon, 18 Apr 2022 17:10:46 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27724 A expectativa ataques cibernéticos russos contra Ucrânia ainda não se concretizou, mas pode estar próxima de acontecer diante da extensão da guerra.

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Em 2017, um ataque hacker originado na Rússia e direcionado à Ucrânia afetou sistemas bancários, de transporte e até de controle da usina de Chernobyl. O malware – software com objetivos danosos – chamado de ‘NotPetya’ se espalhou por outros países e atingiu até os Estados Unidos. 

Com o início da invasão russa no território ucraniano em fevereiro, também se falou do início de uma guerra hacker, diante do histórico da Rússia enquanto superpotência cibernética. Mas, perto de completar dois meses de duração, o conflito ainda não teve um ataque hacker expressivo. 

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A Ucrânia tem registrado invasões mais recorrentes chamadas de Distributed Denial of Service, ou seja, ataque distribuído de negação de serviço. Esse tipo de investida suspende temporariamente o uso de sistemas – nesse caso, os do governo ucraniano. De baixa complexidade, essas ações não mostram o poderio que era esperado do país comandado por Vladimir Putin. 

Segundo o oficial de Proteção de Dados e membro da Associação Internacional de Profissionais de Privacidade, Marcelo Leite, para conseguir fazer uma invasão expressiva, é preciso preparo e discrição. Com o conflito, todo o mundo observa de perto as movimentações russas e grandes corporações, como a Microsoft, o Google e a Apple, tomaram medidas de precaução. 

Oficial de Proteção de Dados e membro da Associação Internacional de Profissionais de Privacidade, Marcelo Leite. Foto: Reprodução (Youtube)

“Requer um preparo possibilitado por ninguém estar olhando. Quando eu faço um ‘NotPetya’, um ataque dessa magnitude, normalmente eu tenho um preparo maior e a possibilidade de fazer testes. Ninguém está esperando que eu esteja atacando”, explicou Marcelo Leite. 

Outro fator que pode ter influenciado a ausência de um ataque expressivo, de acordo com o especialista, é o hacktivismo. Na primeira semana do conflito, o grupo hacker Anonymous, conhecido pelas ações políticas, declarou guerra à Rússia. Desde então vemos como o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, usa fortemente suas declarações nas redes sociais e em reuniões na Europa, América e Oceania para mobilizar as pessoas contra as ações de Putin. Isso também impacta nas ações dos hackers. 

Escalada de investidas cibernéticas

As autoridades ucranianas alertaram na terça (12) que hackers de uma equipe militar russa tentaram invadir, sem sucesso, os sistemas de uma companhia energética ucraniana – o que afetaria a comunicação de duas milhões de pessoas. A Rússia nega ataques cibernéticos ao país. 

Segundo Marcelo Leite, devemos acompanhar uma escalada dos ataques cibernéticos russos. Seja porque precisou de tempo para prepará-los ou porque serão usados como uma forma de retaliação diante da extensão do conflito. 

O especialista explica que, ao longo dos últimos anos, o governo russo fez um esforço para estatizar os hackers. Quem, até então, trabalhava por conta própria, como um civil, passou a trabalhar com o Kremlin. Ou seja, não é correto acreditar que a Rússia não tem poder de realizar invasões importantes nos próximos capítulos da guerra. 

“A gente espera que o sequestro de sistemas e dados da Ucrânia comece a aumentar na medida em que o governo comece a armamentizar [sic] essa possibilidade”, afirmou Marcelo Leite. 

Assista à entrevista completa com Marcelo Leite, que também é membro do canal, no Café do MyNews desta segunda-feira (18). 

 

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Em ‘Páscoa de guerra’, Papa Francisco critica implicitamente a Rússia https://canalmynews.com.br/politica/em-pascoa-de-guerra-papa-francisco-critica-implicitamente-a-russia/ Sun, 17 Apr 2022 14:07:55 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27686 "Haja paz para a martirizada Ucrânia, tão duramente provada pela violência e a destruição da guerra cruel e insensata para a qual foi arrastada", disse Papa Francisco.

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O Papa Francisco criticou implicamente a Rússia neste domingo (17), no que chamou de “Páscoa de guerra”.

Falando a cerca de 100 mil pessoas na Praça de São Pedro, no Vaticano, declarou: “Quem tem a responsabilidade das nações, ouça o clamor do povo pela paz”.

“Haja paz para a martirizada Ucrânia, tão duramente provada pela violência e a destruição da guerra cruel e insensata para a qual foi arrastada. Sobre esta noite terrível de sofrimento e morte, surja depressa uma nova aurora de esperança. Escolha-se a paz! Deixe-se de exibir os músculos, enquanto as pessoas sofrem. Por favor, por favor: não nos habituemos à guerra, empenhemo-nos todos a pedir a paz, em alta voz, das varandas e pelas ruas! Paz!”, disse o papa Francisco.

O pontífice também pediu paz em outros países.

“Haja paz e reconciliação para os povos do Líbano, da Síria e do Iraque, e, de modo particular, para todas as comunidades cristãs que vivem no Médio Oriente. Haja paz também para a Líbia, a fim de encontrar estabilidade depois das tensões destes anos, e para o Iêmen, que sofre com um conflito esquecido por todos mas com vítimas contínuas: a trégua assinada nos últimos dias possa devolver esperança à população”, acrescentou.

Esta foi a primeira vez desde 2019 que o público pôde assistir presencialmente à mensagem pascoal do papa. Em 2020 e 2021, as restrições por causa da pandemia impediram aglomerações.

