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A cada novo ciclo eleitoral, o brasileiro repete um comportamento que mistura apreensão e pragmatismo financeiro: a busca por estabilidade além de nossas fronteiras. Em 2026 não está sendo diferente, pois noto um interesse ainda maior pelo visto de investidor EB-5, que permite permanência nos Estados Unidos, a partir de um investimento de US$ 800 […]
A cada novo ciclo eleitoral, o brasileiro repete um comportamento que mistura apreensão e pragmatismo financeiro: a busca por estabilidade além de nossas fronteiras.
Em 2026 não está sendo diferente, pois noto um interesse ainda maior pelo visto de investidor EB-5, que permite permanência nos Estados Unidos, a partir de um investimento de US$ 800 mil, com estimativa de retorno depois de 5 anos, em média.
A correlação entre eleições e o aumento do interesse no EB-5 não é novidade, mas a intensidade surpreende. Nos últimos 10 anos, ele permitiu que cerca de 2,2 mil brasileiros obtivessem o Green Card, colocando o país entre os principais emissores globais desse tipo de visto fora da Ásia.
Em momentos de polarização e promessas econômicas incertas, a segurança de um mercado consolidado como o norte-americano soa como a apólice de seguro ideal para o patrimônio construído no Brasil.
Cresce também o número dos que votam no exterior
Tal êxodo financeiro é espelhado por uma transformação demográfica silenciosa, mas poderosa, captada pelos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O número de eleitores fora do país em 2026 é de quase 919 mil, um salto de 32% em relação a 2022. Cidades como Lisboa, Boston e Porto lideram o contingente de uma diáspora que faz questão de participar do destino do Brasil, mesmo não vivendo mais sua rotina.
Se as urnas servem como termômetro da vontade popular, as remessas de investimento e os vistos emitidos medem a confiança no futuro.