De importadora a exportadora: como empresas da América Latina vêm competindo no mercado de tecnologia Foto: reprodução redes sociais

De importadora a exportadora: como empresas da América Latina vêm competindo no mercado de tecnologia

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Coluna da Juliana Roman no site do MyNews

A América Latina deixou de ser apenas um mercado consumidor. Hoje muitas empresas da região produzem tecnologias capazes de atender o mercado local dos diferentes países da região.

Os 33 países na América Latina e Caribe apresentam a oportunidade de um mercado amplo e relativamente integrado por proximidade geográfica e cultural. Predominantemente de língua espanhola e portuguesa, a região compartilha um conjunto prático de idiomas que facilita a adoção e a escala de soluções regionais (menos necessidade de tradução/locais complexas para cada país). Além disso, produtos e equipes do Sul Global tendem a reduzir atritos comuns com fornecedores do Norte Global, por exemplo fuso horário, idioma, modelos comerciais e requisitos regulatórios, entregando implementação mais rápida e alinhamento comercial. Dessa forma, é possível entender, desde já, que há uma vantagem direta para empresas LATAM que querem atender o mercado local e, posteriormente, escalar para vizinhos.

O mercado local tem necessidades próprias

Os países da região apresentam demandas específicas, como meios de pagamento locais, requisitos regulatórios, infraestrutura de conectividade e padrões operacionais distintos, os quais geram oportunidades para produtos concebidos para esse contexto. Parcerias com integradores, canais regionais e equipes locais aceleram entrada e suporte em novos mercados.

Menos dependência de soluções tecnológicas oriundas de países dominantes também traz ganhos concretos:

  1. fortalece a soberania digital (menos risco de bloqueios, vetos ou requisitos externos),
  2. reduz custos e latência ao adotar infraestruturas e serviços locais, e
  3. melhora a adequação regulatória a leis regionais (privacidade, proteção de dados, compliance).

A América Latina é hoje um mercado que busca soluções que façam sentido para sua realidade. A transformação digital por aqui tem caráter pragmático: resolve problemas concretos e gera oportunidades. Ao migrar de importadoras a exportadoras, empresas latino-americanas fomentam ecossistemas de inovação além de oferecer produtos mais culturalmente relevantes e customizados para necessidades locais.

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