Fim da escala 6×1 acelera e faz dólar subir Foto: SIMA fim da escala 6x1

Fim da escala 6×1 acelera e faz dólar subir

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Para Cristiane Quartaroli, do Ouribank, a medida traz impacto eleitoral e gera forte volatilidade no mercado financeiro

Em entrevistaao MyNews Investe, Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank, destacou que a aceleração do fim da escala 6×1 no Congresso passou a pressionar diretamente o mercado financeiro. A duas semanas do segundo turno das eleições, a proposta é vista como uma pauta de forte apelo político. Como consequência, a medida provocou reações imediatas nos ativos locais e impulsionou a alta do dólar diante das incertezas. No entanto, o mercado reage mais às expectativas eleitorais do que aos impactos econômicos imediatos. Afinal, a implementação da norma será gradual e deve diluir os efeitos no curto prazo.

Desafios fiscais e as expectativas para o novo governo

A apreensão dos investidores cresce diante dos desafios econômicos para o próximo ciclo de governo. Afinal, a perspectiva de crescimento moderado do PIB exige um rigoroso controle de gastos. Por isso, o futuro presidente precisará equilibrar promessas de campanha com compromissos fiscais. O mercado financeiro, por sua vez, exige sinalizações claras de reformas estruturais. Dessa forma, será possível afastar os riscos inflacionários nos anos seguintes.

O impacto do cenário internacional na economia brasileira

Ademais, o ambiente internacional adiciona mais volatilidade aos ativos brasileiros. Recentemente, a divulgação de índices de inflação elevados nos Estados Unidos preocupou os analistas. Em resposta a esses dados, cresceu o temor de novas altas nos juros pelo Federal Reserve. Como resultado, o apetite por risco diminuiu em mercados emergentes como o Brasil. Simultaneamente, as tensões geopolíticas e a alta do petróleo mantêm o alerta ligado para a inflação de combustíveis.

Recomendações de cautela para os investidores

Diante desse cenário de incertezas, especialistas recomendam cautela ao investidor. Em períodos de volatilidade causados por pesquisas e choques externos, a prudência deve prevalecer. Por essa razão, a orientação principal é evitar movimentações eufóricas. Portanto, o mais prudente é priorizar posições defensivas na carteira até a consolidação do novo cenário.

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