Onda conservadora e 20 governadores eleitos marcam 1º turno Foto: O Eco

Onda conservadora e 20 governadores eleitos marcam 1º turno

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Vitória de Tarcísio em São Paulo, avanço do PL no Congresso e disputa acirrada no segundo turno presidencial desenham o novo cenário político

O Café do MyNews desta segunda-feira (5) pautou o cenário eleitoral após o primeiro turno. Mara Luquet e Evandro Éboli apontaram que há um cenário de rearranjo político no país, definido pela resolução antecipada das disputas estaduais em 20 unidades da Federação. O maior destaque ocorreu em São Paulo, onde Tarcísio de Freitas garantiu a reeleição sem segundo turno, despontando como uma das principais lideranças da direita. Por outro lado, o PT assegurou vitórias importantes na Bahia, no Ceará e no Piauí, enquanto Santa Catarina confirmou a reeleição de Jorginho Mello.

PT revê estratégia após 1º turno e Lula prepara mudanças para a campanha

Na disputa presidencial, os resultados confirmaram um segundo turno acirrado entre Lula e Flávio Bolsonaro. O candidato de oposição obteve um desempenho nas urnas acima do projetado pelas pesquisas, impulsionado por uma margem sólida de votos no Sudeste e no Sul. O cenário impõe desafios para a articulação da campanha petista, que precisará reestruturar alianças e buscar a redução da abstenção nas próximas semanas.

Os novos perfis do Legislativo e do Senado

A reconfiguração do Legislativo reforçou a ascensão de alas conservadoras e legendas de centro. O Partido Liberal (PL) atingiu a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 121 cadeiras, e assegurou posição de liderança no Senado. Além disso, o pleito também bateu recordes individuais de votação nacional, marcando a eleição expressiva de Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato para a Câmara, além da expansão da presença do PSD de Gilberto Kassab.

Com nove senadores eleitos, o PT formou a segunda maior bancada na Casa Alta, mas enfrentará uma oposição mais combativa na próxima legislatura. Entre os parlamentares escolhidos para o Senado, ao menos 31 nomes declaram apoio a pautas de pressão institucional, incluindo pedidos de impeachment contra ministros do STF.

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