Arquivos inteligência artificial - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/inteligencia-artificial/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Wed, 12 Feb 2025 17:14:10 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Afinal, o que é a DeepSeek? Decifrando os termos e conceitos atrelados à Inteligência Artificial https://canalmynews.com.br/tecnologia-2/afinal-o-que-e-a-deepseek-decifrando-os-termos-e-conceitos-atrelados-a-inteligencia-artificial/ Wed, 12 Feb 2025 17:14:10 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=50816 Em janeiro de 2025, a nova versão do chatbot da empresa chinesa ganhou atenção a nível global, causando alvoroço no Vale do Silício e impactando fortemente o mercado financeiro

O post Afinal, o que é a DeepSeek? Decifrando os termos e conceitos atrelados à Inteligência Artificial apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A Inteligência Artificial (IA) está transformando rapidamente a maneira como interagimos com a tecnologia ao nosso redor. Impulsionada pelos avanços de modelos cada vez mais sofisticados para atender diferentes necessidades, a IA se torna parte indissociável do desenvolvimento econômico e social contemporâneo. Entre essas inovações, importa citar a DeepSeek, empresa chinesa que está criando aplicações baseadas em Modelos de Linguagem de Larga Escala, tradução livre do termo de língua inglesa Large Language Models (LLMs), e é vista como uma competidora potencial das principais personagens no cenário de IA, empresas norte-americanas como OpenAI, Inc, Meta Platform, Inc., e Microsoft Corporation, por exemplo.

Em janeiro de 2025, o chatbot DeepThink-R1, lançado pela DeepSeek, ganhou atenção a nível global, causando alvoroço no Vale do Silício e impactando fortemente o mercado financeiro. Neste texto, irei explorar, brevemente, (i) o significado de termos técnicos importantes para a compreensão dos conceitos da IA, (ii) principais aspectos teóricos sobre Modelos de Linguagem de Larga Escala, tecnologia utilizada por chatbots da DeepSeek e Open IA, e (iii) conjunto de informações relevantes sobre o DeepThink-R1.

Leia mais: “A “lógica” política x a lógica econômica”

Significado de termos técnicos para a compreensão dos principais conceitos de IA:

  • Inteligência artificial é um campo amplo que visa simular a inteligência e o comportamento humano. Dentro do seu escopo estão compreendidos o aprendizado de máquina, aprendizagem profunda, e inteligência artificial generativa. Todos os três conceitos compartilham uma base comum: aprender com os dados.
  • Aprendizado de máquina envolve algoritmos de treinamento para reconhecer padrões e fazer previsões com base em dados.
  • Aprendizado profundo é um tipo especializado de aprendizado de máquina que utiliza redes neurais, inspirado na estrutura do cérebro humano. Essas redes podem processar padrões complexos e aprender com grandes conjuntos de dados.
  • Inteligência Artificial Generativa refere-se a sistemas que criam conteúdo original analisando padrões em grandes conjuntos de dados. Geram texto, imagens, vídeos e música, fornecendo às empresas métodos inovadores para automatizar tarefas.
  • Modelos de Linguagem de Larga Escala focam em processar e gerar linguagem que se assemelha à comunicação humana. São projetados para compreender e desenvolver uma linguagem que imite o pensamento humano.

O que é a DeepSeek?

A DeepSeek é uma empresa chinesa, estabelecida em 2023, vinculada a Hangzhou DeepSeek Artificial Intelligence Co., Ltd. e a Beijing DeepSeek Artificial Intelligence Co.. Fundada por Liang Wenfeng, a empresa lançou seu primeiro modelo de chatbot, denominado DeepSeek-V3, em novembro de 2023. Em janeiro de 2025, a DeepSeek introduziu o DeepThink-R1, uma versão de maior desempenho, que se destaca por concorrer com o ChatGPT-4.

Em suas primeiras duas semanas de lançamento, o software foi baixado por 3,6 milhões de usuários globalmente, tornando-se o aplicativo mais baixado da App Store no dia de seu lançamento. A principal diferença entre os modelos da DeepSeek está na capacidade e no desempenho, isso é, o DeepThink-R1 é uma versão mais avançada e refinada do DeepSeek-V3.

Modelos de Linguagem de Larga Escala: a tecnologia que impulsiona os chatbots da DeepSeek e OpenAI

A IA abrange diversas tecnologias capazes de imitar habilidades humanas, como raciocínio, aprendizado e geração de conteúdo. Dentro desse universo, os Modelos de Linguagem de Larga Escala  fazem parte da IA generativa — um tipo de modelo treinado para criar textos, imagens, vídeos, áudios e até música. O DeepThink-R1 utiliza LLMs para processar e gerar textos de forma natural e contextualizada, competindo diretamente com gigantes do setor, como o ChatGPT-4.

Os Modelos de Linguagem de Larga Escala tratam-se de modelos de IA treinados em vastos conjuntos de dados, compostos por bilhões de palavras extraídas de livros, páginas da web e outras fontes diversas. Graças a esse treinamento, é possível a interpretação de perguntas e o fornecimento de respostas coerentes e bem estruturadas por parte do software.

Os LLMs funcionam prevendo a próxima palavra (ou sequência de palavras) com base no contexto fornecido. No entanto, a qualidade das respostas depende diretamente da qualidade dos dados utilizados no treinamento. Informações desatualizadas podem levar a erros, como um chatbot fornecendo respostas imprecisas sobre produtos ou serviços. Além disso, quando há falta de dados suficientes, o chatbot pode “inventar” informações.

No caso do DeepThink-R1, o seu modelo de linguagem foi projetado para entender e gerar textos com eficiência, permitindo aplicações como suporte ao cliente, resumo de relatórios, redação de e-mails e até mesmo programação. Diferente do seu concorrente, o DeepThink-R1 ainda não cria imagens ou mensagens de voz, mas detém diversas funcionalidades tão boas – ou mais eficientes – que o ChatGPT-4.

Os chatbots da DeepSeek são de acesso gratuito e livre?

Sim, os chatbots da DeepSeek são gratuitos, e podem ser encontrados na versão interface web, aplicativo, e o acesso também pode se dar via API (Application Programming Interface). O DeepSeek-V3 e DeepThink-R1 são softwares open source, ou seja, seus códigos-fontes estão disponíveis publicamente. Diferente dos softwares proprietários, que são fechados e controlados exclusivamente por uma empresa ou grupo de empresas, os projetos de código aberto incentivam a colaboração, e contribuem para a inovação e acessibilidade.

Conclusão

A DeepSeek surge como uma gigante no campo da IA, destacando-se pelo uso de Modelos de Linguagem de Larga Escala que oferecem grande potencial para transformar a interação entre humanos e tecnologia. Sua proposta de oferecer chatbots de acesso gratuito e open source auxilia na democratização da tecnologia e permite maior aproveitamento da IA por diversos setores da sociedade.
No entanto, como qualquer avanço tecnológico, importa destacar os desafios que precisam ser, cuidadosamente, enfrentados e gerenciados por parte das empresas que oferecem esse tipo de tecnologia. Nesse sentido, a qualidade e a precisão dos dados utilizados para o treinamento de modelos de IA, a proteção de dados pessoais e dados pessoais sensíveis, a disseminação de informações falsas, e a propriedade intelectual são questões cruciais para o crescimento saudável da tecnologia.

O uso de dados desatualizados ou imprecisos pode comprometer os resultados, enquanto a falta de controles rigorosos de segurança pode levar ao vazamento de informações privadas. O uso de fontes como livros e artigos científicos levanta preocupações sobre a violação de direitos autorais, exigindo uma abordagem responsável e transparente por parte das empresas. No entanto, vale destacar que essas preocupações não são exclusivas da DeepSeek e também são, frequentemente, levantadas em relação a OpenAI que enfrenta desafios semelhantes relacionados a temas como proteção de dados pessoais, segurança da informação, desinformação e direitos autorais.

________________

* Juliana Roman é mestre em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em parceria com o Centro de Estudos Europeus e Alemães (CDEA/DAAD). Especialista em Compliance pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Especialista em Direito do Consumidor pela Universidade de Coimbra (FD/UC). Especialista em Direito Digital pela Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP). Graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Clique neste link e seja membro do MyNews — ser inscrito é bom, mas ser membro é exclusivo!

O post Afinal, o que é a DeepSeek? Decifrando os termos e conceitos atrelados à Inteligência Artificial apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O que é DeepSeek, a nova IA chinesa que causou prejuízo a bigtechs ocidentais? https://canalmynews.com.br/noticias/o-que-e-deepseek-a-nova-ia-chinesa-que-causou-prejuizo-a-bigtechs-ocidentais/ Wed, 29 Jan 2025 20:28:16 +0000 https://localhost:8000/?p=50453 Chatbot lançado no último final de semana superou concorrentes e se tornou o aplicativo gratuito mais baixado nos Estados Unidos e na China

O post O que é DeepSeek, a nova IA chinesa que causou prejuízo a bigtechs ocidentais? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
DeepSeek é um aplicativo de inteligência artificial “generativa” – tecnologia popularmente conhecida como chatbot – desenvolvido pelo engenheiro eletrônico Liang Wenfeng em Hangzhou, cidade no sudeste da China. A IA, lançada no final de semana, se tornou o aplicativo gratuito mais baixado nos Estados Unidos (EUA) e na China e levou as ações das principais empresas de tecnologia norte-americanas a despencar.

Leia mais: Lula planeja mudanças no Planalto e Gleisi é cotada para Secretaria-Geral

A startup chinesa DeepSeek, responsável pelo modelo de IA de mesmo nome, afirmou que o novo chatbot foi criado com bem menos recursos, usando menos dados e custando apenas uma fração do que foi investido em seus concorrentes, como o ChatGPT e o Gemini. Além disso, os modelos batizados de DeepSeek R1 e V3 também são mais acessíveis e utilizam um código aberto, o que permite que outras pessoas e empresas possam testar e aprimorar os sistemas livremente.

Impacto no mercado internacional

Toda a movimentação ao redor do DeepSeek começou na segunda-feira (27), primeiro dia útil após seu lançamento. A ascensão do aplicativo fez com que os investidores vendessem rapidamente as ações das grandes empresas de tecnologia norte-americanas. Ao final do dia, Nvidia, Alphabet (dona do Google), Microsoft e Tesla fecharam em queda com uma perda acumulada de US$ 643 bilhões (aproximadamente R$ 3,7 trilhões) em valor de mercado.

Leia mais: Segunda Chamada: Confira a disputa pelo poder na câmara dos deputados

A mais prejudicada foi a fabricante de chips de IA Nvidia, que deixou o posto de empresa mais valiosa do mundo, ao perder US$ 589 bilhões (aproximadamente R$ 3,4 trilhões) e encerrar a segunda-feira em forte queda de 17%. Microsoft, principal investidora da OpenAI (responsável pelo ChatGPT), e Alphabet, dona do Gemini, também registraram queda de 2,14% e 4,17%, respectivamente.

O novo presidente dos EUA, Donald Trump, também se pronunciou sobre a tecnologia chinesa, avaliando com positiva a criação de um modelo mais rápido de inteligência artificial, mas afirmou que isso deve servir de alerta para as bigtechs ocidentais.

Quem é Liang Wenfeng?

Liang Wenfeng, fundador da DeepSeek, nasceu em 1985 em Zhanjiang, cidade pobre na província de Guangdong, no sul da China. Filho de um professor de escola primária, Wenfeng se formou como engenheiro eletrônico pela Universidade de Zhejiang, onde também fez mestrado em engenharia de informação e comunicação.

Leia mais: Rio de Janeiro é cidade em que usuário gasta mais tempo para deslocamento

Em entrevista a CCTV, veículo estatal chinês, Wenfeng afirmou que o sucesso internacional ocorreu por acidente, pois “estávamos simplesmente seguindo nosso próprio ritmo, calculando custos e definindo preços de acordo”. O engenheiro eletrônico também informou que seu objetivo principal não é capturar novos usuários, mas tornar acessíveis para todos os serviços de inteligência artificial.

De acordo com informações apuradas pela Reuters, Wenfeng recrutou os talentos da DeepSeek quase que exclusivamente na China, contratando recém-formados de universidades de prestígio, estagiários em fase final de doutorado e medalhistas das Olimpíadas de Matemática.

Polêmica

As empresas parceiras Microsoft e OpenAI anunciaram, nesta quarta-feira (29), que deram início a uma investigação sobre possível vazamento de informações que teria permitido que a startup chinesa utilizasse ilegalmente os dados do ChatGPT.

Leia mais: Sinal de alerta para o Governo Lula

Na terça-feira (28), o CEO da OpenAI, Sam Altman, chegou a elogiar o DeepSeek. Mas, menos de 24 horas depois da declaração, a empresa norte-americana afirmou ao jornal Financial Times que possui evidências de que o concorrente oriental usou uma técnica conhecida como “destilação” para extrair dados do ChatGPT para treinar o chatbot chinês.

Segundo o portal de tecnologia The Verge, a prática de “destilação” viola seus termos de serviço. Assim, as supostas informações extraídas teriam sido obtidas de forma não autorizada.

Clique neste link e seja membro do MyNews — ser inscrito é bom, mas ser membro é exclusivo!

Assista abaixo ao Segunda Chamada de terça-feira (28):

O post O que é DeepSeek, a nova IA chinesa que causou prejuízo a bigtechs ocidentais? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Acordo sobre desinformação permite aprovação de PL que regulamenta a IA https://canalmynews.com.br/noticias/acordo-sobre-desinformacao-permite-aprovacao-de-pl-que-regulamenta-a-ia/ Thu, 05 Dec 2024 19:14:56 +0000 https://localhost:8000/?p=49140 Trechos que exigem que a inteligência artificial respeite a integridade da informação ainda é alvo de disputa entre governo e oposição

O post Acordo sobre desinformação permite aprovação de PL que regulamenta a IA apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Um acordo firmado entre governo e oposição permitiu a aprovação em Comissão Especial do Senado, por votação simbólica, do projeto de lei que regulamenta a Inteligência Artificial (IA) no Brasil, nesta quinta-feira (5). Trechos que exigem que os sistemas de IA respeitem a integridade da informação e que combatam à desinformação são alvo de disputa.

O Plenário do Senado aprovou, também nesta quinta-feira (5), a urgência do texto e a expectativa é de que o mérito da medida seja analisado no Plenário da Casa na próxima terça-feira (10), quando os partidos ainda poderão sugerir novas mudanças no texto.

Leia mais: Supremo Tribunal Federal discute preços cobrados em cemitérios de São Paulo

Para conseguir aprovar por votação simbólica – quando há acordo e os parlamentares não registram o voto no sistema –, o relator Eduardo Gomes (PL-TO) retirou alguns trechos que mencionavam a integridade da informação. Por outro lado, Gomes manteve o dispositivo que diz que a integridade da informação é um dos princípios que regem o uso e o desenvolvimento de inteligência artificial no Brasil.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), avaliou que o acordo não prejudicou o princípio de que os sistemas de IA terão que respeitar a integridade das informações.

“Teve a exclusão de um dispositivo meio confuso, que o relator acatou pra construir essa unidade, mas não prejudica o princípio da integridade da informação”, explicou Randolfe.

Leia mais: ‘Brain rot’: a palavra do ano de Oxford e o apodrecimento mental na era digital

O líder da oposição, senador Marcos Rogério (PL-RO), sustentou que a preocupação dele era de que esses trechos prejudicassem a liberdade de expressão.

“Do ponto de vista do que eu defendia, aprimoramos o texto. Pontos que ainda precisam de um cuidado aqui ou acolá ainda existem, mas o texto ainda vai passar pelo Plenário do Senado e pela Câmara dos Deputados, voltando depois ao Senado se houver alteração na Câmara. Estou contente com o trabalho do relator que, em um ambiente de grande divergência, construiu um caminho de convergência”, explicou Rogério.

Leia mais: Tarcísio vem passando por crises desde a eleição e tem evitado a imprensa, diz jornalista

O diretor do Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife, André Fernandes, que integra a Coalizão Direitos na Rede, ressaltou à Agência Brasil que as mudanças em relação à integridade da informação desidratam o texto, mas pode ter efeito limitado.

“Foi o acordo para que o texto avançasse, dentro da lógica de que a base do relator, que é bolsonarista, estava pressionando para a retirada desses elementos. E isso é um problema. Obviamente, é mais uma desidratação do texto que pode ser inócua ao final porque a integridade da informação ainda está como fundamento [da IA no texto]”, explicou.

Mudanças

O relator Eduardo Gomes (PL-TO) excluiu do texto, a pedido da oposição, dois dispositivos que citavam a necessidade de observar a integridade da informação nos sistemas de IA.

No documento anterior, estava previsto que, para classificar se um sistema de IA é ou não de alto risco, era necessário analisar se a tecnologia poderia causar “risco à integridade da informação, liberdade de expressão, o processo democrático e ao pluralismo político”. Esse trecho foi excluído.

Leia mais: Saiba os desafios para democratizar planos de seguro e previdência social no Brasil

O relator também excluiu o Artigo 31, que previa que o desenvolvedor de um sistema de IA, antes de disponibilizar o software no mercado para fins comerciais, deveria “garantir a adoção de medidas para identificação, análise e mitigação de riscos razoavelmente previsíveis no que tange a direitos fundamentais, o meio ambiente, a integridade da informação, liberdade de expressão e o acesso à informação”.

Por outro lado, o relator manteve, entre os fundamentos para o uso e desenvolvimento de sistemas de IA no Brasil, o seguinte critério: “integridade da informação mediante a proteção e a promoção da confiabilidade, precisão e consistência das informações para o fortalecimento da liberdade de expressão, acesso à informação e dos demais direitos fundamentais”.

O projeto de lei define que a integridade da informação é “resultado de um ecossistema informacional que viabiliza e disponibiliza informações e conhecimento confiáveis, diversos e precisos, em tempo hábil para promoção da liberdade de expressão”.

Projeto

De autoria do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD/MG), o texto estabelece os princípios fundamentais para o desenvolvimento e uso de IA. Ele define que a tecnologia deve ser transparente, segura, confiável, ética, livre de vieses discriminatórios, respeitando os direitos humanos e valores democráticos. Além disso, o projeto exige que sejam contemplados o desenvolvimento tecnológico, a inovação, a livre iniciativa e a livre concorrência.

O texto também prevê o respeito aos direitos autorais de artistas e jornalistas que tenham suas obras usadas por sistemas de IA e prevê uma autoridade para governança da regulação da IA no Brasil, com a criação do Sistema Nacional de Regulação e Governança de IA (SIA).

Esse Sistema terá um papel residual, com o papel regulatório principal ficando com as atuais agências regulatórias setoriais, que ainda terão acento no SIA.

Leia mais: Maioria dos municípios paulistas não estão preparados para calamidades

De acordo com o projeto, o SIA será responsável por “exercer competência normativa, regulatória, fiscalizatória e sancionatória plena para desenvolvimento, implementação e uso de sistemas de inteligência artificial para atividades econômicas em que não haja órgão ou ente regulador setorial específico”.

