Entre 26 ações do varejo acompanhadas pelo BTG, 18 têm recomendação de compra Foto: Freepeak

Entre 26 ações do varejo acompanhadas pelo BTG, 18 têm recomendação de compra

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Levantamento aponta predominância de indicação positiva e destaca varejistas com potencial de valorização que supera 200% na bolsa de valores

Levantamento com 26 ações do segmento varejista acompanhadas pelo BTG Pactual mostra predominância de recomendações positivas para o setor. Do total de papéis analisados, 18 possuem recomendação de compra e oito aparecem com a posição neutra. Entre as ações com recomendação de compra e maior perspectiva percentual de ganhos estão a Veste (que reúne marcas como Dudalina e Le Lis), com projeção de 224% de alta entre o preço atual de R$ 3,70 (15h de quarta-feira, 11) e o preço-alvo de R$ 12, e a Positivo Tecnologia, com papéis vendidos a R$ 4,54 e preço-alvo de R$ 13, variação projetada de 186%.

Ao longo do ano, o Ibovespa variou 14% entre 2 de janeiro, primeiro pregão de 2026, e terça-feira (10 de março). No caso das 26 varejistas avaliadas pelo BTG, 13 tiveram variação negativa desde o começo do ano e outras 12 tiveram variação positiva. Entre as que fecharam no azul, a única do ranking que superou o Ibovespa foi a Dimed, dona da rede de farmácias Panvel. Além da Dimed (26%), as principais altas foram de Westwing(11,13% até a tarde de quarta-feira, 11), Azzas (10,38%) e Positivo Tecnologia (9,40%). Pelo lado oposto, as maiores baixas foram de Traders Club (-44,01%), Smart Fit (-18,10%), Vulcabras (-15,84%), Vivara (-15,83%) e Marisa (-15,53%).

O grupo de 26 varejistas selecionado pelo BTG – veja a relação ao fim do texto – não contempla todos os varejistas que negociam na bolsa de valores. Pelo recorte do banco, a empresa de maior valor de mercado é a Raia Drogasil, com valor de R$ 40,87 bilhões. Na sequência aparecem a varejista têxtil Renner (R$15,23 bilhões) e Natura&Co (R$12,14 bilhões). Grupo Mateus (R$ 12,12 bilhões) e Smart Fit (R$ 11,82 bilhões) completam o top 5.

Entre os papéis com recomendação de compra, a tese costuma estar associada à combinação entre preços depreciados e expectativa de recuperação operacional. Nesse grupo aparecem empresas como Magazine Luiza (MGLU3), Grupo Mateus (GMAT3), Positivo Tecnologia (POSI3), Lojas Quero-Quero (LJQQ3) e C&A Brasil (CEAB3). Já entre as companhias classificadas como neutras, o banco aponta cenários mais equilibrados entre risco e retorno, como em Casas Bahia (BHIA3), Westwing (WEST3), Enjoei (ENJU3) e Espaçolaser (ESPA3). Em geral, esses casos refletem incertezas operacionais maiores ou menor visibilidade de crescimento no curto prazo.

Ao observar o potencial implícito nos preços-alvo, algumas companhias se destacam com projeções expressivas de valorização. O maior upside aparece em Magazine Luiza, cuja diferença entre o preço atual e o preço-alvo estimado é a mais elevada da amostra. Na sequência surgem Espaçolaser, Veste (VSTE3) — dona de marcas como Le Lis e Dudalina — e TC Traders Club (TRAD3). Também figuram entre os maiores potenciais Positivo Tecnologia e Lojas Marisa (AMAR3), empresas que passaram por ciclos recentes de reestruturação e podem capturar ganhos relevantes caso a recuperação operacional se consolide.

Na outra ponta da tabela, algumas ações apresentam potencial limitado ou praticamente neutro em relação aos preços atuais. É o caso de Westwing, que aparece com projeção negativa no levantamento, e de Casas Bahia, cujo preço-alvo indica variação próxima da estabilidade. Papéis como Pague Menos (PGMN3) e Track & Field (TFCO4) também exibem potencial relativamente restrito, sugerindo que parte das expectativas positivas já esteja refletida nas cotações de mercado.

O panorama geral indica que, apesar das diferenças entre modelos de negócio dentro do varejo, a maior parte das empresas analisadas ainda possui avaliação favorável dos analistas. A predominância de recomendações de compra e a presença de diversos papéis com potencial elevado de valorização reforçam a leitura de que o setor pode oferecer oportunidades seletivas na bolsa, sobretudo em companhias que combinam desalavancagem financeira, ganhos de eficiência e exposição à retomada gradual do consumo doméstico.

 

Confira a lista das varejistas avaliadas pelo BTG Pactual*

Arezzo&Co / Grupo Azzas 2154

Assaí Atacadista

C&A Brasil

Casas Bahia

CVC Corp

Dimed / Panvel

Enjoei

Espaçolaser

Grupo Mateus

Grupo SBF (Centauro / Nike Brasil)

Lojas Marisa

Lojas Quero-Quero

Lojas Renner

Magazine Luiza

Natura &Co

Pague Menos

Positivo Tecnologia

Raia Drogasil (RD Saúde)

Ri Happy / PBKids (Grupo Ri Happy)

Smart Fit

TC Traders Club

Track & Field Co.

Veste S.A. (ex-Restoque: Le Lis, Dudalina)

Vivara

Vulcabras (Olympikus / Mizuno Brasil)

Westwing Brasil

*Lista elaborada pelo banco não inclui empresas do varejo que alteraram seus códigos de negociação após mudanças societárias ou de capital recentemente. São os casos de GPA e a PetzCobasi.

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