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STF
O modelo de negócios do Banco Master é o epicentro da crise. Embora Vorcaro defenda a legitimidade de suas operações, críticos enxergam um cenário perigoso
Os vídeos dos depoimentos de Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, finalmente vieram a público. A liberação ocorreu após o ministro Dias Toffoli quebrar o sigilo do processo. Agora, o conteúdo expõe o clima de tensão absoluta entre o sistema financeiro e as investigações federais. Tensões e suspeitas resumem bem o clima no STF do depoimentos dos envolvidos no escândalo Master.
Durante a oitiva, o banqueiro se recusou a entregar a senha de seu celular. Segundo seu advogado, o aparelho guarda apenas informações pessoais. Além disso, ele atacou a condução do caso, alegando que o sigilo da audiência sofreu violações prévias.
Para os investigadores, o ponto crucial é a interferência direta de Vorcaro no sistema financeiro. O objetivo agora é mapear os chamados “tentáculos de poder” do banqueiro.
O modelo de negócios do Banco Master é o epicentro da crise. Embora Vorcaro defenda a legitimidade de suas operações, críticos enxergam um cenário perigoso. Muitos comparam a estrutura do banco à crise do subprime de 2008.
As investigações apontam práticas alarmantes:
Ativos sem lastro: O banco criou carteiras de crédito de baixa qualidade.
Empresas de fachada: Um exemplo é a compra de bilhões em papéis da empresa Tirrena. A companhia nasceu poucos dias antes da operação e não tinha capital para suportar o valor.
Liquidez artificial: O Master oferece taxas exorbitantes, como 150% do CDI, para atrair investidores.
Risco ao FGC: O banco utiliza o Fundo Garantidor de Créditos como muleta para operações insustentáveis.