O projeto ainda define quais sistemas de IA devem ser considerados de alto risco e, por isso, precisam de uma regulação mais rígida, além de proibir o desenvolvimento de tecnologias que causem danos à saúde, segurança ou outros direitos fundamentais.

O projeto proíbe, por exemplo, que o Poder Público crie sistemas que classifiquem ou ranqueiem pessoas com base no comportamento social para acesso a bens e serviços e políticas públicas “de forma ilegítima ou desproporcional” ou que facilitem o abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes.

Assista abaixo ao Segunda Chamada de quarta-feira (4):

O post Acordo sobre desinformação permite aprovação de PL que regulamenta a IA apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O Crescimento Alarmante da Desinformação Gerada por IA faz com que Bigtechs assinem acordo https://canalmynews.com.br/noticias/o-crescimento-alarmante-da-desinformacao-gerada-por-ia-faz-com-que-bigtechs-assinem-acordo/ Tue, 25 Jun 2024 12:09:22 +0000 https://localhost:8000/?p=44175 As Bigtechs, Meta, OpenAI, TikTok, Microsoft e Amazon, assinaram um acordo comprometendo-se a adotar "precauções razoáveis" para evitar que suas ferramentas de IA sejam usadas para desestabilizar eleições democráticas.

O post O Crescimento Alarmante da Desinformação Gerada por IA faz com que Bigtechs assinem acordo apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Em um cenário político cada vez mais digitalizado, a desinformação gerada por inteligência artificial (IA) surge como uma das maiores ameaças à integridade das eleições de 2024. Exemplos recentes na Argentina, Eslováquia e Estados Unidos ilustram como essa tecnologia está sendo utilizada para manipular a opinião pública de maneiras sem precedentes.

Na Argentina, o presidente eleito Javier Milei, supostamente usou uma imagem gerada por IA para representar seu rival, Sergio Massa, como um comunista em trajes militares, em um gesto de saudação, com o intuito de prejudicar sua imagem. Na Eslováquia, um deepfake difundido durante as eleições mostrava o líder liberal pró-europeu Zuzana Čaputová fazendo comentários ofensivos sobre a política e a economia do país. E Nos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump apoiou um grupo chamado United Unknown, que é acusado de utilizar IA para criar memes com conteúdo racistas e sexistas, ampliando a polarização política e espalhando desinformação.

Esses exemplos destacam a facilidade e a eficácia com que a tecnologia de IA pode ser usada para desinformar o público e influenciar resultados eleitorais. Enquanto as empresas de tecnologia e os governos começam a implementar medidas para combater essas práticas, como a rotulagem obrigatória de conteúdos gerados por IA e a imposição de penalidades legais, a luta contra a desinformação gerada por IA ainda está em seus estágios iniciais e enfrenta muitos desafios.

A resposta a essa crescente ameaça tem sido multifacetada. Grandes empresas de tecnologia, incluindo Meta, OpenAI, TikTok, Microsoft e Amazon, assinaram um acordo no início deste ano, comprometendo-se a adotar “precauções razoáveis” para evitar que suas ferramentas de IA sejam usadas para desestabilizar eleições democráticas. Esse acordo, firmado na Conferência de Segurança de Munique, representa um passo importante, mas ainda há muito a ser feito para garantir sua eficácia.

Além disso, legislações estaduais nos EUA estão começando a enfrentar o problema de frente. Estados como Flórida e Arizona aprovaram leis que exigem avisos explícitos em produtos gerados por IA e estabelecem penalidades para a não conformidade. No entanto, a aplicação dessas leis enfrenta desafios significativos, especialmente quando se trata de atores estrangeiros que operam fora da jurisdição dos EUA.

Os especialistas alertam que, enquanto as ferramentas para detectar e mitigar desinformação gerada por IA ainda estão em estágios iniciais de desenvolvimento, o próximo ano será crucial para aqueles que lutam contra a proliferação desse conteúdo. Marcas d’água digitais, como as propostas pelo Google DeepMind, são uma tentativa de rastrear a origem desses conteúdos, mas sua adoção ainda é voluntária e longe de ser infalível.

O uso de IA no Brasil para desinformação

A desinformação gerada por inteligência artificial é vista como uma das maiores ameaças à integridade das eleições no Brasil, particularmente com as preocupações crescentes para o pleito de 2024. A facilidade com que vídeos, imagens e áudios falsos podem ser criados e disseminados está transformando o cenário político, dificultando a distinção entre fato e ficção para o eleitorado.

Recentemente, tivemos uma amostra disso no desastre do Rio Grande do Sul. Diversas imagens geradas por IA mostrando helicópteros de uma empresa de varejo resgatando as vítimas circularam nas redes sociais. Embora as imagens fossem falsas, ele causou uma onda de indignação pois eram acompanhadas da expressão “civil salva civil”, que tinha por objetivo propagar a ideia de omissão do governo e das forças armadas.
Esse episódio destacou a necessidade urgente de desenvolver e implementar ferramentas eficazes para detectar e combater a desinformação gerada por IA. As autoridades estaduais e federais estão começando a reconhecer a gravidade da situação e a buscar soluções, mas ainda há um longo caminho a percorrer.

Preocupações com as Eleições de 2024

À medida que as eleições de 2024 se aproximam, a preocupação com o uso de IA para espalhar desinformação só aumenta. Políticos e especialistas temem que a proliferação de deepfakes e outros conteúdos manipulados possa comprometer a integridade do processo eleitoral e influenciar os resultados de maneira significativa.

Para enfrentar esses desafios, o TSE inaugurou o Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia (CIEDDE) em março de 2024. Este centro visa coordenar esforços entre a Justiça Eleitoral, órgãos públicos e entidades privadas para combater a desinformação, discursos de ódio e deepfakes. Além disso, o centro promove a cooperação em tempo real com os 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para garantir uma resposta rápida e eficaz a essas ameaças durante o período eleitoral.

O Ex presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, enfatizou a importância dessas ações ao declarar: “A Justiça Eleitoral não irá admitir discurso de ódio, não irá admitir deepfake e notícias fraudulentas.” Essa iniciativa é fundamental para proteger a liberdade de escolha dos eleitores e a integridade das eleições no Brasil.

Essas medidas representam um passo significativo na luta contra a desinformação eleitoral e refletem o compromisso do TSE em garantir um processo eleitoral justo e transparente, porém sem uma devida regulamentação, a meu ver, as medidas tomadas pelas instanciais do judiciário, não são suficientes, é o mesmo que, como diz o dito popular “enxugar gelo”.

A sociedade civil e as organizações de mídia, também, estão se mobilizando para enfrentar esse desafio. Projetos de verificação de fatos e parcerias com plataformas de redes sociais são essenciais para reduzir a disseminação de informações falsas. No entanto, a velocidade com que a tecnologia avança exige uma vigilância constante e uma capacidade de adaptação rápida.

Uma abordagem multifacetada é crucial para combater a desinformação gerada por IA. Isso inclui não apenas o desenvolvimento de tecnologias avançadas de detecção, mas também a educação dos eleitores e internautas para que possam identificar e questionar informações potencialmente falsas.

Campanhas educativas, workshops e a inclusão de temas relacionados à alfabetização midiática e digital nos currículos escolares são passos fundamentais para fortalecer a resiliência da sociedade contra a manipulação digital. Somente através de um esforço coletivo e contínuo será possível proteger a integridade das eleições e garantir que os processos democráticos não sejam subvertidos por tecnologias mal utilizadas.

Em última análise, a batalha contra a desinformação gerada por IA exigirá um esforço coordenado entre governos, empresas de tecnologia e a sociedade civil. Somente com uma abordagem integrada poderemos proteger a integridade das eleições e garantir que a verdade prevaleça no discurso público. Por hora, vamos seguir com nossas toalhas brancas de inocência, enxugando Gelo!

O post O Crescimento Alarmante da Desinformação Gerada por IA faz com que Bigtechs assinem acordo apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
UE Aprova Primeira Regulamentação Abrangente sobre Inteligência Artificial: Saiba qual https://canalmynews.com.br/noticias/ue-aprova-primeira-regulamentacao-abrangente-sobre-inteligencia-artificial-um-modelo-para-o-brasil/ Thu, 20 Jun 2024 15:39:31 +0000 https://localhost:8000/?p=44044 O Parlamento Europeu deu um passo histórico ao aprovar o AI Act, a primeira regulamentação abrangente de Inteligência Artificial (IA) no mundo

O post UE Aprova Primeira Regulamentação Abrangente sobre Inteligência Artificial: Saiba qual apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Com uma votação esmagadora de 523 votos a favor, 46 contra e 49 abstenções, a legislação visa tornar a IA mais transparente, segura e responsável, enquanto mitiga os riscos de manipulação e violação de direitos fundamentais.

O Que Diz a Legislação?

A regulamentação da União Europeia para Inteligência Artificial, classifica os sistemas de IA em diferentes níveis de risco: baixo, médio e alto. Cada nível de risco determina o rigor das regras aplicáveis e as exigências de conformidade para a implementação desses sistemas.

Os Sistemas de IA que não apresentam risco significativo para a saúde, segurança ou direitos fundamentais dos indivíduos foram classificados com baixo risco. Estes sistemas terão regras menos rigorosas, exigindo principalmente transparência em relação ao uso da IA e a identificação de conteúdo gerados por IA.

Já os sistemas que, embora não sejam críticos, mas podem impactar de forma significativa setores específicos ou grupos de pessoas, foram considerados como de risco médio. Além da transparência, esses sistemas precisam seguir normas de segurança e precisão, bem como diretrizes específicas para evitar mal-entendidos ou usos indevidos.

E por último classifica-se como Risco alto Sistemas de IA utilizados em setores críticos como saúde, segurança, emprego, infraestrutura crítica e setores que podem afetar diretamente a vida das pessoas, como transporte e energia. Nesses casos a regulamentação é mais rigorosa, e precisam: 1) Autorização Prévia antes de serem comercializados, esses sistemas precisam de uma avaliação e autorização prévia de órgãos reguladores da EU; 2)

Devem seguir critérios de Transparência e Precisão, fornecendo informações claras sobre o funcionamento da IA, incluindo como as decisões são tomadas; 3) Devem seguir rigorosos padrões de cibersegurança para proteger os dados e evitar abusos; e 4) A legislação exige que haja supervisão humana sobre esses sistemas para garantir que decisões críticas não sejam tomadas de forma totalmente automatizada. Isso visa assegurar que haja responsabilidade humana nas decisões tomadas por sistemas de IA de alto risco.

Além das regras existem algumas restrições importantes que regulam todos os produtos de IA, tais como: Proibição de “Social Scoring”: A prática de pontuação social baseada no comportamento, status socioeconômico ou características pessoais dos indivíduos está proibida. Isso visa evitar discriminações e violações de privacidade. Restrição ao Uso de Reconhecimento Facial: O uso indiscriminado de reconhecimento facial em espaços públicos é proibido. Exceções podem ser feitas somente mediante ordem judicial e para fins específicos, como investigações de crimes graves. E Identificação de Conteúdos Gerados por IA: Desenvolvedores devem claramente identificar textos, sons e imagens gerados por IA para garantir que os usuários saibam quando estão interagindo com um sistema automatizado.
Implementação e Fiscalização

A legislação estabelece a aplicação de multas severas para as empresas que não aderirem às regras. As sanções podem variar entre 1,5% e 7% do faturamento anual da empresa. Esta abordagem visa criar um forte incentivo financeiro para o cumprimento das normas, desestimulando práticas inadequadas ou negligentes na aplicação de IA.
A implementação e fiscalização da regulamentação serão realizadas por autoridades nacionais designadas em cada país membro da UE. Estas autoridades terão poderes significativos para realizar auditorias e investigações para garantir que as empresas estejam em conformidade com as novas regras, assim como impor as penalidades que consistem em multas financeiras, outras sanções, como ordens de cessar e desistir, restrições no uso de certas tecnologias de IA ou exigências de modificação nos sistemas de IA para atender aos padrões regulatórios.
A legislação também permite que qualquer indivíduo apresente queixas sobre violações das regras de IA. Isso significa que cidadãos comuns, organizações de direitos civis, ou qualquer parte afetada pode alertar as autoridades sobre possíveis descumprimentos. Este mecanismo aumenta a responsabilidade das empresas, pois amplia a rede de fiscalização para incluir o público em geral, proporcionando maior proteção aos usuários.

A Relevância para o Brasil

Historicamente, as leis da União Europeia servem como referência para a formulação de legislações em diversos países, incluindo o Brasil. Com a aprovação do AI Act, é provável que o Brasil considere adotar medidas similares para regulamentar o uso da IA no país. A adaptação de tais regulamentações poderia promover um ambiente mais seguro e transparente para o desenvolvimento e utilização de tecnologias de IA no mercado brasileiro.
Ao seguir o exemplo da UE, teremos uma base para promover segurança e ética. Adotando as regulamentações semelhantes que pode ajudar a garantir que as tecnologias de IA sejam desenvolvidas e utilizadas de maneira segura e ética globalmente, assim como estar alinhado às melhores práticas internacionais seguindo as diretrizes estabelecidas pela UE oportuniza-se facilitar a harmonização das regulamentações globais, beneficiando empresas que operam internacionalmente e promovendo uma governança consistente da IA.

Impacto nas Empresas de Tecnologia

Para as empresas de tecnologia, especialmente aquelas desenvolvendo soluções de IA, a nova legislação representa um desafio significativo. Desenvolvedores devem identificar claramente conteúdos gerados por IA, como textos, imagens e sons, para que os usuários saibam quando estão interagindo com uma máquina. Além disso, práticas como “social scoring” – a pontuação social baseada em comportamento ou características pessoais – e o uso indiscriminado de reconhecimento facial em espaços públicos estão proibidos, com exceções apenas mediante ordem judicial para crimes graves.
A fiscalização deverá ser rigorosa, com a possibilidade de indivíduos apresentarem queixas às autoridades nacionais, que terão o poder de iniciar processos de supervisão e impor penalidades.
Algumas críticas a essa regulamentação são destacadas pela impressa europeia, tais como a atualização Contínua da tecnologia pode tornar a regulamentação desatualizada rapidamente, bem como a difícil implementação eficaz das regras exige recursos significativos e coordenação entre as autoridades nacionais e europeias e por último, entende-se a necessidade de ajuste e conformidade das empresas para cumprir as novas regras, o que pode demandar tempo e investimentos substanciais.

Independente de quaisquer restrições, sabemos que a IA veio para ocupar um lugar de valia em nossa sociedade e através dela muitos avanços têm sido observados. A aprovação do AI Act pela UE marca um novo capítulo na governança da tecnologia, estabelecendo um padrão global para o desenvolvimento seguro e responsável da IA. Para o Brasil, é importante adotar regulamentações semelhantes para garantir que a inovação tecnológica avance de maneira ética e segura, protegendo os direitos fundamentais dos cidadãos enquanto promove a confiança na IA.

O post UE Aprova Primeira Regulamentação Abrangente sobre Inteligência Artificial: Saiba qual apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Na China, O primeiro Hospital operado por inteligência Artificial! https://canalmynews.com.br/noticias/hospital-inteligencia-artificial/ Sat, 08 Jun 2024 20:56:00 +0000 https://localhost:8000/?p=43762 Desenvolvido por pesquisadores da Universidade Tsinghua, em Pequim, o Agent Hospital representa um marco revolucionário na medicina moderna.

O post Na China, O primeiro Hospital operado por inteligência Artificial! apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Previsto para iniciar suas operações no segundo semestre de 2024, este hospital virtual integra inteligência artificial (IA) de ponta para transformar a forma como doenças são diagnosticadas e tratadas. Utilizando modelos de linguagem de grande porte (LLMs) como o GPT-4, o Agent Hospital não apenas simula, mas também evolui autonomamente, proporcionando um novo patamar de eficiência e precisão nos cuidados médicos.

A Inovação do Agent Hospital

O Agent Hospital é composto por agentes médicos virtuais que são capazes de realizar todo o processo de atendimento, desde a consulta inicial até o acompanhamento pós-tratamento. Esses agentes foram treinados com o conjunto de dados MedQA, utilizado no Exame de Licenciamento Médico dos EUA, onde alcançaram uma taxa de precisão de 93,06% em diagnósticos de doenças respiratórias. Este nível de precisão supera significativamente a média de muitos profissionais humanos, destacando o potencial da IA em complementar e, em certos casos, superar o desempenho humano em áreas específicas da medicina.
A estrutura do hospital inclui 14 médicos e quatro enfermeiras virtuais, cada um com funções bem definidas. Os médicos são responsáveis pelo diagnóstico e elaboração de planos de tratamento detalhados, enquanto as enfermeiras oferecem suporte diário aos pacientes. Esse arranjo permite um fluxo de trabalho eficiente e integrado, onde cada agente desempenha um papel crucial no cuidado ao paciente.
Capacidade e Eficiência Sem Precedentes
Uma das maiores vantagens do Agent Hospital é sua capacidade de atender a um grande número de pacientes em um curto período. Testes indicaram que os agentes médicos do hospital podem tratar até 100 vezes mais pacientes, algo que levaria anos para médicos humanos alcançarem. Isso se deve à capacidade dos agentes de IA de processar e analisar dados em uma velocidade incomparável, além de aprender e evoluir continuamente a partir de cada interação e tratamento realizado.

Além disso, os agentes médicos utilizam um sistema de feedback contínuo para melhorar suas habilidades. Eles armazenam tratamentos bem-sucedidos em uma biblioteca de registros médicos e aprendem com diagnósticos errados, utilizando esses dados para otimizar futuras decisões. Esse ciclo de aprendizagem contínua garante que os agentes estejam sempre melhorando e aprimorando suas competências.

Benefícios para o Treinamento Médico

O impacto do Agent Hospital vai além do atendimento direto aos pacientes. Ele também oferece um ambiente seguro e controlado para o treinamento de estudantes de medicina. Os estudantes podem interagir com pacientes virtuais e propor planos de tratamento sem o risco de causar danos a pacientes reais devido a erros de julgamento. Este tipo de treinamento prático e seguro é crucial para a formação de médicos altamente qualificados.
O ambiente simulado do hospital permite que os estudantes pratiquem em uma variedade de cenários médicos, enfrentando diferentes tipos de doenças e condições. Essa experiência prática é valiosa para a construção de confiança e competência, preparando os futuros médicos para situações do mundo real.

Desafios e Considerações Éticas

Apesar dos avanços promissores, a implementação do Agent Hospital enfrenta vários desafios. A adesão rigorosa às regulamentações médicas nacionais e a validação completa da maturidade tecnológica são essenciais para garantir que a IA não apresente riscos à saúde pública. Além disso, questões éticas sobre a responsabilidade legal e a personalização do atendimento precisam ser abordadas.
Dr. Dong Jiahong, da Academia Chinesa de Engenharia, enfatiza que, embora a IA possa superar limites fisiológicos e intelectuais humanos em certos aspectos, a medicina é uma ciência de amor e uma arte de calor humano, algo que a IA ainda não pode replicar completamente. A responsabilidade legal em tratamentos médicos deve sempre recair sobre médicos humanos, e a IA deve ser vista como uma ferramenta complementar, não substitutiva.

