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Impulsionado pela indústria e pelos serviços, Indicador do Banco Central reage após dois meses de queda e acumula avanço de 1,6% no ano
Segundo informações do portal g1, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou um crescimento de 0,3% em agosto na comparação com o mês anterior, após ajustes sazonais. O resultado, divulgado nesta sexta-feira (16) pela autoridade monetária, marca o primeiro avanço do indicador após dois meses consecutivos de retração e sinaliza uma reação no ritmo da atividade econômica no país.
No mês anterior, o indicador havia registrado uma retração de 0,3%. Além disso, na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta foi de 1,2%. Por fim, o índice acumula um avanço de 1,6% no ano.
A alta do indicador foi puxada principalmente pelos setores industrial e de serviços:
Indústria: registrou o melhor desempenho do mês, com expansão de 0,9%.
Serviços: seguiu em ritmo positivo, anotando alta de 0,2%.
Agropecuária: apresentou recuo de 1,8% no período.
A recuperação econômica coincide com medidas recentes do governo. Por exemplo, houve isenção do Imposto de Renda para rendimentos até R$ 5 mil. Além disso, o governo liberou saques do FGTS e reajustou o Bolsa Família. Assim, essas ações impulsionaram o consumo das famílias.
Apesar desse avanço, a autoridade monetária mantém o alerta com a inflação. O Banco Central destaca que a desaceleração econômica é necessária para conter os preços. Por essa razão, os analistas preveem uma alta de 1,85% para o PIB de 2026.
Apesar de ser amplamente utilizado pelo mercado financeiro como um antecedente da atividade econômica, o IBC-Br diverge da metodologia empregada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a consolidação do PIB oficial.
O índice calculado pelo Banco Central avalia a produção dos setores de agropecuária, indústria e serviços, somada aos impostos, servindo de apoio decisório para a definição da taxa básica de juros (Selic). Já o cálculo do IBGE traz uma visão abrangente ao incorporar também a perspectiva da demanda, englobando dados de consumo das famílias, investimentos e gastos públicos.