Arquivos Ipea - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/ipea/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Thu, 14 Sep 2023 18:34:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Alimentos e bebidas aliviam inflação para os mais pobres, aponta Ipea https://canalmynews.com.br/economia/alimentos-e-bebidas-aliviam-inflacao-para-os-mais-pobres-aponta-ipea/ Thu, 14 Sep 2023 18:34:06 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39654 No acumulado do ano, renda baixa sofre menos com aumento de preços

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Os comportamentos dos preços de alimentos e bebidas, em agosto, contribuíram para que a inflação das famílias mais pobres fosse menor que a das rendas média e alta. A conclusão faz parte de um levantamento divulgado nesta quinta-feira (14) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O peso da inflação para as famílias de renda domiciliar muito baixa (menor que R$ 2.015) foi 0,13%, abaixo do 0,23% medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país e calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já para as famílias de renda média alta (entre R$ 10.075 e R$ 20.151) a inflação em agosto foi 0,32%.

Gasto com comida
De acordo com a pesquisadora Maria Andreia Lameiras, o principal alívio inflacionário em agosto veio das deflações de alimentos e bebidas, ou seja, produtos que ficaram mais baratos. As principais quedas de preço foram dos tubérculos (-7,3%), carnes (-1,9%), aves e ovos (-2,6%) e leites e derivados (-1,4%). Como grande parte do orçamento das famílias mais pobres é consumida com a alimentação, a deflação desses itens faz grande diferença no bolso dessas pessoas.

“Em sentido oposto, o reajuste de 4,6% das tarifas de energia elétrica – e seus efeitos altos sobre o grupo habitação – impactou proporcionalmente mais a inflação dos segmentos de menor poder aquisitivo, tendo em vista que essas classes despendem uma parcela maior dos seus orçamentos para a aquisição desse serviço”, detalha Lameiras na pesquisa.

Últimos 12 meses
No acumulado dos últimos 12 meses, se repete o comportamento de a inflação ser maior para famílias de maior renda domiciliar. Enquanto o IPCA é 4,61%, o aumento de preços sentido pelos mais pobres é 3,70%. As famílias de renda baixa (4,04%) e média baixa (4,49%) também ficam abaixo do IPCA.

Na classificação do Ipea, renda baixa abrange de R$ 2,015 e R$ 3.022; e renda média-baixa, entre R$ 3.022 e R$ 5.037. Os brasileiros de famílias de renda domiciliar alta (acima de R$ 20.151) tiveram a maior inflação em doze meses (5,89%). “Verifica-se que a maior pressão inflacionária nos últimos doze meses reside no grupo saúde e cuidados pessoais, impactado pelos reajustes de 5,9% dos produtos farmacêuticos, de 10,2% dos artigos de higiene e de 13,7% dos planos de saúde”, pontua a pesquisadora do Ipea.

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Governo teve déficit primário de R$ 25,7 bilhões em agosto https://canalmynews.com.br/economia/governo-teve-deficit-primario-de-r-257-bilhoes-em-agosto/ Wed, 13 Sep 2023 16:59:39 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39609 Receitas somaram R$ 134,6 bi, enquanto despesas foram de R$ 160,3 bi

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As contas do governo central tiveram déficit primário de R$ 25,7 bilhões em agosto deste ano, segundo estimativa divulgada nesta quarta-feira (13) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O déficit existe quando as despesas superam as receitas.

Em agosto, por exemplo, as receitas líquidas do governo central somaram R$ 134,6 bilhões, enquanto as despesas chegaram a R$ 160,3 bilhões.

O déficit de agosto deste ano foi 51,2% inferior ao observado em agosto de 2022, que havia sido de R$ 52,7 bilhões.

No acumulado deste ano, o déficit chega a R$ 102,9 bilhões. No mesmo período do ano passado, o governo central acumulava superávit R$ 26,3 bilhões.

Receitas
Em agosto deste ano, segundo o Ipea, houve quedas de 30,1% das receitas não administradas pela Receita Federal, de 30,1% e de 8,4% nas receitas administradas pela Receita, na comparação com agosto de 2022.

As perdas foram parcialmente compensadas por um aumento de 3% na arrecadação do Regime Geral de Previdência Social. Com isso, as perdas da receita líquida somaram 7,1% na comparação com agosto de 2022.

Nas receitas administradas pela Receita, apenas o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-combustíveis) tiveram aumento em relação ao mesmo período do ano passado. Os demais tributos registraram perdas.

Despesas
Entre as despesas do mês de agosto, os destaques ficaram com os aumentos nos gastos com controle de fluxo em 56%, influenciadas pelo pagamento do Bolsa Família. Por outro lado, houve queda nas despesas com previdência e pessoal (-91%), créditos extraordinários (-97%) e despesas discricionárias (-48%).

