Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, participa de reunião da comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor do Senado | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Em entrevista, o ministro Wolney Queiroz aborda o fim das filas, combate a fraudes e os desafios do envelhecimento no Brasil
Em entrevista ao Canal MyNews, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, abriu o jogo sobre os principais avanços e os gargalos enfrentados por uma das pastas mais estratégicas do governo federal. Durante a conversa, o ministro explicou as medidas adotadas para zerar a fila central de pedidos. Além disso, apresentou metas para manter o atendimento rápido perante a alta demanda nacional.
Para atingir esses resultados, o ministério combinou concursos públicos, mutirões e a expansão da “Perícia Conectada”. Essa tecnologia permite exames à distância em regiões isoladas. Assim, o tempo de resposta caiu significativamente com o apoio do bônus de produtividade dos servidores.
A entrevista também trouxe um debate profundo e urgente sobre a sustentabilidade do sistema e a necessidade de atração dos trabalhadores jovens e autônomos, como motoristas de aplicativo. O titular da pasta enfatizou a importância da educação previdenciária desde a juventude, defendendo que o INSS deve ser visto não como uma aposentadoria distante, mas como um seguro de proteção social imediato contra imprevistos, acidentes e invalidez.
Outro ponto central foi o combate rígido às fraudes na “Operação Sem Desconto”. Com essa ação, o governo devolveu valores aos aposentados e adotou o uso da biometria. Além disso, o entrevistado explicou que o Regime Geral ficou blindado contra escândalos financeiros que afetaram regimes estaduais e municipais.
Por fim, os jornalistas e Queiroz discutiram os grandes desafios impostos pelo envelhecimento da população brasileira e o aumento da expectativa de vida. Sem esquecer o cenário político e econômico, o ministro defendeu que eventuais ajustes no modelo previdenciário devem focar na cobrança de grandes devedores e no fim de renúncias fiscais, em vez de penalizar os trabalhadores com a elevação das exigências de idade e tempo de contribuição.