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O melhor correspondente no MyNews, não tem preço https://canalmynews.com.br/mara-luquet/o-melhor-correspondente-no-mynews-nao-tem-preco/ Mon, 11 Apr 2022 23:20:51 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27500 Equipe do canal foi até Ucrânia conferir de perto conflito no leste europeu. Manhattan Connection teve sua estreia de lá, diretamente da guerra.

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Já passava das 23 horas, estava em casa, em São Paulo. Confesso que tinha bebido umas taças de vinho para tentar relaxar depois de um dia cansativo. Dali a duas semanas seria a estreia do Manhattan Connection no MyNews. A luz do celular acendeu, o que indicava uma mensagem no WhatsApp. Estava decidida a ignorá-la, mas não consegui. Era o Lucas Mendes querendo conversar sobre a pauta do programa. Li e não entendi. Seria o efeito do álcool? Liguei e ouvi ele dizer: “veja com a Associated Press se pode me dar um suporte na Ucrânia. Vou fazer a estreia de lá.” Não acreditei: “você está maluco?”

Não, ele tinha tomado a decisão correta. A decisão de um repórter raiz e experiente que sabe exatamente onde está a notícia. Tive uma vontade louca de me juntar a ele nessa missão. Afinal, também sou jornalista raiz e não deixaria passar uma oportunidade como esta.

Estrear o Manhattan Connection com o Lucas Mendes no cenário do maior conflito europeu depois da Segunda Guerra Mundial não tem preço. Um dos mais experientes correspondentes estrangeiros exclusivo para o MyNews. Nem fiz as contas de quanto tudo isso iria custar. Decidi que iríamos em frente.

O competente time da Associated Press foi fundamental e alertou: coletes e capacetes são indispensáveis.

A primeira dificuldade foi adquirir esses equipamentos de proteção. Em 30 anos de jornalismo, nunca precisei usá-los já que meu campo de batalha é cobrir finanças. No Brasil, não havia como os adquirir e os transportar. Na Europa, estão em falta devido à demanda causada pela guerra. Foram adquiridos nos Estados Unidos, onde não houve empecilhos para comprar e transportar coletes e capacetes. O Lucas embarcou de Nova York para Varsóvia levando 3 coletes que pesavam cerca de 23 kg cada um!

A jovem equipe que o acompanharia seria: Cezar Fernandez, 23 anos, cinegrafista e Gabriela Lisboa, 39, diretora do MyNews. Quando comuniquei aos dois que Lucas estava indo para a Ucrânia, imediatamente se prontificaram a acompanhá-lo. Embora apreensivos, estavam empolgados. Para eles, seria a primeira experiência num teatro de guerra. Acabei não me juntando a eles, pois conclui que seria mais útil organizar a operação da base, em Nova York. Minha missão seria zelar pela segurança e saúde de todos e coordenar, junto com a Myriam Clark, a produção do programa, que seria transmitido ao vivo, em meio a sirenes de alerta de ataques de bombas.

Sem falsa modéstia, o primeiro Manhattan Connection no MyNews ficou maravilhoso. O Lucas imprimiu toda sua sensibilidade, revelando, com um olhar humanista, um país em conflito e um povo perplexo com a brutalidade da guerra.

Encantou-me, em particular, a interação entre o experiente repórter e o jovem cinegrafista. Cezar registra alguns momentos de descontração da equipe durante a viagem, como quando pergunta ao Lucas o que fazia com o travesseiro do hotel em que haviam se hospedado, em Varsóvia: “É uma lembrança?” Lucas explica: “este travesseiro aqui, eu trouxe de lembrança do hotel; deixei  uma notinha e dez dólares. Por dez dólares você compra 5 desses aqui. Nunca vi um lugar tão barato.” Uma explicação sobre taxa de câmbio tão simples que faz qualquer um entender a desvalorização do zloty, a moeda polonesa, frente ao dólar americano.

Apesar do clima de tensão da guerra, o repórter manteve seu toque suave ao conversar com aquela população tão sofrida.

Não criamos o MyNews para competir com a mídia tradicional, nem haveria como fazê-lo. Ele foi criado com o propósito de complementar a cobertura feita pela grande imprensa, com outros olhares, outros sabores, outros atores. Com gente que conhece o ofício de longa data. A cereja do bolo, que faz toda a diferença. Agora, Lucas Mendes é MyNews. Se você não viu, vale a pena ver a estreia do Manhattan Connection abaixo:

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Homens fortes geram tempos difíceis https://canalmynews.com.br/voce-colunista/homens-fortes-geram-tempos-dificeis/ Mon, 04 Apr 2022 21:54:27 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27221 “Homens fortes geram tempos fáceis. Tempos fáceis geram homens fracos. Homens fracos geram tempos difíceis”. Será mesmo?

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Uma das reações comuns nos primeiros dias da invasão da Ucrânia por tropas russas, em especial entre apoiadores de Trump, foi a ideia de que a saída de Angela Merkel e a fraqueza de Biden teriam dado um sinal a Putin de que o Ocidente estaria fraco, incentivando o ataque. E que se os Estados Unidos e/ou a União Européia estivessem sob a tutela de líderes fortes, algo assim não teria acontecido.

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Há uma certa verdade nesta análise, mas apenas em um nível superficial e conjectural. Se olharmos com um distanciamento maior, o primeiro ponto a se questionar é que este confronto não começou em 2022, mas sim em 2014, com a tomada da Criméia, momento em que, em tese, o Ocidente tinha líderes “fortes”.

Sem dúvida as crises internas dos Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, etc , foram um incentivo a Putin a retomar a iniciativa. Mas estas crises internas se devem não a fraquezas de líderes, mas a uma pandemia, e também ao excesso de força no debate democrático.