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Inflação das famílias mais pobres fica em 10,63% em agosto, segundo Ipea https://canalmynews.com.br/mynews-investe/inflacao-familias-pobres-1063-agosto-ipea/ Fri, 17 Sep 2021 23:24:01 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/inflacao-familias-pobres-1063-agosto-ipea/ Alta da inflação para classes mais pobres foi impulsionada principalmente pelo grupo de alimentação

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A inflação alta afeta todos os bolsos, mas as classes mais baixas acabam sempre sofrendo mais. É isso que mostra o indicador de inflação por faixa de renda, estudo mensal feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No acumulado de 12 meses, a inflação da população de renda muito baixa até média-baixa chega a dois dígitos.

Mesmo com uma leve desaceleração em relação ao mês de julho, o aumento ainda se mostra acentuado. Em julho, a  inflação para essa faixa de renda mais baixa teve aumento de 1,12%, diante de 0,93% em agosto. Já para as classes mais altas, o índice em julho era se 0,88% e em agosto diminuiu para 0,78%

A distância se mostra maior quando levamos em conta o acumulado dos últimos 12 meses. Para as famílias que se encaixam na faixa de renda muito baixa, a inflação chegou a 10,63%. Já para a faixa de renda alta, a inflação fica em 8,04%.

Segundo o Ipea, o grupo de alimentação foi o que mais pesou para as faixas de renda mais baixa, junto  com itens básicos como a energia elétrica e o botijão de gás, que tiveram altas relevantes nos últimos meses. Nas faixas de renda com ganhos superiores, o maior impacto veio do grupo de transportes.

Para fazer os cálculos de acordo com cada faixa de renda, o Ipea usa o modelo do IBGE, que considera a família que vive com até R$ 1.808,79 como família de renda muito baixa. A renda baixa vai de R$ 1.808,79 a R$ 2.702,88. As famílias de renda alta, que tiveram a menor inflação nas faixas de renda, são os que vivem com mais de R$ 17.764,49.

Veja o MyNews Investe, de segunda a sexta, no Canal MyNews. Sempre com assuntos atuais sobre economia, investimentos e finanças

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Negros e indígenas são os que mais morrem por homicídios no Brasil https://canalmynews.com.br/mais/negros-indigenas-morrem-homicidios-brasil/ Wed, 01 Sep 2021 00:28:39 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/negros-indigenas-morrem-homicidios-brasil/ A população negra tem mais que o dobro de chance de ser assassinada no Brasil. Negros são 77% das vítimas de homicídios no país

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Dados divulgados pelo Atlas da Violência 2021 mostram que indígenas e negros são as maiores vítimas de homicídios no Brasil. A taxa de assassinatos em geral caiu de 27,2 para 21,7 por 100 mil habitantes entre 2009 e 2019. Apesar da queda geral, a taxa de mortes violentas de indígenas aumentou 21,6%, passando de 15 para 18,3 por 100 mil indígenas.

Cena representando violência. Foto: Maxim Hopman / Unsplash
Nos últimos 11 anos 2.074 indígenas foram assassinados. População negra representa 77% das vítimas de homicídios/Foto: Maxim Hopman/Unsplash

É a primeira vez que o Atlas reúne dados da violência contra a população indígena. O Atlas da Violência é elaborado a partir de uma parceria entre o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Instituto Jones dos Santos Neves. O estudo usa dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, do Sistema Único de Saúde (SUS), do Ministério da Saúde.

David Marques, coordenador de projetos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, destacou que o Atlas chama atenção para a violência na sociedade brasileira.

“Questões como expansão fundiária, conflitos agrários, mineração ilegal, pressão de garimpeiros são combustível para o surgimento e a evolução de conflitos que podem levar à violência letal. Isso é importante no contexto de populações que são diminutas. Nos últimos 11 anos, tivemos 2.074 homicídios de indígenas. Contudo, a gente tem povos indígenas com menos de cem integrantes. Não precisa mais que isso para ter uma situação de extinção”, explica David Marques.

Em relação à população negra, a chance de uma pessoa negra ser assassinada no Brasil é mais que o dobro de uma pessoa não negra. A taxa de homicídios a cada 100 mil habitantes negros é de 29,2. Já entre não negros – amarelos, brancos e indígenas – é de 11,2. A pesquisa mostra que os negros representaram 77% das vítimas de assassinato no país.

David Marques afirmou que o cenário de desigualdade racial não tem mudado, já que o número de negros mortos subiu 1,6% nos últimos 11 anos, enquanto os assassinatos de não negros tiveram redução de 33%.

