Lula autoriza quebra de sigilos no TSE e desafia Flávio Bolsonaro Foto: reprodução quebra de sigilo

Lula autoriza quebra de sigilos no TSE e desafia Flávio Bolsonaro

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Presidente Lula libera dados bancários e telefônicos da família, mas exige a mesma atitude de Flávio Bolsonaro

A campanha do presidente Lula (PT) formalizou um movimento estratégico nesta terça-feira (20). O petista autorizou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a quebra voluntária de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos oito anos. A liberação abrange a primeira-dama Janja, seus cinco filhos e a empresa L.I.L.S. Palestras.

No entanto, a divulgação pública dos dados tem uma condição. As informações só irão para o site DivulgaCand se o senador Flávio Bolsonaro (PL) fizer o mesmo. Portanto, o desafio exige a exposição das contas de Flávio, do ex-presidente Jair Bolsonaro, de seus irmãos e da esposa. Além disso, a petição cobra a abertura de empresas ligadas ao senador, incluindo uma offshore citada pela Polícia Federal.

Condição e desafio direto ao adversário

A petição apresentada pelos advogados da campanha petista defende que o acesso público a essas informações antes desta quarta-feira (21) é crucial para o processo democrático. “A divulgação pública dos dados bancários, fiscais e telefônicos dos dois candidatos, anterior a próxima quarta-feira (21.10.2026), é fundamental para que a população brasileira seja devidamente informada e possa decidir livremente em quem vai votar”, destaca trecho do documento protocolado no TSE.

Durante agenda no QG de campanha na manhã desta terça-feira, o presidente Lula reforçou o desafio de forma direta e ostensiva: “Eu estou disposto a que a sociedade saiba quem é o ladrão nesse país, quem é corrupto. Quero ver se ele tem coragem de abrir sigilo bancário e telefônico da pessoa física e jurídica. (…) Vamos ver se tem coragem de abrir a vida secreta dele”, declarou o candidato à reeleição.

Alcance dos pedidos

A autorização apresentada pela chapa de Lula inclui seus filhos — Lurian, Marcos Cláudio, Fábio Luís (Lulinha), Sandro Luís e Luís Cláudio — e a empresa de palestras fundada por ele em 2011 em parceria com Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula.

Em contrapartida, a petição exige que a contrapartida de Flávio Bolsonaro inclua:

  • Familiares: O ex-presidente Jair Bolsonaro, os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan, a esposa Fernanda Antunes e a mãe, Rogéria Bolsonaro.

  • Empresas e participações: O escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro, as empresas All In One Corretora de Seguros, Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação, Bolsonaro Digital Ltda., além da Alcazar Holdings — apontada por investigações da Polícia Federal como uma offshore administrada pelo advogado Willer Tomaz na qual o senador constaria como “usuário master”.

Por fim, a campanha petista argumenta que essa transparência é fundamental para a decisão do eleitor. Assim, a medida pressiona a oposição e coloca o sigilo patrimonial no centro do debate eleitoral.

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