Arquivos kotscho - Canal MyNews – Jornalismo Independente https://canalmynews.com.br/tag/kotscho/ Nosso papel como veículo de jornalismo é ampliar o debate, dar contexto e informação de qualidade para você tomar sempre a melhor decisão. MyNews, jornalismo independente. Fri, 24 May 2024 14:36:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Fake news, notícias enguiçadas e robôs da “IA generativa”: a luta entre a verdade e a mentira https://canalmynews.com.br/balaio-do-kotscho/fake-news-noticias-enguicadas-e-robos-do-ia-generativa-a-luta-entre-a-verdade-e-a-mentira/ Fri, 17 Nov 2023 16:47:40 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=41279 O que vemos no noticiário é um festival de velhas novidades, as mesmas de ontem e da semana passada

O post Fake news, notícias enguiçadas e robôs da “IA generativa”: a luta entre a verdade e a mentira apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Calor batendo recordes diários, as guerras sem fim, a eleição do fim do mundo na Argentina, o vai e vem da nova meta fiscal, as novelas de Lula para indicar nomes para o STF e a PGR, o dinizismo na seleção: a lista é grande, mas o que vemos no noticiário é um festival de velhas novidades, as mesmas de ontem e da semana passada, em que fica cada vez mais difícil distinguir o que é verdade e o que é mentira.

O quadro fica ainda mais sombrio e nebuloso com o advento da Inteligência Artificial, mais conhecida por IA (ia para onde, para onde vai?).
O sempre antenado coleguinha Ruy Castro me chamou a atenção para este dilema em sua coluna desta sexta-feira na Folha. Com o título “Samba do algoritmo doido”, ele fala dos novos perigos para a comunicação humana.

“Os robôs do IA generativa inventam respostas para perguntas que não sabem responder _ “respostas” que podem levar à perda de milhões em dinheiro, de projetos inteiros e até de vidas. E não sou eu que o digo, mas os técnicos da startup Vectara, formada por ex-funcionários do Google. Segundo eles, a margem de erro das respostas destes robôs pode chegar a 27%. Você confiaria sua vesícula biliar a um gastroenterologista que errasse 27% dos diagnosticos?”

Esse problema, pelo menos eu não tenho. Já tirei a vesícula faz tampo e, até agora, não me fez a menor falta. Nem pesquisas eleitorais e previsões do tempo trabalham com uma margem de erro deste tamanho.

Que se passa com a IA? Ruy conta que, segundo os técnicos, as IA generativas não foram feitas para serem “factuais”, ou seja, exatas, ao contrário do grande jornalista Mino Carta, que sempre perseguiu a “verdade factual” no seu jornalismo independente.

Eu não sabia, mas fico sabendo também que os robôs são estimulados a exercer “uma pitada de criatividade para humanizar a interação”, mais ou menos como fazem os fabricantes de fake news da milícia digital bolsonarista.

Antes das fake news e das IAas, tudo isso era chamado simplesmente de mentira ou boato, não merecia credibilidade.
O que significa isso? “Significa que, sem saber direito uma resposta, o robô produz outra por analogia, para não decepcionar o cliente. Exemplo: pergunta-se sobre medicação via oral e ele, numa pitada de criatividade, responderá sobre sexo oral”.

Imagine-se a confusão que isso pode dar. Para não correr esse risco, abri o programa de estreia do “Pergunte ao Kotscho”, nesta quarta-feira, aqui no MyNews, prometendo aos internautas que, se não souber uma resposta sobre qualquer assunto, direi isso com toda franqueza, sem querer inventar nada. Posso pesquisar depois e responder aqui na coluna do co-irmão mais velho, o Balaio do Kotscho.

Com tantas notícias enguiçadas na vitrine, comentaristas da TV, sempre ao vivo, recorrem muitas vezes ao puro e bom chute para tentar explicar o que aconteceu. O cliente que se vire para saber se foi enganado.

