Jeffrey Epstein / Netflix
Abuso sexual
A lista de contatos do predador sexual parece um guia dos mais poderosos do planeta. Presidentes americanos, membros da família real britânica e gênios da tecnologia, como Bill Gates, aparecem nos registros
O mundo assiste com repulsa à abertura dos arquivos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o caso Jeffrey Epstein. O bilionário, que operava uma rede de abusos contra mulheres e crianças, não agia sozinho. Novos documentos revelam, sobretudo, a extensão assustadora de sua influência sobre as elites globais. O tema domina as manchetes internacionais e expõe os bastidores de um império construído sobre atrocidades.
A lista de contatos do predador sexual parece um guia dos mais poderosos do planeta. Presidentes americanos, membros da família real britânica e gênios da tecnologia, como Bill Gates, aparecem nos registros. No Café do MyNews o destaque foi para a capacidade de Epstein em transitar por diferentes espectros ideológicos. Ele não tinha lado político, pois seu foco era a manutenção de uma teia de proteção bilionária e influente.
As consequências dessas revelações já provocam quedas em governos europeus e abalos em Wall Street. No Reino Unido, por exemplo, o príncipe Andrew enfrenta o risco real de perder seus títulos remanescentes. Além disso, assessores graduados em Londres pediram demissão após ligações com o esquema virem à tona. A indignação global cresce conforme os detalhes dos abusos e das omissões das autoridades aparecem de forma cristalina.
Por fim, o caso serve como um alerta amargo sobre os perigos da impunidade nas altas esferas. Epstein morreu na prisão em 2019, mas seu rastro de destruição continua vivo e exige respostas. Melinda Gates, que se divorciou de Bill Gates após as amizades com o bilionário serem expostas, resume o sentimento de muitos. É necessário focar na dignidade das vítimas e entender como essa rede operou por tanto tempo sem ser interrompida.