Deputada Estadual eleita Duda Hidalgo critica uso de candidatas para promover discursos antifeministas Almoço Do MyNews

Deputada Estadual eleita Duda Hidalgo critica uso de candidatas para promover discursos antifeministas

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Deputada estadual pelo PT afirma que setores da direita instrumentalizam a imagem de mulheres para difundir mensagens contrárias ao feminismo e defende ampliar a rede de proteção contra a violência.

A presença de mulheres na política não garante, por si só, a defesa dos direitos femininos. Essa é a avaliação da deputada estadual Duda Hidalgo, advogada e filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT). Em entrevista ao  Almoço MyNews nesta sexta (16), ela criticou a estratégia de setores políticos que usam a imagem de candidatas para promover discursos antifeministas.

Segundo Hidalgo, parte da direita vê o feminismo como um obstáculo aos próprios interesses. Isso ocorre porque a organização das mulheres em torno da luta por direitos fortalece sua participação política e social. Por isso, a deputada avalia que alguns grupos exploram a presença de candidatas para transmitir mensagens contrárias às pautas feministas.

Candidatas mulheres entram no debate antifeminista

Para Hidalgo, setores políticos instrumentalizam a imagem de mulheres para dar legitimidade a discursos contrários ao feminismo. Nesse contexto, a presença feminina funciona como uma ferramenta para divulgar ideias que, na avaliação da parlamentar, não ampliam os direitos das mulheres.

Além disso, a deputada considera que essas mensagens nem sempre se dirigem ao eleitorado feminino. Pelo contrário, ela avalia que parte desse discurso busca alcançar principalmente os homens, reforçando posições contrárias ao feminismo.

Hidalgo ressalta, porém, que mulheres podem defender diferentes visões políticas, inclusive fora da esquerda. Afinal, a diversidade ideológica faz parte da democracia, e ampliar a presença feminina nos espaços de poder é positivo.

No entanto, a parlamentar destaca que a representatividade precisa vir acompanhada de compromisso com os direitos das mulheres. Por isso, ela defende que o eleitorado observe as propostas e as posições de cada candidata, em vez de considerar apenas sua presença na política.

Nesse sentido, Hidalgo critica mulheres que, segundo sua avaliação, atuam como ventríloquos de mensagens misóginas. Para ela, as candidatas precisam defender os direitos femininos de forma efetiva, e não apenas emprestar sua imagem a discursos que reforçam preconceitos.

Duda Hidalgo defende ampliar a proteção contra a violência

Além de criticar o avanço dos discursos antifeministas, Hidalgo defende medidas concretas para proteger as mulheres. Entre as prioridades, ela destaca a ampliação das delegacias especializadas no atendimento à mulher e a criação de mais centros de referência.

Segundo a deputada, o poder público precisa fortalecer a infraestrutura de atendimento nos territórios. Dessa maneira, mulheres que enfrentam situações de violência poderão encontrar acolhimento, orientação e proteção com mais facilidade.

Além disso, a parlamentar defende que os serviços estejam próximos de quem precisa deles. Afinal, a existência de direitos na legislação não basta quando as mulheres encontram dificuldades para acessar a rede de proteção.

Por isso, Hidalgo considera fundamental transformar o compromisso com os direitos femininos em políticas públicas concretas. Mais delegacias especializadas e centros de referência podem contribuir para aproximar os serviços das vítimas e fortalecer o enfrentamento à violência.

Representatividade precisa se traduzir em direitos

A avaliação de Hidalgo coloca em evidência uma questão central do debate sobre a participação feminina na política: eleger mais mulheres é importante, mas também é necessário observar quais pautas elas defendem.

Por um lado, a diversidade de posições políticas entre mulheres faz parte do processo democrático. Por outro, a deputada alerta para o uso da imagem feminina como instrumento de discursos que considera misóginos.

Assim, Hidalgo defende uma representação política que vá além da presença numérica. Para ela, as mulheres precisam ocupar espaços de poder e, ao mesmo tempo, contribuir para ampliar direitos, combater a violência e fortalecer as políticas públicas de proteção.

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