Veja o Jornal do MyNews, de segunda a sexta, no Canal MyNews. Apresentação de Myrian Clark e Hermínio Bernardo

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Países que controlaram a pandemia salvaram mais empregos, aponta economista do Ipea https://canalmynews.com.br/economia/menos-vidas-menos-empregos-paises-que-controlaram-a-pandemia-salvaram-mais-empregos/ Wed, 11 Aug 2021 23:03:21 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/menos-vidas-menos-empregos-paises-que-controlaram-a-pandemia-salvaram-mais-empregos/ Estudo mostra que descontrole da pandemia no Brasil prejudicou o mercado de trabalho

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Fila de pessoas procurando emprego em São Paulo. Desemprego é um dos reflexos da baixa atividade econômicaação
Fila de pessoas procurando emprego em São Paulo. Desemprego é um dos reflexos da baixa atividade econômica, e ficou ainda pior com a pandemia.
(Foto: Roberto Parizotti/Fotos Públicas)

O descontrole na pandemia do novo coronavírus no país pode agravou a perda de vagas no mercado de trabalho. Um estudo feito pelo economista Marcos Hecksher, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que o programa Dinheiro Na Conta teve acesso, mostra que o Brasil ficou entre os países que mais sofreram com fechamento de postos de trabalho na crise. 

Segundo Hecksher, o choque no mercado de trabalho foi mais intenso no Brasil porque o risco relacionado a Covid-19 também foi maior. “Por isso foi também maior a queda do nível de ocupação no Brasil do que na maioria dos países do mundo”, afirma. 

“Aqui a gente teve um duplo fracasso. Em relação à pandemia, em si, e no combate à destruição de empregos. Não houve dilema entre salvar vidas e salvar empregos. Nós erramos nas duas coisas”, acrescenta. 

O economista realizou o cruzamento de dados entre a mortalidade, por habitante, pelo coronavírus em cada país e o fechamento de postos de trabalho. “Pegamos os dados de nível de ocupação em vários países e vimos qual foi a queda no terceiro trimestre de 2020, comparado ao ano anterior. O que a gente observa é que o Brasil está pior que a grande maioria”, explica. 

De 22 países analisados, que têm informações monitoradas pela OCDE, o Brasil está na frente apenas do Chile e da Colômbia em relação ao nível de preservação de empregos. Governos que tiveram menos mortes por habitantes relacionadas à Covid-19, como Japão, Austrália, Coreia do Sul e Nova Zelândia, apresentaram as menores perdas de postos de trabalho.

 “Países que salvaram mais vidas, salvaram mais empregos”, analisa Hecksher. “Quanto menos saúde, menos emprego. Pelos dois lados. Porque as pessoas estão menos dispostas a trabalhar e as empresas estão menos dispostas a contratar. A economia se movimenta menos”. 

O estudo levou em consideração as informações  sobre o emprego do IBGE, divulgadas na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua. No terceiro trimestre encerrado em outubro do ano passado, a taxa de desocupação no país ficou em 14,3%, com 14,1 milhões de pessoas em busca de emprego. A pandemia também elevou os índices de desalentados e subocupados e reduziu a população de trabalhadores com carteira assinada.

Para 2021, o economista do Ipea enxerga ainda um ano de desafios para a recuperação do mercado de trabalho do Brasil. Ele cita, entre as incertezas, o avanço da pandemia em algumas regiões do país e também as dificuldades do governo para a vacinação nacional.

“É esperado que o mercado de trabalho se recupere, mas a retirada do auxílio emergencial e outros benefícios não ajuda”, diz. “Há um caminho longo pela frente e a gente precisa ajustar as políticas públicas para ajudar na retomada”. 

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Brasil não garantiu empregos e nem vidas, diz pesquisador do IPEA https://canalmynews.com.br/economia/brasil-nao-garantiu-empregos-e-nem-vidas-diz-pesquisador-do-ipea/ Wed, 19 May 2021 20:21:54 +0000 http://localhost/wpcanal/sem-categoria/brasil-nao-garantiu-empregos-e-nem-vidas-diz-pesquisador-do-ipea/ Brasil está entre os países que mais perderam vagas de emprego e tiveram mais mortes em ranking internacional

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Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) aponta que o Brasil teve mais mortes por covid-19 em 2020 do que 89,3% das nações de uma lista de 178 países com dados compilados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O Brasil também perdeu mais empregos do que 84,1% das nações de uma base de dados com 63 países da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A nota técnica do IPEA pode ser conferida neste link e o MyNews conversou com Marcos Hecksher, assessor da diretoria de estudos e políticas sociais do IPEA. O pesquisador avalia que o Brasil não conseguiu salvar empregos e nem vidas.

“O Brasil não ficou bem nem em termos de mortalidade e nem em termos de manutenção do emprego. Nós tivemos uma mortalidade que quando é ajustada à estrutura etária da população, foi maior ou pior do que 95% dos países do mundo”, avalia Hecksher.

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