BC confirma fraude em carteiras do Master no BRB e detalha denúncia enviada ao MPF Prédio do Banco Central em Brasília | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil Banco Central

BC confirma fraude em carteiras do Master no BRB e detalha denúncia enviada ao MPF

00:00 A+ A- Ler o resumo da notícia O Banco Central (BC) confirmou fraude nas carteiras de crédito do Banco Master vendidas ao BRB. Técnicos liderados por Ailton de Aquino verificaram que os ativos não tinham valor real, afastando culpa do regulador. O BC notificou o Ministério Público Federal (MPF) e enviou documentação técnica sobre […]

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  • O Banco Central (BC) confirmou fraude nas carteiras de crédito do Banco Master vendidas ao BRB.
  • Técnicos liderados por Ailton de Aquino verificaram que os ativos não tinham valor real, afastando culpa do regulador.
  • O BC notificou o Ministério Público Federal (MPF) e enviou documentação técnica sobre os crimes.
  • Também adotou medidas preventivas para a liquidez do BRB e propôs a liquidação extrajudicial do conglomerado Master.

O Banco Central quebrou o silêncio sobre a polêmica venda de carteiras de crédito do Banco Master para o BRB. Sob o comando do diretor Ailton de Aquino, os técnicos comprovaram rapidamente que os ativos negociados não tinham valor real. Portanto, o documento refuta as narrativas de que o regulador teria agido com negligência.

Diante dessas inconsistências, a diretoria agiu de imediato. Primeiramente, o BC comunicou os crimes ao Ministério Público Federal e enviou vasta documentação técnica, segundo a nota oficial do BC. Além disso, aplicou medidas preventivas para proteger a liquidez do BRB. O diretor Ailton foi ainda mais longe na época: submeteu à diretoria colegiada uma proposta de liquidação extrajudicial do Conglomerado Master, visando estancar os riscos.

Para garantir total transparência, Ailton de Aquino tomou uma atitude drástica. O diretor afirmou que jamais recomendou a compra das carteiras e renunciou voluntariamente aos seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. Assim, ele permite que a Polícia Federal analise livremente todos os seus registros, inclusive as conversas com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

Por fim, a nota reforça a divisão de deveres no mercado. O Banco Central destaca que monitora a estabilidade do sistema, mas a responsabilidade pela análise da qualidade do crédito pertence integralmente à instituição compradora. Ou seja, cabia ao BRB verificar o risco do negócio. Dessa forma, o regulador deixa claro que sua fiscalização não substitui os controles internos que os bancos devem manter.

 

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