Para fugir da pauta e do pensamento único do mainstream da grande imprensa, pedi aos internautas que me enviem perguntas sobre temas passados, presentes ou futuros que possam ser de interesse geral, com base na minha trajetória de quase 60 anos de jornalismo em que já testemunhei e ouvi de quase tudo, dando muitas voltas pelo Brasil em busca de boas e inéditas histórias (centenas delas podem ser encontradas no Google).

Para participar, vocês podem enviar perguntas nos canais aqui do MyNews e nos meus pessoais no Twitter (X) e no Instagram.
O programa será gravado sempre às terças-feiras e irá ao ar às quartas, às 16h30, nos canais do My News e no Youtube.

Apareçam lá!

Vida que segue.

Veja a primeira edição do “Pergunte ao Kotscho”:

O post Fake news, notícias enguiçadas e robôs da “IA generativa”: a luta entre a verdade e a mentira apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
“Pergunte ao Kotscho”: um novo programa interativo do My News para atender interesse de internautas https://canalmynews.com.br/balaio-do-kotscho/pergunte-ao-kotscho-um-novo-programa-interativo-do-my-news-para-atender-interesse-de-internautas/ Sun, 12 Nov 2023 16:34:22 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=41193 Aos 75 anos de idade, e prestes a completar 60 de profissão de jornalista, na maior parte do tempo como repórter, já dei muitas voltas pelo Brasil inteiro

O post “Pergunte ao Kotscho”: um novo programa interativo do My News para atender interesse de internautas apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
“Você que é repórter me conta aí”, costumo ouvir de amigos e leitores curiosos em saber o que aconteceu ou vai acontecer pelo mundo afora, como se jornalistas soubessem de tudo ou tivessem uma bola de cristal. Coisas do tipo:

“O Botafogo ainda pode ser campeão? Quem foi o responsável pela derrocada?”

“Milei pode ganhar a eleição na Argentina? Como ficariam as relações com o Brasil?”

“Por que está demorando tanto para os brasileiros em Gaza serem liberados? O que a diplomacia brasileira poderia fazer?”

“A guerra entre Rússia e Ucrânia já dura quase dois anos. Quem está ganhando? Será que nunca vai acabar?”

“Quem é culpado pelo apagão de energia em São Paulo: a Aneel, agência do governo federal, que deveria fiscalizar o serviço privatizado, a prefeitura, que deveria cuidar das árvores, ou a concessionária Enel, que demitiu 35% dos funcionários?”

“Quem está certo sobre o déficit zero nas contas públicas: Lula ou Haddad? O que é mais importante neste momento?”

“Como foi a descoberta de Serra Pelada, o maior garimpo a céu aberto do mundo, que provocou uma corrida de 100 mil homens para a Amazônia no começo dos anos 80 do século passado?”

Jornalistas não sabem nem precisam saber de tudo, mas devem ser honestos com quem pergunta. Se não sabem, digam isso, e procurem se informar sobre aquele assunto.

Como, além desse programa no Youtube, vou continuar com o blog diário “Balaio do Kotscho”, também aqui no MY News, que em setembro completou 15 anos no ar, posso responder depois por escrito e receber perguntas para o programa seguinte.

Um meio complementaria o outro num processo de interação com os leitores para atender diretamente o interesse deles, em vez de tentar adivinhar sobre o que eu deveria falar ou escrever. Acho que isso é inédito na internet: os internautas seriam coparticipantes, ao mesmo tempo emissores e receptores de informações, tanto no blog como no vídeo.

Sei que é preciso ser muito cara de pau para, na minha idade, topar esse desafio que me foi feito pela Mara Luquet, criadora e diretora do canal. Isso é coisa para “xóvens” dirão os descrentes. Mas quem não corre o risco de errar jamais terá a alegria de acertar.

Aos 75 anos de idade, e prestes a completar 60 de profissão de jornalista, na maior parte do tempo como repórter, já dei muitas voltas pelo Brasil inteiro e rodei meio mundo em busca de boas histórias publicadas em quase todos os principais veículos da imprensa brasileira, com exceção da revista Veja. Assim de cabeça, sem consultar arquivos, lembro de algumas sobre as quais poderei falar no programa.