Citando apenas um exemplo, o ponto extremo da crise americana foi a Invasão do Capitólio. Não foi a fraqueza de um líder que enfraqueceu a maior potência militar do mundo, e sim o oposto: forças internas que esqueceram como dialogar. A escolha de um líder conciliador e “fraco” para combater Trump foi exatamente devido aos problemas de confiar em homens fortes e abrutalhados como líderes políticos.

Um ditado cada vez mais popular afirma que “Homens fortes geram tempos fáceis. Tempos fáceis geram homens fracos. Homens fracos geram tempos difíceis”. E por detrás deste ditado esta a ideia de que os “tempos fáceis” são construídos com base nos valores morais, no caráter, na retidão, no pulso firme e viril de líderes capazes de carregar a sociedade para a direção certa.

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Presidente da Rússia Vladimir Putin. Foto: Dimitro Sevastopol (Pixabay)

E os homens fracos, por não lidarem com problemas reais, acabariam por criar processos de vitimização e falsos dilemas, falsos conflitos. Notamos portanto que esse discurso é na verdade uma tentativa de varrer os problemas identitários como fraqueza e decadência moral. Algo como “seus avós lutaram contra nazistas, e agora você reclama de micro-agressões”.

Mas essa ideia não resiste nem mesmo a uma análise histórica rasteira. De fato, quando todos estão ocupados com o que comer ou se minha cidade será demolida por invasores, não perdemos muito tempo pensando sobre respeito a diferenças, felicidade, dignidade, etc. Mas isto não acontece por força, e sim por necessidade.

E os tempos extremos não nos torna melhores ou mais capazes. Pelo oposto. O faminto acuado e desesperado é exatamente a massa de manobra para homens “fortes” cativarem homens bons para cometerem suas atrocidades.

Se é para compararmos com a “geração de ouro” que lutou na Segunda Guerra, então temos que lembrar que os horrores da guerra surgiram exatamente por que as dificuldades da Primeira Guerra Mundial, a Gripe Espanhola e o Crack de 1929 alimentaram “homens fortes” como Mussolini, Hitler e Stalin. A ideia de líderes fortes que trarão com a força de seu caráter as nações para tempos gloriosos foi a causa de problemas ainda maiores.

Edifícios e carros destruídos após bombardeio em cidade ucraniana. Foto: Vladimir Koval

Indo ainda para um caminho ainda mais básico, por detrás desta ideia de “homens fracos geram tempos difíceis” está a defesa de que o homem só manifesta o seu melhor quando é reduzido ao extremo. Que a luta pela sobrevivência é a atividade realmente digna do humano. E não a arte, a filosofia, a diplomacia, a colaboração.

A ideia de que homens fortes criam tempos fáceis esconde uma pulsão pela morte. A afirmação do sofrimento como positivo, e da paz e da tranquilidade como um problema. É mais um sinal da necropolítica que infelizmente toma cada vez mais nosso imaginário.

Não precisamos de homens fortes. Precisamos de regras claras e bons consensos. De menos força, de mais diálogo. De menos virilidade.

Não é a toa que Putin, Trump, Bolsonaro e companhia sejam tão obcecados com a masculinidade como instrumento político. E o resultado está ai. Tempos realmente difíceis.

*As opiniões das colunas são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a visão do Canal MyNews

Quem é Aniello Olinto Guimarães Greco Junior?

Servidor público concursado do Tribunal Superior do Trabalho, Aniello Greco passou tempo demais na universidade, sem obter diploma. Já fingiu ser jogador de xadrez, de poker, crítico de cinema, sommelier de cerveja. Sabe de quase tudo um pouco, e quase tudo mal.


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Governo ucraniano anuncia saída de tropas russas da capital Kiev https://canalmynews.com.br/internacional/governo-ucraniano-anuncia-saida-de-tropas-russas-da-capital-kiev/ Sun, 03 Apr 2022 20:29:20 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27177 Na noite do sábado (2), governo ucraniano anunciou que tropas russas saíram da capital Kiev. Imagens com carros queimados, corpos carbonizados e edifícios destruídos foram divulgadas neste domingo (3).

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O governo ucraniano anunciou, na noite do sábado (2), a retirada das tropas russas da área de Kiev, capital da Ucrânia. Imagens divulgadas pelo governo mostram cenas de destruição, carros queimados, corpos pelas ruas e edifícios destruídos. De acordo com o Ministério da Defesa do país, todos os assentamentos em Kiev foram libertados dos invasores russos.

Até então, a contagem exata de civis mortos no local é desconhecida. Na cidade de Bucha, a 58 quilômetros de distância de Kiev, o prefeito anunciou que ao menos 280 pessoas foram enterradas em valas comuns na cidade.

De acordo com o canal Ukraine Media Center, “corpos de civis foram encontrados mortos nas ruas ao lado de suas casas. Eles foram mortos com um tiro na nuca. Algumas pessoas estavam com as mãos amarradas atrás das costas”. As informações foram vinculadas no grupo do Telegram do governo ucraniano. Pelo canal, o país dispara informações sobre o cenário de guerra.

Neste domingo (3), o presidente do Conselho Europeu Charles Michel prometeu novas sanções econômicas contra a Rússia após se dizer “Chocado com imagens assustadoras de atrocidades cometidas pelo exército russo na região libertada de Kiev”.

Em sua página do Twitter, Michel escreveu que a União Europeia está ajudando a Ucrânia e Organizações Não Governamentais (ONGs) na “coleta de provas necessárias para perseguição em tribunais internacionais”. “Mais sanções e apoio da UE estão a caminho”, escreveu também.

Imagens de guerra

Parte dos registros mostra a estrada de Zhytomyr, considerada uma das principais vias de entrada para a capital ucraniana. Segundo o governo, parte dos civis que tentavam fugir da cidade foram mortos com tiros e bombas.

