Foto: divulgação Master
PRESO DENOVO
Investigação revela que banqueiro usava grupos de mensagens para articular agressões físicas e lavagem de dinheiro.
Os envolvidos do esquema criou um grupo de WhatsApp batizado de “A Turma”, com Vorcaro, Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro e também com pedido de prisão, e policiais aposentados, que atuavam na ponta de planejar ameaças a autoridades e jornalistas críticos aos negócios do Master. O pagamentos aos policiais chegava a R$ 1 milhão.
O caso ganhou um novo capítulo com a decisão do ministro André Mendonça. O magistrado autorizou a prisão preventiva logo após assumir a relatoria no Supremo Tribunal Federal. Com efeito, a medida busca interromper as articulações ilícitas do banqueiro. Enquanto isso, a operação também atingiu ex-diretores do Banco Central. Dessa forma, o cerco judicial se fecha contra os suspeitos de irregularidades na gestão bancária.
Em suma, a situação agora atinge um nível crítico de gravidade. Afinal, as provas mostram que os envolvidos planejavam utilizar métodos violentos para silenciar críticos. “Ou seja, está escalando” de forma preocupante para as instituições brasileiras. Por fim, o mercado e o mundo político aguardam os próximos desdobramentos desta teia criminosa.
Quebrar dentes e simular assalto
A investigação da PF revela a existência de um núcleo de intimidação e obstrução de justiça, com monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades.
A batizada “A Turma” planejava “quebrar dentes” de jornalistas até simulação de assaltos. As provas foram obtidas a partir de mensagens do grupo em celulares. Um desses alvos era o jornalista Lauro Jardim, colunista de O Globo e da rádio CBN.
Vorcaro aparece como “chefe da organização criminosa”, além de proximidade com dois integrantes do Banco Central, com possível pagamento de propina até viagem paga para a Disneylândia para a família de um deles. Um desses, Paulo Sérgio, dá sugestões sobre como Vorcaro deve se comportar em reunião com o então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
Vorcaro dava ordens para policiais do grupo a intimidassem concorrentes, ex-empregados e jornalistas.
Fabianno Zettel, que se entregou à PF agora de manhã, em São Paulo, era quem fazia os pagamentos. O outro servidor do BC investigado é Belline Santana.
Integrava “A Turma” Luiz Phillipi Mourão, cujo apelido é “Sicário”, que significa matador. Dados de sistemas também eram extraídos de forma ilegal.