Comecei junto com a ditadura militar, em 1964, e acompanhei de perto a longa transição para a democracia, que teve seu divisor de águas 20 anos depois, na Campanha das Diretas Já, que está comemorando 40 anos. Tenho um livro publicado com as reportagens que escrevi para a “Folha”: “Explode um Novo Brasil – Diário da Campanha das Diretas” (Editora Brasiliense, 1984), com prefácio de Ulysses Guimarães.

Derrotada a Emenda Dante de Oliveira em abril de 1984, logo em seguida começava a campanha de Tancredo Neves, ainda no Colégio Eleitoral, que também acompanhei de perto viajando como um carrapato com o candidato pelo Brasil. Cobri todo o longo processo de agonia do primeiro presidente civil depois da ditadura e estava em São João del Rey, sua cidade natal, quando ele morreu. Vi quando o governador mineiro, Hélio Garcia, quase caiu na cova durante o enterro que não acabava nunca.

Como repórter de jornais, revistas e emissoras de TV, fiz reportagens em todos os estados brasileiros. Em Caraguatatuba, no litoral paulista, logo que entrei no Estadão, o maior jornal do Brasil na época, com 18 anos, em 1967, participei da cobertura da grande tragédia daquela enchente que soterrou parte da cidade sob os escombros da Serra do Mar, deixando mais de 400 mortos.

Estive no Ceará para cobrir a morte do ex-presidente Castello Branco num acidente de avião (levei um dia inteiro para Chegar a Fortaleza num monomotor) e, ainda no Estadão, fiz series de reportagens na Transamazônica, na construção da Usina de Itaipu, sobre o Sindicato do Crime e as grandes secas que assolavam o Nordeste. Fiz parte da equipe que foi à então Alemanha Ocidental para cobrir a Copa de 1974 e, mais tarde, revelei as circunstâncias da morte do operário Manoel Fiel Filho, pouco tempo depois do assassinato do jornalista Vladimir Herzog, nas mesmas circunstâncias, no mesmo Doi-Codi de São Paulo, o que provocou a demissão do comandante do 2º Exército, Ednardo D´Ávila Mello. Nessa época, a barra pesou pro meu lado, mas nunca fui preso.

Peguei todo o tempo de censura prévia no Estadão, antes de publicar a série de reportagens sobre as “Mordomias”, os privilégios dos superfuncionários do governo militar, que causou grande repercussão e me deu o primeiro Prêmio Esso de Reportagem, junto com a equipe de sucursais e correspondentes do Estadão, chefiada por Raul Martins Bastos.

*

São apenas alguns exemplos de assuntos sobre os quais poderei conversar com os internautas, de acordo com o interesse e as dúvidas deles. Depois do Estadão, em 1977, a roda girou: fui trabalhar como correspondente do “Jornal do Brasil” na Europa, sediado na Alemanha Ocidental, onde cobri, entre muitos outros temas, a primeira crise do petróleo, o Acordo Nuclear, a explosão do terrorismo, as mortes de dois papas e as eleições de seus sucessores.

De volta ao Brasil, fui trabalhar na IstoÉ e depois no “Jornal da República”, do Mino Carta, quando Lula despontou como grande líder sindical no ABC Paulista, de quem ficaria amigo e depois seria assessor de imprensa, nas campanhas e no seu primeiro governo. Quando o jornal acabou precocemente, fui com uma parte da equipe para a Folha, onde trabalhei a maior parte da minha carreira, com várias passagens. Fui muito amigo de Octavio Frias de Oliveira, o publisher do jornal, que avalizou e bancou a campanha das Diretas Já assumida pelo jornal, que transformou a “Folha” no maior jornal do país, posição que ocupa até hoje.

Lá, voltei a rodar por todas as regiões do país fazendo todo tipo de reportagens de grandes obras, tragédias, secas e enchentes, acidentes, campanhas eleitorais, eleições, crises políticas e a Copa de 1986, no México.

