O projeto de Elias Jabour: reindustrialização contra a polarização Foto: arquivo Elias Jabour Eleições 2026

O projeto de Elias Jabour: reindustrialização contra a polarização

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Para furar a bolha ideológica, ele aposta em uma candidatura que funcione como um “movimento”. Seu objetivo é dialogar com setores além da esquerda tradicional. Jabour identifica, por exemplo, uma “direita consequente e nacionalista”

Como Elias Jabor pretende usar a reindustrialização para superar a polarização política no Brasil? O pré-candidato a deputado federal pelo PCdoB defende uma mudança de foco. Para ele, o debate atual entre “fascismo e democracia” é insuficiente, pois não oferece um futuro concreto à população. No Café do MyNews ele diz que sua proposta é a reindustrialização contra a polarização, veja no video abaixo a íntegra do programa.

Nesse sentido, Jabour argumenta que a verdadeira disputa deve ocorrer entre o “fascismo entreguista neoliberal” e um “Projeto Nacional de Desenvolvimento”. Ele acredita que apenas a reindustrialização pode gerar empregos de qualidade. Além disso, esse processo entregaria esperança aos jovens. Assim, a discussão sairia de pautas morais ou identitárias e focaria na sobrevivência econômica e na soberania do Brasil.

Construindo Pontes

Para furar a bolha ideológica, o economista aposta em uma candidatura que funcione como um “movimento”. Seu objetivo é dialogar com setores além da esquerda tradicional. Jabour identifica, por exemplo, uma “direita consequente e nacionalista”. Segundo ele, esse grupo não aceita a subordinação do Brasil a potências estrangeiras. Por isso, sua estratégia envolve buscar pontos de convergência pragmáticos no Congresso Nacional. Afinal, ele defende que um projeto de país exige uma “maioria heterogênea” que inclua o “outro lado”.

Propostas de Convergência

No campo das propostas, Jabour destaca a diferenciação entre capital nacional e estrangeiro. Um ponto central é a recuperação da indústria de defesa, como no caso da Avibras. Jabour acredita que a defesa da soberania e de tecnologias estratégicas mobiliza a sociedade. Consequentemente, esses temas conseguem transcender a dicotomia entre esquerda e direita.

A justificativa para essa guinada baseia-se no “espírito do tempo” (Zeitgeist). Jabour observa que as maiores economias do mundo, como Estados Unidos, China, Índia e Japão, reafirmam seus projetos nacionais. Enquanto isso, ele critica o Brasil por manter discussões econômicas “infantis”. Em vez de focar obsessivamente na relação dívida/PIB, o país deveria planejar sua inserção nas cadeias globais de valor.

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