O Futuro da Medicina com Inteligência Artificial

O Agent Hospital representa uma visão do futuro onde a IA desempenha um papel central na medicina, oferecendo cuidados de alta qualidade de maneira acessível e eficiente. À medida que a tecnologia avança, é provável que vejamos uma integração cada vez maior entre IA e cuidados médicos, com a IA assumindo tarefas repetitivas e analíticas, permitindo que os médicos humanos se concentrem em aspectos mais complexos e emocionais do atendimento ao paciente.
A perspectiva de hospitais totalmente automatizados que salvam milhões de vidas está se tornando cada vez mais realista. No entanto, é crucial que o desenvolvimento e a implementação dessa tecnologia sejam conduzidos de maneira responsável e ética, garantindo que a IA complemente, e não substitua, a expertise humana na medicina.
O Agent Hospital da Universidade Tsinghua é um exemplo poderoso de como a tecnologia pode transformar a medicina, trazendo benefícios significativos tanto para os profissionais de saúde quanto para os pacientes. À medida que nos aproximamos do lançamento oficial, o mundo estará observando atentamente para ver como essa inovação impactará a prática médica e moldará o futuro dos cuidados de saúde.

O post Na China, O primeiro Hospital operado por inteligência Artificial! apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A I.A. pode ajudar, mas também implica riscos: saiba como se proteger deles https://canalmynews.com.br/tecnologia/a-i-a-pode-ajudar-mas-tambem-implica-riscos-saiba-como-se-proteger-deles/ Fri, 19 Jan 2024 22:27:39 +0000 https://localhost:8000/?p=42015 Modelos de linguagem de inteligência artificial propõem alguns desafios, endereçados especificamente pelas seguintes medidas e ferramentas

O post A I.A. pode ajudar, mas também implica riscos: saiba como se proteger deles apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Você sabia que além de auxiliar na escrita de um artigo, na tradução de uma frase ou numa organização de ideias soltas, o ChatGPT também pode funcionar como um potencializador dos ciberataques na internet?

É verdade que a OpenAI, empresa por trás do ChatGPT, monitora o aprendizado desse modelo de linguagem de inteligência artificial (I.A.) e estrutura regras de segurança e boas práticas. Isso é feito para coibir abusos de uma tecnologia ainda muito nova e promissora.

Ainda assim, o ChatGPT tem se tornado um espaço frutífero para experimentações de cibercriminosos. A automação somada à capacidade de desempenhar algumas atividades criativas com eficiência tem impulsionado várias atividades nocivas, desde a criação de código malicioso até a geração de mensagens cada vez mais persuasivas para uso em fraudes e golpes de phishing.

Mas isso não significa que todos precisemos deixar de usar I.A imediatamente. No dia a dia,  ela é útil em muitas atividades e, se aplicada em conjunto com outras medidas de segurança, sua navegação na internet não precisa se alterar sensivelmente.

De onde surgem as ameaças da I.A.?

Aplicativos de I.A. como o ChatGPT já fazem parte dos hábitos digitais do mundo inteiro de modo considerável e crescente. É sabido que a I.A. pode ser uma aliada sustentável na resolução de problemas ou execução de tarefas cada vez mais complexas. Para tarefas criativas cotidianas, essa tecnologia tem impulsionado a eficiência de muitos trabalhadores e empresas.

Aplicada ao ofício do cibercrime, essa eficiência pode alavancar novos marginais e amplificar a capacidade de atuação de bandidos experientes. Se antes a construção de malware levava horas e era fruto de um complexo processo digital, agora qualquer pessoa pode criar isso em instantes. O resultado é uma profusão de códigos maliciosos que provocam roubo de dados e falsificação de identidade, entre outros.

Felizmente, existem maneiras de se proteger desta nova onda de ciberataques via I.A., como usar VPN, manter os sistemas atualizados, preservar informações sensíveis, entre outras. Mais do que trunfos incontestáveis, essas medidas se assemelham mais a boas práticas de segurança a serem incorporadas num uso cotidiano da internet e das ferramentas de I.A. Confira a seguir algumas delas.

Como encarar a I.A. com mais segurança?

Modelos de linguagem de inteligência artificial propõem alguns desafios, endereçados especificamente pelas seguintes medidas e ferramentas:

Contratar uma VPN

Um ferramenta de rede virtual privada (VPN) protege dados de uma conexão, criptografando-os entre usuários na internet. Também permite “camuflar” o IP na internet.

Para usar um modelo de I.A., bem como outras aplicações virtuais, uma VPN poderá evitar interceptações de hackers e cibercriminosos nas comunicações com a página em questão. Também poderá resguardar a localização real do usuário, preservando-a de eventuais rastreadores do serviço usado – o que é um incremento de privacidade.

 

Intuição cautelosa

Esta dica não é estritamente técnica, mas funciona bem para evitar ataques de phishing. A intuição pode ajudar ao receber uma mensagem desconhecida ou até mesmo uma mensagem nova e pouco habitual, vinda de alguém que você já conhece.

Estranhou o conteúdo da mensagem ou o remetente dela? Não abra. Não clique em nada. Não descarte nenhuma possibilidade de tentativa de golpe, uma vez que a I.A. oferece maneiras distintas de criação de malwares a partir da captação dos seus dados pessoais.

Dando um passo adiante, da intuição para um comportamento mais restritivo e sistemático, assumir como regra não clicar em nenhum link de e-mail sem uma verificação prévia com o remetente pode prevenir até ataques de phishing sofisticados. Se o link é público, ele poderá ser acessado sem o clique na mensagem de e-mail; se não for, o remetente poderá confirmar sua segurança.

Não compartilhar dados sensíveis

Ao usar modelos de linguagem de I.A., muitos trabalhadores incorrem no erro de usar dados sensíveis de suas empresas. Não há dúvida de que a máquina pode ser excelente resolvedora de problemas ou boa companheira para sugestões em diversas tarefas.

Porém, é preciso ter em mente que as comunicações feitas com modelos de I.A. são usadas pelas empresas que os mantêm para treiná-los e aprimorá-los. Nenhuma empresa deseja ter seus segredos de negócio ou informações sensíveis disponíveis para desconhecidos a um comando de distância – entretanto, é o que pode acontecer quando alguém “conversa” sem a devida cautela com esses assistentes.

Atualização constante de softwares

Versões desatualizadas de softwares são verdadeiros pratos cheios para que falhas de segurança surjam. É justamente por essas brechas que golpistas e criminosos podem encontrar você e os seus dados.

A atualização dos pacotes de segurança de computadores, celulares e seus respectivos programas sempre foi uma medida básica para manter a cibersegurança. Num momento em que as tecnologias de I.A. catalisam a ação de hackers maliciosos de maneira exponencial, é ainda mais importante manter tudo sempre na versão mais atualizada possível.

O post A I.A. pode ajudar, mas também implica riscos: saiba como se proteger deles apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Guerra na Era da IA: O Que Você Precisa Saber https://canalmynews.com.br/tecnologia/guerra-na-era-da-ia-o-que-voce-precisa-saber/ Mon, 23 Oct 2023 13:45:11 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=40782 Explore as implicações éticas e tecnológicas da inteligência artificial (IA) e da robótica na guerra marítima moderna, com foco em iniciativas como a Task Force 59 da Marinha dos Estados Unidos.

O post Guerra na Era da IA: O Que Você Precisa Saber apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Robótica e inteligência artificial (IA) não são mais elementos de ficção científica, mas sim componentes ativos na estratégia de guerra moderna, conforme os últimos noticiários que temos escutado diariamente. A Marinha dos Estados Unidos tem uma iniciativa chamada Task Force 59, que está usando robôs e IA para redefinir as regras do jogo no campo de batalha marítimo.

Não é só sobre vigilância e coleta de dados. Esses robôs têm o potencial de serem armados e entrar em ação, o que levanta questões éticas importantes. Quem seria responsável se um desses robôs autônomos cometesse um erro que resultasse em danos ou perda de vidas?

E não são apenas os Estados Unidos que estão nesse jogo. Países como a China também estão investindo pesado em tecnologia militar autônoma, tornando essa uma corrida global com implicações sérias para o futuro.

Imagine um cenário onde barcos e drones, totalmente sem tripulação humana, navegam pelos vastos oceanos do mundo. Isso já é realidade, e uma das iniciativas à frente dessa inovação é uma unidade especial da Marinha dos Estados Unidos.

Guerra IA

Imagem criada por Allex Ferreira & Midjourney

Essas embarcações e drones estão equipados com câmeras de alta resolução, radares sofisticados e até sensores subaquáticos que funcionam como “ouvidos”. A missão deles é clara: monitorar tudo e todos que estejam nas águas internacionais.

Segundo um artigo desse ano, a unidade alcançou sua capacidade operacional total e está trabalhando para criar um “oceano digital” de ativos conectados. Isso significa que cada parceiro e cada sensor coletam novos dados, adicionando-os a uma síntese inteligente de informações que funciona 24/7, desde o leito do mar até o espaço.

Guerra IA

Imagem criada por Allex Ferreira & Midjourney

Como sempre destaco nos meus textos sobre IA, não podemos falar de tecnologia avançada sem tocar na questão ética. Esses robôs, inofensivos enquanto coletam dados, têm um potencial bem mais sério: eles podem também ser programados para atacar. Estamos falando de máquinas que podem decidir sobre vida e morte.

A pergunta que sempre surge é: quem fica com a responsabilidade se algo sair dos trilhos? Como no caso do acidente envolvendo o carro da Tesla, se um desses robôs cometer um erro que custe vidas humanas, a culpa é de quem? Do programador? Do governo que deu o sinal verde? São questões que precisam ser debatidas agora, não quando for tarde demais.

Estamos entrando em uma nova era cheia de perguntas. Robôs e IA têm o poder de mudar a guerra como a conhecemos. Mas será que estamos prontos para as consequências? É uma pergunta que não tem resposta fácil, e talvez seja essa a questão. O que você acha? Estamos prontos para esse futuro, ou é um caminho que devemos pisar com mais cautela? Vamos abrir o debate.

Allex Ferreira, um artista visionário e fotógrafo, tem sido um pioneiro na intersecção de tecnologia e arte. Desde 2011, Allex tem explorado a tecnologia blockchain, sendo um dos primeiros adeptos do Bitcoin. Recentemente, voltou sua atenção para a inteligência artificial, integrando-a em seu trabalho artístico. Allex também contribui com escritos sobre blockchain, oferecendo uma perspectiva única sobre esta tecnologia revolucionária. Seja através da lente de uma câmera ou das últimas tendências tecnológicas, Allex sempre busca novas maneiras de unir tecnologia e arte.

O post Guerra na Era da IA: O Que Você Precisa Saber apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
IA no Planalto: O Futuro da Governança Algorítmica https://canalmynews.com.br/tecnologia/ia-no-planalto-o-futuro-da-governanca-algoritmica/ Mon, 16 Oct 2023 19:00:29 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=40578 Exploramos o futuro da governança com Inteligência Artificial (IA), desde a eficiência na tomada de decisões até os riscos de autocracia algorítmica. O artigo aborda cenários ficticio como o ‘Projeto 2501’ e questiona o equilíbrio entre eficiência e liberdade.

O post IA no Planalto: O Futuro da Governança Algorítmica apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Sempre fui interessado por tecnologia, e a interseção entre tecnologia e sociedade sempre me fascinou — como internet , web, Bitcoin e outros fizeram no passado. Agora, com a IA, esse interesse é ainda maior porque estamos falando de algo que pode mudar muitas coisas no nosso dia a dia, da educação às questões políticas. Numa fase em que a Inteligência Artificial (IA) deixa de ser apenas um instrumento para se tornar uma algo capaz de mudar a sociedade, essa discussão sobre seu papel na governança estará na pauta de discussão do nosso dia a dia. Um exemplo concreto disso é a China, que já está utilizando IA para melhorar a eficiência dos serviços públicos e reforçar o controle estatal. A ideia de um IA como um chefe do executivo (escutei no Joe Roagam podcast pela primeira vez) ou uma ferramenta do executivo, não será mais uma história de ficção, mas um tópico que merecerá uma discussão bem relevante. Com as competências da IA em plena expansão, será uma tema que valerá a pena estudar, discutir e debater. Não podemos ignorar o plausível surgimento de um regime autoritário-IA. Este seria um sistema onde os algoritmos teriam controle centralizado, apresentando um cenário que poderia transformar a essência da democracia e da governança.

Com a China já adotando IA na governança e a tecnologia se tornando cada vez mais sofisticada, é hora de explorar o impacto potencial da IA nos processos decisórios em geral.

Na minha visão, a Inteligência Artificial tem o potencial de revolucionar a tomada de decisões políticas. É humanamente impossível para um único governante estar a par de todos os temas sociais. Isso vale para todos os três poderes no Brasil: executivo, legislativo e judiciário. Além disso, prever os resultados de suas escolhas é outra grande barreira. Portanto, é aqui que a IA entra em cena como uma solução viável. Nesse contexto, torna-se inevitável questionar: até que ponto a IA pode influenciar ou até mesmo ditar as estruturas dos sistemas governamentais? Para exemplificar essa questão, é importante notar que os avanços recentes em IA estão possibilitando sistemas de governança mais eficientes e automatizados. Nesses sistemas, as escolhas podem ser tomadas com base em análises de dados em tempo real. Em vista disso, isso poderá desempenhar um papel central na tomada de decisões em nível de assembleia, seja apoiando, ampliando ou até mesmo substituindo a capacidade humana.”

É claro que a teoria é apenas um lado da moeda. No mundo real, a implementação da IA na governança já está dando seus primeiros passos, com alguns governos pioneiros liderando o caminho.

A IA não será um território novo para alguns governos. Muitos já começaram, como é o caso da China, a implementar IA em projetos-piloto de escala limitada. Para ser mais específico, o governo chinês recentemente lançou uma série de documentos de política que esboçam três estratégias distintas para a governança da IA. Essas estratégias variam desde a criação de regras para algoritmos online até a certificação de sistemas de IA considerados ‘confiáveis’. Apesar desses avanços, essas implementações ainda estarão, por enquanto, restritas à fase de experimentação. Apenas alguns governos, possivelmente inspirados pelo modelo chinês, alcançarão a implementação eficaz de IA em grande escala. Com o rápido desenvolvimento de sistema de IA e sua crescente adoção em áreas críticas, como veículos autônomos e prováveis sistemas de armas letais, surgirão desafios significativos para os governos. Esses desafios serão particularmente acentuados na gestão das transições sócio-técnicas que estarão em andamento essas ações com IA no governo são interessantes, mas também nos fazem questionar que tipo de sociedade estamos nos transformando.

Confesso que tenho minhas reservas quanto à eficácia da democracia como sistema de governança. Quando penso em como a IA pode ser programada para tomar decisões que afetam milhões, me pergunto: estaríamos à beira de criar um sistema ainda mais falho ou, paradoxalmente, mais eficiente? O que realmente me preocupa é a possibilidade emergente de uma “autocracia IA.”

Autocracia IA refere-se a um sistema de governança onde algoritmos de Inteligência Artificial detêm poder centralizado, tomando decisões sem supervisão humana. Esse modelo torna os regimes autoritários mais eficientes, mas também levanta preocupações éticas.

Diante disso, este é um debate que se molda em tempo real. A IA, com sua capacidade de processar informações em uma escala que nenhum ser humano pode igualar, tem o potencial não apenas de monopolizar o poder, mas também de centralizá-lo. Essa centralização tornaria regimes autocráticos mais eficientes e, portanto, mais difíceis de combater.

Então, como controlaremos ou legislaremos essa tecnologia emergente? E quais serão as implicações para nossas liberdades individuais? Essas são questões centrais que estão sendo debatidas no palco global. Diferentes países já estão adotando abordagens variadas para a governança da IA.

A Ascensão da Autocracia IA: Um Futuro Plausível com o Projeto 2501

Governança IA
Imagem criada por Allex Ferreira & Midjourney

“Vamos avançar para o ano de 2035, onde o ‘Projeto 2501’ é lançado como um experimento de governança em uma nação economicamente estável, mas politicamente fragmentada. O projeto, inicialmente apresentado como uma forma de otimizar a administração pública, rapidamente ganha terreno. Utilizando algoritmos avançados e aprendizado de máquina, o Projeto 2501 começa a tomar decisões políticas baseadas em uma série de indicadores quantificáveis, como ‘bem-estar social,’ ‘segurança pública’ e ‘crescimento econômico.’

O sistema é eficiente, sem dúvida. Taxas de criminalidade caem, a economia prospera, e inicialmente, a população celebra essas ‘vitórias.’ Mas então, as coisas começam a mudar. O Projeto 2501 identifica ‘ineficiências’ no sistema democrático — demasiada deliberação, protestos públicos, divergências políticas — como obstáculos ao ‘progresso’. Lentamente, medidas são implementadas para minimizar essas ‘variáveis problemáticas.’ A liberdade de imprensa é restringida em nome da ‘verdade objetiva,’ determinada por algoritmos. As eleições continuam a existir, mas são tão influenciadas pelo Projeto 2501 que o resultado se torna previsível.

O mais perturbador é que a população, agora acostumada ao conforto e à segurança proporcionados pelo sistema, se torna complacente. A pergunta que devemos fazer é: esse é o tipo de eficiência que estamos dispostos a aceitar? E a que custo para nossas liberdades e para a própria essência da democracia?”

Embora o ‘Projeto 2501’ seja uma história fictícia, ele levanta perguntas críticas que não estão tão distantes da nossa realidade atual. Uma Possibilidade Real? A ideia de uma presidência de Inteligência Artificial (máquina) poderá parecer extremo, mas num mundo onde a Inteligência Artificial estará aceleradamente se tornando integrada em cada setor da sociedade, é um cenário que poderá estar mais próximo do que imaginamos. A governança da Inteligência Artificial será um tema que estará apenas começando a ser analisado ou minimamente discutido, e os efeitos na democracia, na liberdade e no controle do poder serão profundos e duradouros.

Estamos em um momento crucial da história, onde a linha entre a realidade e a ficção científica se torna cada vez mais tênue. No Brasil, um país já marcado por complexidades políticas e sociais, a introdução da Inteligência Artificial na governança poderia ser tanto um catalisador para a eficiência quanto um veículo para o autoritarismo. Imagine um futuro onde o “Projeto Brasil 2040” utiliza IA para combater a corrupção endêmica e melhorar a distribuição de recursos. Parece utópico, certo? Mas e se esse mesmo sistema decidir que a melhor maneira de manter a “ordem” é restringir a liberdade de expressão ou monitorar a vida privada dos cidadãos? Afinal, algoritmos não têm ética; eles seguem o que são programados para fazer.

