Parir um CNPJ aos 50:  a minha “gestação” tardia Previdência

Parir um CNPJ aos 50: a minha “gestação” tardia

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Empreender após as cinco décadas traz uma vantagem imbatível: o pé no chão. A empresária Flávia Bravo diz que trocamos o “tenho que ser” pelo “quero ser”. Transformamos a nossa experiência de vida em um negócio sólido e lucrativo

Se alguém me dissesse que nos meus 50 anos eu passaria noites em claro, veria minha conta bancária sofrer um baque e ainda ouviria reclamações do marido por “falta de atenção” eu iria rir. Certamente, eu juraria que se tratava de uma gravidez inesperada algo que não estava nos meus planos. Contudo, a realidade é outra. Eu não tive um filho; eu “pari” uma empresa.

De fato, empreender na maturidade exige uma dedicação visceral. A experiência é muito parecida com a maternidade. A diferença principal, entretanto, é que trocamos fraldas por planilhas e creches por investidores. Esse novo “bebê” consome cada gota de energia. Por isso, nem todo casamento sobrevive à nova dinâmica de uma mulher que, de repente, descobre-se empresária.

Enquanto muitos homens compram motos potentes aos 50 para recuperar a juventude, nós, as perennials, fazemos algo mais ousado. Nós compramos um domínio na internet e decidimos criar um império. Afinal, essa “gestação tardia” é a grande tendência das mulheres que não acreditam em prazo de validade, como me contou Flávia Bravo, criadora da plataforma Alma Empreendedora. 

Nesse sentido, empreender após as cinco décadas traz uma vantagem imbatível: o pé no chão. “Já cumprimos todos os roteiros sociais, como casar e criar filhos”, diz Flavia. Portanto, ela diz, agora é o momento de trocar o “tenho que ser” pelo “quero ser”. Transformamos a nossa experiência de vida em um negócio sólido e lucrativo.

Do propósito ao lucro

Eu fundei o MyNews aos 50 e poucos, bem poucos, anos. Hoje, aos 60, as pessoas me perguntam sobre aposentadoria e eu acho graça. Pois, para mim, construir o próprio caminho é a melhor estratégia de liberdade. Mas atenção: não estamos falando de aventuras impulsivas de redes sociais.

Pelo contrário, a empreendedora madura cria processos e busca escala. É desafiador, muitas vezes solitário, mas a sensação de conquita e liberdade é inigualável. Ainda que essa independência abale estruturas tradicionais, o resultado é uma maturidade ativa e poderosa.

Com o objetivo de aprofundar esse tema, bati um papo incrível no MyNews Vida e Previdência com a Flávia Bravo, uma estudiosa que explica por que as mulheres estão trocando o descanso pela criação de impérios.

Confira os detalhes dessa conversa no video abaixo:

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