Ciro Nogueira, presidente do PP e um dos líderes da oposição, garante aprovação de anistia e assegura derrota de Lula em 2026 | Foto: MyNews
Eleições
O senador e presidente do PP tenta equilibrar o apoio ao bolsonarismo com novos acenos ao governo Lula para evitar uma derrota eleitoral no Piauí.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) vive um momento decisivo em sua trajetória. Atualmente, o articulador do “Centrão” equilibra o seu passado pragmático com a urgência de vencer as eleições de 2026.
Ciro atua principalmente nos bastidores da política. Embora ele não conquiste votações recordes, o senador possui um talento raro para atrair aliados poderosos. Ele chefia o Progressistas (PP) desde 2013. Ou seja, ele segura as rédeas de uma das siglas mais influentes do Congresso há mais de uma década. Sua carreira começou na Câmara em 1994. Depois disso, ele conquistou uma vaga no Senado em 2010 e renovou o mandato em 2018.
Em 2021, ele atingiu o topo de sua influência. Naquela época, ele assumiu o cargo de Ministro-chefe da Casa Civil e virou o braço direito de Jair Bolsonaro.
Ciro Nogueira tem facilidade para transitar entre polos opostos. Por isso,”camaleão” lhe cai bem.Primeiramente, ele apoiou os governos do PT com proximidade. Mais tarde, ele se tornou o principal pilar político de Bolsonaro. Inclusive, Ciro declarou que aceitaria ser vice de Tarcísio de Freitas em uma chapa futura. Contudo, o senador se encontrou com o presidente Lula em dezembro. Essa movimentação gerou rumores sobre uma nova mudança de lado para garantir sua sobrevivência.
Apesar do seu prestígio em Brasília, Ciro enfrenta problemas em sua base eleitoral. No Piauí, o cenário parece hostil para o senador. Os números mostram que sua intenção de voto caiu de 45% para 30%. Dessa forma, ele ocupa apenas o terceiro lugar na disputa estadual. Portanto, uma derrota seria fatal para sua imagem. Caso ele perca a vaga no Senado e precise disputar um cargo de deputado, o mercado político lerá o movimento como um grande desprestígio.
Em resumo, Ciro Nogueira enfrenta uma “via-crúcis”. Como líder do Centrão, ele busca agora um novo abrigo político. O senador mostra que as alianças para 2026 continuam abertas. Afinal, ele jogará todas as suas fichas para manter o espaço que ocupa há décadas no coração do poder.