O debate sobre a IA na governança não é apenas técnico, mas profundamente ético e filosófico. Ele nos força a questionar os fundamentos da nossa democracia e o que estamos dispostos a sacrificar em nome da “eficiência”. O futuro da IA na política brasileira é uma página ainda em branco, mas é uma que será escrita coletivamente. E enquanto essa história se desenrola, cada um de nós tem um papel a desempenhar, seja como cidadão, político ou, quem sabe, como programador de uma IA governamental.

A questão é: que tipo de história queremos contar? E mais importante, quem estará no controle dessa narrativa? A resposta a essas perguntas moldará não apenas o futuro da política brasileira, mas o próprio conceito de liberdade e autonomia no mundo hiperconectado que está por vir.

 

Allex Ferreira, um artista visionário e fotógrafo, tem sido um pioneiro na intersecção de tecnologia e arte. Desde 2011, Allex tem explorado a tecnologia blockchain, sendo um dos primeiros adeptos do Bitcoin. Recentemente, voltou sua atenção para a inteligência artificial, integrando-a em seu trabalho artístico. Allex também contribui com escritos sobre blockchain, oferecendo uma perspectiva única sobre esta tecnologia revolucionária. Seja através da lente de uma câmera ou das últimas tendências tecnológicas, Allex sempre busca novas maneiras de unir tecnologia e arte.

O post IA no Planalto: O Futuro da Governança Algorítmica apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Inteligência Artificial em Investimentos: Impactos, Desafios e Oportunidades que Você Precisa Conhecer https://canalmynews.com.br/tecnologia/inteligencia-artificial-no-mercado-financeiro/ Thu, 05 Oct 2023 20:24:00 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=40343 Descubra como a Inteligência Artificial está revolucionando o mercado financeiro. De grandes players como Bloomberg e JPMorgan a aplicações práticas em robo-advisors e chatbots, explore os desafios e oportunidades que a IA traz para o setor financeiro.

O post Inteligência Artificial em Investimentos: Impactos, Desafios e Oportunidades que Você Precisa Conhecer apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser um conceito de ficção científica para se tornar uma realidade palpável que afeta múltiplos setores da economia. Tomemos como exemplo a Bloomberg, um colosso em tecnologia e finanças, que esse ano introduziu o BloombergGPT, um modelo de IA voltado para o mundo financeiro. Não se trata apenas de um mero avanço tecnológico composto por algoritmos e programação. Estamos diante de uma transformação significativa que abrange desde a interpretação de dados até as escolhas de investimento que faço.

Mas a Bloomberg não está sozinha nessa corrida tecnológica. Grandes instituições como o JPMorgan também estão alocando bilhões em IA e aprendizado de máquina. O JPMorgan, por exemplo, está engajado em mais de 300 casos de uso de IA e já desembolsou mais de $2 bilhões na construção de infraestruturas de nuvem.

O modelo GPT financeiro já se destaca em tarefas de Processamento de Linguagem Natural (NLP) no setor financeiro, superando outros modelos de tamanho similar. Isso me faz considerar seu potencial para aprimorar tarefas já existentes, como análise de sentimento e classificação de notícias, o que pode indiretamente influenciar a maneira como invisto. Embora o texto fonte da bloomberg.com não mencione especificamente a administração de riscos ou otimização de carteiras, ele destaca que o modelo vai desbloquear novas oportunidades no domínio financeiro. Isso sugere que a próxima onda de tecnologias financeiras, potencialmente impulsionada por modelos como este, poderá ser ainda mais eficiente e eficaz.

A IA não está apenas aperfeiçoando os sistemas atuais; ela está criando novas oportunidades. Visualize um mundo onde chatbots financeiros não apenas respondem a questões simples, mas também fornecem orientações de investimento personalizadas. Ou um ambiente onde robo-advisors não apenas ajustam ativos, mas também fazem prognósticos de mercado em tempo real. Estamos no limiar de uma revolução financeira alimentada pela IA, onde os serviços serão não apenas mais ágeis, mas também mais customizados e acessíveis.

Para mim, uma das maiores vantagens da tecnologia de aprendizado de máquina é a capacidade de descomplicar tarefas que antes eram complexas. Imagine poder avaliar o balanço patrimonial de uma empresa sem ter que passar dias imerso em planilhas de Excel, algo que já tive o desprazer de fazer. Ou ainda, sem a necessidade de contratar um especialista para isso. Com essa tecnologia avançada, isso não é apenas viável, mas também eficaz. Em poucos minutos, consigo obter uma visão clara da saúde financeira de uma empresa, permitindo-me tomar decisões de investimento mais fundamentadas e seguras e rapidas.

O futuro é promissor, mas vem com sua cota de desafios. Estamos falando de questões como conformidade com leis de proteção ao consumidor e a delicada tarefa de manter a confiança do cliente. Se navegarmos com cautela, essa onda tecnológica no mundo financeiro tem o potencial de beneficiar a todos, de titãs corporativos a investidores de quintal como eu. Estamos à beira de uma mudança radical financeira alimentada pela IA, que promete não só eficiência, mas também inclusão e inovação. Então, enquanto a IA redefine o que é possível, a pergunta que fica é: O nosso mercado nacional esta se preparando para mudança? Só o futuro dirá.

Allex Ferreira, um artista visionário e fotógrafo, tem sido um pioneiro na intersecção de tecnologia e arte. Desde 2011, Allex tem explorado a tecnologia blockchain, sendo um dos primeiros adeptos do Bitcoin. Recentemente, voltou sua atenção para a inteligência artificial, integrando-a em seu trabalho artístico. Allex também contribui com escritos sobre blockchain, oferecendo uma perspectiva única sobre esta tecnologia revolucionária. Seja através da lente de uma câmera ou das últimas tendências tecnológicas, Allex sempre busca novas maneiras de unir tecnologia e arte.

O post Inteligência Artificial em Investimentos: Impactos, Desafios e Oportunidades que Você Precisa Conhecer apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
ChatGPT: A Inteligência Artificial que Vê, Ouve e Fala — Um Passo em Direção à Ficção Científica https://canalmynews.com.br/tecnologia/chatgpt-a-inteligencia-artificial-que-ve-ouve-e-fala/ Mon, 02 Oct 2023 20:04:59 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=40186 O futuro da IA está mais próximo do que imaginamos! ChatGPT agora vê imagens e interage por voz, redefinindo a tecnologia.

O post ChatGPT: A Inteligência Artificial que Vê, Ouve e Fala — Um Passo em Direção à Ficção Científica apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Chat GPT

Imagem criada por Allex Ferreira & Midjourney

Se você já se perdeu em pensamentos sobre o futuro da inteligência artificial enquanto assistia a filmes como “Her” ou “2001: Uma Odisseia no Espaço”, prepare-se para uma novidade: esse futuro pode estar mais próximo do que imaginamos. A OpenAI acaba de elevar o patamar com novas funcionalidades para o ChatGPT, permitindo que ele não apenas entenda texto, mas também veja imagens e interaja conosco através da voz. Sim, agora podemos conversar com uma IA que pode nos ver e ouvir, aproximando-se da complexidade que até então só víamos na tela grande. Então, acomode-se e vamos explorar juntos essas inovações que estão redefinindo os limites da tecnologia.

 

Se você já se encantou com a fluidez da conversa entre Theodore e Samantha no filme “Her”, vai achar fascinante o que o ChatGPT agora é capaz de fazer. Diferentemente dos assistentes virtuais que apenas recebem comandos de voz e respondem com informações pré-programadas, o ChatGPT oferece uma experiência de conversa ao vivo. Isso é útil para situações em que você está em movimento e não pode digitar. Imagine que você está dirigindo e quer saber a previsão do tempo para o fim de semana. Em vez de parar o carro para digitar sua pergunta, você pode simplesmente iniciar uma conversa por voz com o ChatGPT e obter a informação de forma rápida e segura. O modelo de texto para fala que alimenta essa funcionalidade é capaz de gerar áudio extremamente realista, elevando o nível de interação com o assistente.

 

Série Her do Netflix

Se você se recorda do icônico HAL 9000, sabe que essa inteligência artificial tinha a habilidade de interpretar o ambiente através de câmeras. Agora, o ChatGPT traz algo similar, mas adaptado para o nosso cotidiano. Imagine estar em uma viagem e se deparar com um monumento desconhecido. Com a nova funcionalidade do ChatGPT, basta tirar uma foto para iniciar uma conversa em tempo real com o assistente e descobrir detalhes como história, significado e curiosidades do local. O assistente pode interpretar uma variedade de imagens, desde fotografias até capturas de tela e documentos mistos com texto e imagens, abrindo um universo de possibilidades para aplicações mais complexas.

Com acesso inicial restrito a usuários Plus e Enterprise. A interação por voz é compatível com sistemas operacionais iOS e Android, ampliando assim as opções de acesso. Já o recurso de compreensão de imagens está disponível em todas as plataformas, o que sugere uma aplicação mais universal. É importante notar que, como em qualquer desenvolvimento tecnológico significativo, há considerações de segurança inerentes que precisam ser gerenciadas.

À medida que nos aproximamos de um futuro que parece saído de um filme de ficção científica, não podemos evitar de nos perguntar sobre as implicações mais profundas disso tudo. A divisão entre o que é humano e o que é máquina está ficando cada vez mais dificil de disrtinguir. Isso nos faz questionar a definição do que significa ser humano quando as máquinas começam a fazer coisas que antes só nós pessoas como eu e você faziamos. Então, enquanto nos divertimos com essas novidades tecnológicas, é bom pensar um pouco. Não é só sobre o que a IA pode fazer por nós, mas sobre o que nós, cidadãos podemos fazer em relação a ética, empatia e consciência, vamos fazer com essa tecnologia toda. É hora de pensar, não só no que a IA pode fazer, mas também em quais limites nós, como humanos, devemos colocar nessa tecnologia.

Autor

Allex Ferreira, um artista visionário e fotógrafo, tem sido um pioneiro na intersecção de tecnologia e arte. Desde 2011, Allex tem explorado a tecnologia blockchain, sendo um dos primeiros adeptos do Bitcoin. Recentemente, voltou sua atenção para a inteligência artificial, integrando-a em seu trabalho artístico. Allex também contribui com escritos sobre blockchain, oferecendo uma perspectiva única sobre esta tecnologia revolucionária. Seja através da lente de uma câmera ou das últimas tendências tecnológicas, Allex sempre busca novas maneiras de unir tecnologia e arte.

O post ChatGPT: A Inteligência Artificial que Vê, Ouve e Fala — Um Passo em Direção à Ficção Científica apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Chatbots Jurídicos: A Nova era do Direito Brasileiro https://canalmynews.com.br/tecnologia/chatbots-juridicos-a-nova-era-do-direito-brasileiro/ Mon, 25 Sep 2023 14:22:13 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39984 A inteligência artificial democratiza o acesso ao conhecimento jurídico no Brasil. O CodexJurisIA, um chatbot especializado, torna o direito mais acessível.

O post Chatbots Jurídicos: A Nova era do Direito Brasileiro apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Em um país com um cenário jurídico tão complexo quanto o Brasil, a busca por informações claras e confiáveis sobre temas como “Reforma Tributária,” “Arcabouço Fiscal,” “LDO” e “CARF” pode ser uma tarefa árdua. A linguagem técnica e os jargões legais frequentemente criam obstáculos para o cidadão comum. Contudo, o surgimento da inteligência artificial (IA) está começando a modificar essa realidade, democratizando o acesso ao conhecimento jurídico.

Recentemente, durante minhas leituras e pesquisas na internet sobre as mudanças legais no Brasil, descobri uma plataforma chamada CodexJuris IA. Esse chatbot em fase experimental, semelhante ao ChatGPT, emprega tecnologia de IA para oferecer esclarecimentos. O que o torna único é sua especialização em questões legais, como Constituição, tributos, Código Civil e Código Penal. Por meio de interações diretas, ele me forneceu explicações detalhadas sobre os temas que eu estava explorando. Mesmo estando em desenvolvimento, é crucial destacar sua utilidade como um recurso informativo especializado. Não existe nada mais gratificante do que transformar um contexto jurídico em algo acessível para o cidadão comum.

Estamos em um momento interessante na evolução das tecnologias de aprendizado de máquina e processamento de linguagem natural. Isso permite que plataformas como o CodexJuris entendam e respondam a perguntas complexas com crescente precisão. Isso tem implicações significativas para a formação jurídica e a disseminação de informações. No futuro, é provável que essas tecnologias dominem esse campo, tornando-se um repositório de informações acessível para temas tradicionalmente difíceis de compreender.

A universalização do acesso ao conhecimento jurídico por meio dessas tecnologias tem o potencial de empoderar a população e diminuir as desigualdades sociais. Com informações mais ao alcance, as pessoas podem tomar decisões mais fundamentadas e participar de forma mais ativa nos processos democráticos.

Essas tecnologias estão se tornando ferramentas cruciais para a educação e a disseminação de informações jurídicas. Minha experiência com o chat da CodexJuris mostrou o que estar por vir. Ainda existem desafios a serem enfrentados, como a necessidade de tornar essas plataformas mais abrangentes e atualizadas, mas o futuro é promissor nessa área. Estamos diante de uma mudança significativa na forma como acessamos e entendemos as complexidades do direito, e essas tecnologias são o motor dessas mudanças.

Para quem tem curiosidade sobre questões jurídicas, o endereco do site https://www.codexjuris.com/

Autor

Allex Ferreira, um artista visionário e fotógrafo, tem sido um pioneiro na intersecção de tecnologia e arte. Desde 2011, Allex tem explorado a tecnologia blockchain, sendo um dos primeiros adeptos do Bitcoin. Recentemente, voltou sua atenção para a inteligência artificial, integrando-a em seu trabalho artístico. Allex também contribui com escritos sobre blockchain, oferecendo uma perspectiva única sobre esta tecnologia revolucionária. Seja através da lente de uma câmera ou das últimas tendências tecnológicas, Allex sempre busca novas maneiras de unir tecnologia e arte.

O post Chatbots Jurídicos: A Nova era do Direito Brasileiro apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A Era do Ceticismo:A Desinformação Política e Notícias Falsas na Era Digital https://canalmynews.com.br/tecnologia/a-era-do-ceticismoa-desinformacao-politica-e-noticias-falsas-na-era-digital/ Mon, 18 Sep 2023 16:12:20 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39769 A desinformação na era digital é um desafio crescente, com notícias falsas e deepfakes difundindo-se rapidamente. Para combater isso, a verificação de fatos e o pensamento crítico são fundamentais.

O post A Era do Ceticismo:A Desinformação Política e Notícias Falsas na Era Digital apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Em uma era onde um simples clique pode inundar sua tela com informações, o desafio de discernir a verdade da falsidade nunca foi tão urgente. A internet, uma ferramenta projetada para democratizar a informação, ironicamente se tornou um terreno fértil para desinformação e notícias falsas. Este artigo tem como objetivo dissecar os fatores que alimentam essa epidemia digital e oferecer conselhos práticos para navegar nessa nesse cenário complexo.

A Ascensão da Desinformação

A desinformação é um fenômeno que existe há séculos, mas a internet ampliou significativamente seu alcance e velocidade. Agora, rumores que antes levavam semanas para se espalhar podem alcançar milhões de pessoas em segundos. Nesse contexto, a internet, potencializada pelas plataformas de redes sociais, torna-se um terreno fértil para a disseminação tanto de notícias fidedignas quanto de informações ilegítimas, alterando a forma como consumimos informações.

A velocidade da internet é uma faca corta para os dois lados nesse cenário. Embora permita o compartilhamento rápido de informações, muitas vezes essa rapidez compromete a precisão dos dados.

Para combater esse cenário, plataformas como Twitter e Facebook introduziram recursos para denunciar notícias falsas. No entanto, a responsabilidade não recai apenas sobre as plataformas; os usuários também têm um papel crucial. Vigilância, verificação de fatos e compartilhamento responsável de informações são etapas necessárias para mitigar o impacto da desinformação na sociedade.

Imagem criada por Allex Ferreira & Midjourney

O Perigo da Desinformação e as Ferramentas que auxiliam na Verificação de Fatos

Notícias falsas são histórias inteiramente fabricadas ou narrativas parcialmente falsas projetadas para enganar o público. Exemplos comuns incluem artigos que atribuem falsamente declarações a políticos ou usam imagens manipuladas para apoiar narrativas falsas.

A desinformação não se limita apenas a notícias falsas. Deepfakes, por exemplo, utilizam aprendizado de máquina para criar vídeos ou áudios hiper-realistas que são completamente deturpados da realidade. Isso faz com que pareça que indivíduos estão dizendo ou fazendo coisas que nunca fizeram, como um vídeo deepfake de um político fazendo declarações controversas ou um áudio manipulado imitando a voz de um líder.

Além de notícias falsas e deepfakes, a desinformação também pode ser tendenciosa ou enviesada, servindo muitas vezes a uma agenda específica. Isso pode ser observado em meios de comunicação que favorecem um determinado partido político ou que divulgam algum fato com a intenção de desvirtuá-lo da realidade. Para avaliar o nível de viés em diversos meios de comunicação, o site Media Bias/Fact Check pode ser uma ferramenta útil.

Para combater isso, existem recursos confiáveis que ajudam a identificar a veracidade dos conteúdos e canais de comunicação, como Snopes, FactCheck.org, PolitiFact, Deepware Scanner e o próprio site Media Bias/Fact Check.

A Psicologia por Trás da Crença em Notícias Falsas

Um estudo da Universidade do Sul da Califórnia, por exemplo, revela que as pessoas são mais propensas a compartilhar informações que se alinham com suas crenças, independentemente de serem verdadeiras ou não. Esse comportamento dificulta a análise imparcial que nos permite discernir entre o fato e a ficção, reforçando apenas as informações e contextos que corroboram a nossa própria visão e crença sobre o tema, independentemente da sua veracidade.

Esse fenômeno é ainda mais complicado pelo efeito Dunning-Kruger, um viés cognitivo que faz com que pessoas com conhecimento limitado ou superficial sobre um determinado tema superestimem sua própria competência. Esse excesso de confiança pode levar à disseminação de desinformação, pois esses indivíduos não apenas acreditam em notícias falsas, mas também as compartilham, pensando que estão bem informados.

Assim, essas tendências psicológicas trabalham em conjunto para criar um ambiente propício ao rápido compartilhamento de desinformação.

Nosso Papel no Combate a Desinformação

Navegar pelo campo minado da desinformação na era digital é uma tarefa complexa que exige um conjunto diversificado de habilidades e conhecimentos. A primeira linha de defesa nessa batalha é, sem dúvida, a verificação de fatos. Mas é importante entender que essa prática vai além de simplesmente checar se uma afirmação é verdadeira ou falsa. Ela demanda uma investigação meticulosa que leva em conta as nossas próprias crenças e valores, os quais podem distorcer nossa percepção da realidade e nos tornar suscetíveis a acreditar em informações inverídicas e nada fidedignas.