Há ainda registro de uma família enterrada na vila de Motyzhyn, localizada a 50 quilômetros de Kiev. Segundo o fotógrafo que fez o registro, Vladmir Koval, a família foi feita de prisioneira, torturada e morta a tiros, antes de ser enterrada em uma vala improvisada.

Abaixo confira as fotos. Imagens são fortes.

Aviso de imagens fortes abaixo. Foto: MyNews

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Veja imagens de destruição no norte da Ucrânia após saída das tropas russas https://canalmynews.com.br/internacional/veja-imagens-de-destruicao-no-norte-da-ucrania-apos-anuncio-da-saida-das-tropas-russas/ Sun, 03 Apr 2022 20:23:14 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=27187 No sábado (2), o governo ucraniano anunciou que tropas russas saíram da área da capital Kiev. Imagens mostram corpos carbonizados, carros queimados e edifícios destruídos.

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Por que os russos teriam cometido estas atrocidades? Vingança porque fracassaram e muitos morreram na fracassada tentativa de tomar Kiev? É uma cidade maior do que Nova York e difícil de ser capturada sem apoio aéreo e de infantaria.

Os russos fracassaram na tentativa de tomar o aeroporto logo no começo e os tanques e caminhões com soldados foram alvos fáceis. E os russos não estavam treinados para guerra urbana. Mercenários? Soldados sírios ou chechenos? Existe alguma conexão geográfica ou de data entre as vítimas. Não apareceu ainda nenhum vídeo? Devem aparecer. Importantes para os tribunais de crimes de guerra.

Aviso de imagens fortes abaixo. Foto: MyNews

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Rússia bloqueia Facebook e Instagram por ‘extremismo’ https://canalmynews.com.br/internacional/russia-bloqueia-facebook-e-instagram-por-extremismo/ Mon, 21 Mar 2022 22:27:24 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26812 Após determinação do governo, Facebook e Instagram ficaram indisponíveis. A decisão se baseia na possibilidade de realizar publicações nas plataformas contra a Rússia e suas Forças Armadas.

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Sob o pretexto de “extremismo” acerca de uma repressão reforçada desde o início do conflito no Leste Europeu, as redes sociais estadunidenses Facebook e Instagram foram proibidas na Rússia nesta segunda-feira (21) – a determinação, caracterizada como exigência “imediata”, partiu da do Tribunal Distrital de Tverskoy, em Moscou, atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral, órgão que teve auxílio dos Serviços de Segurança russos (FSB).

Após a imposição, as plataformas da companhia Meta ficaram indisponíveis em todo território russo. Há alguns dias, os habitantes já necessitavam de redes privadas (Virtual Private Network ou VPN) para conseguirem acessar as aplicações, tendo em vista que o Facebook havia sido bloqueado no dia 4 de março e o Instagram no dia 14.

A decisão é compreendida como uma resposta do governo de Vladimir Putin à moderação de discursos de ódio, uma vez que, até que a Meta realizasse uma checagem mais incisiva, usuários das redes podiam fazer publicações defendendo atos de violência contra a Rússia e suas Forças Armadas.

Facebook e Instagram são bloqueados na Rússia.

Facebook e Instagram são bloqueados na Rússia. Foto: Solen Feyissa (Flickr)

Igor Kovalevski, porta-voz do FSB, declarou em uma audiência pública que “as atividades da Meta, empresa matriz do Facebook e do Instagram, se dirigem contra a Rússia e suas Forças Armadas. Exigimos sua proibição e a obrigação de aplicar esta medida imediatamente”.

A Procuradoria-Geral considera que a Meta justifica “ações terroristas” e deseja incitar o “ódio e a animosidade” contra os russos.

Com esse banimento, o país administrado por Putin não possui acesso a três das principais redes sociais (Twitter, Instagram e Facebook) e a diversos sites de mídias internacionais ou russas críticas ao governo.

O Kremlin reforçou amplamente o controle sobre informações veiculadas na internet desde o dia 24 de fevereiro, quando a invasão teve início. Na sexta-feira (18), a agência reguladora russa Roskomnadzor acusou o Google e o YouTube de praticarem atividades “terroristas” e de ameaçarem “a vida e a saúde dos cidadãos russos”, firmando, assim, o primeiro passo para um possível bloqueio.

Como primeira reação, as ações da Meta recuaram nos mercados internacionais. Na Bolsa brasileira (B3), os papéis finalizaram o pregão com uma queda de 3,19%, sendo negociados a R$37,36 (recuo de R$ 1,23).

 

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No MyNews Investe desta segunda-feira, o bloqueio das redes sociais foi pauta:

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Conflito impulsiona vulnerabilidade alimentar e escassez energética https://canalmynews.com.br/economia/conflito-impulsiona-vulnerabilidade-alimentar-e-temor-por-escassez-energetica/ Wed, 16 Mar 2022 01:26:33 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26581 Tendo a interdependência econômica como arma de batalha, guerra no Leste Europeu afeta países dependentes de insumos alimentícios e fontes de energia provenientes da Rússia e Ucrânia.

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O encarecimento do petróleo e de insumos, reforçando a inflação ao redor do mundo, já são consequências econômicas do conflito provocado pela invasão russa ao território ucraniano. No entanto, o impacto dessa guerra ameaça de forma mais direta dois grupos de países: os africanos e os europeus, tendo em vista, respectivamente, a vulnerabilidade alimentar e a dependência de fontes de energia provenientes da Rússia.

Há uma outra nuance macro presente na movimentação militar, caracterizada por uma singularidade: pela primeira vez, a interdependência econômica está sendo empregada como arma de combate. A Rússia joga forte com esse cenário, apostando na necessidade existente sobre sua oferta de gás e petróleo para a Europa, nos investimentos que bilionários russos fazem em alguns dos principais centros financeiros mundiais e na relação comercial com os chineses.

