Banco Master
Walfrido Warde abandona o barco e a delação de Vorcaro assombra Brasília. Enquanto a defesa muda, Toffoli executa “cambalhotas jurídicas”
Walfrido Warde está fora. O advogado, famoso no meio jurídico por sua aversão a delações premiadas, deixou a defesa de Daniel Vorcaro. Imediatamente, o sinal de alerta disparou nos gabinetes mais poderosos de Brasília. A leitura nos bastidores é única e aterrorizante: a saída de Warde prepara o terreno para uma colaboração premiada.
A situação de Vorcaro é crítica. As chances de reverter a liquidação do Banco Master diminuem diariamente. Simultaneamente, as investigações se estreitam. Nesse cenário, Vorcaro deixa de ser apenas um banqueiro e vira uma bomba-relógio.
Ele transita livremente entre esferas políticas e financeiras. Logo, ele sabe demais. O caso se transformou em um verdadeiro “vespeiro” institucional, e muitos temem que ele chute a colmeia para salvar a própria pele.
Enquanto a defesa muda, o ministro Dias Toffoli executa “cambalhotas jurídicas”. O objetivo? Manter o controle total do processo. Toffoli recusa-se a declarar suspeição, apesar das conexões que saltam aos olhos.
Reportagens recentes expuseram contradições gritantes:
O luxuoso “resort do Toffoli” tem ligação com uma empresa suspeita.
A sede registrada dessa empresa é a residência do irmão do ministro.
Ao serem confrontados, familiares negaram. A cunhada do ministro afirmou desconhecer a empresa, alegando viver uma vida de classe média.
Entretanto, essa versão modesta colide violentamente com os valores milionários do negócio.
Toffoli queima em “fogo lento”, exposto por revelações diárias. Em contrapartida, outros personagens aproveitam a cortina de fumaça.
É o caso do ministro Alexandre de Moraes. O vínculo de sua esposa com o banco, um contrato de 129 milhões de reais, permanece, por ora, fora das manchetes principais. Mas a calmaria é enganosa. A tensão continua alta, pois o desfecho é imprevisível. Ministros do Supremo possuem muito poder, mas o caso envolve informações sensíveis demais.
Talvez a Polícia Federal já tenha as respostas. Detalhes vazam a conta-gotas para a imprensa. Essa estratégia de “vazamento lento” ajuda a montar o quebra-cabeça e aumenta a pressão psicológica sobre os envolvidos.
As autoridades avançam. O cerco fecha. Agora, a estabilidade de figuras centrais da República depende inteiramente de uma pergunta que ecoa sem parar: e se Vorcaro realmente falar?