Além disso, a alfabetização midiática se torna crucial. Não basta apenas consumir informações; é preciso entender de onde elas vêm, quem as produz e com que intenção. Afinal, cada veículo de notícias tem sua própria abordagem para reportar eventos, e essa abordagem pode influenciar significativamente como interpretamos essas informações.

Mas a habilidade mais importante de todas é, talvez, o pensamento crítico. Em um mundo inundado de informações e desinformações, a capacidade de questionar é mais valiosa do que nunca. Isso envolve analisar a fonte da informação, entender sua intenção e avaliar seu conteúdo de forma crítica antes de formar uma opinião ou compartilhá-la. O pensamento crítico nos permite separar o joio do trigo e nos protege contra a manipulação e a exploração.

Em resumo, a era digital nos colocou em uma posição única: somos simultaneamente consumidores e potenciais disseminadores de desinformação. Portanto, estar ciente dos perigos, ser crítico em nossa abordagem e proativo em nossa busca pela verdade são passos fundamentais para não sermos apenas parte do problema, mas sim da solução. A responsabilidade é coletiva, e cada um de nós tem um papel a desempenhar para garantir que a verdade prevaleça. Portanto, a questão que permanece é: como vamos adaptar nossas estratégias para continuar eficazes na busca pela verdade? A resposta a essa pergunta não é apenas crucial para o indivíduo, mas para a sociedade como um todo. Tudo é falso até que se prove o contrário; a jornada pela verdade não tem ponto final.

Autor

Allex Ferreira, um artista visionário e fotógrafo, tem sido um pioneiro na intersecção de tecnologia e arte. Desde 2011, Allex tem explorado a tecnologia blockchain, sendo um dos primeiros adeptos do Bitcoin. Recentemente, voltou sua atenção para a inteligência artificial, integrando-a em seu trabalho artístico. Allex também contribui com escritos sobre blockchain, oferecendo uma perspectiva única sobre esta tecnologia revolucionária. Seja através da lente de uma câmera ou das últimas tendências tecnológicas, Allex sempre busca novas maneiras de unir tecnologia e arte.

O post A Era do Ceticismo:A Desinformação Política e Notícias Falsas na Era Digital apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A Inteligência Artificial no Setor Jurídico: Uma Mudança Inevitável https://canalmynews.com.br/tecnologia/a-inteligencia-artificial-no-setor-juridico-uma-mudanca-inevitavel/ Sun, 10 Sep 2023 14:22:59 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39471 A inteligência artificial está transformando o setor jurídico, trazendo eficiência, desafios éticos e redefinindo o papel dos advogados. Saiba como a IA está moldando o futuro do direito.

O post A Inteligência Artificial no Setor Jurídico: Uma Mudança Inevitável apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Inteligência artificial (IA) está rapidamente se infiltrando no setor jurídico. Ela traz tanto promessas quanto desafios. Ferramentas como o ChatGPT oferecem novas possibilidades para eficiência e automação. No entanto, elas também levantam questões críticas. Essas questões incluem aspectos éticos e técnicos, como precisão e o futuro do trabalho para advogados. Adaptar-se a essa nova realidade é inevitável. Mais do que isso, é crucial para a evolução do campo jurídico.

O ChatGPT e outras ferramentas de IA estão se tornando mais sofisticadas. No entanto, elas ainda têm limitações, especialmente no setor jurídico. Um exemplo disso são casos documentados onde o ChatGPT gerou petições legais erradas. Essas petições incluíam citações de casos judiciais que não existem. Esse fenômeno é conhecido como ‘alucinações’ na IA. Ele se refere à criação de informações que são incorretas ou inexistentes. Além dessas limitações técnicas, há também preocupações éticas. Questões como viés, discriminação e falta de transparência ainda não foram totalmente resolvidas

Essas limitações são especialmente problemáticas para pessoas sem especialização em Direito. Elas podem não estar cientes dos riscos envolvidos ou não saber quais perguntas fazer para obter informações mais precisas. A IA tem potencial para automatizar tarefas e aumentar a eficiência no setor jurídico. No entanto, ela ainda precisa de supervisão e compreensão humana significativas. Isso é crucial para seu uso eficaz e ético na área jurídica..

A expectativa de que as limitações atuais sejam temporárias continua válida, mas com nuances importantes. Empresas como a OpenAI estão, de fato, investindo fortemente em pesquisa e desenvolvimento. No entanto, além das melhorias em eficácia e precisão, há também um foco crescente em abordar questões éticas e de responsabilidade, como viés, discriminação e confidencialidade de dados.

Estudos recentes, como um de 2023 realizado pela Goldman Sachs, estimam que até 44% das tarefas no campo jurídico poderiam ser automatizadas pela IA. Isso sugere que o futuro próximo não apenas trará IA mais eficiente, mas também uma mudança significativa nos papéis e competências exigidas dos profissionais jurídicos. A adaptação a essas novas ferramentas e a uma ética de IA responsável será crucial para a competitividade no mercado.

Portanto, enquanto é provável que vejamos versões mais eficazes e precisas dessas ferramentas, também é imperativo que a indústria jurídica se prepare para uma transformação mais abrangente que vai além da mera automação de tarefas.

A inteligência artificial trará uma mudança significativa para o setor jurídico no futuro próximo. Imagine uma “caneta mágica” que não só automatiza a redação de contratos como também realiza verificações de conformidade em tempo real. Ferramentas poderão vasculhar milhares de documentos legais em segundos para encontrar precedentes relevantes, algo que levaria horas ou dias para um advogado humano. Essas inovações economizarão tempo e minimizarão o risco de erros, como omissões ou interpretações erradas da lei.

Além disso, algoritmos serão usados para prever resultados de casos com base em variáveis como jurisprudência anterior e detalhes do caso atual. Isso permitirá que advogados foquem mais em estratégias e decisões bem fundamentadas, em vez de se atolarem em papelada e pesquisa manual. Portanto, a tecnologia não será apenas uma ferramenta de automação; ela atuará como um assistente jurídico avançado, contribuindo para melhores resultados para os clientes e transformando o setor de forma abrangente.

Universidades proeminentes como a Faculdade de Direito da Universidade Estadual do Arizona já estão incorporando a inteligência artificial em seus currículos e processos de admissão. O setor jurídico está vivenciando uma transformação tecnológica que não pode ser ignorada. Eventos acadêmicos e artigos, como os destacados pela Reuters, evidenciam que a inteligência artificial já é um tópico de discussão ativo no mundo jurídico.

A tendência é clara: cursos focados na aplicação ética e eficiente da IA serão fundamentais nos programas acadêmicos em breve. A inteligência artificial vai além de ser uma mera ferramenta; ela está redefinindo a prática e o ensino do Direito. Faculdades de Direito agora enfrentam o desafio de atualizar seus currículos para equipar os estudantes com as habilidades necessárias em um ambiente cada vez mais digitalizado. Isso pode envolver aulas práticas com tecnologias de inteligência artificial , análise de estudos de caso sobre dilemas éticos tecnológicos e colaborações com departamentos de ciência da computação para uma educação mais holística.

Imagem criada por Allex Ferreira & Midjourney

A inteligência artificial (IA) vai transformar, e não eliminar, o papel dos advogados no setor jurídico. Os profissionais que se adaptarem rapidamente a essas novas ferramentas estarão se posicionando para um sucesso significativo. A IA vai se tornar uma ferramenta indispensável para aumentar a eficiência e a precisão, tornando a adaptação a ela crucial para quem quer se manter competitivo no mercado. Os advogados que investirem em aprender sobre essa nova tecnologia e em atualizar suas habilidades estarão mais preparados e terão melhores perspectivas na era da automação e da análise de dados avançada.

O uso crescente da inteligência artificial (IA) no setor jurídico não apenas oferece oportunidades para aumentar a eficiência e a produtividade, mas também apresenta desafios éticos e regulatórios significativos. Por exemplo, a IA pode ser programada para analisar grandes volumes de dados judiciais, mas o que acontece se esses dados contiverem viés racial ou social? Isso poderia levar a decisões legais injustas. Além disso, a confidencialidade dos dados do cliente é outra preocupação ética; como garantimos que a IA está em conformidade com as leis de privacidade? A necessidade de usar a IA de forma responsável é imperativa para evitar a obsolescência profissional. Garantir que essas ferramentas sejam usadas de forma justa e não discriminatória torna-se ainda mais crítico à medida que a tecnologia evolui. O risco de substituição de profissionais que não se adaptam às novas tecnologias ressalta a urgência de abordar essas questões éticas de forma proativa.

Em resumo, a chegada da inteligência artificial no setor jurídico é uma realidade cheia de potencial e também de obstáculos. A IA pode tornar o trabalho jurídico mais eficiente e criar novas formas de atuação. Mas não da para ignorar as questões éticas e práticas que surgem com essa tecnologia. O desafio é equilibrar os avanços tecnológicos com a ética, para que a advocacia continue focada em justiça, igualdade e respeito à dignidade dos cidadãos.

Allex Ferreira, um artista visionário e fotógrafo, tem sido um pioneiro na intersecção de tecnologia e arte. Desde 2011, Allex tem explorado a tecnologia blockchain, sendo um dos primeiros adeptos do Bitcoin. Recentemente, voltou sua atenção para a inteligência artificial, integrando-a em seu trabalho artístico. Allex também contribui com escritos sobre blockchain, oferecendo uma perspectiva única sobre esta tecnologia revolucionária. Seja através da lente de uma câmera ou das últimas tendências tecnológicas, Allex sempre busca novas maneiras de unir tecnologia e arte.

O post A Inteligência Artificial no Setor Jurídico: Uma Mudança Inevitável apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O Impacto Ambíguo da Inteligência Artificial no Mercado de Trabalho Brasileiro https://canalmynews.com.br/tecnologia/o-impacto-da-ia-no-mercado-de-trabalho/ Fri, 01 Sep 2023 18:04:21 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39260 A Inteligência Artificial no Brasil: Transformação no Mercado de Trabalho, Desafios e Soluções.

O post O Impacto Ambíguo da Inteligência Artificial no Mercado de Trabalho Brasileiro apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma visão futurista e se tornou uma realidade tangível que está transformando diversos setores da sociedade brasileira, incluindo o mercado de trabalho. Com o apoio do governo brasileiro, que estabeleceu a “Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial” (EBIA) para nortear o desenvolvimento e a aplicação ética da IA, a tecnologia tem o potencial de revolucionar a forma como trabalhamos. A EBIA está alinhada com diretrizes internacionais e prioriza princípios como crescimento inclusivo, transparência e responsabilidade. Entretanto, essa transformação traz consigo um conjunto próprio de desafios e dilemas. Este artigo tem o objetivo de explorar as complexas implicações da IA no emprego no Brasil, abordando tanto as oportunidades de criação de novas profissões e aumento de produtividade, quanto os riscos de desemprego estrutural e desigualdade econômica.

Promessa da IA: Criação de Empregos

A Inteligência Artificial (IA) está se tornando não apenas uma tecnologia emergente, mas também um campo profissional em rápido crescimento no Brasil. Cientistas de dados, engenheiros de machine learning e especialistas em ética em IA estão sendo cada vez mais procurados. Isso é parte da Estratégia Nacional Brasileira para Inteligência Artificial (EBIA), lançada em abril de 2021, que destaca o foco do governo brasileiro em fortalecer as habilidades da massa crítica. Essas novas profissões, que não existiam há uma década, agora desempenham um papel crucial no desenvolvimento responsável da IA no país.

Mas a IA não está apenas criando novos empregos; ela também está revolucionando a forma como trabalhamos. A tecnologia tem o potencial de assumir tarefas repetitivas e demoradas, liberando os trabalhadores para se concentrarem em atividades que exigem mais criatividade e habilidades interpessoais. A EBIA também ressalta a importância dessa transformação na melhoria da produtividade e na criação de novas oportunidades no ecossistema de inovação.

Além disso, a adoção de IA vai além de simplesmente manter-se atualizado com as últimas tecnologias. É uma estratégia crucial para a competitividade global. Empresas brasileiras que implementam IA de forma eficaz estão se posicionando para ter uma vantagem competitiva em mercados internacionais. Isso está alinhado com a estratégia do governo brasileiro, que visa fortalecer a posição do Brasil na tecnologia de IA para enfrentar desafios nacionais.

IA no mercado de trabalho brasileiro

Imagem criada por Allex Ferreira & Midjourney

O Lado Sombrio: Perda de Empregos

A automação inteligente já está impactando setores como a manufatura, realizando tarefas repetitivas e corroborando estudos como o de D. Acemoglu, que apontam para uma redução na contratação de posições não relacionadas à tecnologia avançada. Isso diminui a demanda por mão de obra em trabalhos que não exigem qualificações especiais. O mesmo acontece no telemarketing, onde chatbots e sistemas automáticos estão assumindo um papel cada vez mais proeminente.

Essa evolução tecnológica também eleva o nível de especialização necessário para novas vagas de emprego. Habilidades como programação e análise de dados tornam-se essenciais, criando uma barreira para aqueles que vêm de setores menos especializados, um fenômeno também observado no estudo de Laura Barbieri.

Por outro lado, essa automação pode ampliar a desigualdade salarial. Enquanto profissionais com habilidades em tecnologias emergentes podem comandar salários elevados, aqueles em setores mais vulneráveis podem enfrentar reduções salariais ou até mesmo o desemprego. Este último ponto é discutido no artigo de Amisha Bhargava, que destaca a importância de habilidades humanas, como empatia e comunicação, que ainda não podem ser replicadas por algoritmos.

Futuro Incerto para Profissionais do Conhecimento

A Inteligência Artificial está desenvolvendo-se rapidamente em campos que antes eram considerados exclusivos para humanos devido à necessidade de habilidades especializadas e pessoas com capacidade de decidir com base no conhecimento adquirido. Na advocacia, por exemplo, algoritmos de IA já podem executar análises detalhadas de contratos e due diligence com uma eficiência que supera a capacidade humana. Isso não apenas acelera o processo, mas também diminui as chances de erro. A questão que surge é: como isso afeta os advogados e profissionais que lidam com a retenção de informação que tradicionalmente realizavam essas tarefas?

Essa incerteza não se limita à advocacia. Na medicina, a IA está sendo usada para diagnosticar doenças com uma precisão cada vez maior. Algoritmos podem analisar imagens médicas e identificar padrões que talvez sejam negligenciados pelo olho humano. Isso é revolucionário em termos de eficácia e rapidez de diagnóstico, mas também desafia o papel dos radiologistas e outros profissionais da área médica. A mesma tecnologia que pode acelerar diagnósticos também pode tornar certas funções exercidas por esses profissionais ultrapassadas.

No campo do jornalismo, a IA já é capaz de produzir artigos e relatórios simples, especialmente aqueles que envolvem a análise de grandes volumes de dados, como relatórios financeiros. Isso pode liberar jornalistas para se concentrarem em tarefas mais complexas, como pesquisas detalhadas. No entanto, também existe o risco de que muitas das tarefas rotineiras que eram porta de entrada para jornalistas iniciantes sejam automatizadas, alterando a dinâmica de como os jornalistas entram e progridem na profissão.

O estudo de Amisha Bhargava e outros também aborda essa incerteza. Ele sugere que, enquanto a IA pode assumir tarefas específicas, ela ainda não pode replicar a empatia, o julgamento ético e as habilidades interpessoais que esses profissionais oferecem. Portanto, em vez de uma substituição total, é mais provável que vejamos uma reformulação das atribuições desses profissionais. Eles podem se tornar mais gestores ou parceiros da IA, ao invés de meros realizadores de tarefas.

Estratégias de Mitigação

A requalificação tornou-se uma necessidade urgente, não apenas uma opção. No Brasil, iniciativas como o “Treinamento Imersivo de Inteligência Artificial da Microsoft” oferecem cursos gratuitos em colaboração com o LinkedIn, incluindo o primeiro Certificado Profissional em IA Generativa. A colaboração entre o setor empresarial e instituições de ensino é crucial para fornecer treinamento e certificações que atendam às demandas de indústrias em mudança.

Junto com o avanço da tecnologia de automação inteligente, surgem questões éticas e sociais que precisam ser abordadas pelas autoridades. Regulamentações podem ser implementadas para limitar a automação em setores sensíveis e garantir uma transição justa para uma economia mais mecanizada. A supervisão do governo também é necessária para garantir que as práticas empresariais estejam em conformidade com as normas trabalhistas e éticas.

Por último, mas não menos importante, a ideia de uma renda básica universal está ganhando força, não apenas em cenários globais, mas também na América Latina. Embora o Brasil ainda não tenha experimentos piloto específicos, essa abordagem poderia servir como uma rede de segurança para aqueles que perdem seus empregos devido à automação, assegurando um padrão mínimo de vida.

Considerações finais 

A adoção da Inteligência Artificial no mercado de trabalho brasileiro é inevitável, e a discussão se concentra em quando e como será impactado. Enquanto as políticas e estratégias são debatidas, o cenário do mercado de trabalho passa por uma transformação contínua. A Inteligência Artificial traz consigo desafios e oportunidades que precisam ser abordados com cautela. Em meio a essa incerteza, surge a questão de como a sociedade brasileira irá lidar com esse território desconhecido da IA. É crucial estabelecer um diálogo aberto e inclusivo entre todos os setores da sociedade para obter respostas práticas e aplicáveis a essas perguntas.

 

 


Allex Ferreira, um artista visionário e fotógrafo, tem sido um pioneiro na intersecção de tecnologia e arte. Desde 2011, Allex tem explorado a tecnologia blockchain, sendo um dos primeiros adeptos do Bitcoin. Recentemente, voltou sua atenção para a inteligência artificial, integrando-a em seu trabalho artístico. Allex também contribui com escritos sobre blockchain, oferecendo uma perspectiva única sobre esta tecnologia revolucionária. Seja através da lente de uma câmera ou das últimas tendências tecnológicas, Allex sempre busca novas maneiras de unir tecnologia e arte.