Dados financeiros explanam a tática: por exemplo, a Rússia, em oposição a sua extensão territorial, representa apenas 8% do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, 3% do PIB global (Ucrânia responde por apenas 0,14%) e não apresenta diversificação de mercado, sendo muito subordinada ao segmento de gás natural e commodities. Dessa maneira, o impacto direto sobre a economia mundial e a cadeia internacional de produção é restrito, mas potente sobre os setores de energia e alimentos.

Usina de carvão e rede de energia russas em terras convertidas para cultivo de grãos.

Usina de carvão e rede de energia russas em terras convertidas para cultivo de grãos. Foto: Peretz Partensky (Flickr)

Crise alimentícia

Russos e ucranianos possuem parcelas relevantes em dois mercados que servem de base, basicamente, para diversas atividades essenciais. A Rússia é o principal exportador e segundo maior produtor mundial de gás natural, além de ser o segundo maior exportador e terceiro maior produtor de petróleo no mundo, com 12% da oferta global. Já a Ucrânia responde por 12% das exportações internacionais de trigo e 15% das de milho – insumos relevantes para a indústria de alimentos e para o sistema de criação de aves e porcos.

Juntas, Rússia e Ucrânia detêm 30% de todo o comércio mundial de trigo, 17% da oferta de milho, 32% do mercado da cevada e 50% do segmento de óleo, sementes e farelo de girassol.

Assim, a ameaça de escassez e, principalmente, de fome preocupa países que dependem dos envolvidos no conflito para alimentar a própria população, tendo em vista que algumas das nações que mais compram insumos alimentícios da Ucrânia e da Rússia não têm e não terão poder financeiro para acompanhar o encarecimento generalizado dos produtos.

Ao analisar a lista das cinco economias mais impactadas pela guerra no quesito exportação de trigo é possível ter noção da crise humanitária que esse cenário pode ocasionar (fonte: ONU):

  1. Líbano: De US$ 148,49 milhões importados, 80% vêm da Ucrânia e 15% da Rússia.
  2. Palestina: De US$ 11 milhões importados, 51% vêm de Israel (que compra da Ucrânia e da Rússia) e 33% diretamente da Rússia
  3. Egito: De US$ 3 bilhões importados, metade vem da Rússia e 26% da Ucrânia.
  4. Etiópia: De US$ 458,4 milhões importados, 30% vêm da Ucrânia e 14% da Rússia.
  5. Iêmen: De US$ 549,9 milhões importados, 26% vêm da Rússia e 15% da Ucrânia.

Dependência energética

Quando a pauta é dependência de fontes energéticas, os países europeus que importam gás natural são, sem dúvidas, os primeiros a sentirem o choque.

Primeiramente, é preciso compreender que algumas dessas nações que são dependentes da importação de gás russo investiram amplamente em infraestrutura, a fim de receber e comportar a commodity – outra parte relevante dos parques industriais dessas economias depende diretamente dessa fonte de energia. Dessa maneira, a redução ou mesmo o encarecimento do produto já vão atingir o PIB desses países.

Gasodutos ao sul da Rússia

Gasodutos ao sul da Rússia. Foto: Reprodução (Redes)

Estados como Macedônia do Norte, Bósnia Herzegovina e Moldávia possuem um consumo de gás natural 100% dependente da Rússia – Letônia e Finlândia mais de 90%; na Alemanha, por exemplo, o consumo interno do gás russo é de 49%.

Vendo a participação do gás proveniente da Rússia na matriz energética de cada país fica compreensível o temor europeu frente às sanções impostas à economia russa (fonte: Eurostat):

  1. Itália: 38,6%
  2. Holanda: 36,7%
  3. Alemanha: 24,4%
  4. Letônia: 22,3%
  5. Polônia: 15,3%
  6. França: 14,8%
  7. Polônia: 15,3%
  8. Bulgária: 12,9%
  9. Finlândia: 6%

Quanto ao petróleo, incluindo cru e derivados, a Rússia fornece 30% das importações da Alemanha, 35% das compras da Estônia, 40% das transações húngaras e 60% das importações polonesas, chegando a 75% das compras da Eslováquia e 85% das importações da Lituânia.

Momento decisivo

Após 20 dias de conflito no Leste Europeu, Rússia e Ucrânia ainda divergem sobre a possibilidade efetiva de encerrar a guerra. Oleksy Arestovich, assessor do chefe de gabinete do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, estimou que o embate se encerre em maio, enquanto o governo russo prefere não fazer quaisquer previsões.

De acordo a agência de notícias Reuters, em um vídeo veiculado por diversos meios de comunicação ucranianos, Arestovich afirmou que a conjuntura necessária para o fim dependeria de quantos recursos os russos estão dispostos a empreender na movimentação militar.

“Estamos em uma bifurcação na estrada agora: ou haverá um acordo de paz muito rapidamente, dentro de uma ou duas semanas, com retirada de tropas e tudo, ou haverá uma tentativa de juntar alguns, digamos, sírios para uma segunda rodada e, quando os triturarmos também, um acordo em meados de abril ou final de abril”, declarou o assessor.

Entre os ucranianos há também a hipótese de que a Rússia pode enviar novos recrutas do serviço militar apenas após um mês de treinamento, e que, mesmo após um acordo de paz, pequenos confrontos podem acontecer ao longo do ano.

Explosão em prédio ucraniano ocasionado por um tanque de guerra russo.

