O termômetro digital no dia da votação Foto: Ricardo Stuckert e Vittor Sales

O termômetro digital no dia da votação

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Redes sociais aceleram no 1º turno e institutos de pesquisa recalculam margens de erro após urnas contrariarem projeções

Mara Luquet, Evandro Éboli e Iago Yoshimi, no Café do MyNews desta segunda-feira (5), analisaram a forte influência das redes sociais na reta final do primeiro turno. Com base em dados do monitoramento da Ativaweb DataLab e Datalab, a bancada destacou que o crescimento digital refletiu o clima de mobilização nas urnas. Enquanto o presidente Lula mantém uma base total superior, o candidato Flávio Bolsonaro registrou um avanço de 10,92% em novos seguidores no período, somando mais de 1,25 milhão de inscritos e superando o adversário no ritmo de adesão e nas taxas de engajamento diário.

Onda conservadora e 20 governadores eleitos marcam 1º turno

Paralelamente, os dados apresentados durante a transmissão indicaram que a interação nas redes funcionou como um canal decisivo para impulsionar candidaturas. No dia do pleito, Flávio Bolsonaro capturou a atenção de mais de 300 mil novos seguidores com publicações estratégicas, demonstrando alta capacidade de alcance orgânico no Instagram e no TikTok. Por outro lado, a campanha do PT manteve um crescimento contínuo de 5,44% em sua ampla base, mas enfrentou um patamar menor de engajamento proporcional. Essa dinâmica evidenciou como a circulação de conteúdos por criadores alinhados fortaleceu a presença da oposição no ambiente virtual.

O desafio da precisão nas pesquisas eleitorais

Além do ecossistema digital, o programa debateu a disparidade entre as projeções divulgadas pelos institutos de pesquisa na véspera e o resultado apurado nas urnas. A bancada observou que as oscilações de última hora e a alta taxa de abstenção alteraram a fotografia do eleitorado. Desse modo, especialistas e analistas presentes reforçaram que levantamentos devem ser interpretados como retratos de momentos específicos, e não como diagnósticos definitivos. Diante das divergências registradas, as empresas do setor já recalculam margens e ajustam metodologias para acompanhar a volatilidade das intenções de voto no segundo turno.

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