Você, Lady Gaga e Bruno Mars passaram 2025 na sofrência global Melancolia

Você, Lady Gaga e Bruno Mars passaram 2025 na sofrência global

Tamanho do texto:

O pop virou gótico. Hoje, uma em cada quatro músicas no topo das paradas vende melancolia. A “angústia” nas letras subiu 13 pontos percentuais. O “desespero” disparou após 2020

Pare tudo. Abra seu Spotify. Se a música “Die With a Smile”, de Lady Gaga e Bruno Mars, tocou sem parar, parabéns: você virou estatística.

Não é só o algoritmo que entende sua dor de cotovelo. A ciência diz que vivemos o auge da melancolia. Além disso, o buraco é mais embaixo. Ele vai da sua playlist direto para o seu bolso.

A revista The Economist mostrou dados em duas edições recentes que mostra que o ano de 2025 não foi apenas difícil. Foi o ano em que decidimos, coletivamente, que a melancolia é um estilo de vida.

A trilha sonora do fim

A balada de Gaga e Bruno Mars não foi apenas um sucesso. Ela liderou as paradas em mais de 30 países. Mas eles não estão sozinhos nessa. Uma empresa chamada MusixMatch analisou as letras da Billboard nos últimos 25 anos a pedido da The Economist. Usaram Inteligência Artificial para isso. O resultado? O pop virou gótico.

  • A “angústia” nas letras subiu 13 pontos percentuais.

  • O “desespero” disparou após 2020.

  • Hoje, uma em cada quatro músicas no topo das paradas vende melancolia.

Portanto, esqueça a alegria de antigamente. A moda agora é Billie Eilish sussurrando tragédias. O termo “amor” ainda existe mostra a The Economist. Porém, ele agora anda de mãos dadas com a “dor de coração”.

Mas… qual é o motivo?

Aqui a coisa fica misteriosa. Cientistas analisaram 50 anos de dados. Eles buscaram um culpado lógico.

  • Seria o retorno de Trump e a confusão política?

  • Seria o Aquecimento Global derretendo nosso ânimo?

  • Ou talvez o preço do azeite?

Surpreendentemente, os estudos negam. A música triste não acompanha exatamente as catástrofes, como o 11 de setembro ou a Covid. A tristeza simplesmente cresceu. Ao que parece, viciamos na melancolia. Sofrer virou cool.

O pessimismo custa caro

Infelizmente, essa “bad vibe” saiu dos fones de ouvido e contaminou a economia.

A The Economist já havia mostrado outro dado alarmante na edição anterior: o pessimismo virou uma pandemia financeira.

Na Alemanha, para cada otimista, existem 12 pessimistas. É uma goleada de negatividade. No Japão e na Grã-Bretanha, a conta é de dois rabugentos para cada esperançoso. E outros países repetem esse mesmo quadro.

O economista John Maynard Keynes chamava isso de “espíritos animais”. Funciona assim: se você acha que o futuro será ruim, você para de gastar. A empresa para de contratar. Consequentemente, a crise acontece de verdade. O pessimismo, então, cria a própria desgraça. Travamos o consumo e a inovação por puro medo.

Desafio 2026: a Revolução do sorriso

Mas chega de notícias ruins. Se o pessimismo cria crises, o otimismo também pode criar soluções. Ninguém sabe explicar exatamente a razão de tanta melancolia. Todavia, nós temos o poder de mudar a frequência do rádio. A proposta agora é fazer um pacto com 2026.  Não ignore os problemas do mundo. Eles existem. Mas desafie as estatísticas globais. Aposte um pouco mais no futuro. Troque a “angústia” pela “esperança”.

O mundo já está bastante “admirável” em tecnologia e caos. Agora, cabe a nós fazê-lo um pouco mais “novo” com um final feliz.

Relacionados