Explosão em prédio ucraniano ocasionado por um tanque de guerra russo. Foto: Manhhai (Flickr)

Em contrapartida, o governo russo ressalta que as negociações são um trabalho difícil e que ainda é muito cedo para fazer projeções. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, elucidou esse posicionamento em uma coletiva nesta terça-feira (15): “O trabalho é difícil e, na situação atual, o próprio fato de que eles estão continuando [a negociar] é provavelmente positivo. Não queremos fazer previsões. Aguardamos resultados”.

Ainda nesta terça, o presidente da Ucrânia sinalizou que seu país deve realmente ficar de fora da Otan, uma vez que o momento não possibilita dar continuidade ao acordo de admissão – é importante frisar que a renuncia à Organização é uma das condições centrais de Moscou para encerrar os ataques

Em pronunciamento, Zelensky disse que “a Ucrânia não é um membro da Otan. Entendemos isso. Durante anos, escutamos que as portas estavam abertas, mas também escutamos que não podíamos nos unir. Esta é a verdade e temos de reconhecê-la”.

 

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Os programas MyNews Investe de segunda-feira (14) e terça-feira (15) são complementares e explicam os impactos e consequências macroeconômicos do conflito no Leste Europeu. Confira:

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Operando em queda, dólar rompe a barreira dos R$ 5,00 https://canalmynews.com.br/economia/operando-em-queda-dolar-rompe-a-barreira-dos-r-500/ Wed, 09 Mar 2022 23:08:16 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26326 Cenário macroeconômico deve fazer com que Banco Central norte-americano suba os juros acima das expectativas. Valorização das commodities impulsiona mercado brasileiro.

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A conflito no Leste Europeu já traz desdobramentos concretos à economia global. O maior deles diz respeito à principal matriz energética: nesta terça-feira (8), o barril do petróleo Brent, referência para o comércio mundial da commodity, chegou a romper os US$ 130, indo às máximas desde 2008.

As consequências, no entanto, não param por aí: a guerra entre Rússia e Ucrânia deve provocar uma inesperada revisão nos planos do Federal Reserve (Fed, o BC dos Estados Unidos) para os juros e desvalorizar ainda mais o dólar ante o real.

Diversos bancos e casas de análise já falam que o Fed, além de subir os juros norte-americanos na próxima reunião, em março, como já era esperado, irá impor cinco ou mais altas ao longo de 2022. E quanto ao câmbio, há projeções em que a moeda estadunidense, à vista, poderá cair ainda mais, atingido o patamar de R$ 4,80.

Variação do dólar em 2022.

Variação do dólar em 2022. Foto: Reprodução (MyNews)

Nesta quarta-feira (9), por um breve momento no pregão, os investidores brasileiros presenciaram um fato que não era visto desde julho de 2021: o dólar furou a bolha dos R$ 5,00 e atingiu a mínima do dia, registrando R$ 4,98 por volta das 11h – por fim, a variação foi de -0,84%, com a moeda cotada em R$ 5,01.

A operação em queda aconteceu em um dia marcado pela recuperação nos mercados externos após o tombo de terça, dia em que os EUA e o Reino Unido confirmaram a proibição da importação de petróleo e derivados provenientes da Rússia.

Mercado doméstico

De fevereiro para cá, o cenário não sofreu grandes alterações. A entrada de fluxo estrangeiros no mercado brasileiro e o panorama macroeconômico permanecem praticamente os mesmos, ainda favorecendo a queda do dólar.

A escalada do conflito, entretanto, beneficiou moedas de países exportadores de petróleo, metais, milho e trigo – entre outras commodities –, uma vez que os temores de interrupção das ofertas desses itens capitais impulsionaram os preços a máximas em vários anos.

Assim, apesar das oscilações provocadas pela guerra, desde dezembro do ano passado há um movimento de valorização da moeda brasileira, caracterizado por:

  • Ações baratas na Bolsa;
  • Real desvalorizado em relação ao dólar;
  • Taxa de juros alta (que vem atraindo investidores estrangeiros ao mercado financeiro doméstico).

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Sanções à Rússia podem impulsionar movimentações com criptomoedas https://canalmynews.com.br/economia/sancoes-internacionais-a-russia-podem-impulsionar-movimentacoes-com-criptomoedas/ Sat, 26 Feb 2022 18:51:52 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24794 Para escapar dos embargos comerciais, russos podem optar por realizar transações com ativos digitais, que operam fora da jurisdição das instituições financeiras tradicionais.

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Desde que a invasão russa à Ucrânia foi efetivada, governos de todo o mundo – ao menos as principais potências econômicas, com exceção da China – se posicionaram contrários à movimentação coordenada pelo presidente Vladimir Putin. Como medida de retaliação imediata, uma série de sanções internacionais foram impostas sobre a Rússia, organizadas principalmente pelos Estados Unidos.

Na quinta-feira (24), o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, defendeu a exclusão da Rússia do Swift, sociedade que representa o sistema bancário global, utilizada por mais de 11 mil instituições financeiras para enviar ordens de pagamentos. Em seu perfil no Twitter, Kuleba afirmou que não seria diplomático quanto a essa questão, tendo em vista que “todos os que agora duvidam se a Rússia deve ser banida da SWIFT precisam entender que o sangue de homens, mulheres e crianças ucranianos inocentes também estará em suas mãos”.

Ao passo que a interdição russa ao sistema bancário vinha à tona no xadrez geopolítico, analistas do mercado financeiro passaram a questionar a necessidade da punição monetária, uma vez que a Rússia é um dos principais agentes, em escala global, do segmento de criptomoedas.

Moedas digitais como o Bitcoin se tornaram realidade no mundo globalizado que vivemos.

