Nesta semana foi descoberto que o ABIN investiga e espiona o país vizinha em relação à usina de Itaipu
Nesta semana, um caso de espionagem entre Brasil e Paraguai veio à tona, gerando grande repercussão. Segundo o portal UOL, o objetivo era obter informações sobre a Usina de Itaipu, o que desagradou os paraguaios. Rapidamente, eles convocaram o embaixador brasileiro em Assunção para prestar esclarecimentos.
Com isso, as negociações sobre a usina foram suspensas. O MyNews foi atrás do assunto e recebeu o professor James Onnig para uma análise completa. Ele detalhou o histórico da parceria entre Brasil e Paraguai em torno da energia de Itaipu, os interesses econômicos por trás do escândalo e as possíveis consequências diplomáticas e financeiras para os dois países.
“Pelo que entendi, colhendo algumas informações, esse processo começou em 2019, não necessariamente com espionagem. Mas, no governo anterior, empresas privadas já exerciam forte influência para comprar a energia excedente do Paraguai sem a intermediação da Eletrobras. Inclusive, houve negociações sigilosas, realizadas a portas fechadas, que levaram o Paraguai a uma crise entre 2020 e 2021, quando o caso revisitou. Desde então, há desconfianças mútuas, especialmente por parte dos paraguaios, em relação ao interesse de grupos privados brasileiros na recompra dessa energia.
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“Agora, fica aquela situação, né, Um lado joga a culpa para o outro até que tudo se resolva. Se isso realmente aconteceu, o governo atual deveria ter revelado desde o início. Como a demora foi grande, precisamos identificar os responsáveis”, afirmou James sobre a disputa política em torno da espionagem”, falou o professor.