Todos querem Kassab, o dono da bola no jogo do poder Gilberto Kassab - Foto Walter Campanato/ Agência Brasil Eleições

Todos querem Kassab, o dono da bola no jogo do poder

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No meio político, Kassab carrega a fama de oráculo. Os veteranos repetem um mantra: se você está perdido, siga o homem. Ele possui um faro único para detectar o cheiro da vitória antes de qualquer pesquisa

Esqueça os candidatos oficiais. O nome que realmente faz o coração da Faria Lima e das capitais bater mais forte é um só: Gilberto Kassab. Ele não disputa o Planalto, mas pode decidir quem senta lá. Hoje, Kassab ocupa o posto de “noiva” mais cobiçada do Brasil. Todos o querem. De governadores do Sul a prefeitos do Nordeste, a romaria ao seu gabinete não para. Afinal, no xadrez político atual, ele não é apenas um jogador. Ele é o próprio tabuleiro. Este foi o principal tema do Café do MyNews nesta segunda-feira, veja vídeo abaixo.

Kassab opera com uma lógica implacável. Ele transformou o PSD em uma máquina de moer concorrência. Recentemente, ele atropelou o MDB e assumiu o controle de quase 880 prefeituras. Só em São Paulo, ele manda em 400 cidades. Isso cria uma muralha intransponível para qualquer um que queira entrar com chances nas eleições deste ano.

A estratégia dele para o futuro é cristalina. Ele mantém um pé no governo Lula com três ministérios, mas os olhos focam na oposição. Kassab já percebeu que o jogo de 2026 terá dois turnos. Por essa razão, ele parece não se preocupar com o aparecimento de várias candidaturas de direita agora. Ele planeja unir todos esses nomes depois para derrotar o PT. Kassab navega entre polos com uma facilidade irritante para seus adversários políticos. Ele apoia Ratinho Jr para presidência , faz parte do governo Tarcísio, seu partido ocupa espaços no governo Lula e ele ignora o radicalismo bolsonarista. Ele prefere o pragmatismo ao barulho das redes sociais.

No meio político, Kassab carrega a fama de oráculo. Os veteranos repetem um mantra: se você está perdido, siga o homem. Ele possui um faro único para detectar o cheiro da vitória antes de qualquer pesquisa. Em 2022, ele já sabia o resultado de Lula enquanto os outros ainda suavam frio. Agora, ele se posiciona como o arquiteto da próxima era. Kassab não quer ser o rei, pois prefere o cargo de fabricante de reis. Quem busca o poder sabe que, sem a bênção do “Desejado”, o caminho pode terminar em um beco sem saída.

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