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Aliados de Flávio Bolsonaro tentam obstruir sessões no Senado para impedir o avanço da proposta que reduz a jornada de trabalho sem corte de salário
A direita articula no Senado uma estratégia para dificultar o avanço da PEC que prevê o fim da escala 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial. A movimentação ocorre após o fortalecimento da oposição no Senado e a disputa eleitoral pela Presidência da República.
Entre as medidas discutidas está a obstrução e o esvaziamento das sessões destinadas à análise da proposta, o que pode comprometer o calendário necessário para que o texto seja levado à votação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mantém, até o momento, os debates previstos.
Flávio Bolsonaro (PL) criticou a defesa do fim da escala 6×1 durante o segundo turno e classificou a pauta como “oportunista”. O senador afirmou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria explorando eleitoralmente uma proposta que não teria avançado anteriormente e defendeu, como alternativa, maior liberdade para o trabalhador definir sua carga horária, com remuneração proporcional.
A resistência no Senado contrasta com o resultado da votação na Câmara, onde a PEC foi aprovada por ampla maioria nos dois turnos. O texto prevê dois dias de descanso remunerado por semana e uma transição até o limite de 40 horas semanais; se aprovado pelos senadores sem alterações, poderá ser promulgado, mas qualquer mudança exigirá nova análise dos deputados.