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Pirâmides
Mauro Silva revela como o uso de CDB escondeu um esquema escandaloso e permitiu o crescimento de uma grande pirâmide financeira
As pirâmides financeiras já superam as do Egito na história das fraudes. O Banco Master operou um dos esquemas mais escandalosos da atualidade. A instituição agiu sem qualquer cerimônia e sob os olhos de todo o mercado. Quem explica é Mauro Silva, vice-presidente da Unafisco, numa entrevista esclusiva ao MyNews.
Ele detalha o uso da remuneração do CDB como isca. O banco não inventou um produto novo para enganar o investidor. Em vez disso, a instituição sequestrou a credibilidade de um título tradicional de renda fixa. O Banco emitia CDBs com retornos cada vez mais altos para conseguir alimentar o mercado. A taxa de retorno do CDB que já estava em mais de 140% do CDI já era um claro sinal da dificuldade do banco de captar recursos no mercado. Por isso era obrigado a emitir títulos com taxas cada vez mais altas, alimentando assim o ciclo das pirâmides.
Além disso, Silva questiona o silêncio dos órgãos de controle. Ele aponta que as “luzes vermelhas” demoraram muito para acender. O sistema ignorou os sinais de perigo enquanto a pirâmide crescia de forma artificial. Portanto, o caso do Banco Master prova que o mercado precisa de uma vigilância muito mais ágil e menos ingênua.