Filho de Bolsonaro é alertado a diminuir o tom dos discursos e tomar cuidado com mobilização petista nas redes sociais e nas ruas
A coluna acompanhou, in loco, as primeiras horas e os dias seguintes da vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Do anúncio do resultado, aos encontros do senador com a numerosa bancada eleita no Congresso e com os governadores eleitos no primeiro turno, mesmo sendo de outros partidos.
A conclusão: Flávio acha que já ganhou, subiu no salto alto, como se diz.
Só se trata como eleito, fala de medidas a adotar, falou em mexer na Constituição, para “redemocratizar” o país, costura composição de ministérios e chegou a dizer que o espaço aéreo de Brasília, na sua posse, será fechado e quebrará recorde de presença de líderes internacionais.
O candidato se reuniu com bancadas dos partidos do Centrão, que, com o faro de poder que tem, correu logo para o colo do filho de Jair Bolsonaro. Se vão trazer votos novos, é outra história. A confiança em excesso ainda pode acomodar eleitores.
Mas o comportamento de Flávio Bolsonaro chamou a atenção e acendeu o alerta na sua campanha: o candidato está se excedendo na confiança e o jogo ainda não está ganho. As pesquisas variam na diferença de votos e faltam ainda duas semanas para o segundo turno.
Tem gente na campanha que entende que essa proceder “otimista” é bom porque cria o “fato consumado” da vitória de Flávio. Um fato novo, porém, levou outros a pedir moderação nesse entendimento: as redes sociais a favor de Lula e os movimentos de rua, que vão seguir até o dia, ou a véspera, do 25 de outubro.
As redes e as ruas assustam os bolsonaristas. Do lado petista, há a crença de que essas mobilizações podem convencer eleitores que não votaram a ir às urnas e fazer indecisos decidirem a favor de Lula. Além da campanha do “medo” que representa a chegada de outro Bolsonaro ao Palácio do Planalto.
Para esta semana, estão previstas pelo menos quatro pesquisas eleitorais. A conferir que notícias trarão para os dois lados.