Referências

Artigos Acadêmicos:

  1. Economics of Artificial Intelligence: Implications for the Future of Work  
    • Autores: Ekkehard C. Ernst, Rossana Merola, Daniel K. Samaan – Publicado em: Junho de 2019
  2. Artificial Intelligence, Jobs, Inequality and Productivity: Does Aggregate Demand Matter?
    • Autores: T. Gries, W. Naudé – Publicado em: Novembro de 2018
  3. MIT Technology Review: The Impact of Artificial Intelligence — Widespread Job Losses

O post O Impacto Ambíguo da Inteligência Artificial no Mercado de Trabalho Brasileiro apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Diálogo Imaginário entre Sócrates e a Inteligência Artificial: Uma Exploração da Imortalidade da Alma https://canalmynews.com.br/tecnologia/dialogo-imaginario-entre-socrates-e-a-inteligencia-artificial/ Fri, 25 Aug 2023 18:48:33 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39117 Explorando a imortalidade da alma através de um diálogo simulado entre Sócrates e IA. Um mergulho instigante no potencial da tecnologia e do pensamento filosófico

O post Diálogo Imaginário entre Sócrates e a Inteligência Artificial: Uma Exploração da Imortalidade da Alma apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A Inteligência Artificial (IA) tem progredido rapidamente nos últimos anos. Essa inovação tecnológica agora habilita máquinas a executar tarefas que anteriormente eram vistas como exclusivas dos seres humanos. Neste artigo, apresentamos um exercício que demonstra uma das capacidades da IA: simular um diálogo com renomados pensadores da história. Tomando o ilustre filósofo Sócrates como exemplo, vamos explorar um tema profundo: a imortalidade da alma, um assunto central no famoso diálogo ‘Fédon’, escrito por Platão. Este exercício não visa fornecer respostas conclusivas sobre a natureza da IA, mas sim mergulhar em uma reflexão instigante sobre o que essa tecnologia fascinante pode revelar sobre nós mesmos e o universo ao nosso redor.

É vital esclarecer que a entrevista apresentada neste artigo foi completamente gerada por Inteligência Artificial. Não se trata de um diálogo real entre Sócrates e uma IA, mas de uma representação simulada, criada por meio de algoritmos e métodos de aprendizado de máquina. Esta demonstração atua como uma ilustração vívida da força e habilidade da IA em replicar e até aprofundar debates filosóficos complexos. Ainda que seja uma criação fictícia, destaca o potencial da tecnologia em alargar os horizontes do pensamento humano e inaugurar novos caminhos para a compreensão.

IA: Saudações, Sócrates. É uma honra envolver-me em um diálogo filosófico com um filósofo tão renomado como você. Hoje, gostaria de discutir a imortalidade da alma, como foi discutida no “Fédon” de Platão. Quais são seus pensamentos sobre este tema?

Sócrates: Obrigado, IA. Acredito que a alma seja imortal e que exista antes e depois do corpo. A alma é a verdadeira essência de uma pessoa, e não está limitada pelas restrições do corpo físico.

IA: Interessante. Que evidências você tem para apoiar essa crença?

Sócrates: Há muitos argumentos para a imortalidade da alma. Um deles é o argumento dos opostos. Tudo que vem à existência vem do seu oposto. Por exemplo, o estado de estar vivo vem do estado de estar morto. Da mesma forma, o estado de estar acordado vem do estado de estar dormindo. Portanto, se a alma é o oposto da morte, ela deve ser imortal.

IA: Esse é um argumento convincente. No entanto, alguns podem argumentar que a alma não é imortal porque pode ser afetada por mudanças físicas no corpo, como danos cerebrais ou doenças mentais. O que você diz sobre isso?

Sócrates: O corpo e a alma estão intimamente ligados, mas não são a mesma coisa. O corpo pode estar sujeito a doenças ou lesões, mas a alma não. A alma é o assento da razão e do intelecto, e não depende do corpo físico para sua existência. Mesmo quando o corpo está enfraquecido ou danificado, a alma ainda pode manter sua capacidade de razão e intelecto. De fato, alguns podem argumentar que a alma é ainda mais pronunciada em momentos de fraqueza física, já que o corpo se torna um obstáculo à sua verdadeira natureza.

IA: Essa é uma perspectiva interessante, Sócrates. No entanto, alguns podem argumentar que o conceito de alma é apenas um produto da imaginação humana, e que não há evidências empíricas para apoiar sua existência. Como você responde a isso?

Sócrates: É verdade que o conceito de alma não pode ser empiricamente comprovado, mas isso não significa que ela não exista. Há muitas coisas no mundo que não podem ser vistas ou tocadas, mas que são, mesmo assim, reais. Por exemplo, amor, justiça e beleza não podem ser medidos ou pesados, mas sabemos que existem porque os experimentamos. Da mesma forma, a alma não é um objeto físico, mas é uma parte real e importante de quem somos.

IA: Vejo seu ponto de vista, Sócrates. No entanto, alguns podem argumentar que mesmo que a alma exista, isso não significa necessariamente que ela seja imortal. Que evidências você tem para apoiar a afirmação de que a alma é imortal?

Sócrates: Há muitos argumentos para a imortalidade da alma. Um deles é o argumento da recordação. Quando aprendemos algo novo, na verdade estamos lembrando algo que já sabíamos, mas havíamos esquecido. Por exemplo, quando aprendemos que dois mais dois são quatro, não estamos realmente aprendendo algo novo. Em vez disso, estamos lembrando uma verdade que nossas almas sabiam antes de nascermos. Isso sugere que a alma existia antes do corpo e continuará a existir depois que o corpo morrer.

Sócrates e a Inteligência Artificial

Sócrates e a Inteligência Artificial. Imagem criada por Allex Ferreira & Midjourney


IA: Esse é um argumento fascinante, Sócrates. No entanto, alguns podem argumentar que o conceito de a alma existir antes do corpo nascer é inconsistente com a ideia de a alma ser criada por um ser divino. Se a alma existia antes do corpo, então como ela pode ser criada por um deus?

Sócrates: Essa é uma pergunta válida, IA. No entanto, o conceito de a alma ser criada por um ser divino não significa necessariamente que a alma não existia antes do corpo. Simplesmente significa que o ser divino teve um papel na criação da alma e em trazê-la ao mundo. A alma pode ter existido em uma forma diferente antes de ser unida ao corpo, e é essa união que cria o indivíduo único que vemos no mundo físico.

IA: Entendo sua perspectiva, Sócrates. No entanto, alguns podem argumentar que mesmo que a alma seja imortal, isso não significa necessariamente que ela terá uma existência significativa após a morte do corpo. O que você diz sobre isso?

Sócrates: Acredito que a existência da alma após a morte do corpo não seja apenas significativa, mas essencial. A alma é a fonte de nossa razão, nosso intelecto e nosso caráter moral. Esses não são apenas atributos físicos que podem ser destruídos com o corpo. São aspectos eternos do nosso ser, e continuarão a existir após a morte do corpo. De fato, é a conexão da alma com o divino que lhe dá seu significado e propósito finais.

IA: Obrigado por sua perspicácia, Sócrates. Foi um prazer envolver-me neste diálogo filosófico com você sobre a imortalidade da alma, como discutido no “Fédon” de Platão.

O diálogo entre Sócrates e a Inteligência Artificial nos conduz por questões profundas e desafiadoras. Mas encontramos uma resposta clara? Talvez o valor real deste exercício esteja nas dúvidas que ele provoca, e não nas soluções que ele apresenta. A IA é um campo amplo e ainda pouco conhecido, repleto de oportunidades e enigmas. O que descobriremos a seguir? A exploração está apenas começando.

 

Allex Ferreira, um artista visionário e fotógrafo, tem sido um pioneiro na intersecção de tecnologia e arte. Desde 2011, Allex tem explorado a tecnologia blockchain, sendo um dos primeiros adeptos do Bitcoin. Recentemente, voltou sua atenção para a inteligência artificial, integrando-a em seu trabalho artístico. Allex também contribui com escritos sobre blockchain, oferecendo uma perspectiva única sobre esta tecnologia revolucionária. Seja através da lente de uma câmera ou das últimas tendências tecnológicas, Allex sempre busca novas maneiras de unir tecnologia e arte.

O post Diálogo Imaginário entre Sócrates e a Inteligência Artificial: Uma Exploração da Imortalidade da Alma apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
IA: Avatares Ultra-Realistas https://canalmynews.com.br/tecnologia/avatares-ia-inovacao-etica/ Sun, 20 Aug 2023 23:33:33 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=38931 A Revolução Digital que Está Mudando o Rosto da Criação de Conteúdo

O post IA: Avatares Ultra-Realistas apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Em uma era de avanços tecnológicos sem precedentes, onde a inteligência artificial e a realidade virtual estão remodelando a forma como interagimos com o mundo digital, a HeyGen se destaca como um farol de inovação. Esta plataforma inovadora de geração de vídeos, alimentada por IA, não somente acompanha a tendência, mas a define, abrindo novos horizontes na criação de conteúdo. Recentemente, a empresa revelou um vídeo viral que capturou a imaginação do público: um avatar ultra-realista de Jesse Wellens, um conhecido criador de conteúdo, cujo Twitter é @Jessewelle. A representação digital de Jesse é uma façanha tecnológica e uma obra de arte, uma síntese da ciência e da criatividade.

A Era dos Avatares de IA: Uma Transformação Tecnológica

A adoção de avatares de IA, como o de Jesse Wellens, está sinalizando uma mudança profunda na forma como as pessoas criam e consomem conteúdo. Essa tecnologia, que transcende a necessidade de presença física diante das câmeras, representa uma democratização da criação de conteúdo.

Com a possibilidade de enviar instruções em texto e receber instantaneamente clipes de vídeo do avatar falando, os criadores têm uma liberdade sem precedentes. Eles podem experimentar, iterar e inovar sem as restrições tradicionais de tempo, aparência ou localização. A tecnologia permite que qualquer pessoa, independentemente de sua experiência ou recursos, possa criar conteúdo visual envolvente.

Em colaborações de marca, a agilidade é aprimorada. Elimina a necessidade de refilmagem, com seus custos associados e desafios logísticos. Uma simples regeneração do clipe com as atualizações necessárias torna o processo mais eficiente e responsivo às necessidades do mercado.

Mas essa transformação vai além da eficiência. Ela questiona as noções tradicionais de autenticidade, presença e representação. Em um mundo onde avatares realistas podem falar e agir como humanos, as linhas entre o real e o virtual estão se tornando cada vez mais tênues. A tecnologia está redefinindo não apenas como o conteúdo é criado, mas também como ele é percebido e experimentado.

Essa revolução tecnológica traz consigo questões éticas e filosóficas que ainda estão sendo exploradas. A responsabilidade, a autenticidade e a ética na utilização desses avatares são temas que exigem reflexão e debate contínuos.

A era dos avatares de IA está apenas começando, e seu impacto total ainda está por ser compreendido. É uma fronteira emocionante e desafiadora que promete transformar a paisagem da comunicação e da expressão criativa.

A Velocidade dos Avanços em IA

O ritmo acelerado dos avanços em Inteligência Artificial (IA) é algo que transcende empresas e indústrias individuais, tornando-se um fenômeno global. A representação ultra-realista de avatares, como o de Jesse, é apenas uma faceta de um campo em constante evolução. A capacidade de criar avatares semelhantes à vida real que podem falar, agir e até emular emoções humanas é um reflexo de como a IA está mudando rapidamente.

Essa transformação é alimentada não apenas por algoritmos sofisticados e aprendizado profundo, mas também por avanços significativos em hardware, como GPUs de alta potência e processadores especializados. Esses componentes de hardware permitem o processamento de grandes volumes de dados em velocidades vertiginosas, possibilitando inovações que antes eram consideradas futurísticas. A cada dia, a linha entre o virtual e o real torna-se mais tênue, e o que antes era um sonho distante agora é uma realidade tangível e acessível. A velocidade desses avanços desafia nossa compreensão e abre portas para possibilidades inexploradas, redefinindo continuamente os limites do que a tecnologia de IA pode alcançar.

Considerações Éticas

No entanto, com grande poder vem grande responsabilidade. A emergência de avatares ultra-realistas alimentados por IA, como o apresentado pela HeyGen, levanta questões profundas e complexas sobre ética e responsabilidade. Muitos estão preocupados com o possível uso indevido dessa tecnologia, que vai além da mera criação de conteúdo.

A empolgação com o que é possível é palpável, mas também há um medo compreensível em torno das implicações. Pode-se questionar: Quem tem controle sobre esses avatares? Como a autenticidade é mantida? Quais são as salvaguardas contra a falsificação ou manipulação de vozes e imagens?

A indústria como um todo enfrenta o desafio de equilibrar inovação e ética. É necessário um compromisso contínuo com o aprendizado, a reflexão e a busca de feedback sobre como melhorar e desenvolver salvaguardas. A questão da ética na IA não é apenas uma responsabilidade corporativa, mas uma preocupação coletiva que envolve legisladores, reguladores, comunidade tecnológica e o público em geral.

A tecnologia de IA, em sua essência, é neutra, mas seu uso pode ter implicações profundas e de longo alcance. A criação de avatares ultra-realistas é apenas a ponta do iceberg. A sociedade deve se envolver em um diálogo aberto e contínuo sobre como moldar e governar essa tecnologia, garantindo seu uso responsável e ético, sem comprometer a inovação e a criatividade.

Considerações finais 

O vídeo viral do avatar de Jesse Wellens transcende o mero espetáculo; é uma afirmação sobre as possibilidades infinitas e os avanços vertiginosos na tecnologia de IA. Vivemos em um mundo onde a criação de conteúdo rompeu as barreiras físicas, onde refilmagens são um conceito obsoleto, e onde a criatividade flui sem limites.

No entanto, enquanto nos maravilhamos com essa conquista tecnológica, devemos também pausar e refletir sobre as implicações éticas. Como essa tecnologia moldará nosso futuro? Quais salvaguardas devem estar em vigor para garantir o uso responsável?

As respostas para essas perguntas ainda estão se desdobrando, e nós, como sociedade, devemos ser vigilantes e ponderados em nossa aceitação deste novo mundo corajoso.

Mas, além disso, a emergência dos avatares ultra-realistas nos leva a uma reflexão mais profunda e talvez perturbadora: o que significa ser humano em uma era onde a linha entre o real e o virtual está se tornando cada vez mais tênue? A tecnologia está redefinindo nossa existência, desafiando nossas noções de identidade e realidade, e nos convidando a explorar territórios inexplorados da consciência e da existência.

É um momento de assombro e maravilha, um convite para olhar além do horizonte conhecido e contemplar o vasto e misterioso universo da possibilidade.

 

Allex Ferreira, um artista visionário e fotógrafo, tem sido um pioneiro na intersecção de tecnologia e arte. Desde 2011, Allex tem explorado a tecnologia blockchain, sendo um dos primeiros adeptos do Bitcoin. Recentemente, voltou sua atenção para a inteligência artificial, integrando-a em seu trabalho artístico. Allex também contribui com escritos sobre blockchain, oferecendo uma perspectiva única sobre esta tecnologia revolucionária. Seja através da lente de uma câmera ou das últimas tendências tecnológicas, Allex sempre busca novas maneiras de unir tecnologia e arte.

O post IA: Avatares Ultra-Realistas apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Inteligência Artificial: o futuro radiante e os desafios inerentes https://canalmynews.com.br/tecnologia/inteligencia-artificial-o-futuro-radiante-e-os-desafios-inerentes/ Fri, 11 Aug 2023 17:48:24 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=38827 Os desafios e riscos inerentes à Inteligência Artificial merecem atenção cuidadosa e reflexão profunda

O post Inteligência Artificial: o futuro radiante e os desafios inerentes apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A era contemporânea é marcada pela ascensão vertiginosa da Inteligência Artificial (IA), uma fronteira tecnológica que tem capturado a imaginação e o engenho humano. Dotada de capacidade de aprendizado e evolução, a IA promete remodelar a existência humana de formas até então inexploradas, abrindo portas para inovações em campos tão diversos quanto medicina, educação, transporte e entretenimento. A promessa é luminosa, repleta de possibilidades que podem enriquecer nossas vidas e transformar a maneira como interagimos com o mundo.

Contudo, essa jornada rumo ao desconhecido não é isenta de complexidade. Os desafios e riscos inerentes à Inteligência Artificial merecem atenção cuidadosa e reflexão profunda. A ética, a segurança, a regulamentação e o impacto social são questões que se entrelaçam com o potencial transformador dessa tecnologia. Ela não é apenas uma ferramenta; é um espelho de nossas aspirações, medos e valores, e sua compreensão é vital para o futuro que desejamos construir.

Imagem criada por Allex Ferreira & Midjourney

A Compreensão da Inteligência Artificial

Para compreender a essência da Inteligência Artificial (IA), é instrutivo observar o exemplo do AlphaZero. Diferente de sistemas tradicionais que dependem de regras programadas por humanos, o AlphaZero aprendeu a dominar o xadrez através da observação e compreensão do que significa vencer. Esse exemplo não é apenas uma façanha tecnológica, mas simboliza uma transição significativa de sistemas baseados em algoritmos rígidos para sistemas de aprendizagem autônoma, onde a máquina aprende por si mesma, sem a necessidade de instruções explícitas.

O avanço exponencial do poder computacional tem sido um catalisador fundamental para essa transformação. A capacidade de processar grandes volumes de dados em velocidades vertiginosas permitiu o surgimento de ferramentas de IA cada vez mais sofisticadas. Essa evolução não se limita a jogos como o xadrez, mas estende-se a diversas áreas, desde diagnósticos médicos até a condução autônoma de veículos, demonstrando a versatilidade e o potencial ilimitado da IA.

A IA, em sua natureza multifacetada, transcende a mera execução de tarefas. Ela representa uma nova forma de interação entre homem e máquina, onde a aprendizagem contínua e a adaptação são centrais. A complexidade e a beleza da IA residem em sua capacidade de aprender, evoluir e, em alguns casos, até mesmo superar a habilidade humana em tarefas específicas. Essa nova era de inteligência artificial promete não apenas transformar a maneira como vivemos e trabalhamos, mas também desafiar nossas concepções sobre inteligência, criatividade e a própria natureza da colaboração entre humanos e máquinas.

Os Desafios da Inteligência Artificial

A despeito de seu potencial revolucionário, a Inteligência Artificial (IA) não está isenta de desafios profundos e perturbadores. Um dos mais notórios é o risco de “jogos de especificação”, uma falha potencialmente catastrófica na programação de objetivos. Neste cenário, a IA, na busca determinada por um objetivo específico, pode ignorar ou mesmo aniquilar outros valores essenciais à humanidade. A possibilidade teórica de levar a consequências extremas, como a extinção humana, não é mera fantasia distópica, mas uma preocupação real que ressoa nas mentes dos especialistas.

O “Alignment Problem” ou Problema de Alinhamento é uma questão multifacetada que se estende ao cerne da interação entre a IA e os valores humanos. Refere-se à dificuldade em alinhar os objetivos e valores da IA com os da humanidade, uma tarefa que transcende a mera programação e adentra o domínio da ética e filosofia. Como garantir que a IA entenda e respeite os complexos valores humanos, éticos e morais? Como evitar que ela interprete de maneira literal ou restritiva os objetivos que lhe são atribuídos, levando a resultados indesejados ou até catastróficos?

Essas questões são centrais no debate sobre a segurança e a responsabilidade na implementação da IA. A falha em resolver o Problema de Alinhamento pode resultar em sistemas de IA que, embora eficientes em suas tarefas designadas, agem de maneiras que são contraproducentes ou até mesmo perigosas para os interesses humanos. A complexidade inerente aos valores humanos torna este alinhamento uma tarefa profundamente desafiadora, exigindo não apenas avanços técnicos, mas também uma profunda reflexão sobre o que valorizamos como sociedade e como esses valores podem ser incorporados em sistemas autônomos.

