Hoje é Dia: leia, veja e ouça Drummond, que morreu há 35 anos Poesia

Hoje é Dia: leia, veja e ouça Drummond, que morreu há 35 anos

Para ler, ver e até ouvir as obras e olhares do escritor, o acervo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) dispõe de conteúdos que são verdadeiras relíquias

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  • Carlos Drummond de Andrade (1902‑1987) completou 35 anos de falecimento.
  • A EBC disponibilizou, em 2022, entrevista concedida a Maria Muniz na década de 1950.
  • Na gravação, Drummond recita poemas como “Poema das Sete Faces”, “Infância” e “Caso do Vestido”.
  • O acervo digital permite ao público ler, ver e ouvir a obra que inclui cerca de 50 livros.

A ausência de Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987), há 35 anos, é, bem como ele escreveu, um estar presente. Vivo e a iluminar a cultura brasileira. O consagrado autor mineiro de Itabira deixou um legado de 50 livros de poesias, crônicas, contos e ensaios que o tornaram um dos principais escritores da história do Brasil. 

Para ler, ver e até ouvir as obras e olhares do escritor, o acervo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) dispõe de conteúdos que são verdadeiras relíquias, como é o caso de uma entrevista que ele concedeu a Maria Muniz, na década de 1950, que foi trazida a público agora em 2022. Na entrevista, ele recita poesias como Poema das Sete Faces, Confidência do Itabirano, Infância, Caso do Vestido, O Mito, Caso Pluvioso, Desaparecimento de Luísa Porto, Pombo-Correio, e Canção da Moça-Fantasma de Belo Horizonte.

Em Infância, por exemplo, ouça Drummond declamando: “(…)Lá longe meu pai campeava/ no mato sem fim da fazenda./ E eu não sabia que minha história/ era mais bonita que a de Robinson Crusoé”.

 

“Por muito tempo achei que a ausência é falta.

E lastimava, ignorante, a falta.

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência.

A ausência é um estar em mim (…)”.