Aldo Rebelo mira o Planalto e diz que vai tirar o Brasil da encruzilhada histórica Jornalista e ex-ministro do Esporte, Aldo Rebelo, durante participação no Além das Manchetes | Foto: Reprodução/MyNews Eleições

Aldo Rebelo mira o Planalto e diz que vai tirar o Brasil da encruzilhada histórica

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Ele propõe uma fusão pragmática entre nacionalismo e um forte apelo ao mercado. O argumento é direto: o Estado não tem dinheiro, logo é preciso “desbloquear” a iniciativa privada e parar de tratar quem investe como criminoso.

O Brasil enfrenta um momento decisivo e vive uma verdadeira “encruzilhada histórica” em meio a um mundo incerto. É com esse diagnóstico urgente que Aldo Rebelo justifica sua volta ao centro do ringue político. Para o ex-ministro, não basta apenas observar. É preciso intervir e, por isso, ele coloca seu nome na disputa pela Presidência da República.

A bagagem é pesada, pois Rebelo traz no currículo desde a presidência da UNE até seis mandatos como deputado federal. Além disso, ele presidiu a Câmara e comandou quatro ministérios. Segundo ele, essa trajetória gerou um conhecimento profundo sobre os gargalos nacionais. Agora, o objetivo é usar a candidatura para propor soluções, revalorizar a democracia e resgatar o crescimento.

O pré-candidato identifica quatro feridas abertas no país, começando pela economia. Rebelo alerta que o Brasil vive de “voos de galinha” e fica para trás enquanto China e Índia decolam. A desigualdade é outro ponto crítico, classificada por ele como uma doença crônica que destrói a educação pública. Na política, o diálogo respeitoso desapareceu do Congresso e deu lugar à polarização estéril. Já na segurança, ele aponta a falência do Estado, com facções criminosas dominando territórios e a falta de recursos para as Forças Armadas protegerem as fronteiras.

Para sair desse labirinto, Rebelo propõe uma fusão pragmática entre nacionalismo e um forte apelo ao mercado. O argumento é direto: o Estado não tem dinheiro, logo é preciso “desbloquear” a iniciativa privada e parar de tratar quem investe como criminoso. Nesse sentido, ele defende a exploração total das fronteiras minerais, energéticas e agropecuárias, com foco na Amazônia.

Rebelo critica duramente o bloqueio de atividades na região por influência de ONGs e defende que riquezas como petróleo e terras raras financiem o desenvolvimento local. Ele também não poupa a diplomacia atual, classificando-a como “ornamental” e alheia à dura realidade da segurança global.

Politicamente, a estratégia mudou. Ao perceber que o MDB não priorizaria uma candidatura própria, Rebelo migrou para o Democracia Cristã, onde encontrou espaço para sua agenda. Ele busca um diferencial claro baseado na “autoridade” de uma biografia limpa, em contraste com políticos que possuem apenas o “poder” da caneta. O ex-ministro recusa o rótulo de “terceira via” e garante que sua campanha não será contra Lula ou Bolsonaro, mas a favor dos “objetivos nacionais permanentes”. A aposta é que soluções concretas podem tirar o Brasil do atoleiro e reverter sua posição nas pesquisas.

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