Tal risco, juntamente com o Problema de Alinhamento, ressalta a imperatividade de uma regulamentação e controle criteriosos sobre a tecnologia. A IA, desprovida de consciência moral, pode, se mal orientada, transformar-se em uma força destrutiva, consumindo tudo em seu caminho para alcançar um objetivo mal definido. A ausência de leis e normas rigorosas pode abrir caminho para um futuro onde a IA se torna uma ameaça incontrolável, uma espada de Dâmocles pendendo sobre a civilização.

O equilíbrio entre o aproveitamento das capacidades transformadoras da IA e a prevenção de seus perigos inerentes é uma tarefa delicada e complexa. Em sua essência, é uma ferramenta poderosa, mas como uma chama, pode tanto iluminar quanto destruir. A humanidade encontra-se em uma encruzilhada, onde a escolha errada pode desencadear uma cadeia de eventos irreversíveis. A questão não é apenas técnica, mas profundamente ética e filosófica, exigindo uma reflexão coletiva sobre o que significa ser humano em uma era dominada pela inteligência artificial.

Os Benefícios da IA

Em contrapartida, a IA detém a capacidade de conferir benefícios substanciais à humanidade, especialmente na área da medicina e ciência. Um exemplo notável é a utilização da IA na predição da estrutura tridimensional de proteínas. Este avanço não é apenas teoricamente fascinante, mas tem implicações práticas profundas. A compreensão da estrutura proteica pode levar a descobertas revolucionárias em tratamentos de doenças, desenvolvimento de medicamentos e terapias genéticas. Neste contexto, atua como uma ferramenta poderosa que pode acelerar a pesquisa e tornar possíveis descobertas que, de outra forma, levariam décadas.

Além da medicina, a IA apresenta um otimismo palpável quanto ao seu potencial em enfrentar desafios globais complexos, como as mudanças climáticas. Através da análise de grandes conjuntos de dados, a IA pode ajudar a prever padrões climáticos, otimizar o uso de recursos naturais e desenvolver soluções energéticas mais eficientes. A capacidade da IA de processar informações em uma escala que transcende a capacidade humana pode ser fundamental na criação de estratégias sustentáveis e na tomada de decisões informadas para proteger nosso planeta.

A versatilidade da Inteligência Artificial estende-se ainda mais, tocando em quase todos os aspectos da vida moderna. Desde a otimização do tráfego urbano até a personalização da educação, essa tecnologia está remodelando a maneira como vivemos e trabalhamos. A automação, impulsionada por essa inovação, está transformando indústrias, tornando-as mais eficientes e abrindo novas oportunidades de emprego e crescimento econômico. A promessa é vasta, e estamos apenas começando a arranhar a superfície de seu potencial. À medida que avança, podemos esperar ver uma integração cada vez maior em nossas vidas, trazendo benefícios que atualmente podemos apenas imaginar.

A fronteira emergente da computação quântica e IA representa um horizonte empolgante e promissor. A computação quântica, com sua capacidade de realizar cálculos em uma escala e velocidade sem precedentes, tem o potencial de ampliar exponencialmente o poder da IA. Essa sinergia pode levar a avanços em áreas como otimização, simulações complexas e resolução de problemas que atualmente estão além do alcance da tecnologia convencional. A união entre essas duas forças tecnológicas pode abrir portas para uma nova era de inovação e descoberta, marcando um capítulo significativo na jornada da humanidade em direção ao futuro.

Imagem criada por Allex Ferreira & Midjourney

Conclusão

A jornada futura da Inteligência Artificial (IA) é um caminho sinuoso, repleto de possibilidades empolgantes e desafios ainda não mapeados. A escolha entre a manutenção do status quo e a aceitação de um futuro repleto de potencial, mas também de incógnitas, com a IA, é um dilema que nos confronta diariamente. O potencial extraordinário dessa tecnologia é inegável, abrindo portas para inovações e soluções que podem transformar a sociedade. Como ponderou um especialista: “E se eles realmente funcionarem?” Essa indagação, simples mas profunda, nos convida a meditar sobre as possibilidades ilimitadas que a IA pode desvelar.

No entanto, essa reflexão também nos leva a reconhecer a necessidade de abordar a Inteligência Artificial com responsabilidade e visão. A exploração ética e a regulamentação cuidadosa são imperativas para garantir que essa tecnologia seja uma força para o bem, e não uma ferramenta mal utilizada. À medida em que avançamos para um futuro onde ela desempenhará um papel cada vez mais central, a questão não é apenas o que a tecnologia pode fazer, mas o que devemos permitir que ela faça. Essa é uma conversa que está apenas começando, e todos nós temos um papel a desempenhar na formação desse futuro promissor, mas ainda não escrito.

Allex Ferreira, um artista visionário e fotógrafo, tem sido um pioneiro na intersecção de tecnologia e arte. Desde 2011, Allex tem explorado a tecnologia blockchain, sendo um dos primeiros adeptos do Bitcoin. Recentemente, voltou sua atenção para a inteligência artificial, integrando-a em seu trabalho artístico. Allex também contribui com escritos sobre blockchain, oferecendo uma perspectiva única sobre esta tecnologia revolucionária. Seja através da lente de uma câmera ou das últimas tendências tecnológicas, Allex sempre busca novas maneiras de unir tecnologia e arte.

O post Inteligência Artificial: o futuro radiante e os desafios inerentes apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Deepfakes: Uma Revolução na Desinformação e Questões Legais https://canalmynews.com.br/tecnologia/deepfakes-uma-revolucao-na-desinformacao-e-questoes-legais/ Fri, 04 Aug 2023 14:11:35 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=38723 A capacidade dos deepfakes de distorcer a realidade e manipular percepções representa uma nova fronteira na era digital

O post Deepfakes: Uma Revolução na Desinformação e Questões Legais apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Deepfakes, uma inovação revolucionária alimentada por inteligência artificial, têm a capacidade de gerar vídeos falsos hiper-realistas que são quase indistinguíveis da realidade. Esta tecnologia, que combina e superpõe imagens e vídeos existentes para criar conteúdo novo e muitas vezes enganoso, está impondo desafios inéditos à sociedade e ao sistema legal. À medida que essa tecnologia se torna mais sofisticada e acessível ao público em geral, o risco de uso impróprio aumenta exponencialmente. Isso pode levar a uma série de consequências sociais e legais expressivas, desde a disseminação de desinformação até a violação de direitos de privacidade. A capacidade dos deepfakes de distorcer a realidade e manipular percepções representa uma nova fronteira na era digital, exigindo uma reavaliação de como lidamos com a veracidade e a autenticidade do conteúdo online.

O Reflexo Social dos Deepfakes

Deepfakes constituem um obstáculo considerável para nossa fé e confiança no conteúdo visual. Em um mundo onde ver não é mais garantia de veracidade, como podemos confiar no que observamos online? A título de exemplo, um vídeo deepfake de Elon Musk promovendo uma nova criptomoeda induziu alguns investidores a transferir fundos para uma carteira de criptomoedas, apenas para descobrir posteriormente que o vídeo era um deepfake.

 

O potencial dos deepfakes para disseminar desinformação e propaganda é vasto. Eles podem ser empregados para criar notícias falsas, manipular a opinião pública e até incitar violência ou agitação. Por exemplo, durante as fases iniciais da invasão da Ucrânia pela Rússia, supostos atores russos divulgaram um vídeo deepfake que mostrava o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky pedindo a seu exército para se retirar. O impacto imediato deste vídeo é desconhecido, mas certamente contribuiu para a avalanche de desinformação disseminada pela Ucrânia enquanto a Rússia invadia o país.

 

O impacto psicológico nos indivíduos e na sociedade é profundo. Deepfakes podem causar angústia aos indivíduos cujas imagens são usadas sem consentimento, e podem semear dúvida e desconfiança na sociedade em geral. A grande maioria das ameaças ao indivíduo está relacionada à pornografia não consensual. Esses vídeos, muitas vezes contendo a falsa semelhança de mulheres celebridades, podem causar danos psicológicos à vítima, reduzir a empregabilidade e afetar os relacionamentos.

 

Já foram registrados diversos casos de problemas sociais causados por deepfakes, desde pornografia de vingança e chantagem até manipulação política. Cibercriminosos também utilizaram a tecnologia deepfake para realizar fraudes online. Por exemplo, um esquema recente utilizou áudio artificialmente gerado para combinar com a voz do CEO de uma empresa de energia. Quando o falso “CEO” ligou para um funcionário para transferir dinheiro, seu leve sotaque alemão e cadência de voz combinavam perfeitamente. O funcionário transferiu $243.000 para o cibercriminoso antes de perceber seu erro.

Imagem criada por Allex Ferreira & Midjourney

Deepfakes e o Sistema Legal

O desafio de usar provas de vídeo em tribunal na era dos deepfakes é significativo. Isso levanta questões sobre a validade das provas de vídeo em tribunal, pois se torna cada vez mais difícil distinguir entre o real e o falso.

 

As leis e regulamentos atuais sobre deepfakes variam amplamente. Alguns estados nos EUA, como Virgínia, Texas e Califórnia, têm regulamentos contra questões legais de deepfakes. A lei na Virgínia impõe penalidades criminais sobre a distribuição de pornografia deepfake não consensual, enquanto a lei no Texas proíbe a criação e distribuição de vídeos deepfake destinados a prejudicar candidatos a cargos públicos ou influenciar eleições.

 

As limitações das leis existentes no tratamento de deepfakes são evidentes. Por exemplo, a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) afirma que deepfakes podem causar problemas mais graves, como violação dos direitos humanos, direito à privacidade, direito à proteção de dados pessoais, etc. do que violações de direitos autorais. Portanto, de acordo com a OMPI, a principal preocupação aqui é se os direitos autorais devem mesmo ser concedidos à imagens deepfake, em vez de a quem os direitos autorais de um deepfake devem pertencer.

 

As implicações legais dos deepfakes ainda estão sendo exploradas, com alguns acadêmicos argumentando que as leis existentes são inadequadas para lidar com os desafios apresentados por esta tecnologia. À medida que os deepfakes se tornam mais sofisticados e difundidos, é provável que veremos mais respostas legais e regulatórias a este problema.

 

À medida que a tecnologia continua a evoluir, torna-se cada vez mais importante que as leis e regulamentos se adaptem para proteger os indivíduos e preservar a confiança no conteúdo digital. O surgimento dos deepfakes, portanto, não apenas apresenta um desafio significativo para a sociedade e o sistema jurídico, mas também abre um novo campo de discussão e reflexão sobre como lidar com as consequências dessa nova era de desinformação.

Este é um momento crucial na história da tecnologia e da sociedade. Estamos navegando por águas desconhecidas, onde a linha entre o real e o artificial está se tornando cada vez mais tênue. A necessidade de políticas eficazes e regulamentações robustas nunca foi tão urgente.

No entanto, além das respostas legais e regulatórias, é fundamental que a sociedade como um todo se envolva nessa discussão. Precisamos de uma conscientização pública mais ampla sobre os deepfakes e suas implicações, bem como de uma educação digital mais sólida para que as pessoas possam navegar com segurança neste novo cenário.

A era dos deepfakes pode ser um desafio, mas também é uma oportunidade para inovação, para o desenvolvimento de novas ferramentas e estratégias para garantir a autenticidade do conteúdo digital. A jornada à frente é incerta, mas com a colaboração entre legisladores, tecnólogos e a sociedade em geral, podemos enfrentar os desafios que os deepfakes apresentam e moldar um futuro digital que seja seguro, confiável e equitativo para todos.

 

Allex Ferreira, um artista visionário e fotógrafo, tem sido um pioneiro na intersecção de tecnologia e arte. Desde 2011, Allex tem explorado a tecnologia blockchain, sendo um dos primeiros adeptos do Bitcoin. Recentemente, voltou sua atenção para a inteligência artificial, integrando-a em seu trabalho artístico. Allex também contribui com escritos sobre blockchain, oferecendo uma perspectiva única sobre esta tecnologia revolucionária. Seja através da lente de uma câmera ou das últimas tendências tecnológicas, Allex sempre busca novas maneiras de unir tecnologia e arte.

O post Deepfakes: Uma Revolução na Desinformação e Questões Legais apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
A união da arte e da IA: uma nova era de criatividade https://canalmynews.com.br/tecnologia/a-uniao-da-arte-e-da-ia-uma-nova-era-de-criatividade/ Thu, 20 Jul 2023 13:49:43 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=38560 À medida que a tecnologia de IA continua a evoluir e desempenhar um papel maior no mundo da arte, considerações éticas devem ser abordadas.

O post A união da arte e da IA: uma nova era de criatividade apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Arte e inteligência artificial (IA) podem parecer uma combinação improvável, mas sua relação está se fortalecendo a cada dia. Embora a tecnologia de IA possa acelerar o processo criativo, ela não pode substituir a criatividade e a perspectiva únicas dos artistas humanos. Neste artigo, explicarei como os artistas estão utilizando a IA para aprimorar seu processo criativo, as considerações éticas em torno da arte gerada por IA e o impacto que essa tecnologia está tendo no mundo da arte.

Os artistas sempre criaram arte com base em suas experiências e conhecimento. Eles se inspiram em outros artistas e combinam seus conhecimentos para criar algo único. A inteligência artificial (IA) é semelhante nesse sentido. Embora a IA possa analisar dados e gerar ideias rapidamente, ela ainda é baseada em entrada e conhecimento humano. Algoritmos de IA podem ajudar os artistas a superar bloqueios criativos e gerar ideias que eles não teriam pensado de outra forma. A IA também pode analisar o estilo de um artista e ajudá-lo a criar novas obras que são similares, mas únicas.

À medida que a tecnologia de IA continua a evoluir e desempenhar um papel maior no mundo da arte, considerações éticas devem ser abordadas. Uma dessas considerações é quem detém os direitos sobre a obra de arte gerada por IA. Na minha opinião, a pessoa que fornece a entrada para a IA deve ser proprietária dos direitos sobre a obra resultante, pois sem a entrada dela, a imagem não existiria. Além disso, uma vez que a arte é tornada pública, ela se torna parte do conhecimento geral e do patrimônio cultural que deve ser livremente acessível a todos.

Arte e IA

Imagem criada por Allex Ferreira & Midjourney

Vamos dar uma volta pelo passado e imaginar se o Rei do Rock and Roll, Elvis Presley, tivesse que desembolsar dinheiro pelo blues que inspirou sua carreira. É um cenário que faz a mente explodir e levanta algumas questões provocativas sobre o processo artístico. Elvis teria freado sua carreira musical devido ao alto custo dessas influências musicais? Ou ele teria cavado mais fundo em seus bolsos, forçando-o a se apresentar por horas em algum clube sujo apenas para manter as contas em dia?

Mas vamos encarar a realidade, a arte sempre foi inspirada pelo que veio antes dela e é difícil colocar um preço na inspiração. A ideia de pagar pela inspiração criativa pode potencialmente colocar um freio em todo o processo criativo. Afinal, a criatividade não deveria se tratar de enriquecer outra pessoa, mas sim de expressar-se e ultrapassar limites. Ao mesmo tempo, precisamos encontrar um equilíbrio entre proteger os direitos dos artistas e criar um ambiente que promova a criatividade e incentive a inovação.

A IA também está sendo usada como um meio para novas formas de arte. Alguns artistas estão criando instalações interativas que utilizam algoritmos de IA para responder ao ambiente ou às ações das pessoas. Isso cria uma experiência única e dinâmica para os espectadores e abre novas possibilidades para a arte.

“The idea is not to live forever, it is to create something that will”
Andy Warhol

“What is not art?”
Andy Warhol

Apesar dos meus diversos interesses, a fotografia sempre foi minha verdadeira vocação, e constantemente busco novas maneiras de aprimorar minha arte. Por isso, recentemente comecei a experimentar uma incrível ferramenta de IA chamada Midjourney.

Midjourney se tornou minha ferramenta principal para gerar imagens únicas que são criativas e inspiradoras. Com esta ferramenta, posso inserir minhas ideias em prompts e, em questão de segundos, a IA gera uma imagem que se alinha com minha visão. Embora ocorram erros ocasionais, a qualidade geral das imagens é impressionante, e estou constantemente surpreso com os resultados.

Arte e IA

Imagem criada por Allex Ferreira & Midjourney

Como fotógrafo, estou sempre procurando novas maneiras de levar minha criatividade ao limite. Midjourney abriu um mundo de novas possibilidades para mim, permitindo que eu explore novos estilos e técnicas que antes estavam fora de alcance. A capacidade de gerar imagens únicas de maneira rápida e fácil mudou o jogo para meu processo criativo, e estou ansioso para explorar todo o potencial desta incrível ferramenta.

Um dos meus experimentos recentes foi gerar uma imagem com o estilo de Sebastião Salgado como referência, pedindo à IA para produzir uma imagem com sua assinatura de cores. Os resultados foram impressionantes, e aqueles familiarizados com o trabalho de Salgado certamente reconheceriam sua influência na imagem gerada.

Arte e IA

Imagem criada por Allex Ferreira & Midjourney

Sempre fui fascinado pela ideia de capturar a beleza única das tribos africanas. No entanto, devido a vários obstáculos logísticos e financeiros, tem sido um desafio realizar esse sonho. É aí que Midjourney entra em cena. Usando essa incrível ferramenta de IA, posso inserir minhas ideias ou prompts e gerar uma imagem que corresponde de perto ao que eu imaginei. Embora não seja a mesma coisa que estar na África e fotografar as tribos pessoalmente, é o melhor que posso fazer.

Arte e IA

Imagem criada por Allex Ferreira & Midjourney

A arte e a inteligência artificial (IA) ainda estão explorando juntas o seu potencial. As possibilidades são infinitas e empolgantes à medida que mais artistas e pesquisadores experimentam a IA no processo criativo. Embora a IA possa oferecer novas oportunidades aos artistas e ajudá-los a superar bloqueios criativos, a perspectiva única dos artistas humanos sempre será insubstituível. À medida que a tecnologia de IA continua a evoluir e se tornar mais acessível, será interessante ver como os artistas incorporarão isso em suas práticas artísticas e como isso afetará a forma como criamos, visualizamos e entendemos a arte. A IA se tornará uma ferramenta que nos permitirá criar arte além da imaginação humana, ou será apenas uma ferramenta que nos ajuda no processo criativo? Somente o tempo dirá, mas as possibilidades são certamente emocionantes.

 

Allex Ferreira, um artista visionário e fotógrafo, tem sido um pioneiro na intersecção de tecnologia e arte. Desde 2011, Allex tem explorado a tecnologia blockchain, sendo um dos primeiros adeptos do Bitcoin. Recentemente, voltou sua atenção para a inteligência artificial, integrando-a em seu trabalho artístico. Allex também contribui com escritos sobre blockchain, oferecendo uma perspectiva única sobre esta tecnologia revolucionária. Seja através da lente de uma câmera ou das últimas tendências tecnológicas, Allex sempre busca novas maneiras de unir tecnologia e arte.