Moedas digitais como o Bitcoin se tornaram realidade no mundo globalizado. Foto: Reprodução (Pixabay)

As sanções provenientes dos EUA e da UE são estritamente dependentes das instituições financeiras tradicionais para que possam ser cumpridas – se uma companhia ou pessoa física, por exemplo, desejar realizar uma transação denominada em moedas tradicionais, como dólares ou euros, é responsabilidade do banco sinalizar e bloquear essas transferências. No entanto, como as moedas digitais operam fora do domínio do Swift e de bancos padrões, com transações registradas em um livro público conhecido como blockchain, as operações estão amplamente liberadas.

O Tesouro dos EUA já está bem inteirado desse impasse. Em um relatório publicado de outubro, as autoridades estadunidenses alertaram que os criptoativos “reduzem potencialmente a eficácia das sanções americanas” ao permitir que maus atores mantenham e transfiram fundos fora do sistema financeiro tradicional. “Estamos atentos ao risco de que, se não forem controlados, esses ativos digitais e sistemas de pagamentos possam prejudicar a eficácia de nossas sanções”, declarou parte do documento.

Em contrapartida, é preciso ressaltar que driblar as sanções internacionais utilizando moedas digitais é um empreendimento extremamente dificultoso. É difícil adquirir bens e produtos com criptomoedas, especialmente itens maiores, com grandes volumes. A título de exemplo: um exportador de alimentos no Mato Grosso aceitará criptomoedas que operam diariamente sob forte volatilidade ou optará pelo dólar estadunidense, considerado a moeda de reserva mundial?

Recurso de reserva

Guilherme Assis, co-founder e CEO da plataforma de gestão de investimentos Gorila, explica que a Rússia é, de fato, um player importante no segmento cripto, mas que isso não significa que a economia russa irá operar com base nesses ativos.

“A gente viu, depois da invasão, o Bitcoin caindo, as criptomoedas sofrendo, mas já tendo melhoras ao longo do dia… Podemos sim ver algum impacto, uma vez que a Rússia é um player relevante, mas tudo vai depender de como o conflito irá evoluir. Não acredito que a guerra irá derrubar o Bitcoin ou torná-lo um grande refúgio de curto prazo para o mundo; a tese toda de cripto vai seguir com um pouco mais de volatilidade do que vimos na quinta [dia da invasão]”, elucidou Assis.

A distância do comércio mais popular (afastado dos meios estritamente online) e a alta volatilidade são apenas alguns dos pontos que pesam na balança geopolítica da Rússia. Para Assis as criptomoedas não são um safe heaven, “como o ouro e os títulos do tesouro norte-americano”. “Logo depois da invasão, o ouro amanheceu subindo muito e as criptos, na contramão, caindo muito; e conforme os mercados foram se acalmando, o ouro foi voltando ao padrão. Então, não é uma corrida… Para o setor de criptos não há o denominado ‘flight to quality’. Na hora do aperto, os investidores vão para dólar e para ‘treasure’”, complementou.

Sob perspectivas de consolidação, o momento, no entanto, não deixa de ser crítico para os ativos digitais. O economista do TC Matrix Fabrício Silveira explica que muitos analistas e agentes do mercado projetam as criptos (sobretudo o Bitcoin) como um recurso de reserva: “Há uma expectativa sobre o Bitcoin de que ele seja uma reserva de valor. Mas, sobretudo pelo comportamento da cotação, as criptomoedas mostram uma volatilidade elevada… Esse momento vai ser um verdadeiro teste para provar o desempenho desse mercado. Dependendo de como esse conflito avançar – caso seja mais longo – precisaremos ficar atentos a como essas criptos vão se comportar, para justamente ver se elas vão servir como um substituto ao ouro, por exemplo”.

 

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No MyNews Investe você encontra dicas de onde investir na atual conjuntura global e informações sobre macroeconomia:

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O presidente não entende de diplomacia e o ministro não o impede de dizer bobagens https://canalmynews.com.br/paulo-totti/o-presidente-nao-entende-de-diplomacia-e-o-ministro-nao-o-impede-de-dizer-bobagens/ Sat, 26 Feb 2022 15:05:44 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24767 O prepotente e autoritário Bolsonaro decidiu mandar sozinho no Itamaraty

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Escrevo ao anoitecer de quinta-feira, 24, e até agora não sei como o Brasil se posiciona ante a guerra no Leste Europeu. O presidente Jair Bolsonaro, em Moscou na semana passada, disse que se solidarizava com o “irmão” Vladimir Putin. E, agora, diante do mundo que se levanta em protesto contra a escandalosa invasão – flagrante desacato ao estabelecido na Carta das Nações Unidas – o mambembe tzar brasileiro não sabe o que dizer. Esteve duas vezes em público, no cercadinho do Alvorada e na inauguração de um arremedo de obra pública no interior de São Paulo. Falou até de futebol (a camiseta vermelha que ostentava era do América, time da cidade) mas nada sobre a guerra.

“Putin escolheu a guerra”, disse o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, 16 horas depois de a Rússia invadir a Ucrânia por terra, mar e ar. “Bolsonaro escolheu seu irmão”, diria o mesmo Biden se, em meio às atribulações causadas por Putin, tivesse tempo de preocupar-se com o Brasil e com o ex-capitão. Este, aliás, ocupado com a difícil reeleição, também não se preocupou em providenciar previamente a proteção dos cidadãos brasileiros esquecidos em Kiev e outras cidades, especialmente jovens jogadores de futebol. Na semana anterior à invasão, o embaixador brasileiro, Nestor Rapesta, declarou diversas vezes à Globonews que a situação era tranquila e seus compatriotas não corriam perigo.