Entre uma campanha e outra, trabalhei também na TV Globo (Globo Rural e CGCom), no SBT (primeira equipe do SBT Repórter), TV Bandeirantes (diretor do Canal 21 e do jornalismo local), CNT/Gazeta (diretor de jornalismo), revista Época, revista Brasileiros, do Hélio Campos Mello, meu velho parceiro de reportagens, e em outras redações que agora não estou lembrando.

É só pra dar uma ideia do cardápio de assuntos que podemos discutir no programa, com estreia prevista para dia 16 agora,  quarta-feira, às 10h30 da manhã no Canal My News do Youtube.

Vamos nos falando e escrevendo. Até lá.

Vida que segue.

O post “Pergunte ao Kotscho”: um novo programa interativo do My News para atender interesse de internautas apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Caro presidente Lula https://canalmynews.com.br/balaio-do-kotscho/caro-presidente-lula/ Tue, 10 Oct 2023 21:21:23 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=40481 STF: Não, não se trata de apenas de uma causa identitária como muitos criticam, mas de uma questão democrática

O post Caro presidente Lula apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Caro presidente Lula,

Sei que você não gosta que deem palpites nas tuas escolhas como presidente da República, mas depois de entrevistar a promotora Lívia Sant´Anna, na segunda feira, no programa Segunda Chamada, do My News, me sinto no dever de te escrever sobre o que está em jogo na indicação para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal.

Fiquei muito impressionado com o conhecimento e a lucidez da dra. Lívia sobre os principais problemas nacionais. Mulher, jovem, baiana e negra, ativista dos Direitos Humanos, o seu nome vem sendo defendido para o STF por mais de uma centena de entidades da sociedade civil, e agora entendo os motivos. Ela merece pelo menos ser ouvida. Você irá se surpreender, como aconteceu comigo e com quem assistiu ao programa.

Não, não se trata de apenas de uma causa identitária como muitos criticam, mas de uma questão democrática, para promover a diversidade e diminuir a desigualdade que ainda grassa nos centros de decisão dos poderes do país, em que a população mais vulnerável das regiões mais carentes é miseravelmente sub-representada.

A nomeação de Lívia, a primeira mulher negra no STF, seria por si só um fato histórico no nosso Judiciário, mas representa muito mais do que isso: uma vitória de todos nós, do Brasil democrático, que comemoramos a tua vitória nas eleições de outubro, representado naquela inesquecível imagem na subida da rampa no dia da posse, contra o Brasil do atraso civilizatório, racista, homofóbico, xenofóbico e autoritário.

Não se trata de apenas mais um preenchimento de cadeira vaga na Suprema Corte, como tantos que você já fez em seus governos, mas uma oportunidade única de resgatar a autoestima e a confiança da nossa população, majoritariamente pobre, feminina e negra, para mostrar ao mundo que teremos aqui, finalmente, oportunidades iguais para todos.

Filha da Cidade Baixa de Salvador, Lívia se parece com você quando fala com alma de suas origens: não é por ter lido ou ouvido dizer, mas por ter sentido na pele o preconceito secular das elites brancas contra os pobres, nordestinos e pretos, ou seja, a maioria dos teus eleitores.

A promotora baiana jamais trairá estas origens, nem será chamada de negra de alma branca. Basta olhar nos seus olhos serenos e altivos quando ela discorre sobre as chagas da nossa sociedade e as formas de combate-las, em respeito à Constituição, uma das tarefas magnas de quem senta naquelas 11 cadeiras do STF. Se tiver um tempinho, vale a pena dar uma olhada nesta entrevista para conferir o que estou dizendo, caro presidente. Ou convida ela para um papo sem compromisso no Alvorada.

Lívia Sant´Anna Vaz, 43 anos, é uma legítima representante da geração que se formou nos governos do PT e conquistou seu espaço no Ministério Público por competência, sem pedir licença nem favor a ninguém, a afirmação dos que vieram de baixo. Tenho certeza que você irá se identificar com esta mulher. Boa sorte na escolha para o STF. Forte abraço, Ricardo Kotscho.