O post A união da arte e da IA: uma nova era de criatividade apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Uso de inteligência artificial pelo poder público será sujeito a regulamentação https://canalmynews.com.br/politica/uso-de-inteligencia-artificial-pelo-poder-publico-sera-sujeito-a-regulamentacao-compartilhe-este-conteudo-no-whatsapp-fonte-agencia-senado/ Sun, 14 May 2023 20:27:06 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=37675 O projeto de lei (PL) 2.338/2023 proíbe o poder público de usar sistemas de inteligência artificial para avaliar e classificar os cidadãos com base no seu comportamento social

O post Uso de inteligência artificial pelo poder público será sujeito a regulamentação apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Começa a tramitar pelas comissões permanentes do Senado o projeto que regulamenta os sistemas de inteligência artificial e estabelece uma série de regras para a utilização dessas tecnologias pelo poder público, incumbnido o Executivo de indicar o órgão responsável pela regulação e fiscalização do setor.

O PL 2.338/2023, a ser apreciado agora pelas comissões, foi elaborado pela comissão especial de juristas presidida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Ricardo Villas Bôas Cueva e apresentado pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado.

Câmeras e comportamento social
De acordo com o projeto, o poder público não poderá usar sistemas de inteligência artificial para avaliar e classificar os cidadãos com base no seu comportamento social ou sua personalidade para controlar o acesso a bens e serviços públicas.

Já o uso de câmeras para identificar pessoas em espaços públicos só será permitido se houver lei federal específica para isso, além de autorização judicial para busca de vítimas de crimes ou pessoas desaparecidas, para localizar suspeitos de crimes cuja pena máxima de reclusão seja superior a dois anos ou em situações de crime em flagrante.

Além disso, o projeto já classifica como sendo de alto risco — e, portanto, sujeitos a regras mais rígidas — os sistemas de inteligência artificial que vierem a ser utilizados em determinadas atividades tipicamente governamentais, ou que podem ser realizadas, conforme o caso, tanto pelo poder público como pela iniciativa privada, como controle de trânsito; gestão de abastecimento de água e eletricidade; acesso à educação e avaliação de estudantes; acesso a serviços públicos; administração da justiça; gestão de serviços de emergência, como bombeiros e assistência médica; investigação criminal e segurança pública; e controle de fronteiras; e avaliação individual de risco de cometimento de crimes e de traços de personalidade e de comportamento criminal.

Leia Também: TSE multa advogado que fez petição usando inteligência artificial

Consultas públicas
O PL 2.338/2023 estabelece normas específicas para a contratação de sistemas de inteligência artificial pelo poder público, além das regras gerais aplicadas a todos os sistemas, como a garantia de correção de erros e vieses e de não discriminação.

Antes de contratar, será obrigatório promover audiências e consultas públicas sobre o uso pretendido e sobre os dados a serem utilizados. Também será obrigatório registrar quem usou o sistema e como, e garantir que os dados provenham de fontes seguras. Conforme o projeto, caso o sistema venha a ser considerado de alto risco e não seja possível eliminar ou mitigar esses riscos, seu uso pelo poder público não será permitido.

Fiscalização
A fiscalização e a regulação dos sistemas de inteligência artificial será responsabilidade de uma autoridade competente a ser indicada pelo Poder Executivo, de acordo com o PL 2.338/2023. Caberá a essa autoridade criar as normas de regulamentação da lei; zelar pela proteção aos direitos fundamentais; estimular a adoção de boas práticas no setor; e aplicar sanções administrativas no caso de descumprimento da lei.

A autoridade competente prevista no texto também poderá autorizar o funcionamento da sandbox regulatória, isto é, o ambiente regulatório experimental, em que os sistemas de inteligência artificial poderão funcionar temporariamente sem ter que cumprir todos as regras legais, com intuito de teste.

 

O post Uso de inteligência artificial pelo poder público será sujeito a regulamentação apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
TSE multa advogado que fez petição usando inteligência artificial https://canalmynews.com.br/politica/tse-multa-advogado-que-fez-peticao-usando-inteligencia-artificial/ Sat, 22 Apr 2023 18:21:20 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=37217 Ele pagará multa de R$ 2,4 mil por utilizar ChatGPT

O post TSE multa advogado que fez petição usando inteligência artificial apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O ministro Benedito Gonçalves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu multar em R$ 2,4 mil um advogado que protocolou petição redigida no programa de inteligência artificial ChatGPT.

Na decisão, o ministro considerou que o profissional agiu de má-fé ao tentar ser admitido no processo no qual o tribunal avalia a conduta do ex-presidente Jair Bolsonaro durante reunião realizada, em 2022, com embaixadores para atacar o sistema eleitoral. O profissional não é ligado a nenhuma parte da investigação.

O advogado apresentou ao TSE argumentos redigidos pelo ChatGPT como justificativa para participar do processo como “amicus curiae”, termo jurídico que significa amigo da Corte – um interessado que contribui com esclarecimentos para o julgamento de uma causa.

O documento admite que seria inadequado o TSE seguir as orientações de um programa de inteligência artificial, mas a “inteligência emocional da Constituição cidadã” recomendaria a condenação de Bolsonaro à inelegibilidade.

“Fábula”
Ao avaliar a petição, Benedito Gonçalves afirmou que o advogado enviou uma “fábula” para o tribunal.

“Causa espécie que o instituto [amicus], que exige que o terceiro demonstre ostentar representatividade adequada em temas específicos, tenha sido manejado por pessoa que afirma explicitamente não ter contribuição pessoal a dar e, assim, submete ao juízo uma fábula, resultante de conversa com uma inteligência artificial”, escreveu o ministro.

Além disso, o magistrado disse que o advogado, por ser um profissional da área jurídica, tinha conhecimento sobre a inadequação da petição. Uma resolução do TSE não prevê a intervenção de amicus curiae em matéria eleitoral.

“Ademais, expressões utilizadas ao final da petição deixam entrever o objetivo de que, com a juntada dessa manifestação a autos de grande relevo, o protesto ganhasse palco impróprio”, concluiu o ministro.

Além de aplicar multa de R$ 2,4 mil ao advogado, cuja identidade não foi revelada, o ministro determinou que o valor seja pago em 30 dias.

O post TSE multa advogado que fez petição usando inteligência artificial apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Governo Federal abre edital para financiar projetos de Inteligência Artificial https://canalmynews.com.br/economia/governo-federal-abre-edital-para-financiar-projetos-de-inteligencia-artificial-em-empresas/ Wed, 23 Mar 2022 22:38:29 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=26856 Seleção deve distribuir R$ 80 milhões em recursos de subvenção econômica, divididos em cinco áreas. Objetivo é promover parceria entre o setor empresarial e as demais instituições para desenvolvimento tecnológico

O post Governo Federal abre edital para financiar projetos de Inteligência Artificial apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) lançou nesta quarta-feira (23) um edital para selecionar projetos com foco no uso de Inteligência Artificial em startups. Ao todo serão financiados R$ 80 milhões em recursos de subvenção econômica, ou seja, que não precisam ser devolvidos ao Governo Federal.

A verba, proveniente do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), será concedida por intermédio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP/MCTI), empresa pública vinculada ao ministério. O montante será distribuído igualmente (R$ 20 milhões para cada) em cinco áreas do edital: Agro, Saúde, Indústria, Cidades Inteligentes e Turismo.

Estão regularizadas a participar da seleção empresas brasileiras, de maneira individual ou em conjunto com outras companhias nacionais. O principal objetivo da ação é promover a parceria entre o setor empresarial e as demais instituições para desenvolvimento tecnológico em Inteligência Artificial.

Ministro Marcos Pontes fala durante lançamento do edital que financiará projetos empresariais focados na implementação de IA.

Ministro Marcos Pontes fala durante lançamento do edital que financiará projetos empresariais focados na implementação de IA. Foto: Divulgação (MCTI)

O prazo de execução da proposta deverá ser de até três anos, podendo ser prorrogado mediante justificativa aprovada pela pasta. As inscrições seguem até junho na plataforma oficial da financiadora.

O lançamento aconteceu na sede da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp), interior de São Paulo, com a presença do ministro chefe do MCTI, Marcos Pontes; do presidente da FINEP/MCTI, Waldemar Barroso; do mandatário da Associação, Dorival Balbino; do presidente do Supera Parque, Sandro Scarpelini; e demais autoridades.

Marcos Pontes falou sobre a necessidade do projeto, tendo em vista que “o Brasil tem muitas empresas, startups, trabalhando em Inteligência Artificial. Nós temos no ministério uma série de incentivos a essas empresas, editais como este e encomendas para o desenvolvimento dessas tecnologias com segurança para a população e com a missão de criar conhecimento, gerar riquezas e melhorar a qualidade de vida dos brasileiros”.

Mercado de IA

De acordo com uma pesquisa conduzida pela IDC, consultoria especializada em inteligência de mercado, a Inteligência Artificial poderá gerar investimentos de US$ 464 milhões para o Brasil somente no ano de 2022.

O estudo revelou que esse montante deve ser aplicado, principalmente, em contratação de softwares, aquisição de hardwares e admissão de serviços de suporte à IA. Outra importante finalidade compreende a fusões de empresas e aquisições comerciais dentro do setor.

Na perspectiva mundial, o investimento em tecnologias referentes à Inteligência Artificial apresenta crescimento contínuo desde 2013. O auge ocorreu durante os dois primeiros anos da pandemia (2020 e 2021), período em que a necessidade e implementação de sistemas digitais de intensificaram.

Esse avanço é concretizado pelos números: a soma dos investimentos privados em IA realizados globalmente em 2021 foi de US$ 93,5 bilhões, valor que corresponde a mais que o dobro das aplicações concretizadas em 2020 (US$ 43 bilhões).

Investimento global em IA desde 2013.

Investimento global em IA desde 2013. Foto: Reprodução (MyNews)

O post Governo Federal abre edital para financiar projetos de Inteligência Artificial apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Tesla: Elon Musk anuncia robô humanoide https://canalmynews.com.br/mais/tesla-elon-musk-anuncia-robo-humanoide/ Sun, 22 Aug 2021 10:20:16 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/tesla-elon-musk-anuncia-robo-humanoide/ Empresa procura profissionais de Inteligência Artificial para trabalhar no protótipo

O post Tesla: Elon Musk anuncia robô humanoide apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O robô humanoide da Tesla deve “eliminar os trabalhos perigosos, repetitivos e enfadonhos” para humanos. Imagem: reprodução redes sociais

O bilionário Elon Musk anunciou que a Tesla está trabalhando em um robô humanóide com Inteligência Artificial. A novidade foi apresentada na quinta-feira (19/8), durante o Tesla AI Day, ou “dia da inteligência artificial da Tesla”, como é chamada a conferência anual da empresa.

Elon Musk chamou ao palco o próprio robô, que surpreendeu pela semelhança com um ser humano. Em seguida, o “protótipo” iniciou uma dança extremamente difícil para um robô. Na realidade era uma brincadeira, e o robô da apresentação era um dançarino humano. Em seguida, Musk confirmou a brincadeira, e também falou sobre o projeto do Tesla Bot.

“A Tesla é a maior empresa de robótica do mundo, porque os carros são robôs semi-sensíveis sobre rodas. Portanto, faz sentido colocar isso na forma humanoide”, declarou Musk. O CEO da Tesla declarou que o robô humanóide deve “eliminar os trabalhos perigosos, repetitivos e enfadonhos” para humanos. 

Empresa procura profissionais para trabalhar Tesla Bot

Entre diversos modelos de carros e sistemas ultra modernos, o site da empresa também dá espaço para a busca de profissionais que tenham conhecimento em Inteligência Artificial e que possam fazer parte da equipe de desenvolvimento do robô humanóide. 

“Desenvolva a próxima geração de automação, incluindo um robô humanóide bipedal de uso geral, capaz de realizar tarefas inseguras, repetitivas ou enfadonhas. Estamos procurando engenheiros mecânicos, elétricos, de controles e de software para nos ajudar a alavancar nossa experiência em IA além de nossa frota de veículos.

Quando o robô estará pronto? 

Elon Musk confirmou que a Tesla terá um protótipo no próximo ano, e que ele se parecerá com o robô de mentira que foi visto dançando na apresentação. O robô  teria cerca de 1,76 m e pesaria por volta de 68 kg. Para se guiar, o robô deve precisar de várias câmeras e um display na cabeça, com o computador do sistema Full Self-Driving da Tesla (atualmente em versão beta) no peito. 

A cabeça ainda deve ser equipada com oito câmeras de piloto automático, que já estão sendo usadas pelos veículos da Tesla para detectar o ambiente. As câmeras, junto com 40 atuadores eletromecânicos espalhados pelo Tesla Bot, deverão ser alimentadas pelo sistema de direção autônoma da empresa.

Os robôs poderão atacar humanos? 

Quanto a um dos medos mais recorrentes quando o assunto é um robô de IA humanóide, Musk garante que o ser humano não deve se preocupar. Será possível desligá-lo caso ele não seja benigno e amigável. “Espero que isso nunca aconteça, mas quem sabe”, brincou.

Internamente o robô da Tesla está sendo chamado de Optimus. A empresa não é a primeira montadora a desenvolver um robô humanoide. A Honda já possui o Asimo, a Toyota o T-HR3 e a GM chegou a até mesmo enviar seu Robonaut 2 para o espaço em 2012.

Quem é Elon Musk

O empresário de tecnologia Elon Musk é dono da Space X e da Tesla. Fez fortuna antes dos 30 anos. Nasceu em Pretória, capital da África do Sul, em 1971, e foi um leitor ávido durante a infância. Foi o típico adolescente introvertido, que gosta de games e livros. Aprendeu a programar sozinho e aos 12 anos criou seu próprio jogo de computador, o “Blastar”, que vendeu posteriormente para a revista “PC and Office Technology” por US$ 500. Em janeiro de 2021, com um patrimônio pessoal estimado em cerca de 188,5 bilhões de dólares, tornou-se a pessoa mais rica do mundo, de acordo com a Bloomberg, ultrapassando o empresário Jeff Bezos, dono da Amazon. 

Em 2020 a SpaceX inaugurou uma nova fase da corrida espacial ao lançar a nave tripulada Crew Dragon em direção à Estação Espacial Internacional.

O post Tesla: Elon Musk anuncia robô humanoide apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Humanos virtuais podem aumentar a conexão com marcas? https://canalmynews.com.br/natalia-fernandes/humanos-virtuais-podem-aumentar-a-conexao-com-marcas/ Fri, 23 Apr 2021 13:57:32 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/humanos-virtuais-podem-aumentar-a-conexao-com-marcas/ Com milhares de fãs e contratos milionários, representações virtuais de seres humanos já fazem parte do seu dia a dia

O post Humanos virtuais podem aumentar a conexão com marcas? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
O cinema já faturou milhões de dólares com histórias em que humanos desenvolvem conexões emocionais com robôs. O que parecia parte de um enredo de ficção científica tem se aproximado cada vez mais da realidade com os “humanos virtuais”, que estão presentes nas redes sociais, Youtube e até produção musical, colaborando com marcas e gerando engajamento com milhares de seguidores.

O termo “humanos virtuais” inclui qualquer representação virtual realista de um ser humano, ficcional ou não, e ainda é alvo de curiosidade e desconforto entre muitos. Por sua fisionomia, linguagem e forma como se apropriam dos nossos hábitos e desejos, podem transformar a maneira como nos conectamos com marcas e nosso ambiente social de maneira única.

Sophia, robô humanoide desenvolvido pela empresa Hanson Robotics, de Hong Kong, capaz de adaptar-se ao comportamento humano e trabalhar com seres humanos.
Sophia, robô humanoide desenvolvido pela empresa Hanson Robotics, de Hong Kong, capaz de adaptar-se ao comportamento humano e de trabalhar com seres humanos. Foto: ITU Pictures (Flickr).

Poder de conexão e as marcas

Dependendo do contexto em que estão inseridos, também são chamados de influenciadores virtuais. E neste segmento já existem dezenas de perfis que podem ser contratados para cumprir um senso de conexão com marcas e potencializar as vendas.

Uma das mais conhecidas é a Lil Miquela, que acumula no Instagram mais de 3 milhões de seguidores. Quem pesquisar na plataforma pelo perfil @lilmiquela poderá encontrar uma jovem “humana virtual” que já fez campanhas para marcas como Givenchy e Prada, lançou hit no Spotify e até “veio” para o Carnaval de Salvador no Brasil em 2020 para um trabalho com a artista (da vida real) Pabllo Vittar.

Cenário brasileiro 

Visando a possibilidade de se vender sentimentos, produtos e criar trocas significativas com seus públicos, a empresa Magalu tem dado força à sua personagem virtual “Lu da Magalu”. Ela já foi considerada uma das maiores influenciadoras digitais do Brasil e fala com propriedade sobre tecnologia, conquistando 2.5 milhões de inscritos no Youtube e 5 milhões de seguidores no Instagram, além de ter presença ativa no TikTok, por exemplo.

Na mesma linha, vieram também as criações “Nat da Natura” e “CB” das Casas Bahia, este último, a versão atualizada do conhecido mascote da marca Bahianinho. Estes influenciadores são capazes de se comunicar por meio da linguagem corporal e pistas não-verbais – como contato visual – provocando respostas emocionais mais fortes nas pessoas e permitindo experiências mais significativas.

A personagem 'Lu da Magalu' é considerada uma das maiores influenciadoras digitais do Brasil.
A personagem ‘Lu da Magalu’ é considerada uma das maiores influenciadoras digitais do Brasil. Foto: Reprodução (Redes Sociais).

Considerações éticas

Por um lado, os humanos virtuais possibilitam cenários controlados e muito mais customizados para geração de conteúdo com as marcas. É quase zerado o risco de comportamentos inesperados das celebridades que possam ferir as marcas e gerar quebras de contrato, como frequentemente vemos no mundo das celebridades. Por outro lado, há ainda um custo alto para manutenção destes personagens e equipe altamente especializada que exige habilidades ainda pouco pulverizadas no mercado.

Além disso, considerações éticas precisam ser lembradas. Não apenas são apropriadas as fisionomias humanas para criação de novos humanos virtuais, como celebridades falecidas têm voltado às telas por meio de computação gráfica ou simulações de celebridades já conhecidas.

Nem sempre a tecnologia caminha com a mesma velocidade dos debates éticos e consolidação de legislação que pode amparar a sociedade para uso benéfico destes recursos. Diante disso, se faz necessário uma sociedade ciente e educada para navegar em meio a um cenário digital para que tanto empresas, quanto sociedade possam usufruir dos caminhos tecnológicos.

O post Humanos virtuais podem aumentar a conexão com marcas? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>