O mutismo de Bolsonaro, até agora, não é surpresa. Ele nada entende de política internacional (política nacional também não, como tem demonstrado nos três anos e dois meses de governo. Afinal, de que entende sua excelência?). Em Moscou falou por falar, por estar sem assunto ou inebriado por sentar-se meio metro ao lado de Putin, sem ter de respeitar a distância destinada a Emmanuel Macron e Olaf Scholz, políticos europeus que certamente considera de menor expressão.

Jair Bolsonaro em visita à Rússia.

Jair Bolsonaro em visita à Rússia. Foto: Alan Santos/PR (Flickr)

Outros brasileiros exerceram a presidência ou o ministério de Relações Exteriores sem dominar a prática da diplomacia, entre eles, Itamar Franco e Olavo Setúbal. Mas se socorriam da competência de profissionais da casa de Rio Branco.

O prepotente e autoritário Bolsonaro decidiu mandar sozinho no Itamaraty e estreou na chefia de governo querendo fazer de seu filho o embaixador do Brasil em Washington. “Eduardo morou nos Estados Unidos e aprendeu a fritar hambúrguer”. Com tais atributos reunia méritos para a função. Felizmente, a ideia foi abortada pela oposição no Senado. Mas sobreviveram um dinossauro na chancelaria e Filipe Martins na assessoria especial. Este último continua assessor com o único mérito explícito de ter intimidade com o cumprimento secreto dos supremacistas brancos americanos.

Ainda não está muito claro o que Bolsonaro foi fazer em Moscou. E também, no dia seguinte, o que foi fazer em Budapeste, a não ser para um abraço afetuoso em seu companheiro de extremismo Viktor Orbán, ou acompanhar o filho Carluxo em visita ao grupo neonazista, o ucraniano Right Sector (denominação em inglês), que desfilou nas avenidas de Brasília durante as manifestações de bolsonaristas com uma faixa que revelava suas pretensões: “Ucranizar o Brasil”.

Quase às 20 horas desta quinta, o presidente apareceu ao lado do ministro do Exterior, Carlos Alberto França, não para condenar a invasão ou mais uma vez confirmar a solidariedade a Putin (ou, ainda, lamentar que a Ucrânia tenha sido largada sozinha nesta guerra, apesar de muito discurso e ameaças com sanções cujas consequências só se conhecerão daqui a um ano). Bolsonaro veio a público para desautorizar o vice, general Hamilton Mourão, que, pela manhã, declarara que “o Brasil não concorda com a invasão do território ucraniano”. Bolsonaro foi categórico: “Quero deixar bem claro que quem fala sobre esse assunto é o presidente. E o presidente chama-se Jair Messias Bolsonaro. E ponto final”. Em outro momento, o presidente disse que, autorizados por ele, só o ministro França ou o ministro Braga Neto, da Defesa, poderiam falar ”sobre esse assunto”.

Como se percebe, o Brasil está à deriva, perdido num mar de incompetências. Sem governo para enfrentar as crises internas e sem chanceler para impedir o presidente de dizer bobagens comprometedoras. O chanceler, por sinal, é outro paspalhão. Melhor do que o antecessor, é verdade. Mas qual é a vantagem de ser um pouco melhor do que Ernesto Araújo?

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Russos tomam Chernobyl e passam a controlar central nuclear https://canalmynews.com.br/internacional/russos-tomam-chernobyl-e-passam-a-controlar-central-nuclear/ Thu, 24 Feb 2022 20:17:10 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=24697 A informação foi confirmada pelo governo ucraniano, que disse não poder garantir a segurança do material radioativo que está na região.

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Poucas horas após o início da invasão ao território ucraniano, as tropas russas tomaram a região da usina nuclear de Chernobyl, localizada a cerca de 120 quilômetros ao norte de Kiev, capital ucraniana. A informação foi confirmada por um assessor da presidência da Ucrânia, Mykhailo Podolyak e pelo primeiro-ministro, Denys Shmygal. Os russos já controlam a zona de exclusão, que fica em torno da central nuclear, perto da Bielorrúsia.

De acordo com o assessor, as tropas russas e ucranianas travaram uma batalha nos arredores da usina e “não há como afirmar” se a planta de Chernobyl está segura após as ações militares. A usina nuclear de Chernobyl está desativada desde 1986, quando um dos reatores explodiu.

Em seu perfil no Twitter, o presidente ucraniano Volodimir Zelenskii disse que a ocupação de Chernobyl é uma “declaração de guerra contra toda a Europa” e que as defesas ucranianas estão “sacrificando suas vidas” para que não aconteça um novo acidente nuclear.

A força de defesa ucrania, segundo o governo, teria resistido por duas horas em uma “batalha brutal” e existe a possibilidade dos militares derrotados estarem reféns do exército russo.

Também no Twitter, cidadãos ucranianos publicaram vídeos que mostram as forças russas se posicionando na região da usina.

Na madrugada do sábado, 26 de abril de 1986, Chernobyl foi palco do maior desastre nuclear da história. Um dos reatores da usina nuclear de Chernobyl explodiu. Apesar dos esforços de 500 mil trabalhadores, a contaminação radioativa atingiu grande parte da Europa Ocidental. Pelo menos 16 mil pessoas morreram por causa da contaminação.

Hoje, nos arredores da Usina, há uma zona não habitável – devido aos altos índices de radiação ainda registrados no local – chamada de Zona de Exclusão. Nessa região, há instalações que abrigam lixo radioativo. De acordo com o assessor do gabinete da presidência ucraniana, não há garantias sobre a seguranças destas reservas: “É impossível dizer que Chernobyl está segura”, disse Podolyak.

 

Em abril de 2019, Nelson Garrone foi até a Ucrânia, visitou Chernobyl e fez um vídeo especial para o canal MyNews:

 

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