Confira entrevista com Lívia Sant’Anna Vaz no Segunda Chamada:

O post Caro presidente Lula apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Tempos explosivos: temos três guerras em andamento, sem prazo para acabar https://canalmynews.com.br/balaio-do-kotscho/tempos-explosivos-temos-tres-regras-em-andamento-sem-prazo-para-acabar/ Mon, 09 Oct 2023 20:01:20 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=40418 Aqui dentro, segue a interminável guerra de Brasileiros X Brasileiros

O post Tempos explosivos: temos três guerras em andamento, sem prazo para acabar apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Lá fora, são agora duas guerras simultâneas: Rússia X Ucrânia e Israel X Palestina, ambas por disputa de territórios. Aqui dentro, segue a interminável guerra de Brasileiros X Brasileiros, com 50 mil mortos por ano nos choques entre facções do crime organizado e milícias, e destas com a polícia.

Nos três casos, as maiores vítimas são as mesmas: os civis indefesos que só querem um pouco de paz para viver. Se você pegar o mapa-mundi da ONU, para onde olhar vai encontrar algum conflito em andamento e levas de refugiados procurando escapar da fome e da violência, dois dramas multinacionais neste século 21.

Como escreveu o brilhante Alberto Villas, da Newsletter “O Sol”, uma guerra engole a outra no noticiário e ninguém sabe quando isso vai parar. Depois das chacinas da semana passada, no Rio e na Bahia, a nossa guerra interna deu uma breve trégua nos últimos dias, mas não há sinais de armistício.

Nove meses após o ataque golpista a Brasília, completados hoje, o Brasil continua rachado na política, com a disputa de hegemonia entre poderes, e nas ruas, onde os moradores temem tanto os fardados como a bandidagem e ninguém mais se sente seguro nas grandes cidades.

Mesmo nas cidades pequenas e médias, não se tem mais sossego nem dentro de casa. Até tomar uma cervejinha num quiosque de praia virou risco de morte e se trancar dentro de casa à noite, não evitou o assassinato de uma família inteira em Jequié (BA).

“Aqui, pelo menos, não temos guerras”, comentou comigo uma senhora onde moro, logo após os primeiros ataques dos palestinos contra Israel no sábado. Temos, sim, senhora, várias. Esqueceu-se ela que aqui temos uma guerra civil não declarada, que é permanente, com pobres matando pobres e jovens matando jovens, em sua maioria negros, também os principais alvos das polícias.

Da guerra entre russos e ucranianos quase não se fala mais, deixou de ser notícia após a explosão do conflito que pode se alastrar por todo o Oriente Médio, colocando as grandes potências em lados opostos.

No meio do fogo cruzado, o Brasil está agora na presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, missão ingrata em tempos de guerra. Se a nossa guerra interna continuar do jeito que está, em breve poderemos pedir a ajuda de uma missão de paz da ONU, que anda com muito serviço, mundo afora. Vida que segue.

 

 

O post Tempos explosivos: temos três guerras em andamento, sem prazo para acabar apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Muricy Ramalho e o São Paulo F.C., um caso de amor à camisa: isso ainda existe no futebol? https://canalmynews.com.br/balaio-do-kotscho/muricy-e-o-sao-paulo-f-c-um-caso-de-amor-a-camisa-isso-ainda-existe-no-futebol/ Mon, 18 Sep 2023 18:05:13 +0000 https://canalmynews.com.br/?p=39779 Quatro anos depois, voltou ao São Paulo F.C., onde já tinha sido tricampeão brasileiro consecutivo, agora como coordenador do departamento de futebol, seu clube do coração

O post Muricy Ramalho e o São Paulo F.C., um caso de amor à camisa: isso ainda existe no futebol? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>
Ninguém o viu no Maracanã domingo, nem antes nem depois da bela vitória do São Paulo por 1 a 0 contra o Flamengo no primeiro jogo das finais da Copa do Brasil.

