A guerra dos números e a consolidação de um fenômeno digital: Nikolas Ferreira A guerra dos números e a consolidação de um fenômeno digital: Nikolas Ferreira Caminhada

A guerra dos números e a consolidação de um fenômeno digital: Nikolas Ferreira

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O Futuro: Governador ou Cabo Eleitoral? Agora, ele acumula capital político e começam as especulações

Disputam-se os números. Apoiadores falam em meio milhão. O monitor da USP, por outro lado, contou 18 mil. Mas essa guerra de versões esconde o principal. Nikolas Ferreira venceu politicamente. Ele chegou a Brasília muito maior do que saiu de Minas. Portanto, a matemática vira apenas um detalhe diante do saldo político.

A caminhada funcionou, acima de tudo, como uma prova de força. Nikolas mostrou capilaridade real. Além disso, agiu como um ímã para a classe política. A família Bolsonaro, inclusive, disputou espaço físico ao seu lado. Todos queriam associar suas imagens à dele. Assim, tentaram pegar carona na tração de sua popularidade.

Especialistas rejeitam a tese de sorte ou viralização passageira. Eles enxergam um “domínio de algoritmo”. O perfil de Nikolas conquistou a confiança das plataformas digitais. Por isso, seu conteúdo ganha entrega constante. Políticos tradicionais ainda engatinham nas redes. Já Nikolas transformou o ato físico em um ativo digital massivo. Consequentemente, ele foi o protagonista absoluto.

O Futuro: Governador ou Cabo Eleitoral? Agora, ele acumula capital político. As especulações sobre o futuro, então, aumentam. Nikolas fará 30 anos em maio. Dessa forma, torna-se elegível para o governo de Minas Gerais. A idade, contudo, ainda o barra do Senado ou da Presidência.

Mesmo sem cargo definido, analistas apontam certezas. A reeleição para deputado federal estaria garantida. Mais do que isso: ele vira um cabo eleitoral de luxo. Poderá viajar o país e transferir votos para aliados.

A vitória política, porém, teve atritos. Raios feriram participantes durante o ato. O incidente gerou polêmica. Ao visitar as vítimas, Nikolas atacou a imprensa. Acusou jornalistas de “torcerem por desgraça” e ignorarem o evento. Profissionais da mídia rebateram de imediato. Eles cobriam o socorro no local. Ou seja, Nikolas mantém a guerra contra o jornalismo. Para ele, essa retórica serve de combustível.

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