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DEBATE PRESIDENCIAL
Candidatos devem orientar telespectadores a buscarem polêmicas do rival na internet para aumentar a rejeição do adversário
Às vésperas do último debate antes da votação do segundo turno, as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) desenharam uma tática voltada para as plataformas digitais. Segundo apuração de Gustavo Uribe para a CNN Brasil, a chamada “estratégia Google” consiste em incitar os telespectadores a buscarem episódios controversos e temas sensíveis da trajetória do oponente durante a transmissão ao vivo.
A manobra busca contornar as regras rígidas da emissora contra excessos e agressões diretas. Dessa forma, os postulantes mantêm um tom propositivo no palco. Por outro lado, eles conseguem direcionar os eleitores indecisos para temas que aumentam a rejeição do adversário.
Enquanto a campanha de Flávio pretende orientar buscas sobre escândalos do governo petista e temas de segurança pública, a equipe de Lula focará em declarações passadas de Flávio Bolsonaro sobre direitos sociais e relações do senador com nomes polêmicos. A tática demonstra como o ambiente digital tornou-se decisivo no encerramento da disputa eleitoral. Além disso, mostra uma forma inovadora de ataque indireto entre os concorrentes.