Tem sido assim, desde que se aposentou da carreira de técnico, quando estava exatamente no Flamengo, em 2016, por causa de um problema no coração, quando se tornou comentarista dos bons no SporTV.

Quatro anos depois, voltou ao São Paulo F.C., onde já tinha sido tricampeão brasileiro consecutivo, agora como coordenador do departamento de futebol, seu clube do coração. Virou um cartola profissional remunerado, exatamente o que faz falta no Flamengo, cuidando do vestiário e da relação entre elenco e direção do clube.

Discreto até em demasia, Muricy Ramalho, 67, paulistano e são-paulino, filho de um feirante, que já rodou meio mundo jogando bola e treinando times até na China, não dá mais entrevistas e prefere ficar longe dos holofotes, mas ele é um dos principais responsáveis, junto com o técnico Dorival Júnior, que ele ajudou a contratar, pela ressureição do clube do Morumbi nesta reta final da Copa do Brasil, que o clube nunca venceu, depois de várias temporadas fracassadas.

Muricy abriu uma exceção neste final de semana para os repórteres Alexandre Araújo, Bruno Braz e Luiza Sá, do UOL, e falou longamente da vida do futebol agora fora dos gramados.

“Muricy vai da aposentadoria no Fla à chance de taça inédita no São Paulo”, é o título da matéria em que ele conta que foi convidado por Tite para ajudá-lo na seleção na Copa de 2022, mas preferiu ficar no clube. “Tive outras propostas, mas fiquei no São Paulo, porque o São Paulo é a minha vida, a minha paixão”.

Trata-se de um caso cada vez mais raro de amor à camisa no futebol brasileiro, um esporte que virou negócio de bilhões. É a antítese do que vimos domingo no Maracanã, com o milionário Flamengo se arrastando em campo, enquanto o técnico Sampaoli corria de um lado para outro como um alucinado à beira do gramado.

“Por causa da saúde não sou mais técnico, mas ainda tenho essa paixão e sei que posso ajudar. Eu trabalho muito, só que eu não apareço, né? Aí pode parecer que não sou importante. Trabalho mais do que quando era técnico e não tenho férias, porque quando jogadores tiram férias, dirigente trabalha mais”.

Antes disso, Muricy tinha sido o único técnico a recusar um convite da CBF para ser técnico da seleção brasileira, quando treinava o Fluminense e também preferiu cumprir seu contrato com o clube. Outra raridade: o ex-jogador e ex-técnico é um homem de palavra, daqueles de antigamente.

Uma conjuminação de astros permitiu a Muricy promover o casamento perfeito entre técnico e elenco, um confiando no outro e se superando em campo contra times tecnicamente superiores.

Mas a astrologia nada tem a ver com isso, na visão de Muricy, para quem essa confiança só veio com muito trabalho, muitos treinos, muita conversa. Para quem iniciou a carreira com seis anos de idade, no time mirim do São Paulo, nunca existe jogo nem campeonato perdido. A vida de Muricy é um jogo para ser jogado até o fim, com o coração na ponta da chuteira.

“Se eu quisesse fazer nada, poderia me aposentar e ficar na praia em Riviera (litoral norte de São Paulo), ter uma rotina mais tranquila como comentarista no SporTV entrando ao vivo da minha varanda”.

A última vez que o encontrei foi na famosa pizza da casa do Faustão, seu grande amigo, onde Muricy gostava de contar suas histórias engraçadas do tempo em que foi treinador na China e anunciava com orgulho os novos craques que estavam surgindo no inesgotável celeiro do Centro de Treinamento de Cotia. No domingo, seis deles estavam em campo no time que derrotou o poderoso Flamengo.

É ali que está o segredo. Discípulo do grande Telê Santana, Muricy Ramalho ajudou a formar uma nova geração à sua imagem e semelhança, ensinando o amor à camisa. Isso ainda existe no nosso futebol, acredite.

Vida que segue.

O post Muricy Ramalho e o São Paulo F.C., um caso de amor à camisa: isso ainda existe no futebol? apareceu primeiro em Canal MyNews – Jornalismo Independente.

]]>