O narcisismo como arma no plano de Donald Trump para o mundo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Joyce N. Boghosian/Official White House Photo EUA

O narcisismo como arma no plano de Donald Trump para o mundo

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Como o “ego grandioso” do presidente dos EUA transforma a geopolítica em um palco pessoal e o diferencia do fanatismo observado no Brasil

Cresce o volume de estudos que analisam o perfil mental de Donald Trump. Ele é o homem por trás da voracidade expansionista que coloca a América Latina, novamente, no foco estratégico dos Estados Unidos. Para especialistas, entender essa mente é entender como a ambição pessoal de um líder pode redesenhar a geopolítica global e ignorar as normas da diplomacia tradicional.

O psicólogo Thales Coutinho participou do Café do MyNews para traçar um raio-X comportamental do ex-presidente. Ele comparou o trumpismo ao bolsonarismo e revelou detalhes sobre o uso estratégico do ego no poder. Você pode conferir a análise completa e as distinções entre os dois movimentos no vídeo abaixo.

Coutinho destaca o conceito de “narcisismo coletivista” no discurso de Trump. O líder funde o seu ego inflado à crença cultural de que os Estados Unidos são uma nação escolhida e superior. Por causa disso, Trump utiliza a primeira pessoa para decidir o destino de outros países, como se o Estado fosse uma extensão de si mesmo. Diferente de outros perfis, ele exibe um narcisismo grandioso, o que o torna imune a críticas e transforma a política externa em um palco para sua própria exaltação.

Além disso, a análise diferencia a organização interna dos dois movimentos. Enquanto o trumpismo é cirúrgico e planejado, o bolsonarismo opera de forma desarticulada e impulsiva. Trump calcula suas polêmicas como em um roteiro de reality show, mantendo o controle da narrativa. Em contrapartida, o movimento brasileiro assemelha-se a um teatro de improviso. Nele, a falta de estratégia e a fala impensada muitas vezes surpreendem até os próprios aliados e ministros.

Por fim, existe uma diferença crucial na base da adoração nacionalista. O trumpismo busca a soberania absoluta e a dominância global. No entanto, o bolsonarismo carece dessa ideia de superioridade nacional, demonstrando frequentemente subserviência a bandeiras estrangeiras. Enquanto o eleitor de Trump foca em resultados de poder e economia, o apoiador brasileiro tende a enxergar o líder como uma figura sacra. Essa fé mística gera uma “cegueira” que mantém o apoio incondicional, mesmo diante de crises graves de gestão.

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