MEC aplicará uma supervisão rigorosa aos cursos com notas baixas. As punições variam conforme a gravidade do caso
O Ministério da Educação (MEC) e o Inep divulgaram, nesta segunda-feira (19), os resultados oficiais do primeiro Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Essa nova avaliação substitui o antigo Enade e funciona como um selo de qualidade para a graduação. Além disso, o exame analisou o desempenho de 351 cursos em todo o país. O teste mediu tanto a infraestrutura das faculdades quanto a capacidade técnica dos alunos concluintes. Dessa forma, o governo busca endurecer o controle sobre o ensino médico no Brasil.
Contudo, os dados revelam um cenário preocupante. Cerca de 30% dos cursos (107 graduações) receberam conceitos 1 e 2, ou seja, notas insatisfatórias. O governo planeja elevar esse índice nas próximas edições.
Consequentemente, o MEC aplicará uma supervisão rigorosa aos cursos com notas baixas. As punições variam conforme a gravidade do caso. O ministério poderá, por exemplo, impedir a abertura de novas vagas ou suspender contratos com o Fies e o Prouni. Em situações críticas, o governo cortará até mesmo cadeiras já existentes. Finalmente, o Enamed impacta diretamente a carreira dos alunos. Isso ocorre porque os processos seletivos de residência, como o Enare, usarão a nota do exame como critério de pontuação.