Dólar e eleições: os impactos no bolso e os rumos do mercado brasileiro Foto: Diário da Manhã dólar

Dólar e eleições: os impactos no bolso e os rumos do mercado brasileiro

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Marcos Labarthe, sócio-fundador da GT Capital, analisa como o câmbio, as pesquisas eleitorais e as reformas fiscais moldam a economia

A trajetória recente do dólar americano no Brasil reacendeu o debate sobre os impactos do câmbio no bolso. Em entrevista ao Canal MyNews, Marcos Labarthe, sócio-fundador da GT Capital, analisou esse cenário econômico. Segundo ele, o dólar afeta diretamente a inflação e o poder de compra da população, uma vez que a moeda influencia desde o preço do pão até o custo de eletrônicos importados. Dessa forma, a queda da divisa reduz o custo de vida no país, mas traz desafios para as exportações do agronegócio.

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Pesquisas eleitorais e a reação dos investidores

Além disso, a oscilação do mercado acionário reflete de forma expressiva o cenário político atual. Labarthe explicou que os investidores buscam se antecipar aos cenários futuros. Por isso, o mercado analisa constantemente a relação entre risco e retorno. Como resultado, as pesquisas eleitorais provocam uma reprecificação rápida dos ativos financeiros, assim, esse movimento de antecipação gera fortes oscilações na bolsa de valores. Consequentemente, o mercado precisa recalcular suas rotas a cada nova pesquisa divulgada.

O grande desafio das contas públicas para 2027

Contudo, para além do otimismo eleitoral de curto prazo, o país enfrentará grandes desafios fiscais. O especialista alertou que o futuro governo precisará organizar o orçamento público. Atualmente, os juros da dívida e a previdência consomem a maior parte da arrecadação. Diante disso, sobra muito pouco dinheiro para investimentos em infraestrutura. Por conseguinte, o novo presidente precisará aprovar novas reformas estruturais.

A importância da economia comportamental

Por fim, o diálogo abordou a relevância do Prêmio Nobel de Economia de 2026. Labarthe ressaltou que a economia é uma ciência humana e comportamental. Em outras palavras, a percepção de empresários e famílias guia o ritmo do consumo. Diante de incertezas, as pessoas naturalmente adiam compras e investimentos no mercado. Em contrapartida, a confiança no futuro estimula a criação de novos empregos no país. Por essa razão, entender o comportamento humano é fundamental para prever crises e garantir o crescimento.

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