Na CPMI do INSS, 116 parlamentares se revezaram nos embates Deputados discutem durante sessão da CPMI do INSS que terminou em confusão e troca de agressões. Foto: Evandro Éboli. GOVERNO X OPOSIÇÃO

Na CPMI do INSS, 116 parlamentares se revezaram nos embates

Tamanho do texto:

Nos seis meses da existência da comissão, 116 deputados e senadores, do governo e oposição, fizeram rodízio e houve muito bate-boca

A disputa de governo e oposição na encerrada CPMI do INSS levou os dois lados a uma permanente substituição de deputados e senadores suplentes e titulares da comissão, pelos mais variados motivos. Um cochilo, como o que o governo protagonizou ainda na definição da comando da CPMI – pode ser fatal. E, este, foi.

Apesar de ter maioria na comissão, o governo, na primeira reunião, a que definiu presidente e relator, se acomodou e, na hora da votação, faltou parlamentar. Uma jogada da oposição permitiu que esse grupo tomasse o controle da CPMI e desse as cartas nos seis meses de seu funcionamento, impondo ao governo um desgaste.

Ao todo, 116 parlamentares – 53 senadores e 63 deputados – passaram pela comissão, num rodízio de titulares e suplentes. O número de vagas para titular e suplente é de 32 cada. Ou seja, se todos fossem todos os dias, bastavam 64 parlamentares. Esse número, com esses 116, representa quase o dobro.

Dos 53 senadores, 27 eram do governo, 23 da oposição e 3 independentes. Dos 63 deputados, 30 eram do governo, 30 da oposição e 03 independentes.

Os partidos trocavam constantemente de representantes da CPMI do INSS pelas razões: ausência de alguém do grupo, em viagem, doente ou desinteresse mesmo pelo tema; receio de se envolver numa questão que atingiu partidos e governos diversos e receio de sair chamuscado; opção por não se expor no holofote da CPMI (se tem quem adore aparecer, tem quem prefira o anonimato).

Depois do cochilo inicial, o governo, com seus assessores, fizeram duro controle de seus integrantes, evitando que um sequer se ausentasse. Dos 32 titulares, que têm preferência de votar em relação aos suplentes, o Planalto tinha maioria de 18 apoiadores, todos acompanhados com lupa: onde estavam, se iam comparecer. Em caso de ausência, a ordem era “caçar” o suplente.

Ao todo, foram mais de 600 movimentações na troca de deputados e senadores dos dois lados, registradas na página oficial da CPMI.  Os cinco deputados que mais “entraram e saíram” da comissão foram: Ricardo Maia (MDB-BA), 21 vezes; Bia Kicis (PL-DF), 18 vezes; Evair de Melo (PL-ES), 18 vezes; Coronel Fernanda (PL-MT), 14 vezes e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), 13 vezes.

Os cinco senadores recordistas nessa movimentação foram: Marcio Bittar (PL-AC), 16 vezes; Eduardo Girão (Novo-CE), 15 vezes; Chico Rodrigues (PSB-RR), 13 vezes; Augusta Brito (PT-CE), 13 vezes e senador Beto Faro (PT-PA), 9 vezes.